O CEO do Twitter, Evan Willians, anunciou hoje durante a conferência SXSW, em Austin, no Texas, uma nova característica que será disponibilizada em breve na rede social e que permitirá a donos de websites uma integração mais completa com suas contas no Twitter. Willians afirma que ela deverá complementar a API, e não competir com serviços já existentes.

A plataforma vai ser chamada de “@Anywhere“, e deverá permitir que usuários do serviço sigam outras contas diretamente em sites que a integrarem, além de dar a opção para que eles enviem tweets a partir da própria plataforma.

Fãs de um colunista, por exemplo, poderão seguí-lo diretamente na sua página da web (caso ele insira o código javascript do @Anywhere no site) ou tuitar um link para a coluna atual, sem precisar abrir seu perfil no Twitter. Ao ser lançada a plataforma será integrada com sites como Yahoo, eBay, Amazon, YouTube, Bing e Digg, dentre outros sites com grande número de acessos. Ainda não há uma data determinada para a disponibilização da plataforma.

Já sobre o tão esperado modelo de negócios, Willians afirma que ainda não determinou um, mas que deve continuar experimentando com vários nos próximos meses. Ele cita os acordos com o Google e Microsoft como exemplos de tais experimentos. A estimativa é de que esse acordo tenha gerado US$ 25 milhões em receita para a rede social.

Popularização do acesso à internet. É isso o que a Federal Communications Commision, a Anatel dos Estados Unidos, quer com um plano de banda larga que será enviado amanhã ao Congresso do país para apreciação. O plano visa a “conectar todos os cantos da nação”. O prazo será de dez anos para que os objetivos sejam atingidos.

Brasil anda devagar na popularização da banda larga.

Brasil anda devagar na popularização da banda larga com custo acessível.

Um dos objetivos mais ambiciosos do plano de banda larga americano é conectar 100 milhões de residências a redes de 100 Mbps (só?!), criando um monstruoso mercado de internet de altíssima velocidade. A expansão dessa rede permitiria a criação de novos empregos e novos negócios para os Estados Unidos, país que ainda se recupera de uma forte crise e onde qualquer ajuda é muito bem-vinda.

Hospitais, faculdades, escolas, bibliotecas e instalações militares não ficam de fora do projeto. Essas instituições, chamadas de “âncoras” pela FCC, estarão conectadas a uma rede ainda mais potentes: uma conexão de 1 Gbps ficaria disponível para que funcionários, estudantes e visitantes façam uso da grande rede. A FCC quer, ao oferecer internet a velocidades mais rápidas, que as pessoas fiquem empolgadas para inovar e criar novas aplicações que tirem total proveito dessa rede.

A bagunça das telecomunicações por lá – que não é muito diferente da brasileira, diga-se de passagem – também deve diminuir. Competição é uma das palavras-chave para que a qualidade da banda larga comercial melhore. Para isso, a FCC pretende fiscalizar com rigor as operadoras de telefonia, levando em consideração o custo do acesso, a velocidade da conexão e a qualidade dela.

Só falta saber quando a Anatel vai fazer algo similar aqui no Brasil. O nosso plano nacional de banda larga já está pronto, com objetivo de levar internet a 30 milhões de brasileiros até 2014. No entanto, não fala sobre a qualidade dessa conexão, o que – como a gente bem sabe – não anda muito bem das pernas.

[via ZDNet, Secretlondon123]

Na edição doe domingo (14) do jornal carioca O Globo saiu uma discreta nota na coluna “Gente Boa” que confirma as dificuldades que os amantes de tecnologia no Brasil sofrem perante nossos exorbitantes impostos. Segundo o jornalista Joaquim Ferreira dos Santos, Steve Jobs teria negado o convite da Secretaria de Patrimônio Cultural do Rio de Janeiro para abrir uma Apple Store no Brasil. O motivo? Nossa “política maluca de taxação”.

Nota publicada no jornal O Globo. (Reprodução)

Nota publicada no jornal O Globo. (Reprodução)

O secretário Washington Fajardo teria proposto que a primeira Apple Store do Brasil fosse aberta na região da Zona Portuária do Rio ou em um prédio histórico do centro da cidade. Ainda assim, Jobs teria prontamente recusado.

