De acordo com pesquisa realizada pela empresa especializada Canalys, o mercado norte-americano de smartphones continuará forte em 2010, com a RIM (Blackberries) e a Apple (iPhone) liderando. Porém, o maior destaque da pesquisa é a plataforma Android, do Google, com um aumento de mercado previsto em 169% para o ano.

Estimativa de market share para o mercado norte-americano de smartphones em 2010 (Canalys)

O mercado está previsto para crescer 38% este ano, que é um crescimento maior que o de 27% entre 2008 e 2009. Estima-se que perderão market share a RIM (cai de 49,2% em 2009 para 43,0% em 2010), a Apple (de 23,1% para 21,3%) e a Microsoft (de 10,1% para 7,2%). Quem aumentaria sua fatia de mercado neste ano seria a Palm (indo de 3,1% para 4,7%) e o fenômeno Android, que quase dobraria seu market share atual de 9,7% para 18,9% ao fim de 2010.

LHC: em busca dos 7 TeV (Imagem: Wired)

O LHC (Large Hadron Collider) atingiu sua mais alta potência até o momento, levando-o um passo mais perto da potência máxima de 7 trilhões de elétron-volts e da meta das novas descobertas físicas às quais o acelerador de partículas pode levar dessa maneira.

O recorde anterior do LHC havia sido de 1,18 TeV (tera elétron-volt, ou trilhão de elétron-volt). Na manhã desta sexta-feira (19), raios de prótons com três vezes mais energia circularam pelo acelerador de partícula, estabelecendo o novo recorde de 3,5 TeV.

Como vocês devem ter percebido pelo fato do mundo ainda não ter acabado, o teste foi bem sucedido, o que deixou os cientistas muito satisfeitos e animados. James Gillies, Diretor de Comunicações do CERN — a organização de pesquisas responsável pelo LHC — disse que este foi um grande marco:

“É fantástico — realmente não há nada em nosso caminho para começar nosso programa em direção aos 7 TeV,” disse Gillies.

[ZDNet]

WePad, o iPad com Android, Flash, multi-tarefa e USB (Divulgação)

Em meio a toda a hype do iPad, a empresa alemã Neofonie resolveu pegar carona no novo filão do mercado e lançar o seu próprio tablet também, o WePad. E se o iPad roda iPhone OS, o WePad vem com o sistema rival, o Android.

Essa não é a única diferença entre o tablet da Apple e o novo concorrente que chega. Alguns destaques do WePad que o iPad não apresenta incluem compatibilidade com Flash, portas USB, leitor de cartões, memória expansível, webcam e permite multi-tarefa — em suma, o que os críticos do iPad reclamam que falta, o WePad tem.

A seguir uma tabela completa com as especificações do WePad comparadas ao iPad, de acordo com a Neofonie:

WePad iPad
Tela 11,6” (1366 x 768 pixels) 9.7” (1,024 x 768 pixels)
Processador 1,66 GHz Intel Atom N450 Pineview-M 1,0 GHz Apple A4
Memória 16 GB NAND Flash (32 GB interna opcional + SD Card 32 GB) 16 GB / 32 GB / 64 GB
Webcam 1,3 Megapixel Nenhuma
Portas 2 portas USB, leitor de cartão, saída de audio, slot para SIM card, conector multi-pino Conector padrão da Apple (30 pinos); Leitor de cartão externo vendido separadamente.
Flash / Adobe AIR Sim / Sim Não / Não
App Store WePad AppStore + Google Android Marketplace iTunes App Store
Multi-tarefa Sim Restrita a alguns aplicativos da Apple apenas.
Duração da bateria 6 horas 10 horas
Conectividade Wireless Bluetooth 2.1, WiFi N, 3G opcional Bluetooth 2.1 + EDR, WiFi N, 3G opcional
Corpo Magnésio-alumínio Alumínio
Dimensões 288 x 190 x 13 mm 242,8 x 189,7 x 13,4 mm
Peso 800 g (850 g com 3G) 680 g
Detalhes adicionais Sensor de luz ambiente, sensor de movimento, som estéreo, microfone interno Similar

Claro, ninguém viu ainda o WePad funcionando. Ele pode acabar se mostrando apenas mais uma “versão genérica” à la HiPhone, porém o sistema operacional Android já é amplamente conhecido e reconhecido, e o hardware também parece bastante promissor. Talvez esse WePad acabe se mostrando realmente uma boa surpresa…

Ministro Paulo Bernado em entrevista: banda larga do governo por até R$ 35 por mês.

Em entrevista durante o programa de rádio Bom Dia, Ministro hoje, o Ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, afirmou que o governo pretende criar um Plano Nacional de Banda Larga com grande abrangência territorial e valores na faixa entre R$ 25 e R$ 35 mensais.

O ministro afirmou que deve ser utilizada a rede de fibra ótica da antiga Eletronet, que hoje pertence ao governo. A utilização de cabos da rede elétrica também está sendo testada e é considerada mais uma opção. Nos locais onde não chegam cabos de fibra ótica ou da rede elétrica poderão ser usados sistemas de rádio ou acesso via satélite.

