Imagine tentar iniciar o motor do seu carro pela manhã, antes de ir trabalhar, e não conseguir. Foi isso o que mais de cem moradores de Austin, no Texas, vivenciaram sem entender o motivo do problema. Primeiramente, entraram em contato com a concessionária Texas Auto Center, para tentar descobrir do que se tratava. Porém, ninguém sabia do que se tratava.

Nada como um belo carro para ilustrar um post sobre carro, não?

Nada como um belo carro para ilustrar um post sobre carro, não? xD

O fato é que a Texas Auto Center utiliza tecnologia anti-roubos da Pay Technologies, mais ou menos como a Car System faz aqui no Brasil. Em uma leva de demissões, o funcionário Omar Ramos-Lopez (tinha que ser um latino! :P ) também foi mandado embora. Infeliz com a decisão da empresa, Omar conseguiu a senha ativa de outro funcionário para acessar o sistema de bloqueio e passou a impedir que os carros fossem acionados.

Sorte a dos donos dos carros que o sistema da Pay Technologies não permite que um veículo seja desligado em movimento. Mas os donos dos carros relatam que buzinas foram disparadas durante a madrugada, incomodando quem estava dormindo e causando transtorno para os donos dos carros, que precisaram remover a bateria para silenciar o veículo.

A polícia local teve que chegar o registro de acessos ao sistema de Pay Technologies e depois rastrear, por meio do IP, de onde vinha a sabotagem. Acabaram chegando a Omar, que foi preso e atualmente não tem como desfrutar sua conexão da AT&T pois está atrás das grades.

Omar é acusado pela polícia de Austin de invasão de computadores.

[via Threat Level, flickr tonylanciabeta]

Claro anunciou 3G durante muito tempo.

Claro anunciou 3G durante muito tempo.

Em tempos de popularização do acesso à internet, a operadora de telefonia Claro decidiu que não vai mais oferecer planos de dados por meio da rede 3G. Pelo menos é isso o que os atendentes da empresa dizem quando algum cliente liga para a central de atendimento querendo assinar o serviço

Ao telefonar para o número 1052 e pedir mais informações sobre as formas de utilizar o 3G da Claro, consumidores são surpreendidos com a informação de que a empresa suspendeu a comercialização do 3G desde o início de março. Além disso, os funcionários da operadora afirmam categoricamente que não sabem quando ou se o serviço voltará a ser oferecido.

Questionado sobre como ter banda larga para notebook (com minimodem) na região do Rio de Janeiro, um atendente disse que a melhor opção é assinar um plano de 150kbps com limite de consumo de 5GB mensais pela bagatela de R$ 119,90. A tecnologia disponível para contratação do plano seria GPRS/EDGE (que são redes consideradas 2G e 2,5G, respectivamente).

Quando perguntei se o 3G não seria mais rápido que o GPRS/EDGE, o funcionário confirmou que é “muito mais rápido, com certeza”, mas que mesmo assim não poderia oferecer tal modalidade de conexão banda larga.

O 3G estaria suspenso tanto para conexões em notebooks como em planos de dados para celular, que não podem mais ser contratados. Em outra ligação, pedi que o pacote de dados 3G do meu celular, limitado ao consumo de 40MB mensais, fosse aumentado para pelo menos 200MB por mês. No entanto, a funcionária da Claro disse que poderia fazer a alteração, mas o pacote passaria a não ser mais 3G porque o serviço não é comercializado no Brasil.

Eu entrei em contato com a Claro, que negou que a oferta do serviço de conexão em alta velocidade tivesse sido interrompida para novos clientes.

“A Claro oferece a tecnologia 3G desde novembro de 2007 e atualmente disponibiliza oitoplanos de Banda Larga, sendo seis pós-pagos, com franquias de 100 MB, 250 MB, 500 MB, 1 GB, 3 GB e 5 GB; e dois pré-pagos, de 1 e 7 dias, todos com velocidade de até 1 Mbps.”, respondeu a Claro.

Com essa informação em mãos, tentei novamente saber mais sobre os planos 3G da empresa de telecomunicações, mas os atendentes insistem que o 3G da Claro não está mais disponível para assinatura.

Reprodução do site da Claro com informações sobre banda larga 3G.

Reprodução do site da Claro com informações sobre banda larga 3G.

O site da Claro continua mostrando que o cliente pode assinar banda larga 3G para notebooks por meio de minimodem, como você pode ver na imagem acima.

Lembra-se da tela de escolha que o Internet Explorer passaria a ter nos países europeus. Pois então, o recurso já está em pleno funcionamento e é um sucesso. Um sucesso especialmente para a Opera Software, empresa que desenvolve o navegador de mesmo nome.

De acordo com dados divulgados pela fabricante de software, o número de downloads do Opera subiu consideravelmente depois que ele começou a figurar nas opções do IE.

Em média, os número de downloads do Opera cresceu 130% desde que a tela de escolha entrou em ação. Ou seja, mais do que dobrou. A Polônia foi o local em que esse crescimento foi mais acentuado: 328%, sendo que a tela de escolha já representa 77% do total de downloads.

