Mal foi apresentado e o iPad já está no meio de uma grande polêmica por conta de seu nome. Se em português o termo “pad” pode ser traduzido como bloco de anotações, nos EUA ele também é utilizado para denominar absorventes íntimos, o que não demorou para virar piada por lá. E nem precisa ser piada nova: em 2006 o programa MadTV acidentalmente antecipou o nome do novo gadget da Apple num quadro de humor (vídeo abaixo).

Como se isso não fosse o suficiente, a fabricante japonesa Fujitsu também tem suas razões para não gostar do nome. Desde 2002 uma de suas subsidiárias comercializa um terminal para atendentes comerciais batizado com o mesmo nome da novidade da maçã e pelo visto a questão pode ser decidida nos tribunais.

E essa nem é a primeira vez que a Apple “acidentalmente” batiza seus produtos com nomes registrados por outras empresas. O próprio iPhone, lançado em 2007, foi pivô de uma polêmica semelhante com a Cisco, que tinha o registro da marca desde 2000.

Confira o vídeo do Apple iPad do MadTV:

[New York Times]

Continuando com uma tradição que surgiu nos últimos anos, a Fundação Mozilla anunciou hoje que mais uma vez irá contratar 30 estudantes  durante o verão nos EUA – que acontece entre os meses de junho e agosto, inverno por aqui – para ajudar no desenvolvimento de futuras versões do Firefox.

De acordo com um post feito no blog da organização o convite para o estágio – eles chamam de estágio – é aberto a estudantes de “variadas esferas acadêmicas” de todas nacionalidades. O pagamento pelos três meses de trabalho não é informado pela Mozilla, que seduz os interessados de outras maneiras: “todos os estagiários de ’09 participaram ativamenteno desenvolvimento do Firefox 3.6! Quem mais poderia dizer que seu trabalho possivelmente pode ser sentido por mais de 350 milhões de usuários?” pergunta.

Uma curiosidade é que a empresa oferece um canal no IRC (irc.mozilla.org) para solucionar possíveis dúvidas de seus candidatos. Isso sim é que é ser nerd.

Aos que estão interessados em passar um tempo nos campos da raposa, é só mandar um currículo pra lá. E boa sorte.

Depois da aquisição em abril de 2009, esta quarta-feira foi o primeiro dia da Oracle como proprietária de fato da Sun Microsystems, e o que a gigante dos bancos de dados quis deixar claro foi que é hora de parar de se preocupar com o futuro da Sun.

A Oracle declarou que manterá suporte para muitas das principais tecnologias da Sun, como os chips UltraSparc, o sistema operacional Solaris e a linguagem de programação Java, bem como suas aplicações de middleware. Mas o catálogo da Sun será sim reduzido, e a Oracle ainda ficou devendo detalhes de exatamente onde se darão essas reduções.

O CEO da Oracle, Charles Phillips, se mostrou (obviamente) bastante otimista, prometendo contratar os melhores representantes na indústria e criar, imediatamente, 2 mil novas posições de trabalho. Nem todos, porém, demonstram a mesma esperança na Oracle, fundamentalmente uma vendedora de software, administrando uma vendedora de hardware como a Sun.

“Uma companhia de software tocando uma companhia de hardware, pela minha experiência, nunca foi algo bem sucedido,” disse o analista de TI Rob Enderle. “Se alguém pode fazê-lo, a Oracle estaria na minha curta lista, mas em uma escala de 1 a 10, sendo 10 o mais difícil, isso é definitivamente um 11.”

Para outro analista, Charles King, da Pund-IT, o passo inicial da Oracle precisa ser apenas “manter a grande maioria dos clientes da Sun a bordo e, basicamente, fazê-los perceber que não foram esquecidos.” [ComputerWorld]

Os proprietários de iPhone que são adeptos de ligações mais baratas — ou mesmo gratuitas — através de programas de VoIP (Voz sobre IP) começaram esta quinta-feira com uma boa notícia: as chamadas por VoIP no aparelho, antes permitidas apenas utilizando uma conexão por Wi-Fi, passam a ser liberadas também para serem realizadas por conexões 3G.

Com o lançamento do iPad ontem, a Apple revisou os termos com os quais os desenvolvedores são obrigados a concordar para vender seus aplicativos na App Store, e, como resultado, a proibição de chamadas de VoIP sobre 3G foi retirada (o que já se esperava que acontecesse desde outubro de 2009).

