Televisão. Prepare-se para riscar esse item da lista “Áreas nas quais o Google ainda não está interessado em dominar”. Ao menos é o que diz o New York Times, que cita fontes confiáveis ao afirmar que a que a gigante de busca estaria trabalhando em conjunto com as fabricantes Sony, Intel e Logitech para criar uma set-top box para TVs.

Segundo o jornal, a set-top box seria uma plataforma de streaming de vídeo da web baseada no sistema operacional Android e se chamaria Google TV. O rumor seria reforçado pelo fato de tanto a Sony como a Intel e Logitech listarem vagas para engenheiros e desenvolvedores especificamente com conhecimento do sistema Android.

As fontes anônimas também afirmam que o protótipo do dispositivo já estaria tão avançado que o Google começou testes no começo do mês em parceria com a Dish Network, empresa americana de venda de TV por assinatura. Elas também afirmam que dentro dos próximos dois meses o Google deverá liberar um kit de desenvolvimento com as ferramentas necessárias para customização do Google TV.

Como já era esperado, nenhuma das assessorias de imprensa quis comentar os rumores. [NYTimes]

Se você tem uma conta no MySpace, muito cuidado: os seus dados de usuários podem estar à venda na internet, disponíveis para que qualquer um os compre e faça com eles o que bem entender. Tais dados são mais voltados para pesquisadores e pessoas envolvidas no mercado musical e podem ser obtidos no site InfoChimps.

Atualizações sobre humor, fotos, eventos, listas de reprodução musical, nomes, códigos postais e posts em blogs são alguns dos dados que podem ser comprados no site. Munidos deles, pesquisadores poderão criar modelos de perfis de usuários de redes sociais, para citar uma das várias aplicações que são possíveis com esse tipo de informação sobre o usuário de internet.

O mais legal é que, ao concordar com os termos de serviço do MySpace, o usuário cede para o site os direitos sobre todos os dados que são armazenados. Ou seja, o MySpace passa a ser dono das informações ali publicadas e pode fazer o que bem quiser com elas… Como disponibilizar para que uma empresa parceira as venda.

Mas o MySpace já soltou uma nota oficial dizendo que “não está vendendo dados para a Infochimps. O MySpace provê a desenvolvedores, incluindo empresas como a Infochimps, acesso gratuito a dados disponíveis publicamente e em tempo real”. A empresa só esqueceu de dizer na nota que tem um acordo de partilha de receitas proveniente dos dados vendidos pela Infochimps.

[via PC World, Read Write Web, Slashdot]

Tadinho do tio Bill Gates. Não bastasse ter deixado de ser o homem mais rico do mundo – e para um mexicano, o que é pior! -, o dono da Microsoft agora vai amargurar mais um déficit, dessa vez nas contas da empresa fundada por ele. Um juiz dos Estados Unidos determinou que a gigante dos softwares pague US$ 105,6 milhões (cerca de R$ 180 milhões) em multas por infração de patentes.

Tais patentes, que são da empresa VirnetX e custarão muito caro para a Microsoft, dizem respeito a tecnologias de troca de dados em VPNs (redes privadas muito usadas em ambientes corporativos). Uma delas fala sobre criar conexão PC-PC de forma “transparente” e com uso de um servidor DNS seguro.

A equipe de relações públicas da MS já se manifestou sobre o assunto: disse que a empresa respeita a propriedade intelectual dos outros, mas não acredita que as evidências do processo demonstram que eles infringiram patentes e também que elas são inválidas.

Ainda há a opção da Microsoft recorrer da decisão, o que a empresa provavelmente vai fazer. O juiz também pode aumentar as punições, inclusive com a proibição da venda dos produtos que em tese violam a patente (Windows XP, Windows Vista, Microsoft Office e Windows Messenger).

[via Electronista]

Migre djá!

Migre djá!

A Microsoft continua sendo líder no segmento corporativo com produtos como o Exchange, que alia tecnologias de software e hardware para oferecer um sistema integrado de troca de dados entre os funcionários de uma empresa. Mas isso pode estar para mudar. O Google, com seu apetite feroz por mais usuários, lançou uma ferramenta que permite importar todos os dados presentes em uma conta do Microsoft Exchange.

Funciona da seguinte maneira: depois de baixar o programa, o usuário fica apto a importar do Exchange para o Google Apps – a reunião de serviços voltados para empresas do Google – informações sobre contatos, mensagens de e-mail já recebidas e calendários. O aplicativo funciona tanto com o Microsoft Exchange 2003 quanto com o Microsoft Exchange 2007.