“Não podemos nem exportar os nossos produtos com a política maluca de taxação superalta do Brasil. Isso faz com que seja muito pouco atraente investir no país. Muitas companhias high tech se sentem assim,” respondeu o CEO da Apple.

Já que o encerramento das atividades do Google.cn agora parece ser pura questão de tempo, a gigante da web parece estar aproveitando seus momentos finais no país para enfiar o pé na jaca.

De acordo com relato feito ao site Sillicon Alley Insider por Bill Bishop, fundador da empresa MarketWatch e morador de Pequim, por algumas horas o sistema de busca da empresa norte-americana simplesmente parou de filtrar os resultados anteriormente bloqueados pelo infame Grande Firewall da China.

Bishop afirma que pesquisas a respeito do famoso protesto de estudantes de 1989 começaram a retornar resultados com imagens do massacre que aconteceu na Praça da Paz Celestial, por exemplo. Já outras pesquisas termos proibidos continuaram devidamente bloqueadas no período.

O Google, claro, não deu um pio sobre o assunto.

De qualquer maneira, o oba-oba não parece ter durado muito. Enquanto esse post foi escrito, a busca por “1989 China Protest” no Google.cn retornou apenas 28 resultados aleatórios (como um sujeito falando ao telefone, um cara perto de uma árvore e um navio), contra 590 mil na versão internacional do buscador – repleta de imagens pouco agradáveis, mas, pelo menos, verdadeiras.

Durante a MIX10, conferência de designers e programadores que acontece nos Estados Unidos, a Microsoft anunciou como vai ser o Windows Phone Marketplace, loja de aplicativos do Windows Phone 7 Series. O desenvolvimento será feito baseado em Silverlight e no framework XNA (ambos, obviamente, da Microsoft). O development kit para plataforma vai conter XNA 4.0, Visual Studio 2010, Expression Blend e um simulador do ambiente Windows Phone 7, para que o programador tenha todas as ferramentas para criar aplicativos.

Do ponto de vista do design, o Marketplace segue o jeitinho Microsoft de produzir interfaces. Uma visão panorâmica permitirá que o usuário navegue pelas opções e escolha os aplicativos que serão instalados no dispositivo móvel.

Marketplace do Windows Phone 7 Series. (Divulgação)

Marketplace do Windows Phone 7 Series. (Foto: Engadget)

Grandes desenvolvedores já trabalham com o Windows Phone 7. Alguns dos principais são: Electronic Arts, Namco, Seesmic e Pandora. Todos eles deverão ter aplicativos para o sistema quando ele for lançado, no fim do ano. No entanto, até o momento só há prévias de como os softwares irão funcionar.

A compra de aplicativos poderá ser feita de diversas maneiras. Diferentemente da App Store (ao menos por enquanto), o Marketplace do Windows Phone permitirá que o cliente teste o aplicativo antes de efetivamente pagar por ele. Por sinal, o pagamento poderá ser feito diretamente na conta de telefone, por meio da operadora de telefonia.

Assim como no caso do iPhone, o WP7 terá push notifications para aplicativos que não estejam aptos a rodar em modo multitarefa (pois é…). Dessa forma, o programa ficaria fechado, mas em constante contato com servidores que o manteriam informado sobre atualizações interessantes para o dono do aparelho.

[Atualização às 16:40] O Marketplace será a única forma de baixar softwares para aparelhos que rodem Windows Phone 7. Assim como na App Store, haverá uma equipe responsável por filtrar os aplicativos que serão disponibilizado aos clientes (ou não). Mas a Microsoft garante que não terá uma forma de aprovação espartana como a da Apple.

[via Engadget, Electronista]

Se você trabalha com tecnologia, assim como eu, já deve ter reparado que o Gmail tem ficado mais lento de uns tempos para cá. A busca nem de longe se compara à do serviço de pesquisa convencional do Google e demora para acontecer. Além disso, tem momentos em que enviar um simples e-mail é tão vagaroso que dá tempo de preparar um delicioso café, enquanto espera.

