Entenda como funciona o PLC: internet pela rede elétrica

Enviado dia 2/03/08 às 11:52 pm por Thiago Mobilon | 4 Comentários

Você já ouviu falar do PLC?

PLC (ou Power Line Communication) é a internet transmitida através dos fios de energia elétrica, conhecida também como BPL - Broadband over Power Lines. Esta tecnologia já existe há mais de 4 anos na Europa, sendo recentemente comercializada na Alemanha e na Suécia. Não é uma tecnologia que compete com os atuais provedores, mas sim uma alternativa para usuários que moram em locais onde o sinal das outras operadoras não chega.

modem_panasonic_plc_bpl.jpgSabia que ele já está em funcionamento no Brasil, com cerca de 3 mil usuários? Pois é, e em 2008 este número deve dobrar!

Atualmente a velocidade do PLC brasileiro é muito baixa, atingindo apenas 4,5Mbps no transformador da rua. Mas a tecnologia pode transportar dados a uma velocidade de até 40Mbps. O transformador se encarrega de distribuir o sinal entre as residências, totalizando no máximo 50 casas

Se formos levar em conta que 50 casas estejam conectadas ao mesmo tempo, a velocidade compartilhada será de 90kbps. Uma velocidade baixa se comparada às atuais conexões de banda-larga, mas ainda melhores do que a de internet discada, e rede GPRS, e com a vantagem de que não é necessário discar para se conectar, pois a rede fica conectada constantemente.

Uma vez instalada, todas as tomadas da casa viram pontos de conexão, bastando ligar o modem externo para que ele se alimente de energia elétrica, e separe o sinal de internet para uma saída Ethernet. Aí é só plugar o fio na placa de rede do computador, ou a um roteador Wi-Fi, para que ele distribua o sinal pela casa.

plc_bpl_modem.jpgEsta modalidade de internet tende a ser mais barata do que as demais, pelo simples fato de que todo cabeamento necessário para a distribuição do sinal já está instalado, conectado e funcionando. A rede elétrica é a única que chega a 98% das unidades habitacionais do país. Isto inclui comércio, residências, indústrias e zonas rurais. Esta soma de fatores, fazem do PLC uma ótima opção para projetos de inclusão digital.

A energia elétrica é transmitida na freqüência dos 50 a 60 Hz, enquanto que o sinal do PLC fica entre 1,7 a 30 Mhz. Por isso, os dois sinais podem passar pelo mesmo fio, sem que um interfira no funcionamento do outro. Eles também são independentes, e continuam funcionando mesmo que o outro pare de ser transmitido.

Pode ser necessário também, a instalação de um amplificador de sinal, e/ou filtros de linha, a fim de minimizar a interferência causada por certos eletrodomésticos como o secador de cabelo, chuveiro e a furadeira. Vale observar que o sinal do PLC não pode passar por filtros de linha, estabilizadores e no-breaks, já que os mesmos bloqueiam sinais de alta freqüência.

Veja mais sobre o assunto:

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Dicas para preservar a bateria do notebook e celular

Enviado dia 27/02/08 às 11:04 am por Thiago Mobilon | 18 Comentários

Quando o assunto é baterias recarregáveis, estamos habituados a lembrar do famoso efeito de memória (ou vício para os íntimos). Este é um (d)efeito que enfrentávamos com as baterias de NiMn e NiCd, mas sinto dizer que as baterias de Li-ion estão livres deste inconveniente. Em palavras claras, as baterias dos atuais notebooks não viciam.

A vida útil destas baterias, varia de 500 a 800 ciclos completos de carga e descarga, e é aí que devemos nos precaver para que elas realmente cheguem até lá.

Células de ion de lítio quando expostas ao calor se deterioram, por isso evite deixar seu notebook em lugares quentes. Neste mesmo caso, elas podem vazar, ou até explodir. Por isso, não use o mesmo em cima da cama, ou em superfícies que tampem sua ventilação, é perigo na certa.

Nada de usar o aparelho no colo também. Neste caso, além de tampar a ventilação provocando super aquecimento, expor esta parte do corpo freqüentemente ao calor gerado pelo notebook, causa diminuição na produção de espermatozóides. É, o mal uso do notebook pode te deixar estéril.

