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Tenho que dizer que às vezes tenho medo de usar a expressão “blogueiro profissional”. Essa label tem sido tão vulgarizada aqui no Brasil nos últimos dois ou três anos, que já nem transmite mais o significado que deveria. E a culpa é de nós mesmos.

Estamos fazendo história aqui, e não no bom sentido. Ainda não entenderam que quando algum gringo metido falar de “blogosfera brasileira” lá fora, ele estará se referindo a nós. Tupiniquins que acham que cheques de programas de afiliados fazem dele um profissional de alguma coisa.

Ser profissional é um estado de espírito. É uma postura ética, crítica, auto-evolução.

Seu adsense rende isso?

Você blogueiro maroto pode cair na modinha e soltar críticas ferozes em cima de líderes políticos. Mas aqui o responsável é você.

Em uma comunidade, cada membro acrescenta (ou subtrai) algo ao grupo. Cada agência espertalhona, cada blogueiro malandrinho, cada brasileiro e o seu já famoso JEITINHO de ser.

Quer ser respeitado como um profissional? Earn it.

Esse termo, aliás, só vai ganhar um significado não-pejorativo na blogosfera brasileira, quando agirmos com postura compatível. E não é rebaixando a velha mídia (que acumula uma quantidade enorme de conhecimentos valiosos) que vamos ganhar alguma coisa. Muito pelo contrário.

Blogs são como sites de conteúdo independentes, mas contam com ferramentas mais robustas. E sites independentes já dão certo no Brasil há vários anos, por que vejo tão poucos blogs se transformando em empresas por aí?

Falta foco? Cultura? Apoio financeiro?

Que tal encarar seu blog como se ele fosse uma loja? Não no sentido de transformá-lo em um brechó virtual, mas de levá-lo a sério da mesma forma que levaria um negócio físico. Se esforce para deixar seu negócio impecável em todos os aspectos. Não é assim que profissionais fazem?

E quem disse que blogueiro bom tem que ser guru de alguma coisa, ou um sujeito intelectual? Eu mesmo nem sou fã de leitura (poisé!).

A expressão “formadores de opinião” faz com que pessoas normais se esforcem demais para parecerem mais inteligentes e visionárias do que realmente são. E o resultado? Excesso de auto-achismo, ego inflado e textos quase sempre vazios e agressivos.

Este post parece genérico e é justamente para apontar um pouco esse amadorismo que domina a comunidade bloguística nacional. Outros blogs já estão fazendo a parte deles por aí, procurando formas de melhorar a cada dia.

A pergunta que fica é: Você. Está fazendo a sua parte?

[Tirinha via Nadaver]

Thiago Mobilon, 23 anos, é fundador do Tecnoblog. Interiorano apaixonado por tecnologia, tem como hobby fuçar em qualquer coisa que tenha visor e utilize energia elétrica. Também no Twitter »

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Comentários (36)

  • Para elevar o nível do jogo, ainda falta jogadores. Tem muita gente que ficava na torcida porque é comodo falar. Não deveria ser assim. E eu, to começando a entrar de cabeça neste jogo contra esta mesma postura.

  • “Evoluir” é algo que tento todos os dias. Não sei se consigo sempre, mas tento. Se todos ao menos tentassem, e fossem humildes, a blogosfera seria mil vezes melhor.

    IMHO

    Será que acrescentei algo? :)

  • Compartilho da sua visão de como anda a blogosfera brasileira, de modo geral. Existem equívocos, claro! Mas creio que o buraco é mais embaixo…

    Enquanto existir pessoas no meio que com a premissa de vida a “Lei de Gerson” que na grande maioria das vezes é associado com comportamento “passivo” (aquela pessoa “amiga-demais”) o resultado será “agência espertalhona e blogueiro malandrinho”. Não dá para negar, é o que mais existe… e infelizmente, pessoas com certo “respaldo” pelos seus pares.