Pois então, o Google sabe disso e está trabalhando para melhorar a qualidade do serviço de e-mail. Durante a série de conferências SXSW (South By Southwest), que acontece no Texas, um funcionário da empresa garantiu que as coisas vão ficar bem mais rápidas em breve.

De acordo com Jonathan Perlow, que foi responsável pelo painel Behind the Scenes of Gmail (algo como Bastidores do Gmail), a lentidão não é exatamente uma característica do serviço. Pessoas “normais” não percebem que o e-mail está mais devagar.

No entanto, heavy users como eu e você acabamos percebendo a queda no desempenho. Se você usa vários marcadores (labels) e também já configurou dezenas de regras para filtrar suas mensagens, sabe do que estou falando. E é especialmente para nós que a equipe do Gmail está trabalhando em uma solução para o problema. “Nós estamos arrumando isso”, disse Perlow.

Ainda não há informações sobre quando as novas implementações do Gmail deixarão serviço mais rápido para nós, mas já estou aguardando por isso ansiosamente.

[via DownloadSquadTechCrunch]

A fabricante de computadores americana Dell abriu hoje um processo contra cinco fabricantes asiáticas de telas de LCD. No processo, a Dell acusa as empresas Hitachi, Sharp, Toshiba, Epson e Hannstar de ‘engajarem em competição desleal em violação de leis anti-trust’ ao fixarem o preço do LCD vendido por elas.

A Sharp e Hitachi já admitiram ser culpadas do cartel em processos abertos contra elas respectivamente em 2008 e 2009, e decidiram fazer acordos extrajudiciais, pagando uma multa total de 151 milhões. No novo processo, que usou as informações fornecidas no acordos, a Dell não informou o montante que espera receber em danos.

O processo é similar a outros dois abertos no ano passado pela fabricante finlandesa de celulares Nokia e a operadora de celular norte-americana AT&T, que também acusam fabricantes de LCD da mesma prática. [Bloomberg]

O iPhone é o sonho de consumo de 9 em cada dez nerds do mundo todo. Essa estatística não muda quando estamos falando dos nerds que trabalham na maior empresa de software do mundo, a Microsoft. Esses nerds também são amantes da tecnologia e querem ter sempre os gadgets mais modernos, o que obviamente inclui o smartphone da Apple.

De acordo com uma matéria do Wall Street Journal, o improvável acontece sim no centro da MS em Seattle: funcionários são vistos com seus iPhones nos corredores, salas de reunião e escritórios. Embora a Microsoft desenvolva sua própria plataforma para dispositivos móveis, atualmente chamada de Windows Phone 7, não há proibição com relação ao aparelho da arqui-inimiga Apple.

Cerca de 10 mil funcionários da empresa de Bill Gates – aquele que perdeu o posto de mais rico do mundo – acessaram o sistema de e-mail corporativo por meio do iPhone em 2009. As informações são de duas fontes do WSJ que dizem ter obtido a estatística com executivos importantes da MS.

Isso seria o equivalente a 10% de toda a força de trabalho da Microsoft no mundo inteiro. Nem de longe reflete a participação de mercado da Apple no segmento de celulares inteligentes, que é de aproximadamente 64%, de acordo com dados referentes a fevereiro/2010 da empresa de análise Quantcast.

Resta saber se o próprio Ballmer usa iPhone. Escondido, é claro. :P

[via Wall Street Journal]

A emissora de televisão MTV enviou uma notificação extrajudicial ao Google na qual pede que todos os vídeos de sua propriedade que estejam disponíveis no YouTube sejam indisponibilizados e que a empresa de Mountain View pague pelo conteúdo. Atualmente a MTV não recebe um tostão sequer por programas próprios que são assistidos no site de vídeo.

André Mantovani, diretor-geral da emissora, disse à coluna Outro Canal da Folha de São Paulo que a empresa tentou conversar com o Google, mas isso não foi para frente. “Queremos receber o pagamento devido pelo nosso conteúdo. Se não pagarem, vamos tomar as medidas judiciais”, afirmou Mantovani.

