O FBI e outras agências federais americanas estão se infiltrando nas redes sociais com perfis falsos que visam juntar informações sobre suspeitos, simplesmente observando-os ou até mesmo se aproximando dos mesmos como “amigos” virtuais em buscas de informações que colaborem com as investigações.

Os agentes do FBI, por exemplo têm usado o Facebook pra determinar o paradeiro de fugitivos, ou checar alibis comparando as histórias que os suspeitos contam para as autoridades com o que eles escreveram no Twitter no período relatado.

O documento entitulado “Obtaining and Using Evidence from Social Networking Sites” (“Obtendo e utilizando evidências a partir de sites de redes sociais” em tradução livre) foi obtido pela Eletronic Frontier Foundation, um grupo de proteção aos direitos civis no mundo digital, como resultado do processo da fundação contra o Departamento de Justiça americano.

“O conhecimento é poder(…), pesquise todas as testemunhas em sites de redes sociais,” diz um trecho do documento.

Uma curiosidade: o documento lista as redes sociais mais populares em cada região, o que inclui a América Latina, onde os agentes são aconselhados a buscar informações (adivinhem…) no Orkut, claro. Outro trecho curioso é onde Ashton Kutcher é citado no tópico que discute o Twitter e o Facebook como mídia comparável aos jornais e TV. Para ler o documento na íntegra visite a cópia em PDF hospedada pela Eletronic Frontier Foundation em seu site.

Um projeto de lei que combate a troca ilegal de arquivos na internet foi aprovado essa semana na Câmara dos Lordes britânica, casa mais alta do parlamento das terras de vossa majestade.

Atendendo pelo nome de Lei da Economia Digital, o artigo foi criado por Peter Mandelson, Secretário de Negócios do governo, e foi recebida de braços abertos pela indústria fonográfica local, que não escondeu sua satisfação com os capítulos que preveem que os usuários que forem pegos fazendo download ou upload de material protegido por direitos autorais podem ser processados e ter seu acessocortado por período indeterminado à web.

Além disso, o projeto conta com mecanismos legais que agilizam o bloqueio de sites que oferecem material pirata para download, apesar dos alertas do Google, British Telecom e Facebook de que seria mais efetivo aplicar multas contra essas páginas no lugar de apenas restringir seu acesso.

Como era de se esperar, a decisão vem provocando polêmica. Os críticos apontam que a lei pode fazer com que sites participativos, como o YouTube, possam ser bloqueados por conta de material postado por seus usuários, além de apontar que o texto é incompatível com a Diretriz de Padrões Técnicos para a internet em vigor na União Europeia.

À rede de notícias BBC, James Killock, diretor executivo do Open Rights Group afirma que os representantes do governo estão aprovando “uma lei draconiana sem qualquer debate democrático”. Já a BPI, organização que representa as gravadoras do país afirma que “a aprovação da lei é um passo fundamental para a sobrevivência do setor criativo”

A Lei da Economia Digital ainda precisa ser aprovada na Câmara dos Comuns e pelo primeiro ministro Gordon Brown para entrar em vigor.

Nexus One: ainda longe de chegar ao seu primeiro milhão

O Nexus One, smartphone do Google, é o mais recente portador de um título que vem passando de mão em mão desde o lançamento do iPhone: ele é hoje considerado o mais forte candidato a ser o iPhone-killer. No entanto, assim como os outros portadores do título, o Nexus One também não está conseguindo fazer jus ao rótulo. No período em que o primeiro iPhone vendeu seus primeiro milhão de unidades, o celular do Google chega a apenas cerca de 135 mil unidades.

Em 2007, o primeiro iPhone — aquele que não tinha nem App Store, nem copiar/colar — levou 74 dias para chegar à simbólica marca de um milhão de unidades vendidas. Na próxima sexta-feira, 19 de março, o Nexus One chegará também no seu 74º dia no mercado, mas segundo estimativas da Flurry, empresa que mensura o uso de smartphones, o Nexus One terá chegado a apenas cerca de um oitavo da marca milionária.

Boa parte do sucesso menor do que o esperado tem sido atribuído ao modelo de venda do Nexus One. O aparelho é vendido apenas pelo site www.google.com/phone, não sendo vendido em lojas físicas, nem de eletrônicos e nem de operadoras de telefonia celular. De fato, um aparelho de nível similar rodando o mesmo sistema Android, o Motorola Droid (conhecido em todo o mundo não-americano como Milestone), que é vendido do modo tradicional, chegou ao seu 74º dia no mercado com vendas na faixa de um milhão de unidades, a marca mágica que o Nexus One não conseguiu atingir. [Business Week]

Em dezembro do ano passado, o Google pediu o registro da marca Nexus One no escritório de marcas e patentes dos EUA. Na terça-feira da semana passada a empresa recebeu o resultado: o pedido foi negado.

