Windows Mobile

Windows Mobile foi um sistema operacional mobile desenvolvido pela Microsoft lançado em 2000. Funcionava em smartphones e Pocket PCs com uma interface e aplicativos semelhantes ao Windows para desktops. Desde 2007, após o surgimento de novas plataformas, teve sua participação de mercado diminuída de 42% para apenas 3% em 2011. Em fevereiro de 2010 foi substituído pelo Windows Phone, um sistema operacional totalmente remodelado, incompatível com os atuais dispositivos e aplicativos.

Se tem uma coisa que é escassa para Windows Mobile, é app de Twitter. Na verdade existem algumas, mas nenhuma que preste. E por se tratar de um sistema tão antigo bem disseminado, é de se surpreender que ninguém criou vergonha na cara para botar a mão na massa, e lançar alguma app que proporcione uma experiência melhor do que tuitar via Opera Mini.

Foi aí que fiquei sabendo do Twikini, através do twitcast. Trata-se de uma app desenvolvida em C++, especialmente para o Windows Mobile. Ele promete rodar de forma leve, e com todos os recursos que você pode querer em um cliente mobile de twitter. Mas como ele ainda está em fase beta, a gente precisa meio que dar um descontinho às vezes.

Anyway, alguns dos recursos prometidos pelo pessoal do Twikini, incluem integração com o Twitpic, completa customização de cores, possibilidade de seguir novos usuários pela janela do aplicativo, integração com o Windows Media Player (ele pode tuitar a música que você está ouvindo), entre outras ainda não divulgadas.

twikini-screens

Eu instalei ele no meu HTC Touch (WinMo 6.0) e no Sony Ericsson Xperia X1 (WinMo 6.1) que está comigo para testes (review aqui em breve). Em ambos os aparelhos não consegui visualizar minha timeline ou @mentions (imagem). Por outro lado, consegui tuitar sem nenhuma complicação, inclusive enviando imagens para o Twitpic.

Essa integração com o Twitpic é um dos principais atrativos para mim, já que subir fotos via interface web não deve ser nada agradável. O Twikini faz o trabalho muito bem. Ele abre a sua pasta de imagens, e lhe permite inclusive tirar uma foto e já anexar on-the-go na tuitada. Simples e eficaz.

Só é uma pena que a versão beta ainda não funcione muito bem. Mas pra quem já esperou até agora, o que custa esperar mais um pouco, não é mesmo?

• • • • • •

Já participou da pesquisa sobre o uso de Internet Banda Larga no Brasil? Então participa aí! ;)

O Google Calendar ganhou hoje, suporte ao protocolo aberto CalDAV. Através deste protocolo, é possível fazer um sincronismo bidirecional de seus calendários, utilizando um software offline como o iCal da Apple. Aliás, por enquanto o Apple iCal é o único software suportado.

Logo que vi a notícia no Google Discovery e Meio Bit, tratei de configurar o dito, aqui no meu Mac. É fato que nunca gostei de gerenciar calendários, mas também nunca tive muito o que colocar neles, além de eventos que dispensam algum tipo anotação para serem lembrados. Agora que sou um usuário móvel ativo, e tenho mais do que aniversários para lembrar, achei que seria interessante tentar me organizar desta forma. A idéia de usar a nuvem como banco de dados foi o que mais me animou.

No iCal

Configurar o iCal para sincronizar com o Google Calendar é bem simples. Basta uma olhadinha básica neste link (em inglês), e o bichinho já está sincronizando. Resumindo:

  1. Estando com o iCal aberto, clique no menu iCal e depois em Preferências.
  2. Na aba Contas, clique no sinal de “+” para adicionar uma conta. (Não é necessário marcar nenhum checkbox nesta parte)
  3. No pop-up que apareceu, insira os seguintes dados:
    Descrição: Este será o título da sua lista de calendários CalDAV
    Username: Seu endereço de email do Google Calendar completo (incluindo a parte depois da @).
    Senha: A sua senha.
  4. No drop-down Opções do Servidor, adicione [ https://www.google.com/calendar/dav/ [ seu email do Google Calendar ] /user ] como sua URL da Conta. Por exemplo, se o seu email for calendarfriend@gmail.com, a sua URL da Conta será https://www.google.com/calendar/dav/calendarfriend@gmail.com/user

Simples huh? Mas aí chega o inconveniente.

Não sei se isto tem a ver com a tecnologia do protocolo CalDAV, ou se é porque o recurso acabou de sair do forno. Os calendários não aparecem ali do lado, da mesma forma que pastas de email aparecem quando usamos o protocolo IMAP.

Confuso? Eu explico.