O primeiro aplicativo a se aproveitar da liberação foi o iCall, que emitiu um comunicado à imprensa para destacar seu pioneirismo como “a primeira e única aplicação de VoIP que funciona no iPhone e iPod Touch sobre redes celulares 3G”. (Como a empresa conseguiu fazer um iPod Touch se conectar a uma rede 3G, porém, ainda encontra-se além da compreensão deste humilde redator…)

Aparentemente a restrição do VoIP sobre 3G era feita no servidor (os computadores da empresa que provê o serviço de VoIP), e não no cliente (o app no seu iPhone), e, portanto, pode-se esperar que outros aplicativos de VoIP (como o popular Skype) adaptem-se rapidamente à nova situação e também ofereçam chamadas via conexão 3G, sem que seus usuários sequer precisem baixar atualizações do aplicativo.

iBooks no iPad: Apple chama o Kindle pro pau! (Clique para ampliar) (Divulgação)

Parte importante do lançamento do iPad hoje foi a sua faceta e-book reader. A Apple chamou os livros de iBooks (criativo, não?) e fundou uma nova loja para vendê-los, a iBook Store.

Através da iBook Store, proprietários do iPad poderão comprar e baixar livros direto do iPad, numa experiência similar à da iTunes Store e da App Store (que também estarão presentes no iPad). Aparentemente os preços dos livros irão variar entre US$ 8 (R$ 15) e US$ 15 (R$ 30), mas os valores ainda não foram oficialmente confirmados.

Os livros usarão o formato aberto ePUB (o mesmo utilizado pelos e-readers da Sony) e a interface procura ser muito próxima visualmente da experiência de ler um livro “de verdade”, com direito a uma estante onde ficam os livros adquiridos e páginas que viram quando puxadas pelo seu dedo. Também estará disponível, é claro, um índice para ir direto para o capítulo que se deseja. Além disso, será possível aumentar ou diminuir o tamanho da fonte, bem como mudar seu tipo (Baskerville, Cochin, Palatino, Times New Roman e Verdana são as opções), de acordo com a preferência de cada leitor.

A Apple já fechou acordo com “cinco das principais editoras” — Penguin, HarperCollins, Simon & Schuster, Macmillan, e Hachette Book Group — e pretende bater de frente com o Kindle, o leitor de e-books da Amazon.

“A Amazon fez um ótimo trabalho como pioneira dessa funcionalidade com o Kindle, então nós vamos nos apoiar em seus ombros,” disse Steve Jobs, CEO da Apple, durante o evento de lançamento do produto.

Round 1… Fight!

Página do iPad nos EUA: no ar.

Minutos antes do final da apresentação do iPad a Apple colocou no ar a página oficial do gadget, que pode ser vista em apple.com/ipad, em que o visitante tem acesso a maiores detalhes a respeito do aparelho, incluindo fotos e vídeos. Já por aqui, a coisa é um pouco diferente.

Até o momento em que este post é escrito não há qualquer menção ao aparelho na página brasileira da empresa, e ao acessar o endereço apple.com/br/ipad o visitante dá de cara numa página de erro. Ao tentar entrar em contato com a empresa, surpresa: sua assessoria de imprensa está de férias e só deve voltar ao batente no dia 1º de fevereiro.

Até lá temos que nos contentar com a afirmação de Steve Jobs que o iPad sem 3G estará à venda em todo mundo em dois meses.

Quanto aos preços, se a empresa mantiver sua atual política o gadget deverá chegar aqui custando a partir de R$ 1.500, em sua versão sem 3G e com 16GB de espaço em disco. Isso, claro, numa previsão pra lá de otimista.

A Apple acaba de colocar no ar a página detalhando as especificações do iPad e uma coisa se destacou na lista: a temperatura de operação.

Segundo as informações, o iPad precisa estar dentro dos limites de temperaturas para funcionar. Esses limites são de 0º a 35ºC. Aonde eu moro, na capital capixaba, as temperaturas constantemente ultrapassam os 40ºC durante o verão. Isso quer dizer que o iPad poderá ficar inoperante caso as temperaturas não sejam ideais, comportamento já observado anteriormente nos iPhones. Ou seja, usar o aparelho só dentro de casa e em um cômodo bem refrigerado.

