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Um estudante chamado Ankit Daftery, do Instituto Tecnológico de Veermata Jijabai, localizado na cidade indiana de Mumbai, desenvolveu uma tecnologia que permite que deficientes visuais usem a linguagem braile para digitar textos nas telas sensíveis ao toque. A tecnologia, que dispensa até os teclados virtuais tradicionais, foi convertida em um aplicativo para Android. Leia mais

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Por ter uma tela sensível ao toque, você espera que usuários de tablets ou smartphones mais novos interajam com eles usando os olhos e as mãos. Quem tem algum tipo de deficiência visual, porém, ficaria impedido de usar esse tipo de gadget se não fossem pelas opções de acessibilidade que existem. As fabricantes já notaram a presença desse público, sabem que precisam implementar esse suporte extra nos seus sistemas móveis e por isso o iOS, Android e muitos outros já trazem essa opção de fábrica. Leia mais

O Bradesco, um dos maiores bancos privados do país, apresentou uma nova ferramenta que deve melhorar e muito a vida dos clientes que possuem algum tipo de deficiência motora. O Mouse Visual Bradesco nada mais é que um aplicativo a partir do qual esses clientes poderão acessar a versão do banco na internet.

Para usar o software é preciso ter uma webcam ligada ao computador. Quando acionado, o Mouse Visual passa a fazer a leitura dos movimentos da cabeça do usuário, a fim de determinar para onde o cursor do mouse deve ir. Dessa maneira, o cliente fica apto a realizar transações bancárias, checar extratos, dentre outras tantas tarefas chatas que o internet banking nos permite fazer.

Mouse Visual do Bradesco. (Clique para ampliar)

Mouse Visual do Bradesco. (Clique para ampliar)

A imagem acima mostra o Mouse Visual em funcionamento. O ponto verde no rosto do usuário indica a sensibilidade do cursor. Ao mexer a cabeça para a direita, por exemplo, o mouse faria o mesmo movimento. Para reproduzir o clique do mouse, o usuário deverá abrir e fechar a boca rapidamente.

O programa foi desenvolvido pela Fundação Paulo Feitosa, do Amazonas, e foi testado pela conceituada AACD. Ele é voltado para pessoas com deficiência motora, distrofia muscular, doença degenerativa, que não têm os mesmos superior e tetraplégicos.

E o mais bacana é que o programa – que será oferecido de graça para clientes Bradesco – não é restrito ao uso do banco online. Também será possível acessar a internet, receber e enviar e-mail, e produzir digitar textos no Word (por exemplo). Bola dentro, Bradesco!

Virgina Campbell é uma vovó norte-americana de 99 anos que vive na pequena cidade de Lake Oswego, no estado do Oregon, e que há algum tempo enfrentava dificuldades cada vez maiores para ler por conta do glaucoma, uma doença que aumenta a pressão dos globos oculares e causa gradual perda de visão.

A solução veio exatamente do mais novo hit entre os modernetes fãs de tecnologia, o Apple iPad. Sua família deu um gadget de presente para a velha senhora por conta da iluminação traseira de sua tela e a possibilidade de aumentar os textos.

“Parece que as letras pulam em minha direção. Agora eu posso ler novamente”, afirmou a velhinha para a rede de TV local KPTV. Em um vídeo postado no YouTube, sua família afirma que Virgínia já leu dois livros em seu novo brinquedo e que até se arriscou a escrever um poeminha. Confira:

Intel ReaderNão se trata de nada parecido com o Kindle. O que a Intel apresentou ao mundo essa semana foi um leitor voltado a auxiliar aqueles que não podem ler. Ao invés de se focar em parecer um livro, como faz o Kindle, o Intel Reader se concentra em ler em voz alta textos exibidos (opcionalmente) em letras bem grandes, obtidos através de simples fotos tiradas com o próprio aparelho. Para aqueles que sofrem de deficiência visual, dislexia, ou, por qualquer outro motivo, não conseguem ler como a maioria das pessoas, um aparelho como esse é um salto em sua qualidade de vida.

O Reader é um produto da divisão de saúde da Intel, pesa 630g e conta com um processador Atom, um LCD de 4.3″, uma câmera de 5 megapixels com auto-foco e distância focal de 10cm a 1m, memória SSD de 4GB — sendo cerca de 2 GB para uso do usuário (onde guarda cerca de 600 páginas com texto e imagem, ou 500 mil de texto apenas), conector USB, bateria de 6 células (com duração prevista de 4 horas de leitura em voz alta), alto-falantes integrados e saída para fone de ouvido de 3,5mm. O leitor roda sobre o sistema operacional Moblin (não confundir com Mobilon, nosso fundador/CEO).

Usuários precisam apenas tirar uma foto do texto que desejam ler para que ele seja armazenado, opticamente reconhecido e lido em voz alta, com diversas opções, como velocidade de leitura, por exemplo. O aparelho também gera um arquivo mp3, caso o usuário deseje ouvir o texto em outro dispositivo.

Ele será vendido a US$ 1.499 (cerca de R$ 2.600) e contará com uma Estação de Captura Portátil opcional (ver vídeo) que custará US$ 399 (cerca de R$ 700) adicionais. Veja no vídeo como o Reader funciona na prática:

A idéia para o aparelho veio de Ben Foss, um pesquisador da Intel que sofre de dislexia. Ele se orgulha muito do projeto e diz:

“Como alguém que é parte da comunidade disléxica, estou emocionado em poder ajudar a nivelar pessoas que, como eu, não tem acesso fácil à palavra escrita. O Intel Reader é uma ferramenta que pode ajudar a dar às pessoas com dislexia, baixa visão, cegueira ou outra deficiência de leitura acesso aos recursos que precisam para participar e serem bem-sucedidos na escola, no trabalho e na vida.”

A Intel informa que o produto foi endossado pela Associação Internacional da Dislexia como um importante avanço na área de tecnologia de acessibilidade. O dispositivo, ao menos por enquanto, encontra-se a venda apenas na América do Norte e Reino Unido. [CNET]