Já que o encerramento das atividades do Google.cn agora parece ser pura questão de tempo, a gigante da web parece estar aproveitando seus momentos finais no país para enfiar o pé na jaca.

De acordo com relato feito ao site Sillicon Alley Insider por Bill Bishop, fundador da empresa MarketWatch e morador de Pequim, por algumas horas o sistema de busca da empresa norte-americana simplesmente parou de filtrar os resultados anteriormente bloqueados pelo infame Grande Firewall da China.

Bishop afirma que pesquisas a respeito do famoso protesto de estudantes de 1989 começaram a retornar resultados com imagens do massacre que aconteceu na Praça da Paz Celestial, por exemplo. Já outras pesquisas termos proibidos continuaram devidamente bloqueadas no período.

O Google, claro, não deu um pio sobre o assunto.

De qualquer maneira, o oba-oba não parece ter durado muito. Enquanto esse post foi escrito, a busca por “1989 China Protest” no Google.cn retornou apenas 28 resultados aleatórios (como um sujeito falando ao telefone, um cara perto de uma árvore e um navio), contra 590 mil na versão internacional do buscador – repleta de imagens pouco agradáveis, mas, pelo menos, verdadeiras.

Durante a MIX10, conferência de designers e programadores que acontece nos Estados Unidos, a Microsoft anunciou como vai ser o Windows Phone Marketplace, loja de aplicativos do Windows Phone 7 Series. O desenvolvimento será feito baseado em Silverlight e no framework XNA (ambos, obviamente, da Microsoft). O development kit para plataforma vai conter XNA 4.0, Visual Studio 2010, Expression Blend e um simulador do ambiente Windows Phone 7, para que o programador tenha todas as ferramentas para criar aplicativos.

Do ponto de vista do design, o Marketplace segue o jeitinho Microsoft de produzir interfaces. Uma visão panorâmica permitirá que o usuário navegue pelas opções e escolha os aplicativos que serão instalados no dispositivo móvel.

Marketplace do Windows Phone 7 Series. (Divulgação)

Marketplace do Windows Phone 7 Series. (Foto: Engadget)

Grandes desenvolvedores já trabalham com o Windows Phone 7. Alguns dos principais são: Electronic Arts, Namco, Seesmic e Pandora. Todos eles deverão ter aplicativos para o sistema quando ele for lançado, no fim do ano. No entanto, até o momento só há prévias de como os softwares irão funcionar.

A compra de aplicativos poderá ser feita de diversas maneiras. Diferentemente da App Store (ao menos por enquanto), o Marketplace do Windows Phone permitirá que o cliente teste o aplicativo antes de efetivamente pagar por ele. Por sinal, o pagamento poderá ser feito diretamente na conta de telefone, por meio da operadora de telefonia.

Assim como no caso do iPhone, o WP7 terá push notifications para aplicativos que não estejam aptos a rodar em modo multitarefa (pois é…). Dessa forma, o programa ficaria fechado, mas em constante contato com servidores que o manteriam informado sobre atualizações interessantes para o dono do aparelho.

[Atualização às 16:40] O Marketplace será a única forma de baixar softwares para aparelhos que rodem Windows Phone 7. Assim como na App Store, haverá uma equipe responsável por filtrar os aplicativos que serão disponibilizado aos clientes (ou não). Mas a Microsoft garante que não terá uma forma de aprovação espartana como a da Apple.

[via Engadget, Electronista]

Se você trabalha com tecnologia, assim como eu, já deve ter reparado que o Gmail tem ficado mais lento de uns tempos para cá. A busca nem de longe se compara à do serviço de pesquisa convencional do Google e demora para acontecer. Além disso, tem momentos em que enviar um simples e-mail é tão vagaroso que dá tempo de preparar um delicioso café, enquanto espera.

Pois então, o Google sabe disso e está trabalhando para melhorar a qualidade do serviço de e-mail. Durante a série de conferências SXSW (South By Southwest), que acontece no Texas, um funcionário da empresa garantiu que as coisas vão ficar bem mais rápidas em breve.