Paulo Bernardo afirmou que podem ser feitas parcerias com empresas privadas. “[A empresa] terá o acesso à fibra ótica e vai fornecer para o usuário. Vamos condicionar que tenha um preço compatível.” O ministro ressaltou que não será admitida venda casada, onde a operadora oferece o serviço de internet condicionado à assinatura de uma linha de telefone fixo.

O debate sobre o assunto teria sido interrompido por conta da elaboração do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) 2, mas, segundo o ministro, o assunto deve retornar à pauta no final de março ou em abril, após o lançamento do PAC 2. Ele espera que, uma vez apresentado, o Plano de Banda Larga seja aprovado com rapidez pelo Congresso Nacional.

“Temos observado que há uma demanda muito grande [pela banda larga]. Se a gente fizer uma boa proposta, com certeza o Congresso vai correr para aprovar. Todos sabemos que é muito importante diminuir o custo, facilitar o acesso”, disse o ministro.

A pretensão é de que, após lançado o plano, os cabos de fibra ótica estejam disseminados pelo país em dois anos. [Agência Brasil]

Dispositivos de armazenamento USB no Xbox 360 (Joystiq)

O site especializado em games Joystiq afirma ter obtido documentação confirmada por duas fontes independentes que revela que suporte a dispositivos de armazenamento via USB será em breve uma realidade no Xbox 360. O documento — que seria assinado por um Engenheiro Sênior de Desenvolvimento de Software da Microsoft — diz que, devido a um aumento na penetração de dispositivos de armazenamento USB de alta capacidade, uma atualização do sistema do Xbox 360 em 2010 permitirá que os usuários salvem e carreguem dados de jogo em um dispositivo USB. A atualização é esperada para o primavera americana de 2010 (outono aqui no Brasil).

Os gamers poderão, além dos saves, baixar jogos da Xbox Live, assim como DLC (Downloadable Content, “conteúdo baixável”). Eles poderão também armazenar no dispositivo USB jogos jogos completos provenientes de disco (ainda assim, o disco terá que ser colocado no drive para autenticação).

A principal restrição será a seguinte: cada dispositivo USB, independente de sua capacidade total, só terá 16 GB aproveitados pelo Xbox 360 para armazenamento, e um máximo de dois dispositivos serão autorizados por console, totalizando um máximo de 32 GB que podem ser utilizados dessa maneira. Mas para quem estava restrito às (bem mais caras) Memory Units de 512 MB da Microsoft, essa novidade pode ser ótima. [Joystiq]

A versão 1.0 beta do aplicativo do Kindle para Mac OS X. A versão para usuários da maçã estava sendo prometida desde o lançamento do aplicativos similar para Windows, há cerca de quatro meses. Através do programa, clientes da loja de livros e periódicos em formato digital da Amazon poderão ler suas obras — inclusive com cores, algo que o e-reader não tem — agora também no Mac.

Com o iPad e sua iBook Store potencialmente ameaçando seu negócio, a Amazon traz seu aplicativo de leitura do Kindle ao Mac e completa uma longa lista de dispositivos onde seus e-books podem ser lidos: os próprios Kindle/Kindle DX, iPhone, iPod touch, BlackBerry, Windows, Mac, e em breve até mesmo no iPad (que será uma disputa interessante de assistir: o app da Amazon, líder do mercado atualmente versus o app do iBooks, o novato da Apple).

Através do aplicativo para Mac (assim como os demais) pode-se ler os livros já comprados e, através do sistema chamado Whispersync, começar a ler um livro em qualquer um dos aplicativos/dispositivos citados acima, parar e depois poder continuar em qualquer um dos outros aplicativos/dispositivos do mesmo ponto onde a leitura parou.

O aplicativo para Mac já conta com diversas funcionalidades mas, como indica o termo “beta”, ainda não está completo. Algumas das próximas funções prometidas incluem a possibilidade de fazer busca no texto e de criar/editar anotações e marcações no texto, que por enquanto podem ser  apenas lidas no aplicativo.

“Os seios mostrar você vai”: 12 vezes mais pervertidos do que pervertidas no Chatroulette

Nem só de pianistas dotados do dom de improvisar é formado o corpo de usuários do Chatroulette. Robert J. Moore, CEO da RJMetrics, apresentou em um post como convidado do TechCrunch os resultados da pesquisa que sua empresa realizou sobre a demografia do Chatroulette, e, resumidamente, conclui-se que o serviço tem muitos homens, vários americanos e… um bom número de pervertidos!