Para cada calendário que você quiser adicionar no iCal, você deverá repetir os passos 1, 2 e 3 acima, e colocar o Cal ID do calendário em questão no passo 4. Sim, calendário por calendário.

Só nessa eu já desisti de usar o iCal + Google Calendar. Pelo menos por enquanto (se é que isso muda algum dia), vou tentar gerenciar tudo online.

No Windows Mobile

Existe um software Opensource para Windows Mobile, que faz todo o trabalho de sincronização entre o calendário do Windows e o Google Calendar – o GMobileSync. Ele não é a única, e talvez nem a melhor opção, mas é free.

Para fazer a sincronização, basta entrar com seu login e senha no software, e clicar em sincronizar. All done!

Porém cuidado. A tela inicial do GMobileSync mostra um aviso gigante na cor vermelha: “Beta Software – For Testing Only”. Deve ser por isso que eu não consegui acessar as configurações dele, e não consegui descobrir se ele consegue manter os calendários sincronizados de forma automática.

Fiz apenas um teste simples entre o Google Calendar e o GMobile. Primeiro adicionei um evento novo no Google Calendar, e no calendário do Windows Mobile. Depois mandei o GMobileSync fazer a sincronização.

Tudo parece ter funcionado direitinho. O compromisso que estava no WM foi para o Google Calendar, e vice-versa. Uma curiosidade, é que quando o GMobileSync puxa os eventos do Google Calendar, ele inclusive puxa os participantes daquele calendário, e seus respectivos emails.

Conclusão final

Depois desta experiência, a conclusão é que se você quer um software mais confiável para rodar no seu celular, terá que pagar. Duas opções bacanas são o OggSync, e o GooSync.

Eu ainda fico esperando uma solução ao estilo IMAP, onde seja possível deixar a base de dados dos meus calendários na nuvem, podendo acessá-la através de softwares externos.

Ainda bem que o Google já deu o primeiro passo em direção a este caminho.

Já faz um bom tempo que este post está na fila de produção, e agora finalmente parei para fazê-lo. Não é para menos, produzir videocasts dá um trabalhinho malemá, ainda mais quando a máquina não colabora.

Enfim, para os aventureiros mobile de plantão, e todos que se interessam, hoje irei apresentar um dos meus softwares favoritos (senão o próprio) no Windows Mobile, o Battery Status.

Ao contrário do que o nome sugere, o Battery Status não é apenas um software para gerenciar a carga da bateria. Ele incorpora um widget no Today Screen (‘desktop’) do Windows Mobile, onde você pode colocar várias informações úteis, como: estado das memórias, operadora, qualidade do sinal, velocidade e temperatura do processador, e obviamente, o status da bateria.

O Battery Status ficou muito famoso também, por oferecer um recurso que permite fazer overclock via software, em Pocket PCs e SmartPhones que usem um processador Omap.

- Pô, overclock até em computador de bolso?

- Pois é.

Na verdade isto é mais normal do que eu sabia, entre os entusiastas. Eu mesmo resolvi fazer uns testes no meu HTC Touch, cujo processador não é o forte do aparelho. Foi tudo muito fácil -apesar do risco evidente-, mas vale o alerta: não vá querer tacar 300mhz de velocidade, em um processador de 200mhz.

Se o seu processador morrer logo na primeira tentativa, não me responsabilize depois.

Até o que eu sei, processadores mobile não são preparados -como os de pc- para trabalhar acima da capacidade. Eu não aconselharia usar este overclock em tempo integral -apesar de saber que muita gente o faz-, você estaria sem dúvida alguma, diminuindo a vida útil do processador, e consequentemente do aparelho.

Gravei um vídeo mostrando os recursos mais bacanas do Battery Status, e também como se faz o tal do Overclock. Se estiver insteressado, é só dar o play aí embaixo: Leia mais

rx4000.jpgPor incrível que pareça, o iPAQ rx4000 não é um PMP(Portable Media Player), mas sim, um Pocket PC. Ele é movido a Windows Mobile 5.0 e possui um visor Wide de 2,5 polegadas sensível ao toque, isso dispensa o uso de um teclado.

Ao que parece, o iPAQ unifica todos os conceitos de Media Player e PDA. Também é equipado com Bluetooth, Wi-Fi, VoIP e diversos aplicativos produtivos, como por exemplo o Microsoft Office. Infelizmente a HP não deu nenhuma informação sobre a capacidade de armazenamento do rx4000, o que nos leva a deduzir que não será algo tão satisfatório, vamos esperar para ver.

Outro fato ainda não muito claro, seria se o mesmo vem ou não equipado com câmera fotográfica, que na minha opinião, se tornou um acessório essencial nos dias de hoje.
O preço estimado é de 300 dólares, porém, ainda não se sabe quando e onde o aparelho será lançado.