De acordo com Jonathan Perlow, que foi responsável pelo painel Behind the Scenes of Gmail (algo como Bastidores do Gmail), a lentidão não é exatamente uma característica do serviço. Pessoas “normais” não percebem que o e-mail está mais devagar.

No entanto, heavy users como eu e você acabamos percebendo a queda no desempenho. Se você usa vários marcadores (labels) e também já configurou dezenas de regras para filtrar suas mensagens, sabe do que estou falando. E é especialmente para nós que a equipe do Gmail está trabalhando em uma solução para o problema. “Nós estamos arrumando isso”, disse Perlow.

Ainda não há informações sobre quando as novas implementações do Gmail deixarão serviço mais rápido para nós, mas já estou aguardando por isso ansiosamente.

[via DownloadSquadTechCrunch]

A fabricante de computadores americana Dell abriu hoje um processo contra cinco fabricantes asiáticas de telas de LCD. No processo, a Dell acusa as empresas Hitachi, Sharp, Toshiba, Epson e Hannstar de ‘engajarem em competição desleal em violação de leis anti-trust’ ao fixarem o preço do LCD vendido por elas.

A Sharp e Hitachi já admitiram ser culpadas do cartel em processos abertos contra elas respectivamente em 2008 e 2009, e decidiram fazer acordos extrajudiciais, pagando uma multa total de 151 milhões. No novo processo, que usou as informações fornecidas no acordos, a Dell não informou o montante que espera receber em danos.

O processo é similar a outros dois abertos no ano passado pela fabricante finlandesa de celulares Nokia e a operadora de celular norte-americana AT&T, que também acusam fabricantes de LCD da mesma prática. [Bloomberg]

O iPhone é o sonho de consumo de 9 em cada dez nerds do mundo todo. Essa estatística não muda quando estamos falando dos nerds que trabalham na maior empresa de software do mundo, a Microsoft. Esses nerds também são amantes da tecnologia e querem ter sempre os gadgets mais modernos, o que obviamente inclui o smartphone da Apple.

De acordo com uma matéria do Wall Street Journal, o improvável acontece sim no centro da MS em Seattle: funcionários são vistos com seus iPhones nos corredores, salas de reunião e escritórios. Embora a Microsoft desenvolva sua própria plataforma para dispositivos móveis, atualmente chamada de Windows Phone 7, não há proibição com relação ao aparelho da arqui-inimiga Apple.

Cerca de 10 mil funcionários da empresa de Bill Gates – aquele que perdeu o posto de mais rico do mundo – acessaram o sistema de e-mail corporativo por meio do iPhone em 2009. As informações são de duas fontes do WSJ que dizem ter obtido a estatística com executivos importantes da MS.

Isso seria o equivalente a 10% de toda a força de trabalho da Microsoft no mundo inteiro. Nem de longe reflete a participação de mercado da Apple no segmento de celulares inteligentes, que é de aproximadamente 64%, de acordo com dados referentes a fevereiro/2010 da empresa de análise Quantcast.

Resta saber se o próprio Ballmer usa iPhone. Escondido, é claro. :P

[via Wall Street Journal]

A emissora de televisão MTV enviou uma notificação extrajudicial ao Google na qual pede que todos os vídeos de sua propriedade que estejam disponíveis no YouTube sejam indisponibilizados e que a empresa de Mountain View pague pelo conteúdo. Atualmente a MTV não recebe um tostão sequer por programas próprios que são assistidos no site de vídeo.

André Mantovani, diretor-geral da emissora, disse à coluna Outro Canal da Folha de São Paulo que a empresa tentou conversar com o Google, mas isso não foi para frente. “Queremos receber o pagamento devido pelo nosso conteúdo. Se não pagarem, vamos tomar as medidas judiciais”, afirmou Mantovani.