  • Boa @mobilom. Fazer acontecer e com os pés no chão.

    _o/

  • Thiago, antes de tudo quero dar os parabéns pela atitude, a responsabilidade de manter um blog é uma coisa que devemos nos atentar, mas nem sempre nos atentamos. Só discordo de você no ponto que diz que odeia ler, levando em consideração que ler conteúdo na internet também é leitura. Pertencemos a Geração Y, livros e revistas são meios tradicionais demais pra nós, não queremos pegar uma revista Epoca, e a cada 10 páginas de publicidade achamos 1 com um conteúdo decente de informação, isso é uma falta de respeito com o leitor ao meu ver.

    • Reclamando de publicidade? É o que mantém o emprego de muita gente. Inclusive dos blogueiros. Qualquer lugar em que há notícia, de uma forma ou outra, haverá publicidade. Uma revista é tão importante quanto um jornal, site, blog, tv, estação de rádio, enfim… E livros são importantes também. Mas não importa se é papel ou e-book. Importante sempre é CONTEÚDO e a dedicação de quem o divulga! O meio, a mídia? Realmente são simplesmente veículos.

  • As tiras de Alexandre Affonso são sensacionais!!!!!!rs

  • Excelente post e visão @mobilon.
    Uma pena não ter assistido a sua palestra completa sobre o profissionalismo e ética nos blogs lá no #BlogCampRJ.

    Eu mesmo acredito muito nessa visão. Tanto que não sou o consumidor do Tecnoblog. As matérias que encontro aqui não possuem relevância para mim, por que não sou um apaixonado por tecnologia a ponto de assinar um blog, mas admiro o trabalho que é feito e tenho o Tecnoblog como de um grande “case” de sucesso e acima de tudo com ética profissional, tanto que na reformulação do projeto eu fiz um review colocando a minha visão sobre o projeto como um todo!

    Parabéns mais uma vez!
    Abraços!

  • Concordo plenamente com você…
    Muito boa colocação, inclusive no meu blog postei algo parecido: http://www.linhadigital.org/wordpress/?p=198
    Ele fala de como o brasileiro se comporta dentro do mundo digital, o texto não é meu, mas acho que ele completa bem meu pensamento
    Abraço

  • BEM,ACHO MEU BLOG ÓTIMO,E CADA DIA PROCURO DEIXÁ-LO MELHOR,MAS ELE NÃO É UM BLOG PRA GANHAR DINHEIRO…AGORA VC ME DEIXOU CONFUSA,DÁ PRA IR LÁ DAR UMA OLHADINHA JÁ QUE CITOU UM CONCEITO TÃO ELEVADO DE BLOG?

  • Thiago, como não sou muito focada nos detalhes da tecnologia, sou mera usuária, confesso que não conhecia seu blog mas conheci sua preocupação com a qualidade da blogosfera brasileira no BlogCampRJ. E compartilho da mesma preocupação. Meu blog não é monetizado. Como monetizar descaradamente um blog onde prego o consumo consciente? Posts pagos, não tenho nada contra, sou até a favor porque o post pago ético é muito útil. Por que o blogueiro não pode receber para falar de um produto que ele conhece e está satisfeito?
    O problema é justamente esse: por dinheiro tem gente que não tem filhos, falando de creme para assaduras!
    Por conta dessa minha premissa, recebo muitas propostas de agências espertas que querem se aproveitar da credibilidade que prezo tanto para manter. Ou então querem me oferecer pautas sem remuneração porque acham que eu assumo as causas de graça. Não que eu não assuma, mas não gosto de me sentir usada por essas agências que cobram caro por seus serviços.
    O blog está tomando uma dimensão e um tamanho que começa a ter um custo. Enquanto puder vou arcar com isso sem me vender. Até porque meus leitores são reduzidos e muito focados. Se um dia tiver que me vender, eu paro. Se um dia conseguir renda do blog de forma ética e honesta com meus principios, vai ser excelente. Mas sinto que o mercado não está caminhando neste sentido e me pergunto quando vamos acordar para a ferramenta que temos na mão e para a possibilidade que temos de transformar o velho e tão deturpado mercado de mídia. Temos a chance de fazer diferente o que é ruim na mídia e melhorar o pontos forte da mídia, mas é preciso estar disposto a pagar o preço de plantar essa semente e aguardar a colheita. Que virá forte e generosa para os que acreditarem que é possível. Sou louca em acreditar nisso?