Infelizmente, no entanto, não é qualquer um que pode usar o programa. Embora o software seja gratuito e sem restrições, somente usuários do Google Apps Premier ou versão educacional do serviço poderão fazer a importação. Portanto, se a sua empresa utiliza o Google apps gratuito, será preciso migrar para a versão paga a fim de ter a troca de Exchange para Apps (ao custo de US$ 50 anuais por usuário).

O passo do Google interessante, principalmente porque em 2010 a Microsoft vai lançar a nova versão do Outlook e também do Exchange, programas que melhor tiram proveito das tecnologias corporativas da empresa. Talvez o Google não esteja mais respeitando o lema Don’t be evil.

[via DownloadSquad]

Falando em smartphones, um porta-voz do Google confirmou ao site MobileCrunch que a loja online Android Market acabou de atingir a marca de 30 mil apps, contra as apenas 16 mil registradas em dezembro. O crescimento de pouco menos de 100% em três meses é similar ao registrado pela famosa iTunes App Store em seus primeiros dias. Atualmente, a loja da Apple conta com cerca de 140 mil programas.

Dados da empresa de desenvolvimento AndroidLib mostram que 61% das apps disponíveis para os celulares do Google podem ser adquiridas de graça pelos usuários, mas não está claro quantos desses programas podem rodar sem problema nas versões 1.5, 1.6 e 2.1 do sistema operacional, que está disponível em “diversos sabores” para diversos fabricantes.

A Android Market foi lançada no final de 2008 junto do HTC G1, primeiro smartphone a rodar o sistema do robozinho, mas só foi se popularizar conforme mais aparelhos com o programa foram chegando ao mercado.

Um levantamento feito pela empresa de pesquisa Crowd Science mostra que cerca de 70% dos proprietários de Blackberries pretendem trocar seus smartphones num futuro próximo por opções da concorrência, sobretudo pelo iPhone ou modelos com o sistema operacional Android.

Enquanto 90% dos consumidores das outras marcas pretendem continuar com smartphones do mesmo fabricante pelos próximos anos, cerca de 40% dos donos de aparelhos da Research In Motion estão pensando seriamente em trocar a cereja pela maçã e comprarem um iPhone, enquanto outros 30% lançam olhares de desejo para o Android. Quando perguntados especificadamente se substituiriram seus Curve, Bold ou Pearl pelo Nexus One, 32% dos consumidores da empresa afirmaram que sim, contra apenas 9% dos donos de iPhone, por exemplo.

De acordo com John Martin, CEO da Crowd Science, os proprietários de modelos da RIM “estão se cansando da marca por ela não ser tão ousada”.

Outros dados são que os donos de modelos com Android são mais jovens que os da concorrência, enquanto os que vão de iPhone pretendem usar seus aparelhos para diversão, e não apenas para trabalho. [Inquirer]

Uma pesquisa promovida pelo jornal online First Monday revelou aquilo que todos nós já sabíamos: os estudantes preferem não revelar a seus professores que usaram a Wikipedia como fonte de pesquisa de trabalhos escolares. De acordo com a pesquisa, o participante de um dos grupos pesquisados chegou a dizer que usa a enciclopédia gratuita para ter uma ideia breve do assunto, ainda que seus professores recomendem o contrário.

Vamos aos números. 75% dos alunos usam pelo menos ocasionalmente Wikipedia para fazer pesquisas escolares; 30% admitiram que usam o serviço sempre; 13% fazem uso raramente (não sabem o que estão perdendo…); 3% afirmaram não usar a Wikipedia nunca, jamais, em hipótese alguma; e 3% dos estudantes – do ensino superior, veja bem – disseram que não sabiam se usavam a Wikipedia em suas pesquisas.

Curiosamente, 97% dos entrevistados disseram ter consciência de que a enciclopédia online não tem conteúdo mais confiável que o de outros websites.

Informação inicial. A pesquisa, que foi feita como parte de um projeto da Universidade Washington, ainda conclui que a Wikipedia é bastante usada, mas para fazer pesquisas superficiais ou que deem introdução a determinado tema, recorrendo depois a sites mais conceituados e mais aprofundados sobre o que estão procurando. 26% dos universitários responderam no questionário

[via Ars Technica]

“Os seios mostrar você vai”: 12 vezes mais pervertidos do que pervertidas no Chatroulette

Nem só de pianistas dotados do dom de improvisar é formado o corpo de usuários do Chatroulette. Robert J. Moore, CEO da RJMetrics, apresentou em um post como convidado do TechCrunch os resultados da pesquisa que sua empresa realizou sobre a demografia do Chatroulette, e, resumidamente, conclui-se que o serviço tem muitos homens, vários americanos e… um bom número de pervertidos!

