O Papa é pop: Bento XVI pede que o clero use as últimas tecnologias para pregar o evangelho.

O Papa Bento XVI solicitou ao clero que utilize mais as tecnologias “de última geração” — como sites e blogs — para pregar Sua palavra. O pedido veio em uma mensagem que tratava do Dia Mundial pelas Comunicações Sociais da Igreja Católica 2010.

O evento, agendado para o dia 16 de maio, terá como tema “Os padres e ministros pastorais em um mundo digital: a nova mídia a serviço da palavra”. O Papa defende que, à medida que a cultura muda, a Igreja precisa usar as mais recentes tecnologias, especialmente se pretende atingir os mais jovens. Sua Santidade sobre isso escreveu:

“Os padres estão desafiados a proclamar o evangelho empregrando a última geração de recursos audiovisuais (imagens, vídeos, animações, blogs e web sites) que, juntamente com meios tradicionais, podem ampliar horizontes para o diálogo, evangelização e catequese,” disse o Papa em sua mensagem.

O sumo-pontífice reconhece que a utilização dessas novas tecnologias exigirão uma adaptação do clero, mas acredita que elas podem ajudar a criar relações mais profundas com a comunidade, mesmo a grandes distâncias. Sua Santidade, porém, ressalta que os representantes da Igreja não podem esquecer sua funções primárias.

“Os padres presentes no mundo da comunicação digital devem ser menos notáveis por suas habilidades de mídia do que por seus corações pastorais e sua proximidade com Cristo,” disse o Papa Bento XVI.”Isso não apenas irá revitalizar seu alcance pastoral, mas também dará uma ‘alma’ à rede de comunicações que constitui a internet.”

Esta não é o primeira aposta do Vaticano na internet. Além de seu site principal, o Vaticano lançou no ano passado o site “O Papa para você” (Pope2You), onde os fiéis podem acessar um aplicativo papal do Facebook, ver o canal do Vaticano no YouTube e até mesmo baixar o aplicativo de notícias da Igreja Católica para iPhone. [CNET]

Sei que pode parecer chocante, mas lá vai: nem todas as páginas da web contam com feeds RSS. Simples ferramenta que permite acompanhar uma grande quantidade de sites de maneira prática, a tecnologia pode facilmente ser encontrada em blogs ou sites de notícias, mas nem tanto em páginas corporativas ou que não passam por atualizações constantes.

Mas agora isso não é um problema para o Google Reader, que ganhou um novo recurso que permite monitorar as atualizações de páginas que não contam com feeds. De acordo com um post no blog da equipe responsável pelo desenvolvimento da ferramenta, basta que o usuário adicione o link que deseja monitorar no campo “Adicionar um Feed”, que um feed customizado seja criado e o usuário seja notificado toda vez que a página passar por uma atualização.

Como mostra a imagem abaixo, o recurso já está em funcionamento e em testes pela equipe do Tecnoblog. ;-)

RSS criado na marra.

Nexus One, um celular do #######! (Mobile Mag)

Uma das mais aclamadas funcionalidades do Nexus One foi sua capacidade de reconhecimento de fala, disponível em qualquer campo de texto. Mas descobriu-se que o recurso tem uma restrição um tanto quanto moralista: palavras de baixo calão são censuradas e substituídas por uma seqüência de “#”s. Esse aparente moralismo foi questionado, principalmente vindo do Google, que se pronuncia contra a censura. A justificativa da empresa, porém, parece fazer bastante sentido, baseando-se no fato de que o reconhecimento de fala ainda não é 100% preciso:

“Nós filtramos resultados potencialmente ofensivos ou inapropriados porque queremos evitar situações onde possamos reconhecer erroneamente uma requisição de voz e retornar palavras de baixo calão quando, na verdade, o usuário disse algo completamente inocente,” disse uma porta-voz da empresa.

A empresa ainda afirmou que está trabalhando para melhorar a tecnologia de forma que no futuro retorne resultados mostrando exatamente o que o usuário disse. Ou seja, de certa maneira, eles estão trabalhando para que um dia possamos ter nossos palavrões de volta. ;) [PCMagazine]

“Estamos muito animados com o novo produto.”