    • Oi Ana,

      Uma das coisas que o pessoal precisa entender é que nós somos responsáveis pelo mercado.

      Publieditorial não é um modelo sustentável. Para bancar toda a equipe do Tecnoblog com este modelo, precisaríamos de pelo menos uns 15 ou 20 posts por mês.

      Que blog mantém sua credibilidade com tanto conteúdo patrocinado?

      Os próprios blogueiros (aqueles que aceitam esses formatos de baixo custo) que são os culpados pela situação atual do mercado. Eles fazem com que agências e anunciantes se acostumem a gastar muito menos em uma campanha em mídias sociais, do que gastam para a mesma campanha em um site convencional.

    • Ana,
      acho que não é louca em acreditar nesse equilibrio não, mas para que ele aconteça é preciso que haja um modelo de negócio que respeite essa ética que vc considera dentro de uma plataforma que originalmente é feita por associações. A questão da propriedade intelectual numa rede “livre” ser o valor do negócio soa estranho, né. Acho que talvez, por isso, há uma crítica em relação ao modelo do post pago. Vincular conteúdo pessoal á uma marca, mesmo que seja explicito, é complicado. E pior não é viável.

      hoje os modelos de financiamento para pagar o custo do blog são apenas o uso da estratégia de mídia de CULTURA DE MASSA de uma instituição (IMPRENSA) aplicados numa ferramenta cujo volume está na sua disseminação. Por isso, a importância de coletivos, comunidades, nichos que consigam ter consenso para adotar um modelo com principios claros em busca de patrocinios. Ou… usar a ferramenta para sua própria divulgação, comunicação que reverta em outros negócios. enquanto os blogueiros não criam seus próprios modelos, o mercado explora isso….

  • Voce poderia ter escrito mil caracteres ou em apenas 140. Mas optou por não dizer.
    Porque não foi direto ao ponto e deu nomes aos bois??? Vai dizer que não tem os bois?? ohhhh!!!!!!!

    Tá certo…entendo…você teve medo. Então, voce pergunta, quer ser respeitado como um profissional?
    otimo, mas perguntar nao ajuda, dizer que fazer a diferença também nao faz nada.

    A arte da escrita é o poder de vender uma ideia, o seu ponto de vista. Precisa mais que um textinho assim, precisa me convencer… (eu não) o “eu” leitor…que pode ser eu ou outra pessoa.

    (Ahh…você vai se perguntar, quem diachos e essa moiçola que pensa que sabe tudo?? uma trollll?? ohh my god!!vou bani-la!! perguntar faz bem).

  • Evoluir é preciso! Mas enquanto houverem blogueiros que pensam ter o rei na barriga isso será bem difícil. Ultimamente tenho visto cada coisa bizarra na internet que é difícil dar algum crédito para os blogueiros “famosos”.

    É preciso pensar melhor o porquê de blogar e como unir isso aos anúncios, publis etc. Uma coisa depende da outra e não há como negar (só os hipócritas negam!).

    Gostei do post e penso da mesma forma. Mas com certeza alguma pseudo-celebridade blogosférica vai ler e não vai pensar nada, pois “eles é que mandam no pedaço”. Infelizmente a ignorância ainda reina por aqui.=/

  • O maior problema que eu enxergo nessa história de blogosfera é a falsa ilusão de que é muito fácil abrir um blog e ganhar dinheiro. Não é!