Alguns destaques da pesquisa:

  • 72% dos usuários são homens sozinhos e 4% é um grupo de homens;
  • 9% são mulheres sozinhas, e 2% é um grupo de mulheres;
  • 11% dos chats são sem pessoa alguma aparecendo no vídeo (ou seja, é mais provável você falar com uma cadeira vazia do que com uma mulher sozinha!);
  • Cerca de 70% dos participantes têm entre 20 e 30 anos;
  • 47% estão nos EUA, o segundo lugar é da França (15%) e o Brasil nem é mencionando na pesquisa;

Agora um momento para falar dos pervertidos. Como não seria surpresa em um serviço em que pessoas são aleatoriamente colocadas em um chat de áudio e vídeo com um estranho (que às vezes pode ser bem estranho mesmo), há uma boa quantidade de material impróprio no Chatroulette. Para a pesquisa, foram considerados pervertidos todos aqueles que aparentavam não estar vestidos, mostravam nudez explícita ou pareciam estar cometendo… errr… “atos impróprios”, digamos assim…

O total de pervertidos foi de 13% dos participantes do Chatroulette, ou seja, cerca de um em cada oito chats em que você for parar terão algo inadequado na telinha. E desses pervetidos todos, apenas 8% são mulheres, o que, combinado com a participação de mulheres no serviço, significa que menos de 1% dos usuários totais são mulheres pervertidas. Ou seja, desistam rapazes, é duas vezes mais provável (entre 1% e 2%) encontrar uma imagem pedindo por nudez feminina (como a imagem acima) do que de fato ver uma mulher nua no Chatroulette.

Se você chegou aqui pelo Twitter, a página do post pode ter sido carregada quase 2 segundos mais devagar do que se você tivesse acessado pera URL própria do Tecnoblog. Essa é uma das conclusões as quais chegou uma pesquisa iniciada pela empresa WatchMouse, que mediu a confiabilidade de serviços de encurtamento de URLs na web.

Facebook: bom como rede social, péssimo como encurtador de URLs

A empresa monitorou os 14 serviços encurtadores mais usados durante o decorrer do mês, medindo a cada cinco minutos em algum dos seus servidores no mundo quanto tempo cada serviço demora para redirecionar o usuário para uma página. Tenha em mente que eles não mediram quanto tempo a página demorava para abrir, apenas o redirecionamento.

A pesquisa concluiu que os redirecionadores mais rápidos são o Goo.gl e Youtu.be, ambos controlados pelo Google, que geram um atraso máximo de pouco mais de 320 milissegundos. O mais devagar foi o Fb.me, usado pelo Facebook, que pode garantir até mais de 2 segundos perdidos na navegação do usuário. Sobre o uptime dos servidores, apenas o goo.gl e twit.tl (esse último administrado pelo Twitter) mantiveram-se no ar durante 100% do tempo monitorado. O menos confiável foi o Snurl.com, que ficou fora do ar durante 2% do tempo em que foi testado.

Snurl.com: sai do ar com mais frequência

Snurl.com: sai do ar com mais frequência

Em geral, a WatchMouse diz que encurtadores deixam a web mais devagar e podem expor o usuário a links maliciosos mais facilmente. Porém, eles trazem vantagens como a possibilidade de fazer tracking de estatísticas de clique. Fica a cargo do usuário decidir se a troca vale à pena. [Techcrunch]

Firefox 3.0: robôs

A fundação Mozilla, responsável pelo desenvolvimento do navegador Firefox anunciou o fim da linha para sua versão 3.0, que deixará de receber suporte de fábrica a partir do próximo dia 30 de março.

Um aviso deixado pela organização em sua wiki oficial afirma que a atualização 3.0.19, que deverá ser lançada no final desse mês, será a última correção de segurança e estabilidade feita para o programa, que a partir daí deixará seus usuários por conta de sua própria sorte. Os navegantes que quiserem manter seus computadores devidamente seguros e protegidos (ou seja, todo mundo) podem fazer a atualização para o Firefox 3.6 ou procurar as últimas versões do Chrome, Safari, Opera ou até mesmo do Internet Explorer.

Lançado no dia 17 de junho de 2008, o Firefox 3.0 (nome-código Gran Paradiso) foi recebido com festa por seus entusiastas junto de uma campanha chamada World Download Day, que fez o programa entrar para o livro do recordes depois de atingir a marca de 8 milhões de downloads em um único dia. Apesar de parecer prematuro, o final de seu suporte foi adiado diversas vezes por sua empresa-mãe por conta de atrasos no desenvolvimento de suas versões mais recentes.

O Firefox 3.0 sai de cena com sua família abocanhando cerca de 20% do mercado de navegadores de internet em todo o mundo e deixa como maior legado a estranha fixação por robôs de seus desenvolvedores. [Register]