É certo afirmar que a maioria dos ataques à contas do Twitter ocorre porque usuários desavisados clicam em links maliciosos (muitas vezes curtos devido à própria restrição de 140 caracteres) e, de uma maneira ou de outra, colocaram o controle dos seus perfis nas mãos de hackers. Del Harvey, diretora de segurança do Twitter, garante que a partir de agora esse tipo de problema com links curtos se tornará escasso.

Segundo Harvey, o serviço de microblog lançou ontem um sistema que detecta, intercepta e previne que ataques do tipo phishing se propagem através de links encurtados. Primariamente apenas os links enviados por mensagem direta (DM), principal fonte desse tipo de ataque, passarão por esse sistema, que não será visto pelo usuário.

Alguns desses links serão encurtados usando o próprio encurtador de URLs do Twitter, twt.tl, que também não está disponível para uso do público em geral. Caso o link seja detectado como malicioso, os usuários que clicarem serão redirecionados para uma página avisando da ameaça. As demais URLs publicadas no site, com exclusão de links curtos, já passam por um filtro anti-phishing (o mesmo usado pelo Google) que impede a publicação de endereços de sites que contenham vírus e outros programas maliciosos.

Ao lançar o Kindle, a Amazon incluiu no gadget um navegador web. Poucos usuários do aparelho sabem disso, já que ele está escondido na sessão ‘Experimental’ do menu. Quem o descobriu sabe que a experiência de navegação é idêntica à dos celulares em 1998 no Brasil: vários links, páginas enormes e raras imagens. Mas isso poderá mudar nas próximas versões do Kindle.

Segundo um anúncio de vaga de emprego, a Lab126 (empresa subsidiária da Amazon responsável por desenvolver o Kindle) está procurando por um engenheiro de desenvolvimento de software, especificamente para ajudar a criar um ‘navegador web inovador’. Dentre as qualificações necessárias estão ter diploma da área de ciência da computação ou similar, conhecimento dos padrões web atuais e ter 3 anos de experiência na web.

O novo navegador pode tanto ser liberado nas próximas atualizações do Kindle ou pode estar presente apenas nas novas gerações do leitor de e-books da Amazon. Eu aposto na segunda opção, já que os Kindles vendidos até agora não tem uma tela específica para navegação web e também estão atados à um plano de dados que só permite download de livros. Isso pode ser facilmente resolvido com a adição de WiFi e uma tela de LED na terceira geração do gadget. Get on it, Amazon. [CNET]

O Google anunciou hoje o Apps Marketplace, uma central de aplicativos baseados exclusivamente no conceito de computação nas nuvens, ou seja, não usam armazenamento de dados local e sim na web. São programas que integram dados dos clientes ou usuários de produtos do Google Apps, como Gmail, Calendário ou Docs, com gerenciadores de finanças, CRM e produtividade em geral.

Já no lançamento estão disponíveis mais de 50 aplicativos como o BatchBook, que usa emails dos contatos do Gmail para gerenciar relações com clientes, ou FreshBooks, que serve para rastrear pagamentos e outras transações financeiras. O acesso aos aplicativos é autenticado via OAuth (o mesmo sistema para aplicativos web do Twitter) ou OpenID e todos os programas são hospedados nos servidores do Google, o que garante que será raro saírem do ar.

Desenvolvedores interessados em criar aplicativos para o Marketplace devem pagar uma taxa única de US$ 100,00 e receberão em troca 20% 80% dos ganhos. O Google também anunciou que mais de 25 milhões de usuários e 2 milhões de empresas no mundo estão usando o Google Apps nos seus domínios. [Slashgear]

Busca por dicas para o Mercado Municipal de São Paulo: útil, mas não se dá bem com acentos. (+)

A nova ferramenta de “busca social” baseada em localização FourWhere mostra no Google Maps as dicas e comentários de usuários do Foursquare a respeito dos locais visitados, permitindo que se procure comentários de qualquer lugar no mapa.

Basta entrar no site do FourWhere e escolher um local. O mapa do local será exibido, e, a partir daí, basta clicar com o botão direito e selecionar o que se quer ver: “todos os comentários nas proximidades”, “todos os pontos de interesse nas proximidades” e/ou “remover todos os pontos de interesse sem dicas”.

Na imagem acima, onde fiz uma busca pelas dicas dadas a respeito do Mercado Municipal de São Paulo, pode-se ter uma idéia do potencial do serviço, que tende a crescer à medida em que as redes sociais forem agregando componentes baseados em localização e as pessoas passarem a usá-los. Também nota-se que ele ainda não se dá muito bem com cedilhas e acentos, mas quem sabe os desenvolvedores se lembram que nem todo o mundo fala inglês nativamente e, em breve, implementam um padrão Unicode.