    Alguns probloggers podem até dizer que é. Nesse caso, esteja certo: eles estão mentindo.

    Toda vez que se fala de código de ética para esse meio, os mais radicais começam logo a gritar que é censura, e por aí vai. Mas, pelo contrário, acredito que estamos chegando a um nível de (suposta) maturidade em que um código de ética seria muito bem-vindo.

  • Mobilon,

    é uma crítica boa para o mercado. Gostei!

    Abraços!

  • Caro Mobilon,

    Bastante interessante essa bola que você levanta, e quero deixar aqui alguma contribuição para essa reflexão…

    Mas antes quero dizer que quem fala aqui, pelo menos por enquanto, é um blogueiro amador por convicção, mas nem por isso me considero menos responsável.

    Sobre a experiência que de fato a mídia tradicional tem muito além dos blogueiros, não diferencia tanto assim, afinal a maior parte do que é produzido em mídia de papel é marrom, como também será na mídia eletronica, e também na virtual. A penetração de cada veículo é que pode ser um sintoma do profissionalismo que cada um tem.
    Assim será com blogs também. Quem se diferenciar pela qualidade do que produz e pela seriedade que encara o que publica é que fará blogueiros serem respeitados como profissionais, e outros serem encaramos como aventureiros e emitentes de opiniões vazias. É isso que você tem 3538 seguidores, o Luis Nassif tem 6000, o Cris Dias e o Ricardo Noblat tem também milhares, enquanto meu blog tem apenas 5.
    Eu acho que isso até tem pouco a ver com a possibilidade de o blogueiro se posicionar (como um jornalista da mídia antiga também pode fazer), e as críticas até ácidas que podem ser feitas, podem não retirar do blogueiro a condição do profissionalismo se elas forem emitidas com responsabilidade e bem fundamentadas.
    Enfim só pra enriquecer a discussão. Passo a seguí-lo doravante, que me parece ser esse blog uma boa fonte.

  • Pedro De Conti

    vamo que vamo!

  • Thiago,
    concordo completamente com vc. Fazer um bom blog dá trabalho, consome tempo e não pode ser apenas uma “colação de clipping”.

    Quase não faço publicidade fora do adsense e por que? Porque uma agência tem de pagar o que vale meu trabalho e não só pq vc ganha menos com adsense. Qdo faço uma campanha estou botando a credibilidade e a cara do blog construído com muito suor. E até por isso já recusei algumas campanhas.

    E, tenho de falar, está para nascer uma boa agência para mídia digital no Brasil e que trate os blogueiros com respeito.

  • Ótimo texto, Mobilon!

    Eu detesto rótulos, mas muita gente parece que nos obriga a ter um. Em nem sei o que eu sou, mas não me considero problogger. Problogger não é quem ganha dinheiro com blog, mas quem vive apenas disso. Ou não?

    A empresa que abri há pouco tempo não é em função do blog, mas gira em torno dele, que é meu carro-chefe. Tanto que é definida como uma empresa de consultoria e coaching. Além do meu próprio blog, escrevo em outros blogs, sites, revistas, rádio e agora TV e livros. Dou palestras, consultoria e treinamentos. Mas isso tudo é 50%, os outros 50% são a odonto. Estou feliz hoje porque me dedico apenas às minhas grandes paixões, tecnologia móvel e odonto-homecare.

    O problema é que, no Brasil, acredita-se que ganhar dinheiro é pecado (maldita herança latino-católica), mas quando colocamos o dinheiro num pedestal, nosso trabalho, por melhor que seja, acaba comprometido em termos de qualidade. É aí que precisamos agir com sabedoria, sem deixar que a vaidade derrube nossas virtudes.

