Reparem em alguma coisa estranha no topo da imagem

O conselho municipal de Topeka, capital do Kansas (hey, é o estado do Superman!), aprovou a proposta do prefeito Bill Bunten para que a cidade passe a ser conhecida pelo nome de City of Google durante este mês de março.

O motivo para tamanha homenagem é convencer a gigante da web a testar sua super (opa!) conexão de fibra ótica ,”cem vezes mais rápida que as disponiveis atualmente”, na cidade, que apesar de ser uma capital de estado está longe de ser uma metrópole e conta com apenas 120 mil (super?) habitantes.

Até o site da prefeitura, o topeka.org, entrou na onda e orgulhosamente ostenta em seu cabeçalho a marca da companhia, como mostra a imagem acima. A decisão da gigante da web sobre o local em que os testes de sua nova conexão deverão ser realizados deve ser anunciada até o próximo dia 26.

Cá pra nós, vale a pena, não? [NYT]

A cara do campeão

Um colecionador com muito dinheiro e pouca inteligência arrematou um cartucho do jogo Stadium Events, desenvolvido pela produtora Bandai para o Nintendo Entertainment System – o famoso NES, ou “Nintendinho” para os íntimos – pela bagatela de US$ 41,3 mil (R$ 74 mil) em um leilão no Ebay.

O motivo para tamanha valorização do preço do game é sua raridade. Lançado nos EUA em 1988 pela bagatela de US$ 30 (R$ 54), apenas poucas unidades foram vendidas antes da Nintendo comprar os direito sobre o título e relançá-lo com o nome de World Class Track Meet nos EUA, o que fez com que o valor de sua versão original disparasse entre os colecionadores. Estima-se que apenas 200 cartuchos originais do Stadium Events estejam vivos atualmente.

Assim como o Wii Sports fez quase duas décadas depois, o jogo fazia seus players literalmente suarem a camisa ao substituir o joystick tradicional do console pelo Nintendo Power Pad, “tapete” de plástico flexível com doze sensores sensíveis à pressão, controlados com os pés.

Aos 21 anos de idade, como era de se esperar o cartucho recordista parece estar em excelente estado e conta com caixa, manuais e selos em estado impecável de conservação. [Industry Gamers]

Pouco menos de um mês depois da apresentação de sua primeira versão de testes, os noruegueses da Opera Software anunciaram que o browser Opera 10.5 foi finalizado e lançado oficialmente para o Windows.

O novo programa chega para enfrentar o Internet Explorer 8, Mozilla Firefox 3.6 e Chrome 4.0 num mercado que anda especialmente competitivo de uns tempos para cá. Suas armas para finalmente conquistar o sucesso depois de 14 anos tentando são a grande integração visual com o Windows Vista e 7, o recurso Speed Dial, modo Turbo para conexões lentas, a app Unite, que permite transformar qualquer computador num servidor web, um gerenciador de downloads capaz de baixar torrents e um engine que faz sua empresa mãe o chamar de “o navegador mais rápido da Terra”.

O programa apresenta poucas diferenças em relação a suas versões de testes, mas é recomendável que os que estejam fazendo um test drive com os Beta e RC façam o upgrade imediatamente. O download tem 12.1 MB e pode ser feito na página da Opera Software. Por hora, não há sinais de verões para o Mac OSX e Linux no horizonte.

Ok, talvez a manchete tenha sido um pouco exagerada demais, mas lá vai: a Apple anunciou a contratação de Window Snyder, especialista em segurança com passagens pela Microsoft, Mozilla e que até recentemente batia cartão em uma empresa de segurança chamada @stake.

Filha de um pai americano e de mãe queniana (à la Obama), começou a frequentar o reino maravilhoso de Steve Jobs na última segunda-feira e será a responsável pelas ferramentas de segurança do sistema operacional Mac OSX. Tal tarefa não deve ser novidade para ela, que anteriormente também já foi a chefe de segurança da equipe de desenvolvimento do Windows XP Service Pack 2 e do Windows Server 2003. [Register]

A Apple abriu hoje um processo nos Estados Unidos contra a fabricante HTC por quebra de 20 patentes pertencentes à empresa. As patentes estão diretamente relacionadas com a interface gráfica desenvolvida para o iPhone. Parte do processo também está relacionado com a implementação feita pela HTC do sistema operacional do Google, Android, citando até o Nexus One como um dos aparelhos que infringem patentes.

Sobre o processo, Steve Jobs, CEO da Apple, disse que “nós podemos ficar sentados e ver concorrentes roubando nossas patentes ou podemos fazer alguma coisa sobre isso. Decidimos fazer alguma coisa”. Jobs também diz que acha concorrência algo saudável mas que as “concorrentes deveriam criar sua própria tecnologia e não roubar a nossa”. Já a HTC diz que não foi notificada oficialmente ainda e que “respeitam e valorizam os direitos de patentes, mas estão comprometidos em defender as próprias inovações”.