Sabendo que a bateria não vicia, já temos a chave para a melhor forma de utilizar o aparelho: plugado na tomada, sempre que houver uma por perto. Desta forma você guarda a carga da bateria para quando realmente precisar dela.

Se você é do tipo prevenido, que leva mais de uma bateria na bolsa e alterna entre elas quando precisa, lembre-se de nunca usá-las até que se descarreguem completamente, e depois guardar de novo. Fazendo isso, você corre o risco de nunca mais conseguir carregá-la, já que as células oxidam muito rapidamente quando estão sem carga. É aconselhável que a bateria seja retirada ainda com carga (mesmo que mínima), e que ela seja recarregada não muito tempo depois disso.

As baterias de notebook são compostas por 3 a 9 células independentes, e um circuito que monitora a carga das mesmas. Esta monitoração é feita em cima do conjunto todo, logo, se as células estiverem fora de balanço, ou uma delas apresentar algum defeito, o fornecimento de energia pode ser interrompido em pouco tempo de uso. Este pode ser o grande vilão em alguns casos onde a duração da bateria cai drasticamente.

Em alguns casos, a solução pode ser fazer um calibramento de bateria. Isto nada mais é do que fazer um ciclo completo de carga e descarga, em conjunto com algum software do fabricante, para que o sistema passe a enxergar corretamente a carga contida nas células.

Update: Outra coisa que danifica as celulas das baterias de Li-ion, são quedas e batidas. Não achei interessante colocar isso antes, pois afinal, derrubando um notebook no chão, a última coisa que nos preocupa é a bateria. Em todo caso, vale lembrar que no caso de celulares isto é um problema constante, e por isso merece um pouco de atenção.

Atualmente, vários celulares estão sendo fabricados com baterias de Lithium-ion Polymer. Esta bateria possui basicamente as mesmas propriedades das baterias de notebooks, mas com o diferencial de possuírem um custo mais baixo de produção. Elas também são mais resistentes a danos causados por quedas e batidas, o que não lhes dá 100% de imunidade.

Alguns aparelhos ainda usam as baterias de Li-ion comuns, que são mais sensíveis a queda. Sendo assim, se você já deixou o celular cair várias vezes, ou expõe ele ao calor com freqüência, deve ter observado alguma mudança na duração da carga.

Em todos os casos, não é aconselhável que se toque os contatos da bateria, isto pode danificar a mesma. Na hora da limpeza, fuja de produtos de limpeza. O ideal é usar apenas um pano seco.

O ano de 2008 será o ano da mobilidade aqui no Brasil. Com o barateamento das tecnologias, e o aumento do interesse popular em dispositivos portáteis, a venda de notebooks deve ultrapassar a de desktops pela primeira vez! Sendo assim, este é o momento para entender um pouco melhor estas (não tão) novas tecnologias.

Mais sobre o assunto:

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Este artigo foi escrito por uma sugestão do leitor Thássius Veloso. Se você quiser saber mais sobre algum tema, entre em contato!

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Duelo de titãs: Nokia N95 vs Apple iPhone

Enviado dia 21/02/08 às 11:01 pm por Thiago Mobilon | 15 Comentários

Olá, estou pensando em comprar um novo celular. Sempre tive interesse em um Palm, porém, nunca tive coragem para comprar um. Acho que agora chegou o momento. Quero uma sugestão para um smartphone que atenda algumas de minhas necessidades. Integração com o Office seria bom (por isso pensei em HTC), câmera seria interessante (Nokia N95), Wi-Fi(N95), GPS seria legal (N95 again), multi-touch (iPhone). Resumindo, será que estou muito indeciso ou um smartphone realmente bom ainda não existe?
- Douglas Pereira

Querido Douglas, welcome to my world! :D

Se houvesse alguma forma de fundir alguns modelos para criar a raça perfeita, tenha certeza que eu tomaria a frente na hora. Mas enquanto isso não acontece (e não acredito que venha a acontecer algum dia), tudo o que podemos fazer é focar no que realmente queremos, e ver qual aparelho supre melhor estas expectativas. Espero poder lhe ajudar ao longo do artigo.


Clique para ver e/ou comprar N95 e iPhone!

