A relação do Google com o governo chinês azeda cada vez mais. De acordo com o Financial Times, um dos principais diários econômicos do mundo, a gigante das buscas está decidida a “descontinuar” (jargão do mercado para “finalizar”) o serviço de buscas que opera no endereço Google.cn.

“Uma pessoal familiar com o pensamento da empresa”, nas palavras do FT, chegou a dizer que a certeza do Google de encerrar a busca chinesa já é de 99,9%. A censura imposta pela ditadura china aos serviços de busca seria um dos motivos que levam o Google a querer sair do país. Além disso, a empresa suspeita de que ciberataques orquestrados por autoridades chinesas contra contas do Gmail usadas por ativistas dos direitos humanos.

O fechamento da busca chinesa deve levar ainda algum tempo para acontecer, pois o Google quer continuar com as demais operações que mantém naquele país (como a que vende anúncios do Google.com a chineses). Também há a necessidade de proteger funcionários envolvidos nessa situação, para que não sofram retaliação do governo.

Essa é uma atitude corajosa, pois o Google tem atualmente 30% do mercado de buscas chinês.  No entanto, não pode ser encarada como um martírio, porque já é sabido que outro motivo que faz o Google não se importar tanto para a busca chinesa são os rendimentos financeiro sem grande relevância que a empresa consegue por lá.

[via Financial Times]

Com o início da pré-venda do iPad, a Apple aproveitou para atualizar o seu site com diversas novas informações, desde detalhes sobre os iBooks, um novo controle de rotação de tela e até suporte a AVI.

Conectividade 3G

Foi mostrada como o usuário poderá acompanhar o seu consumo de dados, bem como alterá-lo (assinar, cancelar, mudar de plano…). O iPad avisará quando seu plano de dados estiver com apenas 20% dos dados restando, quando estiver com 10% restando e quando ele tiver terminado, de forma similar ao que o iPhone o iPod Touch fazem com as notificações sobre a bateria atualmente.

Cabe notar que somente foi anunciado o acordo com a operadora de telefonia americana AT&T, não há ainda qualquer palavra sobre como serão os planos de dados em outros países. Vamos esperar que a Apple faça acordos similares com as operadoras brasileiras — como Claro, Oi, TIM, Vivo, que já são suas parceiras nas vendas do iPhone.

iBooks

A novidade é na página do iBooks é que qualquer livro no formato ePub poderá ser lido no iPad, não apenas aqueles comprados na iBook Store da Apple. O iBook não virá direto no aparelho, mas será um aplicativo gratuito na App Store.

Acessibilidade

A tecnologia VoiceOver da Apple permitirá que  todas as páginas de seus e-books sejam lidas em voz alta pelo iPad. Além disso será possível rotear todo o audio do panorama estéreo para apenas o fone direito ou esquerdo, para pessoas que possuem deficiência auditiva em um dos ouvidos.

Trava de rotação de tela

Agora há um botão para impedir que as informações exibidas na tela sejam automaticamente rotacionadas pelo acelerômetro. Isso permitirá um conforto maior para quem pretende ler o iPad enquanto está deitado em uma cama, por exemplo. Usuários de iPhone e iPod Touch sabem como essa situação pode ser irritante, pois a tela não se alinha com a sua posição horizontal. No iPad, não mais.

Suporte a AVI

Uma novidade no iPhone OS: o iPad terá suporte a vídeos AVI no formato MotionJPEG, com taxas de dados de até 35Mbps, resolução de até 1280 por 720 e audio PCM estéreo.

[Macworld]

Carla Bruni: ela não tem quase nada a ver com esse texto, mas quem liga?

Um estudo realizado pela universidade francesa de Rennes mostra que a pirataria continua a crescer no país do croissant, apesar da polêmica “Lei dos três strikes” em vigor por lá desde o ano passado.

Em seu texto, o artigo aprovado pelo marido da Carla Bruni presidente Nicolas Sarkozy em junho do ano passado prevê que os navegantes que forem pegos fazendo download de arquivos ilegais podem receber até três advertências antes de ter sua conexão à web cortada e ainda serem levados ao tribunal, onde ainda podem ser condenados até a dois anos de prisão e ao pagamento de uma multa no valor de 300 mil euros.

Leia mais:

As informações levantadas pelos pesquisadores mostram que apesar do tráfego por sites de torrent tenha caído de 17,1% para 14,6% entre os últimos meses de setembro e dezembro, o total de pirataria no país aumentou 3% impulsionado sobretudo pelo crescimento de sites de troca de arquivos nos moldes do Rapidshare e Sendspace, considerados “mais seguros” para esse tipo de atividade. Ironicamente, o texto da “Lei dos três strikes” prevê que apenas trocas realizadas por mecanismos P2P são passíveis de punição, deixando a tarefa de se baixar um arquivo direto de um site longe de qualquer dor de cabeça legal.

Outra descoberta digna de nota dos pesquisadores mostra que os usuários que baixam arquivos da web estão mais inclinados a pagarem por conteúdo online, confirmando outros estudos semelhantes. “Isso mostra que ao desconectar usuários da rede a indústria da música pode estar se afastando de potenciais consumidores”, afirma o TorrrentFreak.

