Na última segunda-feira o Google apresentou uma série de novidades para o Google Docs, e como já era esperado a nova versão da suíte de escritórios do gigante da web deve abandonar o acesso offline do finado Google Gears em troca do padrão HTML 5. Mas apesar da nova tecnologia ainda não ter uma data para estrear, o atual sistema de acesso desconectado do serviço deve acabar no próximo dia 3 de maio.

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“O novo Google Docs se beneficiará com a maior velocidade de renderização dos novos browsers e com os novos padrões do HTML5. Mas por conta disso teremos que temporariamente remover o suporte offline ao Docs a partir do próximo dia 3 de maio”, afirmou a empresa em um post em seu blog de serviços coporativos, completando logo em seguida que “está trabalhando duro para oferecer um novo acesso offline usando a nova tecnologia”, sem fazer qualquer previsão de quando isso poderá acontecer.

O jornal The Register aposta que o serviço se re-estabelecerá junto da chegada dos primeiros netbooks (e tablets?) equipados com o Chrome OS ao mercado, o que deve acontecer até o final do ano.

Imagem cortesia do GizmodoUma das grandes diferenças entre o PS2 e o Xbox era a forma como os consoles lidavam com redes onlines. A Xbox Live era um serviço online centralizado; todos os jogos passam por ela. Já no PS2, cada jogo tinha sua própria rede, com servidores individuais mantidos pelos fabricantes dos jogos. Uma rede não “conversava” com a outra, numa situação que me lembra os primórdios da SMS, quando só podiam trocar mensagens telefones na mesma operadora.

Além da clara desvantagem de que redes isoladas estavam sujeitas ao mesmo destino do seu estúdio-mãe – ou seja, se a fabricante do jogo fecha as portas, o servidor do jogo também vai pro saco (e isso aconteceu diversas vezes) – a arquitetura centralizada da Xbox Live permitia funcionalidades inexistentes no PS2. Por exemplo, uma lista de amigos (que te permite ver o que eles estão jogando no momento e até bater papo) e a capacidade de convidar um deles pra jogar com você.

No PS2 pra jogar online com um amigo você tinha que combinar a coisa fora da rede do jogo – por telefone ou IMs – e marcar um encontro virtual lá dentro. Não há como conversar com o seu colega a menos que ele esteja já no mesmo jogo que você (e olhe lá, dependendo do jogo não havia nenhuma forma de comunicação). No Xbox, você pode simplesmente mandar um convite pro cara, a Xbox Live lida com o resto. E você pode mandar mensagens pro seu colega pela própria Xbox Live, algo possível apenas com uma rede centralizada.

E até então, o estado da jogatina online no iPhone OS se parecia mais com a do PlayStation 2. Há quatro grandes redes online pra games, Gameloft Live, a Agon, o Plus+, e a pioneira OpenFeint. Tenho no meu iPhone vários jogos espalhados entre essas quatro redes, e é um atraso de vida. Ter que criar uma conta separada pra cada uma já é chato o bastante, e ter que ficar gerenciando todas elas então? Intragável. Some o fato de que não há sequer um padrão de funções (em algumas delas não é possível enviar mensagem pra sua lista de amigos ou convida-los pra um jogo, por exemplo) e o resultado é uma solução bem meia boca para a jogatina online.

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Na semana passada Steve Jobs anunciou a chegada da próxima versão do sistema operacional do iPhone. A versão 4, que só vai rodar em modelos mais novos do iPhone 3G e iPod Touch, veio com várias novas características e melhorias, como multi-tarefa e habilidade de criar pastas separadas para aplicativos específicos.

Eu consegui baixar na sexta-feira passada a nova firmware e com a ajuda de um desenvolvedor da plataforma, fiz com que meu iPod Touch 3ª geração fosse ativado pelo iTunes (ele precisa ter o UDID registrado por um desenvolvedor para ser ativado). Testei o novo sistema por dois dias e fiz um pequeno vídeo mostrando quais as melhores características e quais os piores bugs do iPhone OS 4. Ele está logo abaixo.

Greg Yaitanes, diretor da série de TV americana House, surpreendeu a muita gente ao revelar pelo Twitter que o episódio final da temporada foi filmado com uma câmera fotográfica. Sim, isso mesmo!

Mas é, claro, não foi com uma Tekpix qualquer câmera comprada no seu canal favorito de telecompras que o episódio foi filmado. Foi utilizada para tanto uma Canon 5D Mk II, tida como uma das melhores SLRs da atualidade e que, além de excelentes fotos, também grava vídeo em alta-definição com grande competência.