Já mostrei aqui no TecnoBlog, alguns modelos de HTC bem interessantes (dê uma lida aqui pra saber mais), sendo assim, a briga aqui será entre o Nokia N95 e o iPhone.

Nokia N95

Prós: Talvez o modelo mais top da Nokia atualmente. Um celular completamente multimídia, com câmera de 5 megapíxels e lente Carl Zeins. Faz vídeos em VGA (640 X 480 px), a 30 FPS (frames por segundo). Ele é chamado de SmartPhone, por possuir todos esses recursos multimídias, e ainda conectividade com rede Wi-Fi do tipo B e G. O N95 também é compatível com a rede 3G, e possui inclusive uma câmera frontal para vídeo-conferências.

O primeiro modelo do N95 possui até 160MB de memória interna, mas há uma versão mais nova no mercado, que vem com 8GB. Além disso, ele também suporta cartões de memória MicroSD em Hot Swap.

Além do teclado numérico, ele possui botões dedicados à funções musicais. This is cool!

Contras: Apesar de ser todo vangloriado por quem o conhece, vou ter que nadar contra a maré. Este aparelho não possui tela sensível ao toque, e nem teclado QWERTY, o que faz com que eu não o considere um legítimo SmartPhone. A não ser é claro, que você esteja interessado em navegar na internet e enviar e-mails, apenas com um teclado numérico.

Outra coisa não muito legal no N95, é que ele parece um tijolinho baiano. Um tijolinho deslizante, digamos.

iPhone

Prós: Um belo aparelho, com tela sensível ao (multi)toque, e cheio de firulas muito bacanas que aproveitam isso. O visor é grande (3,5”), e muito confortável para visualização de fotos e afins.

Apesar de não ter entrada para cartão de memória, o iPhone possui 8GB de armazenamento interno, e agora 16GB em sua nova versão. Isto é bastante espaço para colocar músicas e vídeos, e usá-lo como player digital.

O que faz do iPhone um excelente tocador, é o fato de ele utilizar o iTunes para isso. Desta forma, você não só possui um excelente player com Cover Flow, mas também um dispositivo móvel que se mantém sincronizado à sua biblioteca do computador.

Outra coisa sensacional é o seu navegador, uma versão reduzida do Safari. As páginas carregadas são exibidas da mesma forma que vemos no computador.

Contras: A primeira coisa a se observar na hora de (não) comprar um iPhone, é o fato de ele não suportar a tecnologia 3G. A segunda, é a câmera dele que é péssima, mais ainda por ser um aparelho da Apple. Sem flash, resolução relativamente baixa pela época que foi lançado, e por aí vai.

O terceiro ponto é o sistema operacional, que apesar de ser todo guti-guti ainda é novidade no ramo de mobiles, possuindo assim uma gama de aplicativos pequena em relação aos seus concorrentes.

Por último, a falta de botões físicos para funções musicais. Muita gente certamente vai chiar com este ponto, mas imagine você, andando com o aparelho mais cobiçado do planeta em algum lugar público (por exemplo) da cidade de São Paulo. Aí ele começa a reproduzir uma música que você não está afim de ouvir. O que você faz?

  1. Tira ele do bolso e troca de música, tocando a tela graciosamente, para todo mundo ver que você tem um iPhone, e crescer o olho em cima do coitado;
  2. Finge que enjoou de ouvir, e tira o fone de ouvido até que a música acabe.

Outra situação, é você precisando pausar ele, ou abaixar o som para falar com alguém. Pode voltar nas duas opções acima.

Update: A partir do firmware 1.1.1, para avançar a faixa ou pausar, basta dar um ou dois cliques no botão do microfone, que fica no fone de ouvido. (obrigado Hener e Quintino pela dica!)

Considerações finais

Dos aparelhos citados aqui, eu diria que ambos são maravilhosos players, mas ainda pecam no quesito computador de bolso. Se for questão de vida ou morte comprar um dos dois, eu fico com o iPhone, mas ainda com uma pulga atrás da orelha. Afinal, aquela câmera de 5MP do N95 deve ser muito boa! Sem falar claro, na falta do 3G.