Curiosamente, o processo foi aberto em conjunto com a NeXT, empresa que Steve Jobs abriu em 1985 quando foi ‘exilado’ da Apple, que foi comprada pela empresa da maçã 11 anos depois e que detém os direitos sob a patente número 5481721, que é uma das quais a HTC estaria violando. [Engadget]

Grandes lojas online de músicas já não usam mais o arcaico sistema de proteção de direitos autorais, o DRM. A iTunes Music Store, a Amazon MP3 Store e muitas outras desistiram de tentar restringir em quais dispositivos seus clientes podem ou não ouvir seus arquivos compradas legalmente. E a Ovi Music, loja da Nokia, está seguindo o mesmo caminho.

As lojas da Rússia e Índia foram as primeiras a se libertarem do DRM, mas segundo um anúncio da Nokia em dezembro do ano passado, outros mercados podem ser os próximos e a empresa atua em 22 países diferentes vendendo músicas. No entanto, usuários do serviço Comes With Music, que podem baixar músicas de graça durante 1 ano por terem comprado um aparelho Nokia, continuarão precisando baixar arquivos com DRM até o fim do período marcado em suas contas. Nada mais lógico, já que ele é similar a um serviço de assinatura.

Caso o mercado brasileiro esteja na lista de mudanças, a Nokia Ovi Music poderá ser a primeira mais uma loja de músicas online brasileira a vender arquivos sem o DRM. Entrei em contato com a assessoria de imprensa da Nokia Brasil perguntando sobre essa possibilidade, mas até o momento da publicação desse post não houve resposta. [Engadget]

[Atualização às 09:51]: O leitor Márcio informou nos comentários que a Coolnex já está vendendo músicas no formato MP3 sem DRM faz algum tempo. E não é que o progresso realmente chegou no Brasil?

O Microsoft Surface, espécie de mesa com interface sensível ao toque e multi-touch lançada em 2008, é um produto que não foi criado exatamente para o público consumidor em geral, até pelo seu preço proibitivo de US$ 12.500,00. Mas um projeto apresentado ontem pela empresa pode indicar que a tecnologia do Surface estará migrando para o mercado consumidor em algum ponto no futuro.

O nome do projeto é Microsoft Mobile Surface e, segundo a descrição da empresa, é uma plataforma que visa “trazer a experiência do Microsoft Surface para cenários móveis”. O objetivo do projeto é pesquisar e inventar meios de tornar qualquer superfície em um meio de interação utilizando um dispositivo móvel e um sistema com câmera e projetor de imagens. O vídeo abaixo mostra um dos protótipos desenvolvidos sendo usado como instrumento musical.

Além de trazer as mesmas interações disponíveis no Surface, o Mobile Surface seria capaz de detectar e interagir em tempo real com objetos em 3D, incluindo o uso da chamada realidade aumentada. Ainda não há previsão de quando ele estará disponível para os consumidores e se a própria Microsoft seria a fabricante do hardware, mas bem que podiam acelerar a pesquisa hein? [SlashGear]

O Google adquiriu nesta segunda-feira (1) a empresa responsável pelo site de edição de imagens Picnik. O site permite que, sem precisar instalar nenhum software — além do ubíquo plugin do Flash — seus usuários retoquem imagens, as recortem, adicionem efeitos, etc.

No blog do Google, a empresa afirma que, por hora, nenhuma mudança significativa no Picnik será anunciada, mas estarão “trabalhando em integração e novas funcionalidades”. O Google também avisa que pretende manter o suporte para todos os outros sites de compartilhamento de fotos que mantém parceria com o Picnik, como por exemplo Facebook, MySpace, Flickr… e o Picasa (do próprio Google) também, claro.

Pelo post no blog oficial do Picnik pode-se perceber que a pequena empresa de 20 funcionários está muito contente com a aquisição:

“[O Google] é verdadeiramente a melhor casa que poderíamos ter encontrado. Sob o teto do Google nós vamos alcançar mais pessoas do que nunca, causando impactos em mais vidas e fazendo mais fotos mais fantásticas.”

Sem surpresa alguma, nenhum detalhe financeiro da aquisição foi revelado. [Imagem: PCWorld]

A partir deste dia 1 de março às 15h (horário de Brasília) o Facebook passou a não mais permitir que aplicativos da rede social enviassem notificações a seus usuários como elas costumavam fazer.

Para quem não agüentava mais ser bombardeado por notificações de aplicativos, essa é uma ótima notícia. A empresa explicou em seu blog para desenvolvedores que as alterações tem por objetivo tornar as interações com aplicativos mais diretas, claras e com menos spam.

No lugar das notificações universais, os desenvolvedores terão três alternativas para se comunicar com os usuários de seus aplicativos: contadores, avisos no dashboard e comunicações por e-mail (somente se os usuários as autorizarem).

Acho os serviços Google os melhores entre os gratuitos da internet: Gmail, calendário, Reader, Mapas, GTalk, Docs e tantos outros… como as buscas, lógico. E eles tem que ser os melhores: só assim mais usuários vão aderir, mais publicidade e links patrocinados serão impressos e clicados, e por aí vai — essa é a origem da gigantesca receita da empresa.