Por hora o FourWhere apenas se alimenta de informações provenientes do FourSquare, mas a Sysomos, empresa responsável pelo serviço, afirma ter planos para integrar outras redes sociais a ele no futuro.

Uma das maiores operadoras de telefonia da Europa, Vodafone, foi acusada de vender aparelhos HTC Magic incluindo uma característica extra além do sistema operacional Android: malware. Mais especificamente um cavalo de tróia que transforma o computador em um zumbi da botnet chamada Mariposa, que foi tirada do ar em dezembro do ano passado e tinha mais de 12 milhões de computadores-zumbi ativos.

A descoberta foi feita acidentalmente por uma pesquisadora da empresa de segurança online Panda Software, que recebeu um dos aparelhos e percebeu a presença do malware assim que o conectou ao computador no trabalho. Depois de realizar uma pesquisa mais profunda o colega da pesquisadora, Pedro Bustamante, descobriu que se tratava de uma nova versão da botnet, controlada dessa vez por um indivíduo (ou grupo de hackers) chamado tnls, e que o celular também havia sido pré-carregado com uma versão do Conficker e um programa para roubar senhas.

Como essa é a primeira notícia desse tipo de malware se espalhando através do HTC Magic (que já está à venda desde o ano passado na rede da Vodafone) a possibilidade do celular ter sido infectado na fábrica é praticamente nula. Bustamante suspeita de que pode se tratar de um aparelho devolvido por um cliente insatisfeito à Vodafone ou HTC e que não passou pela devida inspeção antes de ser colocado novamente à venda. [Slashdot]

O NDK (Native Development Kit, ou kit de desenvolvimento nativo) do Android recebeu uma atualização ontem (8) que pode deixar usuários do iPhone com alguma inveja. O novo kit vem com suporte a desenvolvimento utilizando gráficos OpenGL ES. Isso permite que desenvolvedores criem jogos tão bons ou até melhores do que os disponíveis para o iPhone ou Palm Pre, que já têm essa biblioteca gráfica disponível há algum tempo.

Além disso o novo NDK apresenta uma nova nomenclatura de versões para diminuir a confusão entre desenvolvedores que achavam que a versão 1.6 do kit só serviria para a versão 1.6 do Android. E pra que não exista confusão, o SDK é liberado em versões diferentes do NDK, que permite que programadores criem aplicativos com código nativo em C ou C++ e precisa ser usada em conjunto com o SDK do Android.

A má notícia é que apenas versões 2.0 ou superiores do Android poderão rodar os jogos desenvolvidos com OpenGL, devido ao requerimento de um processador mais rápido. Nessa categoria estão os celulares Nexus One e o Motorola Droid, que aqui no Brasil é chamado de Milestone. Programadores que não fizerem uso de OpenGL nos seus aplicativos poderão rodar os programas desenvolvidos com esse novo NDK nas versões 1.5 ou superiores do sistema operacional móvel.

[TheRegister]

Stanford adverte: iPhone pode causar dependência.

Uma nova pesquisa da Universidade de Stanford confirma o que seus usuários (ou suas namoradas) já estavam descobrindo por conta própria: o iPhone pode causar dependência em seus usuários. Quando pedidos para classificar sua dependência pelo aparelho em uma escala de um a cinco — sendo cinco “viciado” e um “nem um pouco viciado” — 10% reconheceram serem plenamente dependentes do aparelho e 34% se classificaram como um quatro na escala de dependência. Apenas 6% afirmaram não serem nem um pouco dependentes, e 32% destes se mostravam preocupados que poderiam ficar viciados algum dia.

A pesquisa foi realizada com 200 estudantes, sendo quem 70% deles tem o iPhone por menos de um ano. Ela descobriu que 85% usam o aparelho como seu relógio, 89% usam como seu despertador, 75% admitiram cair no sono com o iPhone em suas camas e 69% disseram que tinham maiores possibilidades de esquecer a carteira do que o iPhone ao sair pela manhã.

Também foi notada uma tendência de antropomorfizar o iPhone e tratá-lo diferentemente de outros eletrônicos. por exemplo, 3% dos estudantes dizem não deixar ninguém tocar seu iPhone, 3% deram um nome para o seu iPhone, 8% admitiram já ter pensado “meu iPod está com ciúmes de meu iPhone” e 9% admitem já terem feito carinho em seu iPhone.