De acordo com o jornal, a MTV quer que seus vídeos fiquem inacessíveis enquanto um acordo com o Google não for feito. Curiosamente, a primeira conversa da empresa com a diretoria do site de buscas foi na quinta-feira passada, e já na segunda-feira eles fizeram a solicitação para que os vídeos sejam removidos.

O responsável pela comunicação do Google, Felix Ximenes, afirmou que o YouTube é “criterioso” no respeito dos direitos autorais. Tanto que entre os parceiros do site de vídeos estão a TV Globo e a Rede Record.

Enquanto os vídeos da MTV não saírem do ar, você poderá continuar a assistir Marcelo Adnet imitando Silvio Santos cantando “Sweet Child O’ Mine”. Oê!

[via Folha de São Paulo, só para assinantes]

“Não imaginava que o mundo tivesse tantos idiotas até o momento em que comecei a usar a internet”. (Stanislaw Lem, escritor polonês)

Prezados leitores, vocês já tiveram a curiosidade – ou melhor, a coragem – de passar os olhos pelos comentários no site de vídeos YouTube?

Eu comecei a usar internet antes do escritor Stanislaw Lem, morto em 2006. Portanto, a montanha de asneiras não me surpreende mais. Mas as declarações de ódio e intolerância estão se multiplicando, e isso me assusta muito.

Foi quando um amigo publicou um vídeo narrativo no YouTube que a sirene tocou. Para nossa imensa surpresa, ele foi bombardeado por comentários em inglês dizendo para que “ele falasse língua de gente” ou comparando os habitantes do nosso país com índios e símios. Nenhuma postagem a ver com o conteúdo de vídeo em si. Assustado, ele apagou tudo e encerrou a conta.

A situação não é muito diferente quando assistimos a trailers de filmes ou videoclipes de bandas musicais. Parece que tudo o que importa no mundo é a opção sexual do artista. Escolhas políticas ou religiosas também não passam em branco. Eu só soube que o vocalista de uma certa banda inglesa era ateu depois de ver, nesse mesmo serviço de vídeos, comentários que deixariam o próprio satanás enrubescido.

O mal não afeta só o YouTube. E os brasileiros não são nenhum poço de doçura.

Vocês se lembram da repercussão da história em que o apresentador Bóris Casoy tirava onda com garis? Pareceu-me que ninguém podia lamentar ou desaprovar o episódio sem um mínimo de etiqueta. Será que ofender o âncora com termos baixos torna essas pessoas melhores do que ele? Boa parte dos comentários que ressoaram web afora são mais condenáveis até do que a gafe jornalística em si!

Incrível como a falsa sensação de anonimato na internet desperta os instintos mais bestiais nos seres humanos. Dizem que quando você tira tudo de um homem – dinheiro, família e dignidade – é que ele mostra sua verdadeira face. Não precisa ir tão longe… Dê-lhe um login anônimo e apresente todas as maravilhas e possibilidades da rede mundial de computadores!

Não me lembro de quem ouvi esses dias a frase: “o Orkut é tão nocivo que estraga a vida até de quem não tem!”

Por fim, uma última observação. A maior queixa dos viventes nesse mundo moderno – a falta de tempo – parece não fazer sentido quando se analisa a internet. De onde as pessoas tiram tanto tempo para fofocar, plantar maledicências, criar perfis falsos, cutucar desafetos, soltar as amarras da inveja, atentar contra os direitos humanos ou simplesmente… Ofender? Isso as faz, de alguma maneira, se sentirem melhores? Fica a dúvida para os psicólogos dos novos tempos…

Paz na web

Desavenças e baixarias à parte, sabemos da importância da internet na disseminação da informação, da cultura e da comunicação globalizada. É bem verdade que o mundo se tornou outro depois da grande rede.

