Meu vício internético de longa data (em 1995 eu já estava enchendo o saco de estranhos na internet) me tornou uma espécie de pioneiro entre meus amigos. Fui o primeiro da minha turma a descobrir mIRC, ICQ, Napster, 4chan, emuladores e abandonwares.

A descoberta dos abandonwares foi uma das que mais me cativaram. Era 1999, se não me engano, e eu encontrei muito aleatoriamente um site com diversos joguinhos que jogava no IBM 386 do meu pai, como Alley Cat ou Lunar Lander.

O próprio nome da categoria era exótico. Abandonware: programas abandonados. O termo insinuava a ideia de um baú enterrado com vários joguinhos gratuitos deixados para trás, para serem encontrados anos mais tarde. E de fato era assim que eu me sentia ao encontrar aqueles joguinhos que eu não conseguia parar de jogar seis ou sete anos atrás.

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Aconteceu recentemente o lançamento de um site que promete teatro de qualidade à casa das pessoas. Trata-se do Cennarium, um projeto inovador no qual espetáculos teatrais são capturados em vídeo e depois disponibilizados na web. Então, o usuário compra créditos para poder assistir a esses vídeos.

A intenção de seus idealizadores – que investiram R$ 10 milhões na ideia – não é substituir a experiência teatral, que só é possível indo ao teatro. Muito pelo contrário, sabem que tal experiência não pode ser reproduzido em outro canto. No entanto, pelo menos é mais uma chance que 95% dos brasileiros que nunca foram ao teatro têm de se interessar mais por essa forma de cultura.

Mais do que apenas falar sobre o Cennarium, eu testei o serviço. Vamos às minhas observações.

Visualização das peças já adquiridas. (Clique para ampliar)

Visualização das peças já adquiridas. (Clique para ampliar)

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Enquanto enfrenta a ameaça cega dos downloads ilegais e da internet em geral, uma surpresa: relatório divulgado nesta quarta-feira pela Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI, sigla em inglês) afirma que a venda legal de músicas cresceu no Brasil e em outros 12 países durante 2009, apesar dos números globais terem registrado queda de 7%.

O comunicado também festeja as leis mais duras contra a pirataria aprovadas no ano passado em países como França e Inglaterra, mas ignora que num passado recente esse tipo de medida foi pouco eficaz para conter as trocas ilegais de arquivos. Apesar de jogar a responsabilidade pela fiscalização e combate do problema nos colos das autoridades, dizendo que “os governos tem que tomar medidas rápidas contra o problema”, a explicação para o crescimento registrado neste ano pode estar escondida em outros pontos do texto:

“A indústria da música está voltando a brigar em seu campo, investindo em talento e em novos modelos de mercado. Empresas vem apostado US$ 5 bilhões ao ano em novos artistas, licenciando milhares de serviços e adaptando seus canais de distribuição aos novos tempos“, diz o comunicado. “As vendas digitais estão crescendo num ritmo animador em diversos mercados, mostrando as novas possibilidades do meio online e mobile. Coreia do Sul e Suécia registraram índices particularmente bons de retomada de crescimento”, completa.

Steve Jobs sempre foi muito criticado por ter decidido não incluir suporte ao Adobe Flash no iPhone OS, usado em três dos dispositivos móveis da Apple: o iPhone, iPod Touch e o iPad. O executivo deve ter se cansado de receber tais críticas, já que hoje ele publicou uma carta aberta à internet intitulada “Pensamentos sobre Flash”.

Na mensagem, Steve Jobs começa dizendo que a Apple tem uma longa e duradoura relação com a Adobe desde o começo e que a empresa de Cuppertino foi um dos seus primeiros grandes clientes. A partir daí, Jobs passa a criticar a posição da Adobe ao insinuar que o ambiente da Apple é fechado e o Flash é uma tecnologia aberta.
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Não foi só o Windows Live Messenger para Windows (com o perdão da redundância) que foi apresentado pela Microsoft ontem. Uma versão do programa para a plataforma móvel da Apple também foi anunciado esta semana. Estranhamente, não pela própria empresa mas pelo blog NeoWin, que conseguiu screenshots da app.

A Microsoft não dá datas exatas, mas garante que a versão para iPhone OS deve estar disponível a partir de junho e contará com diversos recursos, como compartilhamento de fotos e agregação de diversas redes sociais, a exemplo da versão para Windows recentemente anunciada.
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Vocês viram que a Apple anunciou ontem a data da sua conferência mundial de desenvolvedores (a WWDC), não é? O que talvez nem todos saibam é que, para comprar sua entrada para a palestra de Steve Jobs o evento e todas as suas atividades voltadas para desenvolvedores de software para Mac e iPhone OS, você precisa ser um desenvolvedor oficialmente registrado perante a Apple. Até aí, nenhuma surpresa, certo?