De acordo com o jornal, a MTV quer que seus vídeos fiquem inacessíveis enquanto um acordo com o Google não for feito. Curiosamente, a primeira conversa da empresa com a diretoria do site de buscas foi na quinta-feira passada, e já na segunda-feira eles fizeram a solicitação para que os vídeos sejam removidos.

O responsável pela comunicação do Google, Felix Ximenes, afirmou que o YouTube é “criterioso” no respeito dos direitos autorais. Tanto que entre os parceiros do site de vídeos estão a TV Globo e a Rede Record.

Enquanto os vídeos da MTV não saírem do ar, você poderá continuar a assistir Marcelo Adnet imitando Silvio Santos cantando “Sweet Child O’ Mine”. Oê!

[via Folha de São Paulo, só para assinantes]

“Não imaginava que o mundo tivesse tantos idiotas até o momento em que comecei a usar a internet”. (Stanislaw Lem, escritor polonês)

Prezados leitores, vocês já tiveram a curiosidade – ou melhor, a coragem – de passar os olhos pelos comentários no site de vídeos YouTube?

Eu comecei a usar internet antes do escritor Stanislaw Lem, morto em 2006. Portanto, a montanha de asneiras não me surpreende mais. Mas as declarações de ódio e intolerância estão se multiplicando, e isso me assusta muito.

Foi quando um amigo publicou um vídeo narrativo no YouTube que a sirene tocou. Para nossa imensa surpresa, ele foi bombardeado por comentários em inglês dizendo para que “ele falasse língua de gente” ou comparando os habitantes do nosso país com índios e símios. Nenhuma postagem a ver com o conteúdo de vídeo em si. Assustado, ele apagou tudo e encerrou a conta.

A situação não é muito diferente quando assistimos a trailers de filmes ou videoclipes de bandas musicais. Parece que tudo o que importa no mundo é a opção sexual do artista. Escolhas políticas ou religiosas também não passam em branco. Eu só soube que o vocalista de uma certa banda inglesa era ateu depois de ver, nesse mesmo serviço de vídeos, comentários que deixariam o próprio satanás enrubescido.

O mal não afeta só o YouTube. E os brasileiros não são nenhum poço de doçura.

Vocês se lembram da repercussão da história em que o apresentador Bóris Casoy tirava onda com garis? Pareceu-me que ninguém podia lamentar ou desaprovar o episódio sem um mínimo de etiqueta. Será que ofender o âncora com termos baixos torna essas pessoas melhores do que ele? Boa parte dos comentários que ressoaram web afora são mais condenáveis até do que a gafe jornalística em si!

Incrível como a falsa sensação de anonimato na internet desperta os instintos mais bestiais nos seres humanos. Dizem que quando você tira tudo de um homem – dinheiro, família e dignidade – é que ele mostra sua verdadeira face. Não precisa ir tão longe… Dê-lhe um login anônimo e apresente todas as maravilhas e possibilidades da rede mundial de computadores!

Não me lembro de quem ouvi esses dias a frase: “o Orkut é tão nocivo que estraga a vida até de quem não tem!”

Por fim, uma última observação. A maior queixa dos viventes nesse mundo moderno – a falta de tempo – parece não fazer sentido quando se analisa a internet. De onde as pessoas tiram tanto tempo para fofocar, plantar maledicências, criar perfis falsos, cutucar desafetos, soltar as amarras da inveja, atentar contra os direitos humanos ou simplesmente… Ofender? Isso as faz, de alguma maneira, se sentirem melhores? Fica a dúvida para os psicólogos dos novos tempos…

Paz na web

Desavenças e baixarias à parte, sabemos da importância da internet na disseminação da informação, da cultura e da comunicação globalizada. É bem verdade que o mundo se tornou outro depois da grande rede.

Porém será que isso justifica a abstrata indicação da internet para o Prêmio Nobel da Paz de 2010? Será que faltam pessoas de carne e osso no mundo para receberem o milhão de dólares que poderá catapultar suas iniciativas sociais? Que tal nossa Zilda Arns, que já concorreu uma vez e morreu heroicamente durante uma missão humanitária no Haiti?

Como bem brincou o pessoal no Twitter, vamos aproveitar e indicar o Macbook para o Pulitzer e o iPod para o Grammy!