Segundo o escritório, a marca “Nexus One” é muito similar à outra á registrada pela empresa americana Integra Telecom em 2005 e que poderia gerar confusão, principalmente pelo fato da empresa também atuar no mercado de telefonia. A marca nesse caso é apenas “Nexus”.

Na carta dizendo que o registro não pode ser feito, o escritório ainda informa ao Google que é possível responder à negação do registro com evidências e argumentos que provem que não haverá confusão entre as duas marcas registradas. Para evitar que o pedido seja abandonado, a resposta deve ser enviada em até 6 meses.

Ou eles poderiam usar a minha sugestão: tirar uns trocados do bolso e comprar a Integra junto com a marca. Simples e fácil. [Obrigado ao SteveBob pela dica]

Nada de multitarefa.

Nada de multitarefa.

Dessa vez a Microsoft fez a lição de casa, diretamente a partir do que a escola de Cupertino manda: criou uma plataforma para dispositivos móveis que não tenta reproduzir o ambiente de um computador convencional, com direito a interface bastante amigável e inovadora. Incluíram sincronização fácil com o PC. E, num surto jobsiano, decidiram que não haverá multitarefa nos aparelhos que rodarem o sistema.

É isso mesmo: assim como no iPhone OS (não me venha falar de Jailbreak, por favor) da Apple, que não permite mais de um aplicativo funcionando simultaneamente, o Windows Phone 7 também vai capar essa funcionalidade. Exceto pelo tocador de música, que poderá ser acionado a qualquer momento, todos os outros programas da plataforma deverão ser rodados de forma individual.

O modelo iPhone, no entanto, não para por aí. Assim como no caso da concorrente, a Microsoft também optou por manter notificações de aplicativos que conectam-se permanentemente com servidores, a fim de informar sobre atualizações e novas informações ao dono do aparelho. Com isso, há a falsa impressão de multitarefa. Lembra as Push Notifications (anunciadas durante a WWDC 2009), não?

Pelo menos a Microsoft já afirmou que, conforme a plataforma móvel for melhorada (em uso de bateria e de rede e previsão de gasto de recursos de aplicativos), a multitarefa poderá ser adicionada a outros aplicativos.

[via All About Microsoft]

O aparelho com mais hype do momento (também conhecido como iPad) tem design fino e sem emendas, o que não seria possível com uma bateria removível. Até aí é tudo igual aos seus irmãos de construção unibody na Apple, mas diferentemente de iPhones e Macbooks — que são levados para ter a bateria trocada numa assistência da Apple — no iPad, quando a bateria começa a dar problema, a Apple não troca só a bateria: ela te manda um novo.

Essa política consta no FAQ da bateria do iPad, que explica que o serviço não se aplica no caso de aparelhos danificados, ou que tenham sofrido modificações não autorizadas (será que ela quer dizer jailbreak?). O custo do serviço será de US$ 99 mais o frete, totalizando US$ 105,95 (menos de R$ 200). Isto, é claro, é válido apenas para os Estados Unidos, ao menos por hora.

A Apple avisa que todos os dados serão perdidos no processo de troca, então é essencial fazer o sincronismo com o iTunes antes de enviar o iPad, para assim ter um backup em dia e poder restaurar tudo quando o novo iPad chegar, cerca de uma semana depois do envio do aparelho de bateria comprometida à Apple.

Pesquisa liberada nesta-segunda-feira pela empresa Pew Internet mostra que apesar de 71% nos navegantes norte-americanos afirmarem ler diariamente notícias na web, apenas 7% deles estariam dispostos a abrir suas carteiras caso o acesso a esses sites passe a ser cobrado.

Os números mostram que apesar da grande maioria obter suas informações a partir de diversas páginas, 35% dos usuários afirmam ter um “site predileto” do qual são visitantes fiéis e de onde tiram a maior parte de suas informações. E mesmo neste caso não existe fidelidade que resista a alguns dólares: apenas 15% afirmam que assinariam por conteúdo, enquanto 82% iriram “procurar outro site” e 2% dizem que não saberiam o que fazer.

Apesar dos dados indicarem que as verbas para anúncios online tenha caído pela primeira vez desde 2002 (a crise, sempre a crise), os dados mostram que eles até que são bem populares: 45% dos entrevistados afirmam que clicam em anúncios freqüentemente, 35% às vezes, 15% dificilmente e apenas 5% nunca.