Porém será que isso justifica a abstrata indicação da internet para o Prêmio Nobel da Paz de 2010? Será que faltam pessoas de carne e osso no mundo para receberem o milhão de dólares que poderá catapultar suas iniciativas sociais? Que tal nossa Zilda Arns, que já concorreu uma vez e morreu heroicamente durante uma missão humanitária no Haiti?

Como bem brincou o pessoal no Twitter, vamos aproveitar e indicar o Macbook para o Pulitzer e o iPod para o Grammy!

A GDC (Games Developers Conference) que aconteceu em Los Angeles São Francisco na semana passada tinha a receita exata para a criação de rumores sobre um possível sucessor do Nintendo DS: desenvolvedores de jogos com informações internas da indústria e blogueiros (e jornalistas) ansiosos por uma matéria. E foi o que aconteceu.

Imagem conceito do Nintendo DS2

Raymond Padilla, do blog RPAD, extraiu o máximo possível dos desenvolvedores com quem conversou. Segundo ele, o novo console portátil da Nintendo terá o poder de processamento do Nintendo Wii, um acelerômetro embutido e será liberado para venda no final do ano. Além disso, o DS2 deverá contar com duas telas grandes (maiores até do que as do DSi XL) que poderão ser usadas separadas ou como uma tela só, dependendo do jogo.

Obviamente, não importa quantas especificações sejam ‘vazadas’, o estado atual do Nintendo DS2 ainda é de rumor não confirmado pela empresa. A data mais próxima para um possível anúncio seria durante a E3 2010 (Electronic Entertainment Expo), que acontece entre os dias 15 e 17 de junho também na cidade de Los Angeles. Até lá, a imaginação fica por conta dos artistas gráficos. Um deles, Phil Nolan, é responsável pela imagem que ilustra esse post. [Kotaku]

Parabéns.com!

Foi Charles Hornig quem registrou o primeiro domínio .com da rede mundial de computadores como nós a conhecemos hoje. Hornig adquiriu Symbolics.com para sua fabricante de computadores Symbolics. Curiosamente, pouco mais de um mês depois de registrado o domínio, Hornig percebeu que apenas 1 dos 1008 servidores de email da época estavam configurados corretamente para aceitar mensagens partindo do endereço web da sua empresa.

Atualmente domínio .com mais velho da internet é gerenciado por uma empresa de investimentos, que comprou-o da Symbolics em agosto de 2009 e o transformou em um blog sobre domínios, hospedagem e outros assuntos envolvendo web. A empresa original (que agora usa o domínio www.symbolics-dks.com) sequer é mencionada.

De acordo com dados da VeriSign, a cada semana mais de 500 mil novos domínios .com são registrados e atualmente existem mais de 90 milhões deles. [TheRegister]

A relação do Google com o governo chinês azeda cada vez mais. De acordo com o Financial Times, um dos principais diários econômicos do mundo, a gigante das buscas está decidida a “descontinuar” (jargão do mercado para “finalizar”) o serviço de buscas que opera no endereço Google.cn.

“Uma pessoal familiar com o pensamento da empresa”, nas palavras do FT, chegou a dizer que a certeza do Google de encerrar a busca chinesa já é de 99,9%. A censura imposta pela ditadura china aos serviços de busca seria um dos motivos que levam o Google a querer sair do país. Além disso, a empresa suspeita de que ciberataques orquestrados por autoridades chinesas contra contas do Gmail usadas por ativistas dos direitos humanos.

O fechamento da busca chinesa deve levar ainda algum tempo para acontecer, pois o Google quer continuar com as demais operações que mantém naquele país (como a que vende anúncios do Google.com a chineses). Também há a necessidade de proteger funcionários envolvidos nessa situação, para que não sofram retaliação do governo.

Essa é uma atitude corajosa, pois o Google tem atualmente 30% do mercado de buscas chinês.  No entanto, não pode ser encarada como um martírio, porque já é sabido que outro motivo que faz o Google não se importar tanto para a busca chinesa são os rendimentos financeiro sem grande relevância que a empresa consegue por lá.

[via Financial Times]