Mesmo assim, os especialistas ainda não chegaram a um consenso se dependência de tecnologias como a Internet e aparelhos eletrônicos pode ser qualificada como um transtorno. A própria pesquisadora que conduziu a pesquisa diz que não acha que seja uma dependência nociva: “eu acho que eles realmente gostam de seus iPhones,” disse ela. De fato, há benefícios: mais de 70% dos entrevistados disse que o iPhone os fez mais organizados, e 74% acreditam que o smartphone da Apple os tornou mais produtivos. Isso sem contar que o aparelho também levanta a auto-estima: 74% dos estudantes disse que o iPhone fez eles se sentirem “maneiros”. [TechNewsDaily]

Justiça proíbe cobrança de ponto adicional

Como resultado de uma ação pública movida pelo Procon de São Paulo, a 6ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo concedeu uma liminar que determina que as operadoras de TV por assinatura não cobrem mais por pontos adicionais. Segundo a juíza responsável pelo caso, Cynthia Thomé, a “cobrança pela utilização do ponto extra afronta as normas regulamentares, assim como a norma legal”.

“Também há de ser considerado que não há serviço permanente e contínuo referente ao ponto extra. Em conseqüência, a cobrança por um serviço não prestado caracteriza enriquecimento ilícito e prática abusiva”, determinou a juíza.

Este último posicionamento vai de encontro aos subterfúgios utilizados por operadoras para cobrar por ponto adicional, colocando a cobrança “disfarçada” com nome de outro serviço que necessariamente teriam que ser contratos para se ter um ponto extra.

O que as operadoras ainda estão autorizadas a fazer é cobrar pela instalação do ponto extra e pela manutenção da rede e dos decodificadores (o que me faz pensar que elas darão um jeito de encaixar aí a cobrança). Caso as determinações da liminar não sejam cumpridas, será aplicada multa diária de R$ 30 mil. [PCWorld Brasil]

A toda-poderosa Apple preparou um comercial para mostrar seu novo gadget, o amado por uns e criticado por outros iPad. Com 30 segundos de duração, o filminho bacanudo foi ao ar durante a cerimônia do Oscar nos EUA e como grande novidade mostra mais detalhes do aparelhinho em ação. Confira:

Leia mais:

Falando em Oscar, o site CNet reporta que Steve Jobs esteve na cerimônia de entrega do prêmio acompanhando o pessoal da Pixar, que recebeu o prêmio de Melhor Animação com o filme Up!, que no Brasil recebeu o subtítulo “Altas Aventuras”.

O Steam diz olá para o Mac. (Divulgação)

Depois de rumores e provocações, enfim a Valve anunciou oficialmente a chegada de sua plataforma Steam para Mac. Além de sua plataforma de venda e distribuição de games com toques de rede social, a Valve também afirmou que seus jogos também serão portados para o Mac (todos em versões nativas), incluindo sucessos como Half-Life 2, Counter-Strike, Left 4 Dead 2 e Team Fortress 2.

A integração com a versão para PC do Steam promete ser totalmente transparente. Quem já tiver comprado a versão para PC de um jogo da Valve (ou de seus parceiros que adotarem a mesma política) poderá baixar gratuitamente a versão para Mac. Além disso, o multiplayer online poderá ser jogado entre Macs e PCs nos mesmos servidores sem problema algum através da nova funcionalidade chamada Steam Play, segundo a Valve. E tem mais, combinando o Steam Play ao Steam Cloud, um gamer jogando no seu PC do trabalho (coisa feia! :P ) poderá chegar em casa, ligar seu Mac e continuar exatamente de onde parou.

O Steam para Mac e os respectivos jogos nativos para a plataforma serão distribuídos em Abril, e a Valve espera que outros desenvolvedores parceiros também lancem suas versões para Mac no mesmo prazo. O primeiro jogo da Valve que será lançado simultaneamente para Mac e PC será Portal 2, no fim do ano. O Mac está sendo considerado pela empresa uma “plataforma de prioridade 1”, e portanto todos os novos jogos futuros serão lançados simultaneamente em suas versões para Mac, Xbox 360 e Windows, assim como os updates que serão liberados simultaneamente para Mac e PC.

“A inclusão do WebKit no Steam e da OpenGL na [engine] Source nos dá muita flexibilidade em como seguimos adiante com essas tecnologias,” disse o diretor de desenvolvimento do Steam, John Cook. “Estamos trabalhando com a Apple e as fornecedoras de GPUs para nos assegurarmos de tirar a maior vantagem de suas capacidades. […] A Apple tem sido uma grande parceira até aqui e esperamos que nosso relacionamento com ela cresça ao longo do tempo.”

[AppleInsider: 1 e 2]