Ainda é manhã nos Estados Unidos, mas um assunto fez muita gente acordar cedo hoje. Começou a pré-venda do iPad através da loja online da Apple, assim como as reservas para aqueles que preferem retirar o aparelho em uma Apple Store logo que estiver disponível — dia três de abril, no caso dos modelos sem 3G (os modelos com 3G foram prometidos para o final de abril nos EUA).

Além do iPad, também já estão disponíveis na loja online os acessórios oficiais do aparelho: case (US$ 40), dock com teclado (US$ 70), dock simples (US$ 30), adaptador de energia para tomada (US$ 30) e adaptador para saída de vídeo para o padrão VGA (US$ 30).

Como notou o Business Insider, Andrew Erlichson, CEO do site de compartilhamento de sites Phanfare, apresentou  em seu blog uma estimativa de que o iPad pode estar vendendo cerca de 20 mil unidades por hora nas suas primeiras horas de venda, o que corresponderia a uma cifra de uns US$ 10 milhões na conta da Apple para cada uma dessas horas de pico. Ele baseou seus cálculos na hipótese de que os números de pedido da Apple Store Online sejam seqüenciais e de que, às 8h30 da manhã na costa leste americana do dia do lançamento do iPad, seria bem provável que o produto que estivesse sendo mais vendido, com quase exclusividade no momento, esteja sendo realmente o iPad. A partir disso e dos números de seus dois pedidos desta manhã, com meia-hora de intervalo entre eles, Erlichson chegou à sua hipótese. É claro, ele pode estar redondamente enganado, mas pesquisas mais recentes sugerem que a expectativa pela venda do iPad era realmente grande.

E, uma última e curiosa observação: dando uma segunda olhada para a captura de tela acima e nota-se que finalmente surgiu no site da Apple uma aba para o iPad, entre a aba do iPhone e a do iTunes (que se separou do iPod, com quem dividia sua aba até ontem).

Agora o Twiitter quer saber o que está acontecendo e onde. (Divulgação)

A geo-localização realmente está cada vez mais em destaque ultimamente, e o Twitter acaba de dar mais um passo para popularizar o recurso. Antes o Twitter suportava geotagging por parte de aplicativos que enviavam essa informação, normalmente em um smartphone com GPS. Passa agora a ser possível anexar ao tweet informações da sua localização (a cidade, o bairro, o local exato… você escolhe o quão preciso) através do próprio twitter.com.

Os responsáveis pelo micro-blog sabem que nem todos querem divulgar ao mundo sua localização, então para adicioná-la aos seus tweets você primeiro vai precisar entrar na página de configurações da sua conta na rede social e ativamente optar por habilitar o recurso. Ainda assim, seus tweets não serão “geo-etiquetados” até que você confirme para o Firefox que deseja compartilhar sua localização e escolha, para cada mensagem onde quiser essa informação, que vai querer anexar sua localização. (Acho que ninguém vai poder reclamar que tuitou sua localização por acidente, você realmente tem que querer).

“As pessoas que escolhem adicionar esta camada adicional de contexto ajudam a tornar Twitter uma rede de informações mais rica para todos nós — dados de localização podem tornar tweets mais úteis,” disse o co-fundador da rede social, Biz Stone, no blog oficial da empresa.

Se depois você se arrepender de ter contado ao mundo onde estava (ou achar que pode ser roubado), o Twitter permitirá facilmente que se desabilite a funcionalidade e até mesmo se apague todos os dados de localização de seus tweets passados.

Por enquanto só foi confirmado oficialmente suporte para o Firefox 3.5 e Google Chrome sendo executados no Windows, mas versões anteriores do Firefox e o Internet Explorer também poderão ser utilizados, contanto que o Google Gears seja instalado. Para maiores informações, @Biz recomenda que se leia os artigos “How To Tweet with Your Location” e “About the Tweet With Your Location Feature”, ambos em inglês.

Hoje a Opera Software lançou para Android a versão beta do Opera Mini 5, assim trazendo à plataforma móvel a mais recente versão de um dos mais populares navegadores do mercado móvel.

Um dos motivos para a popularidade do browser nesse nicho é o fato de os dado serem comprimidos pela Opera Software em até 90% antes de serem enviados ao Opera Mini no celular, segundo a empresa. O benefício é sentido na velocidade de carregamento das páginas e no bolso, caso seu plano tenha o tráfego limitado em menos Megabytes do que você gostaria.

Outros destaques do beta são a navegação por abas e o (já tradicional recurso do Opera) Speed Dial, que mostra uma grade de nove miniaturas com seus sites preferidos logo que o browser é iniciado. Para baixar o aplicativo é preciso visitar o link m.opera.com/next a partir de seus dispositivo com Android ou procurar pelo Opera Mini 5 no Android Market.