Os fatos curiosos começaram a surgir quando desenvolvedores foram tentar atualizar seus registros no site da Apple Developers Connection (Conexão para Desenvolvedores da Apple, em tradução livre) e não conseguiram. Mas fica ainda pior. Um deles procurou o atendimento online da Apple e relatou seu problema. Aparentemente a penúltima versão do Safari (navegador da Apple) — versão 4.0.4 — não consegue abrir a página de renovação. Qual foi então a solução sugerida pelo atendente da Apple? Use o Firefox. Sim, foi isso que ele disse. Veja na imagem abaixo:
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"Por favor, aperte as teclas Ctrl+Alt+Del para conseguir seu pãozinho"

Aparentemente a Microsoft que expandir seu reinado para além dos computadores e anunciou seu novo Windows Embedded Standart 7, versão de seu popular sistema operacional desenvolvida para ser instalada não apenas em computadores como também em set top boxes, televisores, home theathers, aparelhos de blu ray e cafeteiras (ok, talvez essa última não seja exatamente uma verdade por enquanto).

A apresentação foi feita pela empresa durante a conferência ESC Silicon Valley, que acontece na cidade de San Jose, Califórnia (aka “território Apple): “com este lançamento a Microsoft quer reforçar seu compromisso com a integração da tecnologia do Windows 7 outros aparelhos”, afirmou o desenvolvedor Kevin Dallas, da divisão de Windows integrados.

De acordo com a empresa de Redmond o programa conta com o navegador IE8, Windows Media Player 12, Silverlight 3 e outras funcionalidades que também existem em seu modelo para desktops. Isso significa que diversas empresas poderão oferecer o novo programa em produtos de qualquer espécie e assim permitir que eles se comuniquem com o computador de seu usuário, permitindo, por exemplo, que um televisor se sincronize com uma biblioteca do Windows Media Player.

Conhecido pelo nome-código de Quebèc, o novo Windows foi mostrado pela primeira vez no último mês de setembro e ainda não tem uma data para chegar ao mercado.

Pelo visto, o Google está de olho no crescimento dos jogos sociais via internet, aqueles mesmo que fizeram a empresa Zynga, produtora do Farmville, ser avaliada em US$ 5 bilhões por um especialista.

Nesta segunda-feira a gigante da web anunciou a compra da Labpixies, startup especlializa no desenvolvimento de mini-jogos baseados na plataforma OpenSocial para o iGoogle, iPhone, Android e, claro, Facebook.

“A Labpixies foi uma das primeiras empresas a desenvolver gadgets para o iGoogle na época de seu lançamento, em 2005, e nós vínhamos trabalhando de maneira muito próxima desde então”, afirmou Don Loeb, da equipe de desenvolvimento do iGoogle no blog oficial da gigante da web. “Então foi natural que concluíssemos que poderíamos fazer mais ainda se estívessemos no mesmo time”, completou.

Os termos e os valores da negociação ainda não foram divulgados, mas em seu site a empresa afirma que “por hora não existem planos de mudanças”.

Android 2.2: com Flash nativo. (ElromDesign)

Em entrevista o jornal americano The New York Times, Andy Rubin, um vice presidente da área de engenharia do Google, afirmou que a próxima versão do sistema operacional para dispositivos móveis Android contará com total suporte para a tecnologia Flash, da Adobe.

Com o codinome Froyo (Frozen Yogurt, iogurte congelado), a versão 2.2 do Android tem seu lançamento esperado para maio. Mas donos de dispositivos com alguma versão anterior do Android não devem ficar excessivamente animados. Se a história nos ensinou alguma coisa foi que é muito comum que aparelhos com Android não consigam ter a versão do sistema operacional atualizada com muita facilidade…

Ao assumir essa postura o Google vai pelo caminho oposto ao da Apple, famosa por criticar o Flash e se negar a integrá-lo ao iPhone OS. Sobre isso, Rubin comentou (em tradução livre):

“[Ser uma plataforma aberta] significa não combater aquilo que seus clientes gostam.”

Seu “assistente pessoal virtual” agora é da Apple.

A Apple tirou a semana para ir às compras. Ontem ela comprou a Intrinsity, empresa especializada em microprocessadores para dispositivos móveis. Hoje a empresa de Cupertino comprou a Siri, empresa que é responsável por um aplicativo que se define como um “assistente pessoal virtual”.

Na prática, o que ele faz é ouvir perguntas do usuário, entender a fala, e apresentar resultados como restaurantes de certa especialidade em uma dada região, horários de filmes, que shows estão tendo na cidade, coisas assim. O programa até chama um táxi pra você voltar pra casa, caso tenha exagerado na bebida (sim, ele promete entender até mesmo o discurso desconexo de um bêbado).
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