Na terra do Opera, a Noruega, o crescimento não foi tão expressivo. Com download aumentando “apenas” 53$, a tela de escolha é responsável por 37% do total de downloads do Opera.

Como a tela de escolha não está valendo no Brasil, você não vai ter como baixar o Opera por meio dessa ferramenta. Mas ainda pode entrar no site do Opera e baixar o melhor navegador do mundo que quase ninguém usa.

[via TechCrunch]

Não faz nem um ano que o Windows 7 foi lançado pela Microsft, mas hoje a empresa anunciou que o sistema terá Service Pack 1. Além do Sete, a MS também confirmou SP para o Windows Server 2008 R2, porém sem informar datas para nenhum dos dois lançamentos.

É natural que um SO como Windows, amplamente usado no mundo todo e carro-chefe de uma das maiores empresas de informática, ganhe atualizações e correções. O curioso é justamente a MS anunciar o Service Pack tão cedo, visto que o Windows 7 foi lançado em outubro de 2009.

De acordo com um porta-voz da empresa, o SP1 do Windows 7 terá majoritariamente pequenas atualizações e hotfixes que já foram entregues a donos do sistema por meio do Windows Update. O comportamento é diferente daquele observado à época do lançamento do Windows XP SP2 e do Windows Vista SP1, service packs que foram bastante aguardados pelos usuários por deixarem o sistema operacional muito mais estável e funcional.

[via ComputerWorld]

Foi aprovado ontem pela Comissão de Defesa do Consumidor (CDC) da Câmara dos Deputados, em Brasília, projeto de lei que obriga que as operadoras de banda larga garantam pelo menos metade da velocidade máxima de conexão contratada. Isso significa que se um cliente do Speedy, da Telefônica, contratasse a velocidade de 600kbps, nunca poderia navegar a taxas inferiores a 300kbps. Atualmente as operadoras costumam dizer que garantem apenas 10% da velocidade contratada.

O projeto de lei 6006/2009, do deputado paulista Emanuel Fernandes (PSDB) diz que “a internet no Brasil reúne o melhor e o pior dos mundos”.

Para tentar melhorar a situação, o político propõe a criação do Índice de Qualidade de Acessos às Redes Digitais, que pretende promover “a avaliação periódica de requisitos como robustez e segurança da rede, continuidade dos serviços e fornecimento de sinais nos limites contratados, entre outros”.

Tal índice passaria pela regulação da Anatel (fuuu…).

Já o segundo artigo do PL trata da velocidade de conexão que Telefônica, GVT, Oi, Claro, TIM, e demais operadoras de banda larga terão que oferecer:

“Art. 78-B Os prestadores de serviço de acesso às redes digitais de banda larga deverão garantir ao assinante, em qualquer horário, no mínimo 50% da capacidade máxima contratada.”

Uma vez que a CDC tenha aprovado parecer do relator do projeto, ele segue agora para a Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI – sim, tudo isso é uma só comissão) da Câmara, onde será novamente apreciada e poderá ganhar novas emendas.

Já era tempo de pelo menos uma pessoa da casa de todos os brasileiros (a Câmara) fazer algo para proteger os clientes do serviço porcamente prestado pelas operadoras de banda larga.

[via Teletime, flickr Justin Marty]

A matriz da Panasonic, que fica localizada em Osaka, no Japão, anunciou hoje que o mercado nipônico vai ganhar televisores portáteis com capacidade de reprodução de discos Blu-ray. A série DMP-BV200 faz parte da família de produtos Viera, da empresa, e será vendida por cerca de 1,7 mil reais (no Japão). Além dos discos Blu-ray, as TVs serão capazes de reproduzir DivX, MPEG-4, MPEG-2, H.264, AVCHD, ISDBT, fotos em JPEG e músicas salvas em MP3. O dispositivo foi projetado para ficar no colo.

Panasonic DMP-BV200, com 10,1 polegadas.

Panasonic DMP-BV200, com 10,1 polegadas.

Embora os discos Blu-ray normalmente sejam recomendados para filmes disponíveis em alta resolução (de 1920p), a resolução desse televisor é de apenas 1024×600 pixels, o que tira um pouco do seu apelo comercial. De acordo com o comunicado da Panasonic, a bateria do produto deve durar 3,5 horas quando estiver reproduzindo filmes em Blu-ray (a recarga completa leva 5 horas).

A pergunta que não quer calar: por que o consumidor preferiria essa televisão de mil dólares a um laptop completo e com muito mais recursos pelo mesmo preço?

[via Electronista]

Veio à tona hoje uma patente publicada pela Apple que descreve como será um novo aplicativo para iPhone com objetivo de criar redes sociais móveis. O nome, com toda aquela originalidade que só a Apple nos oferece, será iGroups.

A função do aplicativo seria permitir que pessoas que estão geograficamente próximas consigam participar de uma mesma rede virtual, na qual poderiam trocar mensagens. Isso é particularmente interessante para grupos de amigos em uma festa ou ainda colegas de trabalho que estejam participando de um mesmo evento promovido pela empresa.