Bom lembrar que boa parte dos portais brasileiros ainda insiste na prática de fechar seus portões aos navegantes, e que o jornal norte-americano New York Times pretende começar a mandar uma fatura para seus leitores a partir do ano que vem.

O CEO do Twitter, Evan Willians, anunciou hoje durante a conferência SXSW, em Austin, no Texas, uma nova característica que será disponibilizada em breve na rede social e que permitirá a donos de websites uma integração mais completa com suas contas no Twitter. Willians afirma que ela deverá complementar a API, e não competir com serviços já existentes.

A plataforma vai ser chamada de “@Anywhere“, e deverá permitir que usuários do serviço sigam outras contas diretamente em sites que a integrarem, além de dar a opção para que eles enviem tweets a partir da própria plataforma.

Fãs de um colunista, por exemplo, poderão seguí-lo diretamente na sua página da web (caso ele insira o código javascript do @Anywhere no site) ou tuitar um link para a coluna atual, sem precisar abrir seu perfil no Twitter. Ao ser lançada a plataforma será integrada com sites como Yahoo, eBay, Amazon, YouTube, Bing e Digg, dentre outros sites com grande número de acessos. Ainda não há uma data determinada para a disponibilização da plataforma.

Já sobre o tão esperado modelo de negócios, Willians afirma que ainda não determinou um, mas que deve continuar experimentando com vários nos próximos meses. Ele cita os acordos com o Google e Microsoft como exemplos de tais experimentos. A estimativa é de que esse acordo tenha gerado US$ 25 milhões em receita para a rede social.

Popularização do acesso à internet. É isso o que a Federal Communications Commision, a Anatel dos Estados Unidos, quer com um plano de banda larga que será enviado amanhã ao Congresso do país para apreciação. O plano visa a “conectar todos os cantos da nação”. O prazo será de dez anos para que os objetivos sejam atingidos.

Brasil anda devagar na popularização da banda larga.

Brasil anda devagar na popularização da banda larga com custo acessível.

Um dos objetivos mais ambiciosos do plano de banda larga americano é conectar 100 milhões de residências a redes de 100 Mbps (só?!), criando um monstruoso mercado de internet de altíssima velocidade. A expansão dessa rede permitiria a criação de novos empregos e novos negócios para os Estados Unidos, país que ainda se recupera de uma forte crise e onde qualquer ajuda é muito bem-vinda.

Hospitais, faculdades, escolas, bibliotecas e instalações militares não ficam de fora do projeto. Essas instituições, chamadas de “âncoras” pela FCC, estarão conectadas a uma rede ainda mais potentes: uma conexão de 1 Gbps ficaria disponível para que funcionários, estudantes e visitantes façam uso da grande rede. A FCC quer, ao oferecer internet a velocidades mais rápidas, que as pessoas fiquem empolgadas para inovar e criar novas aplicações que tirem total proveito dessa rede.

A bagunça das telecomunicações por lá – que não é muito diferente da brasileira, diga-se de passagem – também deve diminuir. Competição é uma das palavras-chave para que a qualidade da banda larga comercial melhore. Para isso, a FCC pretende fiscalizar com rigor as operadoras de telefonia, levando em consideração o custo do acesso, a velocidade da conexão e a qualidade dela.

Só falta saber quando a Anatel vai fazer algo similar aqui no Brasil. O nosso plano nacional de banda larga já está pronto, com objetivo de levar internet a 30 milhões de brasileiros até 2014. No entanto, não fala sobre a qualidade dessa conexão, o que – como a gente bem sabe – não anda muito bem das pernas.

[via ZDNet, Secretlondon123]

Na edição doe domingo (14) do jornal carioca O Globo saiu uma discreta nota na coluna “Gente Boa” que confirma as dificuldades que os amantes de tecnologia no Brasil sofrem perante nossos exorbitantes impostos. Segundo o jornalista Joaquim Ferreira dos Santos, Steve Jobs teria negado o convite da Secretaria de Patrimônio Cultural do Rio de Janeiro para abrir uma Apple Store no Brasil. O motivo? Nossa “política maluca de taxação”.

Nota publicada no jornal O Globo. (Reprodução)

Nota publicada no jornal O Globo. (Reprodução)

O secretário Washington Fajardo teria proposto que a primeira Apple Store do Brasil fosse aberta na região da Zona Portuária do Rio ou em um prédio histórico do centro da cidade. Ainda assim, Jobs teria prontamente recusado.

“Não podemos nem exportar os nossos produtos com a política maluca de taxação superalta do Brasil. Isso faz com que seja muito pouco atraente investir no país. Muitas companhias high tech se sentem assim,” respondeu o CEO da Apple.