O diretor, na seqüência, revelou alguns detalhes extras para os aficionados. As vantagens da Canon foram a facilidade de uso em lugares apertados e o foco mais “raso” trazendo o rosto dos atores mais para o primeiro plano. As lentes utilizadas foram as da própria Canon, de 24-70mm e 70-200mm. Foi utilizado para armazenagem um cartão CF de 18GB, que conferia uma autonomia de 22 minutos de filmagem sem precisar trocar de cartão. [PetaPixel]

Numa clara tentativa de serem atacados por uma multidão de fãs da Apple armados com foices e tochas, os desenvolvedores de uma pequena empresa chamada Karma Games conseguiram rodar o antiquíssimo Windows 95 em seu novíssimo iPad – o da Apple, não o tal desfribilador coreano.

Para tal feito os gênios utilizaram um programa chamado BOCHS Emulator, que fez com que o velho sistema operacional da Microsoft reconhecesse (mal, é verdade) a tela sensível ao toque e fosse compatível com o moderníssimo teclado do novo gadget da empresa da maçã.

Confira no vídeo. Em todo caso, vale uma pergunta: será que ao rodar o Internet Explorer 4 e o Wordpad ao mesmo tempo é possível dizer que finalmente o iPad se tornou multitarefa? [TUAW]

Larry Sanger: botando ordem na casa

Larry Sanger, filósofo norte-americano que ao lado de Jimmy Wales fundou a Wikipedia no distante ano de 2001, fez uma denúncia formal contra a Wikimedia, projeto irmão da enciclopédia nascido em 2003, ao FBI por seus servidores estarem sendo utilizados para armazenarem pornografia infantil. Em uma carta aberta publicada no site Sanger faz uma série de críticas aos administradores do site e afirma que em diversos momentos encontrou fotos de menores idade no site, e que nada foi feito para levar os casos às autoridades.

“Certa vez eu expus minha preocupação quanto a foto de uma jovem nua armazenada nos servidores, que era acessível a qualquer editor com credenciais de ‘sysop”. Um administrador conhecido como Mike fez parte da discussão afirmando que ‘achava’ que o Departamento de Justiça prontamente entraria em contato se constatasse alguma coisa errada. Pessoalmente, acho que esses casos pedem uma atuação maisproativa ”, escreveu em seu longo texto.

Alguns defensores do site colaborativo partiram ao ataque contra Sanger, afirmando que ele agiu por “amargura contra o projeto”, do qual se desligou oficialmente em 2002. Ao jornal Register, ele rebateu as críticas: “Se eu não denunciasse, quem o faria? Como co-fundador da Wikipedia, eu tenho uma obrigação pessoal em reportar flagrantes de delito quando os vejo. Ou, pelo menos, tentar”.

A maioria dos serviços de atendimento ao cliente é uma sublime porcaria. Funcionários mal treinados, equipe estressada, cliente que paga tudo em dia e quer ser bem atendido resumem a situação. No entanto, há momentos em que você é tão mal tratado pelo pessoal do telemarketing que fica a beira de um ataque de nervos. Pois foi isso o que aconteceu com um homem que sofreu enfarte durante uma chamada telefônica e morreu dias depois.

Depois de cancelar o serviço de banda larga e ver cobranças chegarem meses depois, o homem entrou em contato com a Brasil Telecom – que hoje em dia virou Oi. Durante 45 minutos, sofreu com o mau atendimento da empresa, vindo a ter um enfarte agudo. Ele foi internado no hospital, mas não resistiu e veio a falecer dois dias depois.

A viúva entrou com processo no Juizado Especial contra a BrT, pedindo que a linha telefônica não fosse bloqueada, que seu nome não fosse para cadastros de inadimplentes, e que a empresa ainda pagasse indenização por danos morais devido à morte do esposo. O juíz responsável apenas permitiu que o BR Turbo fosse finalmente cancelado.

Insatisfeita, a mulher recorreu e seu pedido foi deferido pela Turma Recursal. O relator do recurso concluiu que a Brasil Telecom é mesmo conhecida pelo mau atendimento e que, portanto, a viúva teria direito à indenização. O resultado dessa história é que a 3ª Turma Recursal Cível dos Juizados Especiais do Rio Grande do Sul foi unânime: a Brasil Telecom tem que pagar R$ 20,4 mil em indenização.