No comunicado à imprensa anunciando os resultados financeiros da Apple para o primeiro trimestre fiscal de 2010, Steve Jobs confirmou que um importante produto será lançado no evento do dia 27.

“Os novos produtos que estamos planejando lançar nesse ano são muito fortes, começando esta semana com um novo e importante produto com o qual estamos muito animados,” disse Jobs.

Obviamente, o CEO da empresa mais pop do Vale do Silício não disse qualquer palavra em referência a um tablet, mas já aprendemos que, quando toda a indústria de rumores sobre a Apple aponta para as mesmas informações, os anúncios oficiais não costumam passar muito longe do previsto.

E, a quem interessar possa, os resultados financeiros da Apple mostram que foram vendidos 3,4 milhões de Macs, 33% a mais que no trimestre correspondente em 2009. A venda de Macs ficou acima da previsão dos analistas, de 3 milhões, mas a de iPhones ficou abaixo das expectativas. Foram vendidos 8,7 milhões de unidades (35% a mais que há um ano atrás), contra os 9,1 milhões previstos pelos analistas.

Eles só acertaram mesmo na venda de iPods, e acertaram em cheio: 21 milhões de iPods foram vendidos, exatamente como os analistas previam. Os iPods tradicionais caíram, mas os iPods Touch tiveram venda 55% maior que no primeiro trimestre financeiro de 2009. A receita do trimestre foi de 15,7 bilhões de dólares, cerca de 28,6 bilhões de reais. [Business Insider: 1 e 2 ]

Vista da frente do Yerba Buena Center (clique para ampliar)

Passei hoje em frente ao Yerba Buena Center, local onde acontecerá um evento da Apple na próxima quarta-feira. Aparentemente, os preparativos estão à todo o vapor, então aproveitei para tirar uma foto.

Nexus One: no Brasil no início do 2º semestre

O Nexus One, o “superphone” do Google, deve chegar ao Brasil no início do segundo semestre de 2010. É isso que afirmou o diretor-geral do Google para a América Latina, Alexandre Hohagen, em entrevista ao jornal Folha de São Paulo.

Segundo ele, o aparelho já está sendo apresentado para as operadoras brasileiras e em breve deve ser enviado para homologação na Anatel. Perguntado por que o Brasil não figura entre os primeiros países a receber o Nexus One, Hohagen respondeu:

“Porque não chegou ao ponto de inflexão que países como a Índia atingiram. Aqui as operadoras não têm planos de dados com tarifas mais baixas. O Brasil está entre os países com mais celulares, mas o volume de buscas pelo Google via celular no país é baixíssimo. […] Na Índia, as operadoras vendem planos ilimitados por US$ 5 mensais. É isso o que chamo de inflexão e é o que o Google espera da América Latina. Infelizmente, a região ainda está muito atrasada.”

Seguindo o modelo no qual o Nexus One foi lançado nos Estados Unidos, aqui no Brasil ele também deve ser vendido em duas opções: desbloqueado ou subsidiado por uma operadora (junto com um “contrato de fidelidade”). Resta esperar e torcer para que o lobby do Google tenha sucesso e os preços dos planos de dados se tornem menos abusivos num futuro próximo. (Não custa sonhar, não é?)

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Depois de anos vivendo à margem da lei, os emuladores de Mega Drive deverão ganhar uma versão oficial, preparada pela própria Sega para a dupla iPhone e iPod Touch, a partir do mês que vem. Ou mais ou menos isso.

O app Sega Genesis Ultimate Collection permitirá que o feliz proprietário do todo-poderoso smartphone reviva suas aventuras épicas de 20 anos atrás da maneira que elas foram criadas, e assim como num emulador comum, os jogos estão dentro do aplicativo e não podem ser acessados de maneira independente.

Mas nem pense em colocar suas velhas roms no aparelho. Clássicos como Sonic e Golden Axe sairão de sua longa aposentadoria para voltar às prateleiras (nem que sejam as virtuais) para serem vendidos por US$ 5,99 (R$ 10) e US$ 4,99 (R$ 8), respectivamente. Por hora, os outros títulos disponíveis serão Space Harrier, Ecco the Dolphin e Shinning Force, que por sua vez sairão por US$ 2,99 (R$ 5) cada, mas a lista deverá crescer “em breve”. [Business Insider]

Dois dos pioneiros nas pesquisas em torno do formato MP3 estão envolvidos na criação de um novo tipo de arquivo para músicas chamado de “MusicDNA”.

