Você deve ter visto que a Apple hoje acordou de bom humor e não apenas publicou suas secretíssimas diretrizes de aprovação (ou rejeição) de aplicativos na App Store como também alterou algumas seções da licença do Programa de Desenvolvedores para iOS que haviam gerado polêmica há algum tempo atrás (se não viu, veja agora). Leia mais

“O que vamos fazer hoje pessoal?” “Ah, sei lá… Vamos dominar um novo mercado?”
A Apple alertou seus desenvolvedores que não poderiam mais utilizar serviços de localização do iPhone OS exclusivamente para exibir anúncios de publicidade. A restrição se aplica a todos os aplicativos de iPhone, iPod Touch e — em breve — iPad, que se não se adequarem não serão aprovados para entrar na App Store. Leia o que a Apple escreveu a seus desenvolvedores, em tradução livre:
“Se você fizer aplicativos com funcionalidades baseadas na localização do usuário, certifique-se que essas funcionalidades fornecem informação útil. Se seu app usa informação baseada em localização primariamente para permitir que anunciantes móveis exibam publicidade direcionada baseada na localização do usuário, seu app será devolvido a você pela Equipe de Revisão da App Store para modificação antes que possa ser publicado na App Store.”
A questão que é fica é: qual é a intenção da Apple com isso? Seria apenas a preocupação em proteger a privacidade de seus usuários? Ou seria a preocupação em garantir para si exclusividade sobre o lucrativo negócio de anúncios mobile com ciência de localização?
Esta última hipótese parece bastante crível porque há exatamente um mês a Apple comprou a Quattro Wireless, empresa especializada em anúncios nas plataformas iPhone e Android. Além disso, a Apple recentemente registrou duas patentes relativas a anúncios baseados na localização do usuário. Junte a isso o fato de que aparentemente a Apple não tem mais mantido uma relação com o Google tão boa como em outros tempos e podemos imaginar um futuro onde a Apple use de sua posição privilegiada para virar a mesa no mercado de publicidade mobile, hoje dominado pela AdMob, comprada pelo Google em novembro de 2009. Estima-se que o mercado de publicidade mobile valerá 3,1 bilhões de dólares até 2013, e pelo visto a Apple quer uma fatia desse bolo.
O Digg continua inovando na maneira de vender publicidade aliada a conteúdo de interesse de seu público. Primeiro foram os Digg Ads (que noticiamos aqui no Tecnoblog em agosto), agora o Digg está utilizando o Digg Content Ads, mais um sistema diferente dos anúncios tradicionais, novamente utilizando conteúdo de interesse dos visitantes para promover o anunciante. O sistema começou a ser testado semana passada para um subconjunto de usuários e agora esta sendo utilizado em larga escala. Funciona assim:
Enquanto os Digg Ads utilizavam conteúdo gerado e promovido pelos anunciantes e apareciam entre as histórias normais do site (e eram votadas para cima ou para baixo como tal), os novos Digg Content Ads funcionarão como um widget que agrega histórias relevantes ao produto/marca anunciada, juntamente com um banner publicitário. A imagem ao lado deixa mais claro esse layout. Nela vemos o aviso de que se trata de um anúncio (“Sponsored by…”), três histórias reais do Digg e um banner que leva a um site do anunciante. É importante notar que clicar nas histórias realmente o levará a elas, não é nenhum tipo de “armadilha” para redirecionar seu clique à página do anunciante, como comumente vemos em publicidade online.
O interessante para a comunidade que acessa o site é que tal sistema só pode utilizar histórias que já chegaram naturalmente à página inicial do Digg. Isso gera uma situação em que todos ganham: o visitante tem a oportunidade de rever histórias que a própria comunidade elegeu serem relevantes; o anunciante faz sua propaganda de maneira bem mais amigável que a propaganda tradicional, trazendo conteúdo ao seu público; o Digg ganha dinheiro do anunciante e ainda desenterra boas histórias que, de outra maneira, provavelmente jamais teriam ganho destaque na página inicial novamente.
Assim, parece que o Digg descobriu um jeito de ganhar dinheiro vendendo anúncios cujo interesse para o público já foi testado e aprovado. Bem sacado, não acham?
E vale refletir também sobre a questão levantada pelo TechCrunch: e se o Digg fizesse acordos para levar esses “widgets publicitários” a outros sites? Os usuários clicariam neles, reconhecendo-os como anúncios do Digg com conteúdo que eles podem realmente estar interessados ver? Isso não poderia mudar a maneira de ver os anúncios contextuais, que hoje parecem implorar por algum tipo de renovação para se manterem relevantes? As respostas para essas perguntas podem valer muito dinheiro…
O site de notícias sociais Digg anunciou que começará a implementar nos próximos dias um novo sistema de anúncios integrado ao conteúdo do site, o Digg Ads. O sistema consiste em anúncios que são votados pelos usuários, como os demais conteúdos do site. Quanto mais um anúncio é “digged” (votado positivamente) pelo usuários, melhor é a visibilidade do anúncio e menor é o custo do mesmo para o anunciante. Da mesma forma, quanto mais o anúncio é “buried” (votado negativamente) mais caro pro anunciante, até que eventualmente o anúncio seja retirado do sistema.
“Nosso objetivo com o Digg Ads é encorajar anunciantes a criar conteúdo tão interessante quanto histórias orgânicas do Digg, e dar aos usuários do site maior controle sobre quais anúncios querem ver no Digg” afirma Mike Maser, executivo do site.
Os Digg Ads terão aparência similar ao restante do conteúdo do site, mas serão claramente indicados como patrocinados.

Novo sistema de anúncio Digg Ads
Os Digg Ads começarão a aparecer inicialmente para um pequeno número de usuários e será gradualmente expandido ao longo dos próximos meses. [Blog do Digg]