Tomara que isso sirva de lição para que outras companhias melhorem seu atendimento ao cliente.

Com informações do Consultor Jurídico.

"Leave my game alone!"

Não pense que é só no Brasil que existem projetos que tentam limitar o uso da internet. Na Coreia do Sul, o Ministério da Cultura agora quer determinar os horários nos quais os jovens poderão acessar jogos online, como Second Life World of Warcraft. O ministro da pasta naquele país já deu ordem: não pode haver jogatina entre meia-noite e oito horas da manhã. Pelo menos por enquanto, a restrição será válida para jovens em idade escolar.

Mas não para por aí: o mesmo Ministério da Cultura também quer limitar a velocidade da conexão de internet dos jogadores mais assíduos. Imagine só, você mora na Coreia, um dos países mais ricos da Ásia, e tem uma conexão de 100 Megas em casa. Naturalmente que você aproveita essa conexão de primeira para jogar Maple Story, Mabinogi ou o popular jogo Barameui Nara. Acha que vai ser simples assim? Não mais.

A intenção do governo é fazer com que os provedores de acesso à internet diminuam a velocidade da conexão depois de algum tempo. De acordo com eles, “após longo período” jogando. Ainda não está claro, porém, o quanto é “longo” para os coreanos.

As empresas distribuidoras de jogos da Coreia ainda funcionarão como delatoras. Elas serão obrigadas a monitorar a identificação dos jogadores online, incluindo a idade dos rebentos. Pais interessados ainda poderão ser avisados caso suas identidades sejam usadas para ter acesso a algum jogo online.

Recentemente, um bebê morreu faminto depois que um casal coreano passou até 12 horas por dia criando um filho virtual em um jogo online.

E aí, você concorda com a decisão do Ministério da Cultura da Coreia do Sul? Esse é o caminho para que jovens não passem tempo demais jogando?

[BBC de Londres, Engadget, freshelectrons]

Opera Mini: uma alternativa ao Safari.

O simples fato de o navegador Opera Mini estar disponível na App Store já é digno de nota. A política extremamente restritiva e autoritária que a Apple tem adotado para aprovar ou recusar aplicativos para sua plataforma móvel fez muita gente duvidar que o Opera Mini, apesar de toda a “pressão da opinião pública”, fosse ser aprovado por Cupertino.

Passado o momento de surpresa inicial, é hora de analisar se o Opera Mini para iPhone de fato faz diferença na App Store e como ele se compara ao navegador padrão do sistema, o Safari.

Velocidade

Já vamos direto ao assunto principal. A Opera Software sempre fez sua propaganda baseada na velocidade do seu navegador, principalmente no caso do Opera Mini. Em plataformas móveis é mais comum nos encontrarmos em conexões de mais baixa velocidade, e, nessa situação, tudo que seu browser puder fazer para tornar sua navegação mais rápida é muito bem vindo.

E o que o Opera Mini faz? Ele não baixa os sites diretamente como os outros navegadores, o que ele baixa no seu aparelho é uma versão comprimida do site, cortesia dos servidores da Opera Software. Pra quem está sujeito à (nem sempre ideal) cobertura de uma operadora de telefonia celular, isso pode tornar as coisas bem mais rápidas (ou menos lentas). Além de que, dessa maneira, economiza-se preciosos megabytes de seu plano de dados.

O Opera Mini é bem rápido sim, ele cumpre a promessa. E dependendo de como ele for configurado — é possível reduzir a qualidade das imagens, ou simplesmente não baixá-las em absoluto — ele pode ficar mais rápido ainda. Eu testei o Opera Mini em um iPod Touch 2G conectado à uma rede Wi-Fi com velocidade nominal de 3 Mbps. Para começar, abri o site do Tecnoblog, que já havia sido aberto recentemente nos dois navegadores. No Safari o tempo para carregar integralmente o site oscilou entre 47 segundos e 57 segundos. No Opera, o tempo de carregamento se manteve consistente, na faixa de 27 segundos. A seguir, resolvi abrir o site preferido de Steve Jobs para demonstrar seus iDevices, o The New York Times. A página do jornal americano demorou 47 segundos para ser carregada na primeira vez, e cerca de 37 segundos nas demais. Voltando ao Opera Mini, notou-se uma grande diferença: o NYT levou apenas 11 segundos para ser carregado integralmente na primeira vez e cerca de 7 segundos nas demais. Todos esses testes foram realizados com as configurações padrão (imagens de alta qualidade).