Para detectar quais donos de iPhone estão próximos, o aparelho usaria tanto o Bluetooth como o Wi-Fi, no que é chamado pela empresa de GPS virtual. Todas as conexões passariam por processo de criptografia, para que os dados sejam transmitidos com maior segurança.

Dessa forma, os participantes de um show, feira, congresso, conferência ou qualquer que seja o evento poderiam trocar mensagens entre si e visualizar informações mais detalhadas uns sobre os outros (o que, no meu entender, seria uma forma de recriar no iPhone OS o famigerado cartão de visita).

Interface de usuário do iGroups apresentada na patente. (Patently Apple)

Interface do iGroups apresentada na patente. (Patently Apple)

Detalhe: já existe um aplicativo chamado iGroups na App Store.

[via Mashable, Patently Apple]

Se você tem uma conta no MySpace, muito cuidado: os seus dados de usuários podem estar à venda na internet, disponíveis para que qualquer um os compre e faça com eles o que bem entender. Tais dados são mais voltados para pesquisadores e pessoas envolvidas no mercado musical e podem ser obtidos no site InfoChimps.

Atualizações sobre humor, fotos, eventos, listas de reprodução musical, nomes, códigos postais e posts em blogs são alguns dos dados que podem ser comprados no site. Munidos deles, pesquisadores poderão criar modelos de perfis de usuários de redes sociais, para citar uma das várias aplicações que são possíveis com esse tipo de informação sobre o usuário de internet.

O mais legal é que, ao concordar com os termos de serviço do MySpace, o usuário cede para o site os direitos sobre todos os dados que são armazenados. Ou seja, o MySpace passa a ser dono das informações ali publicadas e pode fazer o que bem quiser com elas… Como disponibilizar para que uma empresa parceira as venda.

Mas o MySpace já soltou uma nota oficial dizendo que “não está vendendo dados para a Infochimps. O MySpace provê a desenvolvedores, incluindo empresas como a Infochimps, acesso gratuito a dados disponíveis publicamente e em tempo real”. A empresa só esqueceu de dizer na nota que tem um acordo de partilha de receitas proveniente dos dados vendidos pela Infochimps.

[via PC World, Read Write Web, Slashdot]

Tadinho do tio Bill Gates. Não bastasse ter deixado de ser o homem mais rico do mundo – e para um mexicano, o que é pior! -, o dono da Microsoft agora vai amargurar mais um déficit, dessa vez nas contas da empresa fundada por ele. Um juiz dos Estados Unidos determinou que a gigante dos softwares pague US$ 105,6 milhões (cerca de R$ 180 milhões) em multas por infração de patentes.

Tais patentes, que são da empresa VirnetX e custarão muito caro para a Microsoft, dizem respeito a tecnologias de troca de dados em VPNs (redes privadas muito usadas em ambientes corporativos). Uma delas fala sobre criar conexão PC-PC de forma “transparente” e com uso de um servidor DNS seguro.

A equipe de relações públicas da MS já se manifestou sobre o assunto: disse que a empresa respeita a propriedade intelectual dos outros, mas não acredita que as evidências do processo demonstram que eles infringiram patentes e também que elas são inválidas.

Ainda há a opção da Microsoft recorrer da decisão, o que a empresa provavelmente vai fazer. O juiz também pode aumentar as punições, inclusive com a proibição da venda dos produtos que em tese violam a patente (Windows XP, Windows Vista, Microsoft Office e Windows Messenger).

[via Electronista]

Migre djá!

Migre djá!

A Microsoft continua sendo líder no segmento corporativo com produtos como o Exchange, que alia tecnologias de software e hardware para oferecer um sistema integrado de troca de dados entre os funcionários de uma empresa. Mas isso pode estar para mudar. O Google, com seu apetite feroz por mais usuários, lançou uma ferramenta que permite importar todos os dados presentes em uma conta do Microsoft Exchange.

Funciona da seguinte maneira: depois de baixar o programa, o usuário fica apto a importar do Exchange para o Google Apps – a reunião de serviços voltados para empresas do Google – informações sobre contatos, mensagens de e-mail já recebidas e calendários. O aplicativo funciona tanto com o Microsoft Exchange 2003 quanto com o Microsoft Exchange 2007.

Infelizmente, no entanto, não é qualquer um que pode usar o programa. Embora o software seja gratuito e sem restrições, somente usuários do Google Apps Premier ou versão educacional do serviço poderão fazer a importação. Portanto, se a sua empresa utiliza o Google apps gratuito, será preciso migrar para a versão paga a fim de ter a troca de Exchange para Apps (ao custo de US$ 50 anuais por usuário).

O passo do Google interessante, principalmente porque em 2010 a Microsoft vai lançar a nova versão do Outlook e também do Exchange, programas que melhor tiram proveito das tecnologias corporativas da empresa. Talvez o Google não esteja mais respeitando o lema Don’t be evil.

[via DownloadSquad]