Um outro bom investimento, seria o HTC TyTN (lê-se Táitan, do inglês Titan), um aparelho bem completo, que inclusive já está sendo fabricado aqui no Brasil. Ele não possui a câmera do N95, ou as firulas do iPhone, mas tem tela sensível ao toque, suporta rede 3G, e roda o famoso Windows Mobile.

Se nenhum deles te agradar por completo, puxa uma cadeira e senta aí. Já que não dá pra mesclar os dois aparelhos mais cobiçados do momento, o jeito é esperar até o lançamento iPhone v2.0. Até lá, meu Sony Ericsson K750i vai dando conta do recado.

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Bateu a dúvida na hora de comprar? Podemos te ajudar! Clique aqui, e veja como.

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Coisas que me irritam no Mac OS X

Enviado dia 10/02/08 às 3:58 am por Thiago Mobilon | 38 Comentários

Antes de começar já solto o aviso: este texto é recheado de conteúdo inadequado para fan boys e Mac OS Xiitas. Vou manter a mesma linha de pensamento que sempre defendi aqui no TecnoBlog, aquela sem hipocrisias, que sabe que absolutamente nada é perfeito. Se você sabe lidar com isso, senta o dedo. Caso contrário, clique aqui para ver a versão anti-Microsoft desta mini-série.

Finder: Estrelando o primeiríssimo lugar desta lista, está um dos sistemas de gerenciamento de arquivos mais carente de todos os sistemas operacionais. Simplicidade é certamente uma das características do Finder. Tanto que chega a ser um defeito.

1 - Onde já se viu um gerenciador de arquivos não permitir recortar e colar arquivos? Quer coisa mais simples e prática que isso?! Pois é, no Mac OS ctrl+x e ctrl+v não existem. Para movimentar um arquivo, você tem que selecionar o dito cujo, arrastar em cima da pasta e soltar. Agora, se a pasta de destino estiver dentro de N diretórios, você terá que segurar o arquivo selecionado por alguns segundos em cima de cada pasta, e elas irão se abrir, até você chegar no diretório de destino. Mover arquivos desta forma nem seria tão ruim, não fosse a estrutura horrível do Finder.

2 - No Windows Explorer, vemos uma árvore de diretórios do lado direito, e o conteúdo da pasta do lado esquerdo. No Finder, temos uma seleção de atalhos que ocupam o lugar da árvore de diretórios, e isto definitivamente não é prático. Quer dizer, até seria, mas se além disso houvesse a tal arvore de diretórios. O modo de visualização que mais lembra o Explorer, é um que divide a janela do Finder em várias colunas, deixando tudo mais confuso ainda (questão de gosto, maybe).

3 - A ordenação dos arquivos também é muito confusa. Você pode ordená-los por nome, tamanho, classe, entre outros. Não importa qual destas você selecionar, arquivos e pastas se misturam na tela, bem diferente do Explorer, onde as pastas ficam em cima, e os arquivos embaixo.

4 - Arquivos de vídeo não possuem miniaturas. Pastas também não mostram seu interior através de miniaturas no ícone. Somente arquivos de imagem em si possuem este recurso, e ainda assim, não com a praticidade que há no Windows Vista. Lá, para configurar o tamanho da miniatura, é só deslizar um botão em uma barra e o tamanho dos arquivos muda em tempo real. Aqui no OS X, você tem que selecionar os modos de visualização da pasta antes.

Gerenciamento de Janelas: Quando fechamos uma janela no Windows, estamos na verdade encerrando o programa. No OS X, ao fechar uma janela, você está fazendo simplesmente isso! O programa continua em execução, comendo recursos da máquina.

A única utilidade disso, é tirar a janela ali da sua cara. Mas me digam, pra que existe a opção Minimizar então?

Padrão do Teclado: A questão do padrão não chega a ser muito contestável, já que cada empresa criou o seu, e se sobressaiu a que se popularizou mais. Mas alguns atalhos são realmente bem esquisitos no Mac, e fogem à máxima de simplicidade da Maçã. Por exemplo o atalho para excluir arquivos, que utiliza dois botões ao invés de um.

Há ainda alguns atalhos bem bizarros, que utilizam 4 teclas! Desde quando pressionar 4 teclas ao mesmo tempo é algo prático?