Os serviços são bastante populares, e entre geeks e antenados, são praticamente unânimes. É incontável o número de amigos, conhecidos, clientes e leitores que confiam sua vida digital ao Google, com suas tarefas, compromissos, emails, documentos e muito mais, podendo sincronizar tudo online com seus smartphones. São todos usuários satisfeitos, que os recomendam aos amigos. E de graça, quem recusa?

Eu também uso esses serviços, mas apenas para experimentos que fazem parte do meu trabalho de consultora. Encho de coisas, sincronizo com computadores e smartphones que testo, vou à exaustão. Assim posso publicar dicas e ajudar os leitores a conseguir uma vida móvel mais produtiva.

Quanto à minha própria vida digital, confiei numa conta Exchange por 4 anos e, há 2, por influência do macmarido, aderi ao MobileMe — fui levada pela correnteza através do Family Pack que ele adquiriu. Pura conveniência, já que os Macs são onipresentes em casa, inclusive nos serviços de backup e armazenamento na nuvem. Estou satisfeita, pois compartilhamos nossas coisas sem esforço, planejamos o calendário familiar em conjunto e temos um sistema estável. O sincronismo push com iPhone no começo teve alguns tropeços (mantive o Exchange em paralelo enquanto isso) mas depois estabilizou. Hoje funciona redondinho.

Preciso de um sistema confiável em que possa guardar meus contatos, pois tê-los sempre à mão é fundamental no meu trabalho. Digo o mesmo do calendário, que é o pulmão das minhas atividades, ainda mais como profissional móvel. E no iDisk levo todos os meus arquivos em que estou trabalhando, para acessá-los e compartilhá-los sempre que necessário. Tenho no serviço a confiança que sempre tive no Exchange e nunca tive problemas sérios em ambos.

Sim, temos os serviços Google, excelentes e de graça, mesmo assim eu prefiro pagar por algo que considero importante na minha vida profissional. Prefiro mais privacidade, segurança, e suporte prontamente disponível caso eu precise. Meu ganho em produtividade paga dezenas de vezes o valor da licença anual.

Parece que há mais gente preocupada em colocar sua vida no Google, e, dependendo do uso que se faz dele, é mais que compreensível. Um leitor avisou recentemente que estava aborrecido com a maneira com que o Google trata a privacidade de seus usuários. Como um advogado, um médico, ou qualquer profissional liberal, por exemplo, pode confiar seus dados de trabalho num serviço que tem as seguintes cláusulas nos termos de uso?

11. Licença de conteúdo do usuário

11.1 O usuário retém direitos autorais e quaisquer outros direitos que já tiver posse em relação ao Conteúdo que enviar, publicar ou exibir nos Serviços ou através deles. Ao enviar, publicar ou exibir conteúdo, o usuário concede ao Google uma licença irrevogável, perpétua, mundial, isenta de royalties e não exclusiva de reproduzir, adaptar, modificar, traduzir, publicar, distribuir publicamente, exibir publicamente e distribuir qualquer Conteúdo que o usuário enviar, publicar ou exibir nos Serviços ou através deles. Essa licença tem como único objetivo permitir ao Google apresentar, distribuir e promover os Serviços e pode ser revogada para certos Serviços, conforme definido nos Termos Adicionais desses Serviços.

11.2 O usuário concorda que essa licença inclui o direito do Google de disponibilizar esse Conteúdo a outras empresas, organizações ou indivíduos com quem o Google tenha relações para o fornecimento de serviços licenciados e para o uso desse Conteúdo relacionado ao fornecimento desses serviços.

11.3 O usuário compreende que o Google, ao efetuar as etapas técnicas necessárias para fornecer os Serviços aos nossos usuários, pode (a) transmitir ou distribuir o seu Conteúdo por várias redes públicas e em várias mídias de dados; e (b) efetuar as alterações necessárias ao Conteúdo do usuário para ajustar e adaptar esse Conteúdo aos requisitos técnicos de conexão de redes, dispositivos, serviços ou mídia. O usuário concorda que essa licença permitirá ao Google realizar tais ações.

11.4 O usuário confirma e garante ao Google que tem todos os direitos, poderes e autoridade necessários para outorgar a licença citada anteriormente.

Fonte: http://www.google.com.br/accounts/TOS

Mais uma vez, reforço: os serviços são bons, mas não diria que são de graça. Pelos termos, acho o preço até alto. Acredito que, no caso das empresas que usem os Google Apps os termos sejam diferentes — leitores que estão a par, por favor, esclareçam nos comentários. Contudo, você, usuário comum, que confia todos seus dados pessoais e profissionais ao Google, cuidado. Claro que isso vai depender do quanto aquilo que se coloca lá vale para você. Mas não me venham com esse papo de que “privacidade nesses tempos modernos não existe mais”. A web contemporânea trouxe o trabalho para a nuvem e é natural que as pessoas queiram protegê-lo.

E vocês, usuários finais? Que tipo de serviços gratuitos e pagos usam? Priorizam aqueles que usam criptografia ou tenham alguma segurança reforçada? Como é sua relação com esses serviços? E o que acham do Google dizer que aquilo que é seu e está nele não é mais só seu?

Obrigada ao leitor Guilherme pela idéia de pauta.