Assim como os deputados brasileiros, não é sempre que os deputados americanos têm coisa útil para fazer. Quando isso acontece, eles saem em busca de temas esdrúxulos sobre os quais legislar. A última deles é tentar proibir que funcionários governamentais utilizem redes de compartilhamento P2P. Que coisa, não?

Enquanto isso, na Câmara dos Deputados dos Estados Unidos...

A Secure Federal File Sharing Act, ou Lei de Segurança Federal de Compartilhamento de Arquivos (em tradução livre), determina que o Office of Management and Budget (algo como Secretaria de Gerenciamento e Orçamento, no âmbito federal) suspenda o uso de aplicativos de compartilhamento P2P de arquivos dos computadores e redes funcionais. “Tchau uTorrent!”, já podem dizer os funcionários públicos federais.

“Manter os arquivos de computadores federais seguros é crítico para a nossa segurança nacional”, disse Edolphus Towns, deputado republicano que apresentou o projeto de lei. Como de costume, a segurança nacional é o grande motivo para a proibição de Limewires e BitTorrents da vida nas redes de internet federais.

Além disso, a secretaria também ficaria responsável por criar políticas e restrições para que servidores públicos que acessam remotamente redes federais a partir de casa não compartilhem documentos da administração pública pela interwebs.

Tomara que o Azeredo não fique sabendo disso.

[via Information Week]

A maior parte dos livros presentes na lista de mais vendidos do jornal americano New York Times vão custar dez dólares na loja de e-books do iPad. É isso o que o blog AppAdvice diz ter descoberto, citando uma fonte que não teria respeitado o acordo de confidencialidade que esses assuntos normalmente requerem.

Baratinho, baratinho.

Baratinho, baratinho.

Os top 5 da versão eletrônica do NY Times atualmente são Chelsea Chelsea Bang Bang (de Chelsea Handler), The Help (de Kathryn Stockett), The Silent Sea (de Clive Cussier e Jack Du Brul), Missing e Abraham Lincoln: Vampire Hunter. Todos são ofertados pela bagatela de US$ 9,99, o que dá menos de R$ 20.

Num total de 32 livros mais vendidos pelo jornal americano, apenas cinco não têm o preço de US$ 9,99. O mais barato sai por US$ 8,83, enquanto que o mais caro custa US$ 12,99 na iBookstore.

Modelo de negócios

Ainda de acordo com o AppDevice, o modelo de preços da Apple para a loja de e-books é bastante semelhante ao que hoje em dia é praticado na App Store: o responsável pelo produto pode definir o preço que quiser pelo livro, revista ou jornal. A Apple ficará com 30% do valor pago, enquanto que o produtor de conteúdo fica com os 70% restantes. A empresa de Steve Jobs vai ser responsável pelo armazenamento e transmissão dos conteúdos para o consumidor.

Livros de graça

Donos do iPad ainda poderão baixar livros gratuitamente. Não estou falando de e-books pirateados que são facilmente encontrados na internet, mas sim de publicações que já entraram em domínio público e que podem ser distribuídas gratuitamente.

A iBookstore teria acesso a todo o acervo do Projeto Gutenberg, com download imediato de mais de 30 mil títulos que estão disponíveis gratuitamente.

Quem não deve ter gostado muito dessa notícia é a Amazon e a gerência responsável pelo Kindle.

Configurar um dispositivo apaga tudo o que houver nele e reserva até 16 GB de memória para o console.

Semana passada havia surgido o rumor de que o Xbox 360 em breve receberia suporte a dispositivos de armazenamento via USB através de um update de firmware. Hoje essa informação foi oficialmente confirmada por Larry Hryb, Diretor de Programação da Xbox Live, através deu um post em seu blog.

As novidades não foram muito além das informações já postadas na notícia da semana passada (leia aqui). Usuários do Xbox 360 poderão usar dispositivos USB (pen drives e HDs USB) armazenar perfis, saves de seus jogos, demos e outros. A novidade começará a funcionar a partir do momento em que o console receber a atualização de sistema que estará disponível a partir de 6 de abril.

Hryb fez questão de frisar que, mesmo que HDs USB sejam suportados, é altamente recomendado o uso de flash drives (também conhecidos como pen drives), visto que só 16 GB de cada dispositivo serão aproveitados pelo console e memória flash tem um desempenho muito melhor que um disco rígido. Ele também disse que a memória que exceder os 16 GB aproveitados pelo console continuará plenamente acessível pelo seu PC ou Mac. Até dois dispositivos poderão ser usados simultaneamente, permitindo até 32 GB de armazenamento externo.

Mais uma ressalva: o dispositivo não é automaticamente configurado para funcionar com o Xbox 360. O usuário precisará (após conectar o drive) ir até as configurações do sistema e, na área de memória, solicitar que o dispositivo seja configurado.

Qualquer flash drive de mais de 1 GB poderá ser utilizado. Apesar disso, a Microsoft estará, em parceria com a SanDisk, lançando flash drives que já virão pré-configurados para o console, bastando plugar e usar.