Softwares: Entendo que o sistema não é tão popular quanto o Windows, e só isto já justifica a quantidade pequena de softwares bons e gratuitos para Mac. Uma coisa que eu nunca tive costume de fazer no Windows é comprar softwares. Dada as excessões, eu sempre encontrava alguma solução Free ou até mesmo Opensource. Agora, já estou me acostumando com a idéia de ficar de olho em promoções de softwares. Sad but true.

Continuo adorando este sistema, que tem seus prós e contras como qualquer outro. O texto foi baseado nas minhas experiências com o Tiger, o que significa que algumas coisas podem ter mudado no Leopard. Mesmo assim dei uma pesquisada antes de publicar o texto, e não achei nada que alterasse as informações constatadas aqui.

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E foi assim que eu viciei no Last.fm

Enviado dia 2/02/08 às 4:21 am por Thiago Mobilon | 12 Comentários

Acho que nunca comentei por aqui que sou viciado em estatísticas. É um tal de ficar o dia inteiro vendo visitas, ganhos, somando os dois, dividindo os dois, cruzando dados… Aliás, esse deve ser um mal de todo blogueiro.

Nas últimas semanas, eu estava viciado era em um recurso do iTunes, o “Top 25 Most Played”. Como o nome sugere, é uma lista que mostra as 25 músicas mais tocadas de todos os tempos.

Foi aí que uma coisa foi me levando a outra, e eu descobri que um certo site faz algo similar, e usa essas informações para cruzar um monte de dados (gostei desse termo) de dezenas de formas.

Dããã, pega esse Mobilon chegando atrasado na parada.

Pois é, eu nunca tinha usado o tal do Last.fm. Mas aposto que além de mim, muita gente também ainda não o fez.

Voltando ao assunto, digamos que eu expandi meus horizontes, digo, o vício. Se antes eu tinha uma listinha de 25 músicas, agora eu tenho uma tabela que me mostra as músicas e bandas que eu mais ouço. Eu ainda posso visualizar isso por períodos como: última semana, últimos 6 meses, etc.

Qual a utilidade disso? No iTunes nenhuma, mas em uma rede social como o Last.fm é deveras interessante. Por exemplo, quando você acessa o perfil de outra pessoa, ele te dá o grau de compatibilidade musical entre você e ela (ou ele, whatever). E conforme você vai ouvindo mais músicas, seus vizinhos musicais são encontrados dentro da rede, e exibidos na sua sidebar.

Outra coisa bem bacana, são as bandas relacionadas. Ao acessar o perfil de algum artista, o Last.fm lhe mostra uma lista de artistas com um som mais ou menos igual. Por trás deste recurso, não há um robozinho comparando os espectros, é um esquema todo colaborativo, que vai sendo treinado conforme o pessoal ouve mais músicas, e adiciona tags às mesmas.

É claro que assim como em qualquer rede social, nesta você também pode adicionar seus miguxos, entrar em grupos e enviar recados. Aliás, você pode ter até seu próprio blog dentro do Last.fm. Só tente imaginar quanta coisa legal dá pra fazer, quando se junta todos esses recursos com os dados musicais de milhões de usuários.

O Last.fm também funciona como um excelente canal de divulgação para bandas e gravadoras. Isto porque, além de indicar músicas novas aos seus usuários baseando-se no que eles gostam de escutar, o site também dá a oportunidade de conhecer tudo ali mesmo, através de streaming de audio. No momento só é possível escutar um trecho de 30 segundos de cada música, mas muito em breve será possível ouvir as músicas inteiras direto do site. Cool, isn’t it?

Tal recurso já está sendo testado nos Estados Unidos e na Inglaterra. E para não infringir nenhum direito autoral, irá remunerar os artistas e gravadoras, de acordo com o número de execuções de cada faixa. Aliás, um belo modelo, já praticado porcamente aqui no Brasil pelo Trama Virtual.

Tenho que dizer, é a melhor forma que encontrei até hoje de conhecer novas bandas, checar as discografias, nome das faixas, etc. Tudo muito bem organizado, com um layout agradável, e o melhor de tudo, se baseia na tal sabedoria das multidões.

Mas como nada é perfeito, tenho que comentar. Esteja preparado para comprar um HD novo, irá precisar. :D

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