Apresentado nesta segunda-feira na Midem, conferência sa indústria da música que acontece em Cannes, na França, a nova tecnologia utiliza basicamente os mesmos algoritmos de compressão de áudio da atualidade junto de tabelas XML capazes de armazenarem até 32 GB de informações sobre a faixa, como letra, capa dos disco, artigos na Wikipedia, posts no Twitter e notícias que são atualizadas dinamicamente pela web toda vez que a faixa é acessada.

Desenvolvida pelo criador do formato MP3, o alemão Karlheinz Brandenburg, e pela empresa Bach, de propriedade de Dagfinn Bach, criador do primeiro aparelho capaz de tocar músicas digitais em 1993, a novidade chega para “tornar os downloads legais mais atrativos”. Stefan Kohlmeyer, CEO da companhia, afirmou à rede de notícias BBC que “Se as gravadoras se esforçarem para oferecer conteúdo exclusivo para o formato, certamente teremos um produto premium nas mãos”.

A novidade deve chegar ao mercado até o meio deste ano e por hora apenas duas empresas inglesas assinaram acordos com a MusicDNA, o selo Beggars Banquet e a gravadora Tommy Boy Records. A Bach afirma que caso um de seus arquivos caia em sites de compartilhamento, ele se “congela” e deixa de passar por atualizações.

Mas mesmo antes de fazer sua estréia o novo formato já tem dois grandes rivais.

Um deles é a Apple e seu iTunes LP, que pretende usar sua sólida plataforma de distribuição de conteúdo para fornecer material exclusivo, nos mesmos moldes do MusicDNA, sobre as faixas que vende por apenas US$ 1,29. Outro é a ganância de seus criadores. Logo em sua apresentação o presidente da companhia dá dicas de um inevitável fracasso ao dizer que os novos arquivos poderão ser “vendidos até pelo dobro do preço de um MP3 comum”.

Por hora a companhia não informou se o formato é compatível com os players da atualidade nem como o conteúdo exclusivo será acessado.

Quem diria. O disco virtual Ubuntu One, aplicativo que permite que os usuários do sistema operacional aberto Ubuntu – e suas variações, claro – armazenem qualquer arquivo na nuvem está prestes a ser portado no Windows e Mac OSX pela empresa Pycon.

O serviço estreou no último mês de maio junto da geração 9.04 dos sistemas operacionais de sua empresa-mãe, a Canonical, oferecendo 2 GB de espaço gratuitos na web – o dobro do Google Docs, por exemplo.

De qualquer maneira, os que considerarem a quantidade insuficiente para sua demanda podem adquirir seu próprio latifúndio online de 50 GB diante de um pagamento mensal de módicos US$ 10 (R$ 17).

E são nesses clientes que a empresa está de olho ao chegar nas novas plataformas, num mercado que já tem como players mais notáveis os serviços Microsoft LiveMesh e o Dropbox, financiado pela Sequoia Capital, companhia que “descobriu” o Youtube, Yahoo e NVidia, por exemplo.

O lançamento do programa deve acontecer “nas próximas semanas”.

Até agora, a única alternativa que usuários do Chrome tinham se quisessem fazer uso de extensões no navegador seria usar uma versão de desenvolvedores do programa. Hoje, no entanto, o Google anunciou uma atualização na versão estável do browser com suporte aos add-ons, além de trazer também a sincronização de links favoritos.

Nick Baun, gerente de produtos do Google, diz que as extensões e a sincronização de favoritos são as duas características mais requisitadas pelos usuários e avisa que que já existem mais de 1,5 mil extensões disponíveis na galeria oficial do navegador.

A atualização, porém, só está disponível para usuários do Windows. Usuários do Linux que quiserem aproveitar as duas novidades deverão baixar a versão beta do navegador. Já os usuários do Mac OS X deverão continuar esperando sentados. Para não dar câimbra.