Mockup de como o WSJ no iPad (provavelmente) não será.

O Wall Street Journal escreveu um artigo sobre a publicação de jornais e revistas no iPad e “deixou vazar” o valor da assinatura do próprio Wall Street Journal. Curiosamente, o WSJ cita como fonte uma “pessoa familiar com o assunto” ao revelar o preço planejado pelo jornal para sua assinatura mensal no iPad: US$ 17,99 (cerca de R$ 32,50 no câmbio de hoje). Comparativamente, a assinatura da versão impressa custa o equivalente a a US$ 29 por mês (R$ 52).

No artigo também são citados os preços previstos para algumas revistas. A Esquire cobraria US$ 2,99 por edição (R$ 5,20), dois dólares a menos que a versão impressa. Já a Men’s Health teria optado por vender a sua versão completa pelo mesmo preço das bancas ( US$ 4,99, equivalente a R$ 9,00), além de uma amostra de 10 páginas patrocinada que estaria disponível gratuitamente ao leitor na iBook Store.

Além disso ainda foi revelado que seis anunciantes — incluindo Coca-Cola e FedEx — acordaram a veiculação de seus anúncios na versão para iPad do WSJ. Novamente, de acordo com as “pessoas familiares com o assunto”, um pacote de quatro meses de publicidade teria sido negociado pelo valor de US$ 400.000,00 (R$ 722.000,00).

Mark Zuckerberg: um cara que tem motivos pra sorrir

O valor de mercado do Facebook pode ser de aproximadamente US$ 35 bilhões (R$ 63 bilhões), de acordo com uma projeção feita por uma empresa de análise de investimentos de risco chamada VCExperts. A cifra é nada menos do que 2,5 vezes maior do que a última análise de valor da rede social, que em janeiro foi avaliada em US$ 14 bilhões pela SecondMarket, companhia especializada em comercializar ações de empresas de capital fechado.

Como o Facebook não negocia papéis na bolsa, os analistas da VCExperts fizeram seus cálculos a partir das ações oferecidas pelo site a seus funcionários como bônus, que atualmente são avaliadas por até US$ 83, enquanto em janeiro elas eram vendidas por preços entre US$ 32 e US$ 40 cada. Um dos motivos para tamanho aumento de preços em tão curto espaço de tempo é a companhia russa Digital Sky, que nos últimos tempos vem assediando funcionários e investidores do site com propostas “irrecusáveis” por seus títulos.

Apesar de atualmente contar com 400 milhões de usuários e de ser a página mais acessada dos EUA, o valor de mercado da companhia de Mark Zuckerberg impressiona mesmo perto de velhos lobos do mercado mundial.

Seguindo esse raciocício, o Facebook vale:

13% da Microsoft (US$ 260 bilhões)
16% da Apple (US$ 208 bilhões)
17% da Petrobrás (US$ 197 bilhões)
19% da Coca-Cola (US$ 126 bilhões)
20% da IBM (US$ 167 bilhões)
27% da Toyota (US$ 127 bilhões)
48% do McDonalds (US$ 71 bilhões)
53% da Disney (US$ 66 bilhões)
70% da Ford (US$ 46,82 bilhões)
900% da Dreamworks (US$ 3,8 bilhões)

E aí, será que vale?

Agora que a plataforma Android, do Google, começa a ganhar maior participação de mercado, desenvolvedores de aplicativos para dispositivos móveis começam a planejar o desenvolvimento de apps para o sistema operacional. De acordo com uma pesquisa da empresa de publicidade móvel AdMob, 7 em cada dez desenvolvedores de apps para o iPhone OS pretendem lançar os mesmos programas no Android.

A grande dificuldade desses programadores é recriar as mesmas funcionalidades de um aplicativo para o sistema do iPhone e do iPod Touch no Google Android, cujo ambiente de desenvolvimento é completamente diferente. Programadores de iPhone OS têm o Software Development Kit (SDK; kit de desenvolvimento de software) para facilitar a vida. Já aqueles que começam agora a escrever código para o Android têm uma plataforma baseada em Linux com todas as características que o sistema operacional oferece.

De acordo com a pesquisa, 31% dos desenvolvedores de aplicativos móveis têm foco em várias plataformas simultaneamente. Do total de pesquisados pretendem fazer isso já nos próximos seis meses. Com isso, ganham os usuários que não utilizam o superhype sistema da Apple mas querem que seus smartphones tenham acesso a um mercado de aplicativos minimamente decente, o que tem acontecido com o Android aos poucos.

Não custa lembrar que a AdMob foi comprada em novembro de 2009 pelo Google. Ou seja, a pesquisa pode ser observada, mas com certa desconfiança, uma vez que trata de um produto desenvolvido por eles mesmos.

[via Examiner]

A Time Warner, um dos maiores conglomerados de mídia do mundo, passa a oferecer a partir de hoje acesso à internet por Wi-Fi sem qualquer custo adicional para 1 milhão nova-iorquinos que utilizam os serviços da companhia.