É claro, os resultados podem variar de acordo com o site e com sua conexão, mas já se pode dizer que o Opera Mini conseguiu alcançar o objetivo de ser mais rápido que o Safari. Na rede Wi-Fi onde estou acostumado a usar o iPod não se sente uma diferença tão grande assim sem comparar lado-a-lado, mas os números mostram que ela existe. E provavelmente em uma conexão mais lenta (como EDGE, por exemplo) a diferença tende a se tornar ainda mais significativa.

Usabilidade

Aqui o Opera Mini tem uma diferença em relação ao Safari que muitos podem desaprovar. O novo navegador do iPhone não tem suporte à técnica de pinch to zoom à qual estamos acostumados. Você pode até fazer a pinça com dois dedos, mas o Opera não faz o zoom gradual como o Safari, ele só alterna entre dois níveis: com zoom e sem zoom. Dito isto, é importante frisar que esse zoom automático do Opera faz um excelente trabalho em 90% do casos. A impressão é a de que ele redimensiona o texto de alguma maneira, de forma que sempre que fazemos o zoom a coluna de texto cabe direitinho na tela. Pessoalmente ainda prefiro a forma como o Safari lida com o zoom, mas a solução do Opera também dá conta do recado.

Fora isso, o Opera dá um show. A forma como lida com abas é muito mais prática e rápida que o que faz o Safari. A função Speed Dial (Discagem Rápida) — que consiste em uma grade de nove sites que aparece em toda nova aba — traz acesso fácil aos suas páginas mais freqüentadas. O recurso de buscar por uma palavra na página é muito bem-vindo e fazia uma falta imensa no Safari. Alternativas para as ferramentas de busca na barra superior estão presentes — é possível fazer uma busca direto no Mercado Livre, ou na Wikipédia em português, por exemplo. O Opera Link sincroniza favoritos, Discagem Rápida e mecanismos de busca entre a versão móvel e o desktop.

Outra coisa interessante é que o browser já vem todo em português, e as páginas iniciais na sua lista de discagem rápida incluem sites como o Terra, o Orkut e a Globo.com. Há diversos outros detalhes interessantes no navegador também, que vão desde a exibição de favicons até a possibilidade de salvar páginas para leitura offline. Existe também um modo de tela-cheia que pode ser muito útil para aproveitar ao máximo sua telinha —  embora ele faça com que qualquer item de menu fique a um toque a mais de distância.

Outra impressão que tive é que o Opera é bem mais prático para navegar com apenas uma mão (nem sempre estamos com as duas livres, no caso de um dispositivo móvel). As abas do Opera me parecem bem mais “ergonômicas” que as do Safari (ficam a um melhor alcance do polegar), e o próprio método de zoom que me desagradou anteriormente se torna até bastante prático quando se está utilizando o iPhone ou iPod com uma mão apenas.

O software ainda tem alguns pequenos bugs aqui e ali, mas nada que chegue a atrapalhar de forma significativa a navegação, em minha opinião. Ainda é muito cedo para dizer se o Opera Mini vai virar meu navegador de preferência — ainda que qualquer link vindo de outro app vá continuar abrindo no Safari, o navegador padrão do sistema — mas pretendo arrumar um espacinho na Dock ao lado do Safari para ele, e assim verificar com qual deles minha navegação será mais produtiva e agradável.

Já é possível, porém, afirmar que o Opera chega à plataforma agradando bastante e merece pelo menos uma olhadinha dos proprietários de iPhone e iPod Touch, para verem se gostam. Ele está disponível gratuitamente na App Store, basta clicar aqui.

“Lava roupa todo dia, que agonia”. Tudo bem que lavar não é mais tão agoniante, uma vez que a Brastemp está aí para isso. Mas passar a roupa e depois dobrá-la continua sendo um problema. A menos que você tenha um robô dedicado exclusivamente a essa finalidade. Confira:

Simpático, não? O robô foi criado pelo estudante de doutorado Jeremy Maitin-Shepard, em Berkeley, na Califórnia. Acredite ou não, o vídeo teve que ser acelerado em 50 vezes para que a gente conseguisse efetivamente ver o robô em funcionamento.

Convenhamos que a máquina ainda é bem vagarosa. Quando ele estiver fazendo o mesmo serviço, porém numa velocidade aceitável, eu penso em comprá-lo. :P

[via Kottke]