  • “Que tal encarar seu blog como se ele fosse uma loja? Não no sentido de transformá-lo em um brechó virtual, mas de levá-lo a sério da mesma forma que levaria um negócio físico. Se esforce para deixar seu negócio impecável em todos os aspectos. Não é assim que profissionais fazem?
    E quem disse que blogueiro bom tem que ser guru de alguma coisa, ou um sujeito intelectual? Eu mesmo nem sou fã de leitura (poisé!)”

    Gostei do seu post, Tiago, tanto por não setorializar o problema (ainda que postado no Tecnoblog, não se dirigiu apenas aos “blogueiros tecnológicos”), quanto pelo fato de enfatizar que a prioridade tem que ser mesmo levar a sério o conteúdo, o pensamento, a visão crítica, sem reduzir suas potencialidades em busca do lucropublicitário. Tento fazer um pouco disso no meu incipiente blog: usar o post como forma de articulação individual, porém sem intenção de ser “guru de coisa alguma”, muito menos ostentando um discurso intelectualizado e frio. Comecei desfocado, misturando por demais as temáticas, aos poucos tenho tentado encontrar meu caminho, mas não vou ser precipitado para dizer que alguma coisa ali já está consolidada.
    Não sei se ao dizer que não é “fã de leitura”, você quis provocar alguma reação, mas acredito que leitura é fundamental pra qualquer pessoa, blogueira ou não (porque, afinal de contas estamos, quer queiramos ou não, falando mesmo de gente que se articula e articula os outros através da palavra escrita e não há palavra escrita trabalhada se não há leitura, ainda que saibamos que leitura por si mesma não forme escritores!). Ademais, leitura, como se sabe, é para a vida!.
    Uma coisa é certa: por mais que o blogueiro tenha o interesse voltado para o mercado (publicidade, afiliados, venda de post, etc) ele precisa trabalhar com plena isenção. Blogueiro tem que ser tão responsável com o que publica quanto o jornalista, sem necessáriamente estar preocupado com a notícia em si mesma, a informação, porque se fosse assim, eu ficaria com certeza do lado dos jornalistas profissionais – afinal, também não se fala hoje tanto que os blogueiros profissionais vêm tentando tirar os empregos dos jornalistas profissionais, incluindo-se aí os plenos editorialistas da informação?
    No fim das contas, a coisa se resume a isso: o que o blogueiro precisa vender não é notícia, é opinião.

  • Detesto quando perco uma boa discussão como esta, Mobilon. (Raios de feeds acumulados). Profissionalismo há. Eu, você, Bia Kunze e Fugita, por exemplo, somos capazes de indicar bate-pronto, cada um, uma boa dúzia de blogs para lá de profissionais.
    Eu acredito/pressinto que o que realmente falta é maturidade e pé no chão. Transformar qualquer boa idéia em negócio é um trabalho gigantesco para o qual boa parte das pessoas não está educada, muito menos pronta. Se a gente considerar, na equação, o tal censo da blogosfera, então, aí a história fica mais que explicada.
    A maioria dos respondentes da pesquisa lá na faixa dos 20 anos. E a história está aí para provar que um brasileiro com esta idade que consegue montar o seu negócio e ser bem sucedido é a exceção. A regra é #FAIL.
    Ainda bem que errar pode ensinar – quem é inteligente. E um bom case é o próprio Tecnoblog. Lindo artigo.
    bj

  • Mobilon,seu texto é ótimo.Sou novata em blogs,mas,procuro manter os meus atualizados e com temas diversificados e de interesse real.
    Pouco aficionada à tecnologia,pago uma pessoa p/me ajudar na formatação.
    Meus textos necessitam pesquisas,mas,me valho dos quase 1500 livros da minha biblioteca.
    Tenho o adsense,mas,nunca ganhei nada com ele,acho q/n/entendo bem como funciona.
    Se quiser me visitar e dar sua opinião será bemvindo.
    Outros blogs:www.mirokcaconversafiada.blogspot.com
    wwwfiatluxblogspotcom.blogspot.com
    Abraços

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