De acordo com a empresa, seus clientes podem se conectar a milhares de hotspots de alta velocidade espalhados pela cidade. O acesso será ilimitado e a única ressalva é que apenas os assinantes da cidade de Nova York poderão entrar nas redes Wi-Fi da empresa na cidade.

Agora ficamos aguardando a notícia de quando um provedor de internet brasileiro irá disponibilizar Wi-Fi gratuito para os seus clientes em diversos pontos de uma cidade como São Paulo, por exemplo. Esperaremos sentados, claro, para evitar a fadiga. :F

Fazer o bem a partir das ferramentas que a internet propicia. É isso o que milhares de pessoas vão fazer hoje ao participarem do Twestival, evento global que levanta fundos para obras de caridade. O Brasil, claro, não podia deixar de participar. Pelo menos Rio de Janeiro e São Paulo, as maiores cidades do país, receberam usuários do Twitter para confraternização e obtenção de doações.

A edição 2010 do Twestival é voltada para a educação. De olho nos 72 milhões de crianças ao redor do mundo que não têm acesso à educação básica, a organização do evento escolheu a Concern Worldwide como instituição que receberá as doações. E os resultados já começam a aparecer: os participantes do Twestival em Dubai já arrecadaram cerca de US$ 34 mil (cerca de R$ 61 mil).

Tweet. Encontre. Doe.

Twestival 2010: tweet. Encontre. Doe.

Rio de Janeiro

O Twestival Rio de Janeiro acontece no 2o. andar do restaurante Estação República, que fica localizado na Rua do Catete, 104, próximo à estação Catete do metrô (ver mapa). Com início às sete da noite, o evento tem uma enorme lista de apoiadores. O instituto Infnet, tradicional insituição de ensino ligado à informática no Rio de Janeiro, dará um curso “Marketing Digital e Novas Mídias”, no valor de R$ 870, para quem fizer a doação mais alta (o problema é que por enquanto a maior doação foi de R$ 50).

São Paulo

Paulistanos também terão sua versão do evento. O Twestival São Paulo será na Casa da Cultural Digital, situada na Rua Vitorino Carmilo, 459, no bairro Santa Cecília. É próxima à estação Marechal Deodoro do metrô, como você pode ver nesse mapa. O evento também começa às sete da noite.

Segundo o site oficial do Twestival, no momento em que esse post é publicado as doações no mundo inteiro já somam US$ 285 mil (cerca de R$ 513 mil).

Tanto a Apple como a Microsoft figuram entre as empresas mais valiosas dos Estados Unidos. O cálculo é de John Paczkowski, do All Things Digital. De acordo com o jornalista, as duas empresas de informática têm uma enorme capitalização – valor da empresa, quando considerado o valor de cada ação mutiplicado pelo número total de ações. Confira no gráfico abaixo:

Capitalização no mercado americano.

Capitalização no mercado americano.

A companhia de Bill Gates valeria hoje cerca de 262 bilhões de dólares (equivalente a R$ 470 bilhões). Já a Apple de Steve Jobs valeria um pouco menos: 208 bilhões (quase R$ 374 bilhões).

Apple e Microsoft, como você bem sabe, são empresas de informática. Exxon Mobil é a maior petroleira do mundo; Walmart é a maior rede de varejo do mundo; e o Berkshire Hathaway é a holding que gerencia os negócios de Warren Buffet, terceiro homem mais rico do mundo (logo atrás de Carlos Slim e nosso querido Bill Gates).

Falando especificamente de empresas de internet, o Google tem capitalização de US$ 179 bilhões (R$ 322 bilhões). Seu principal concorrente, o Yahoo, fica bem abaixo com apenas US$ 22,8 bilhões (cerca de R$ 41 bilhões). Nada mal, Larry Page e Sergey Brin!

[via All Things Digital]

Sim, por mais que cause estranheza, essa foi a análise do Professor Peter Kelly, diretor de saúde pública em Teesside, Reino Unido. Ele notou que os casos de sífilis quadruplicaram nas regiões da Grã-Bretanha onde o Facebook é mais popular.

“[…] Vi que diversas pessoas [afetadas] conheceram seus parceiros sexuais por esses sites. Sites de redes sociais estão tornando mais fácil o encontro de pessoas para sexo casual,” afirmou o professor.

Obviamente o Facebook não ficou feliz com essa “acusação” de que estaria relacionado ao crescimento dos casos de sífilis, e muito menos com toda mídia gerada pelo caso, que por vezes distorcia os fatos. Um porta-voz da empresa se pronunciou a respeito:

“A asserção de que o Facebook seria responsável pela transmissão de sífilis é ridícula. […] Os relatos de hoje exageram os comentários feitos pelo professor e ignoram a diferença entre correlação e causa,” disse o porta-voz.

“Como sabem os mais de 400 milhões de usuários do Facebook, nosso site não é um lugar para encontrar pessoas para sexo casual — é um lugar para amigos, família e colegas de trabalho se conectarem.”

[Telegraph]