Alguns destaques da pesquisa:

  • 72% dos usuários são homens sozinhos e 4% é um grupo de homens;
  • 9% são mulheres sozinhas, e 2% é um grupo de mulheres;
  • 11% dos chats são sem pessoa alguma aparecendo no vídeo (ou seja, é mais provável você falar com uma cadeira vazia do que com uma mulher sozinha!);
  • Cerca de 70% dos participantes têm entre 20 e 30 anos;
  • 47% estão nos EUA, o segundo lugar é da França (15%) e o Brasil nem é mencionando na pesquisa;

Agora um momento para falar dos pervertidos. Como não seria surpresa em um serviço em que pessoas são aleatoriamente colocadas em um chat de áudio e vídeo com um estranho (que às vezes pode ser bem estranho mesmo), há uma boa quantidade de material impróprio no Chatroulette. Para a pesquisa, foram considerados pervertidos todos aqueles que aparentavam não estar vestidos, mostravam nudez explícita ou pareciam estar cometendo… errr… “atos impróprios”, digamos assim…

O total de pervertidos foi de 13% dos participantes do Chatroulette, ou seja, cerca de um em cada oito chats em que você for parar terão algo inadequado na telinha. E desses pervetidos todos, apenas 8% são mulheres, o que, combinado com a participação de mulheres no serviço, significa que menos de 1% dos usuários totais são mulheres pervertidas. Ou seja, desistam rapazes, é duas vezes mais provável (entre 1% e 2%) encontrar uma imagem pedindo por nudez feminina (como a imagem acima) do que de fato ver uma mulher nua no Chatroulette.

A imagem de uma criança nua capturada pelo Google Street View na Inglaterra obrigou a empresa a se desculpar, após severas críticas.

A imagem mostrava um menino que supõe-se ter por volta de cinco anos de idade com as calças abaixadas, aparentemente saindo de um banheiro em Wimbledon Common, no sudoeste de Londres. Uma mulher ajudava o garoto a se vestir enquanto um homem tomava conta.

O Google teria por padrão borrar a face de todas as pessoas capturadas pelo Street View, assim como as placas de todos os veículos. Mas não foi isso que aconteceu, pois apesar da face do menino estar devidamente borrada, a placa do carro da família não estava, ameaçando assim a privacidade da criança e seus familiares.

O Google removeu as imagens logo que foi alertado do ocorrido, e um porta-voz fez o seguinte comunicado:

“Nós pedimos desculpas por qualquer preocupação não-intencional que isso possa ter causado. Qualquer um que tenha preocupações sobre a privacidade e queira remover alguma imagem pode fazer [a remoção] rápida e facilmente.”

[Daily Mail]

O FBI e outras agências federais americanas estão se infiltrando nas redes sociais com perfis falsos que visam juntar informações sobre suspeitos, simplesmente observando-os ou até mesmo se aproximando dos mesmos como “amigos” virtuais em buscas de informações que colaborem com as investigações.

Os agentes do FBI, por exemplo têm usado o Facebook pra determinar o paradeiro de fugitivos, ou checar alibis comparando as histórias que os suspeitos contam para as autoridades com o que eles escreveram no Twitter no período relatado.

O documento entitulado “Obtaining and Using Evidence from Social Networking Sites” (“Obtendo e utilizando evidências a partir de sites de redes sociais” em tradução livre) foi obtido pela Eletronic Frontier Foundation, um grupo de proteção aos direitos civis no mundo digital, como resultado do processo da fundação contra o Departamento de Justiça americano.

“O conhecimento é poder(…), pesquise todas as testemunhas em sites de redes sociais,” diz um trecho do documento.

Uma curiosidade: o documento lista as redes sociais mais populares em cada região, o que inclui a América Latina, onde os agentes são aconselhados a buscar informações (adivinhem…) no Orkut, claro. Outro trecho curioso é onde Ashton Kutcher é citado no tópico que discute o Twitter e o Facebook como mídia comparável aos jornais e TV. Para ler o documento na íntegra visite a cópia em PDF hospedada pela Eletronic Frontier Foundation em seu site.

Nexus One: ainda longe de chegar ao seu primeiro milhão

O Nexus One, smartphone do Google, é o mais recente portador de um título que vem passando de mão em mão desde o lançamento do iPhone: ele é hoje considerado o mais forte candidato a ser o iPhone-killer. No entanto, assim como os outros portadores do título, o Nexus One também não está conseguindo fazer jus ao rótulo. No período em que o primeiro iPhone vendeu seus primeiro milhão de unidades, o celular do Google chega a apenas cerca de 135 mil unidades.

Em 2007, o primeiro iPhone — aquele que não tinha nem App Store, nem copiar/colar — levou 74 dias para chegar à simbólica marca de um milhão de unidades vendidas. Na próxima sexta-feira, 19 de março, o Nexus One chegará também no seu 74º dia no mercado, mas segundo estimativas da Flurry, empresa que mensura o uso de smartphones, o Nexus One terá chegado a apenas cerca de um oitavo da marca milionária.

Boa parte do sucesso menor do que o esperado tem sido atribuído ao modelo de venda do Nexus One. O aparelho é vendido apenas pelo site www.google.com/phone, não sendo vendido em lojas físicas, nem de eletrônicos e nem de operadoras de telefonia celular. De fato, um aparelho de nível similar rodando o mesmo sistema Android, o Motorola Droid (conhecido em todo o mundo não-americano como Milestone), que é vendido do modo tradicional, chegou ao seu 74º dia no mercado com vendas na faixa de um milhão de unidades, a marca mágica que o Nexus One não conseguiu atingir. [Business Week]