Felizmente eu moro no nível do mar. Mas aqueles que resolveram fixar residência em locais acima de 3 mil metros não poderão usar o dispositivo. [Nota do editor: esse post tem um tom sarcástico escondido, procure que você acha]

Uma das maiores surpresas envolvendo o mais novo (e, pelo visto, não tão secreto assim) lançamento do Apple, o iPad, é seu misterioso processador Apple A4 de 1 GHz.

Apesar de sempre ter fabricado seus próprios computadores, a empresa de Steve Jobs sempre adquiriu componentes de outros fabricantes, prática comum no segmento. Historicamente suas máquinas sempre contaram com processadores PowerPC, desenvolvidos por um consórcio que envolvia a própria Apple junto da Motorola e IBM, até que em 2005 eles foram substituídos pelos atuais Intel.

Então, daonde veio esse novo chip 100% Apple? Uma rápida pesquisa não oferece todas as respostas, mas dá um forte indicativo do caminho.

Em abril de 2008 a empresa de Steve Jobs adquiriu a PA Semi, especializada em semicondutores, por US$ 278 milhões. Fundada em 2003, a empresa contava com cerca de 150 funcionários e começou suas atividades desenhando processadores PowerPC de baixo consumo para notebooks da empresa da maçã.

Na ocasião da compra a Apple negou que teria qualquer intenção de produzir seus próprios chips, apesar de sua nova aquisição ter entre suas fileiras os reconhecidos engenheiros Dan Dobberpuhl e Jim Keller, com passagens pela ARM e AMD. Há alguns meses rumores apontavam que a empresa havia mobilizado grande parte de seu pessoal para a contrução de um novo processador baseado na arquitetura ARM, que seria instalado em “um novo dispositivo de mão”.

E, pelo visto, a boataria estava correta.

Hoje a Apple finalmente deu fim aos rumores do lançamento do seu mais novo produto. O nome foi uma das surpresas do evento. O dispositivo que muitos acreditavam que seria chamado iTablet na verdade recebeu o nome de iPad.

O iPad é um tablet com tela sensível ao toque de 9,7 polegadas, 1,27 cm de espessura e pesando pouco menos de 700 gramas. Ele roda a versão 3.2 do iPhone OS, usado tanto nos celulares da Apple quanto nos iPods Touch.

Dentro do aparelho está um processador de 1 GHz desenvolvido pela própria Apple chamado A4, além de suporte a redes WiFi no padrão 802.11n, conectividade Bluetooth 2.1 EDR, bússula, microfone e alto-falante embutidos e uma bateria com duração de até 10 horas para vídeo e até 1 mês em standby.

O iPad será vendido nas capacidades de 16, 32 e 64 GB. Preço e disponibilidade ainda não foram anunciados. [Foto por gdgt]

[Atualização às 17:17]: O iPad também terá versões com conectividade 3G através de chips micro SIMs, diferentes daqueles usados em celulares GSM. A boa notícia é que essas versões serão vendidas desbloqueadas e sem contrato. Ao menos nos Estados Unidos.

[Atualização às 17:20]: O preço foi anunciado: US$ 499,00 pela versão de 16 GB sem 3G. A tabela completa está logo abaixo. E as versões com WiFi estarão disponíveis para compra no mundo inteiro dentro de 2 meses. As versões com 3G e WiFi levarão 3 meses.

Essa semana o Twitter ativou uma nova funcionalidade que permite separar seus trending topics – ou “assuntos quentes”, numa tradução Freestyle – por países e cidades.

Antigamente o sistema apenas exibia os assuntos mais comentados pelos usuários do mundo inteiro, sem distinção, o que muitas vezes fazia com que temas pouco interessantes para navegantes brasileiros, por exemplo, tivessem excessivo destaque no serviço de microblog. Agora, além das TT mundiais, é possível acompanhar os assuntos mais falados no México, Brasil, Reino Unido, Canada, Estados Unidos e Irlanda.

Já Atlanta, Dallas, Nova York, Seatle, Baltimore, Houston, Philadelphia, Boston, Londres, San Antonio, Washington, Chicago, Los Angeles, San Francisco e a capital paulista São Paulo são as primeiras cidades que também têm seus próprios filtros, que “em breve” devem chegar à outras localidades.

Para ativar as trending topics locais, é preciso estar logado na página do Twitter.