Falando em iPhone, dados levantados pela empresa de análise Localytics indicam que o iPhone ainda não faz sucesso dentro dos escritórios – pelo menos, não a trabalho. Em uma pesquisa feita com os usuários do telefone da Apple realizada nos EUA e Canadá mostra que o uso de apps no aparelho tem menores índices durante o horário de batente, atingindo seu pico exatamente nos momentos de folga de seus proprietários. Aos finais de semana, o uso do aparelho dispara. Confira:

Em sua análise a empresa aponta que “o iPhone ainda é um gadget feito sobretudo para uso pessoal, fora das horas de trabalho” (hey, isso é bom, certo?), o que “reflete diretamente em suas estratégias de marketing e de venda de apps”. Antes de tirar outras conclusões, o texto lembra que “o principal uso do iPhone em ambiente de trabalho pode não ser necessariamente ligado a seus aplicativos, como realizar ligações ou enviar e receber e-mails, por exemplo”.

Dois pesquisadores de uma empresa de segurança chamada TippingPoint Digital conseguiram criar aquela que é considerada a primeira botnet feita unicamente a partir de smartphones. Usando um inocente programa de previsão do tempo com um código malicioso escondido entre suas linhas, os pesquisadores Daniel Tijerina e Derek Brown conseguiram obter dados de cerca de 8 mil proprietários de iPhones e de aparelhos que rodam o sistema operacional Android.

Apesar da dupla afirmar que “ninguém foi prejudicado” com o experimento, entre os dados coletados estavam os números dos aparelhos e a localização geográfica dos smartphones, obtida via GPS, o que mostra o potencial de estrago que uma simples brecha de segurança num dispositivo móvel pode provocar.

A app maliciosa, conhecida como WheaterFirst, não foi distribuída nas lojas oficiais de aplicativos do da Apple e Google, mas sim em sites alternativos feitos para donos de aparelhos que passaram por jailbreak, como Cydia, SlideMe ou Modmyi. [Sophos]

Jogos a partir da nuvem começam em 17/ junho

O serviço de jogos na nuvem OnLive teve sua data de lançamento marcada para 17 de junho para os usuários de PC e Mac nos Estados Unidos. A assinatura mensal foi fixada em US$ 14,95 (cerca de R$ 26) e a compra ou aluguel de games custará um extra, mas a empresa ainda não entrou em maiores detalhes a esse respeito.

O serviço promete trazer diversos benefícios, tanto para os jogadores (que poderão jogar de qualquer computador básico e terão acesso instantâneo a todo potencial dos mais novos games) como para a indústria (que teria a pirataria diminuída e um canal de distribuição muito mais direto entre seus jogos e o consumidor).

A restrição do serviço seria apenas a qualidade da conexão via internet entre o jogador e os servidores da OnLive. É por isso que o serviço, ao menos por hora, estará disponível apenas nos EUA, onde os datacenters da empresa estão localizados.

Há pessoas que acreditam que o OnLive será uma revolução (como os financiadores do projeto, que incluem AT&T, Time Warner e Autodesk, entre outros), outros apostam que o serviço será um fracasso. Agora já se tem uma data para começarmos a descobrir qual o verdadeiro impacto que o OnLive terá sobre o mercado de entretenimento eletrônico, um dos mais rentáveis do mundo.

O que não falta na internet são rumores sobre o que as próximas versões do iPhone vão ter. Entre bloqueador de celulares em cadeias e até mesmo um sintetizador de voz do Steve Jobs para que Appemaníacos ouçam o iGod falando, o mais quente rumor do momento diz respeito ao software que o iPhone roda.

iPhone poderia ficar ainda mais forte. (Flickr: Ninjam83)

iPhone poderia ficar ainda mais forte. (Flickr: Ninjam83)

De acordo com o blog Mashable, a próxima versão do iPhone OS poderia finalmente permitir a multitarefa, ou multitasking. Essa é uma das grandes reclamações a respeito do smartphone da Apple, que proíbe sumariamente que mais de um aplicativo seja executado simultaneamente, como no caso dos computadores pessoais. A única exceção a essa regra é o aplicativo de música nativo do sistema, que pode ser executado mesmo quando um jogo estiver aberto, por exemplo.

A multitarefa já é possível por meio do Jailbreak, processo que – evidentemente – a empresa da Maçã desaprova e abomina. Uma vez que o iPhone é desbloqueado, o dono do aparelho já pode rodar vários programas ao mesmo tempo. Já no iPhone OS 4, essa função seria nativa e aprovada pela Apple.

Em tese, a Apple já estaria desenvolvendo regras para que um programa fique apto a rodar em modo multitarefa. Ou seja, a multitarefa teria que ser “conquistada” caso a caso por cada desenvolvedor de aplicação para o iPhone OS. Dessa forma, a empresa não perderia completamente o controle sobre o recurso.

A desculpa da Apple para não oferecer a multitarefa no iPhone até hoje é que a experiência do usuário pode ser incompleta, uma vez que mais travamentos poderiam acontecer graças aos vários programas rodando juntos. O tempo de bateria também poderia sofrer diminuição, uma vez que mais aplicativos sendo executados resultam em maior uso de processamento. [Flickr: Ninja M.]