Apps para Android: Para o alto e avante.

De acordo com dados divulgados pelo site AndroidLib, o Android Market ganhou nada mais nada menos do que 9.331 novos aplicativos durante o último mês de março, o maior da história da lojinha de programas do Google.

Em dezembro 3.807 novas apps foram postadas no site, 4.458 em janeiro e 5.552 em fevereiro e até o momento, 2.302 programas haviam sido disponibilizados em abril no Android Market. Tamanho crescimento é maior do que o registrado pela iTunes App Store nos últimos tempos, e analistas apontam que em abril o número de novos programas “pode chegar a cinco dígitos”.

De qualquer maneira, nos números gerais a situação ainda é confortável para a Apple. Enquanto a loja futífera atualmente conta com “mais de 150 mil programas” em seu cardápio, sua rival robótica oferece “apenas” 30 mil apps para seus usuários.

Andróide na tv

Uma companhia sueca chamada People of Lava (mas hein?) anunciou que será a primeira a lançar uma televisão equipada com o sistema operacional do Google para dispositivos móveis, o Android.

O desenvolvimento do aparelho está na fase final e ele deverá entrar em testes ainda no meio deste ano. De acordo com seus criadores, o televisor robótico será capaz de se conectar à rede e reproduzir conteúdo de sites como YouTube, Netflix ou Hulu, contará com um browser, Google Maps, aplicativos para o Twitter, Facebook e permitirá a instalação de apps do Android Market, entre outras conveniências. Como aponta a revista Wired, curiosamente todos esses programas provavelmente irão pedir que o gadget tenha um teclado ou coisa parecida para que seu feliz proprietário consiga digitar informações.

Inicialmente o modelo deverá ter tela de 42 polegadas com retro iluminação LED, com preço entre US$ 2 mil e US$ 3 mil (R$ 3,6 mil e R$ 4,2 mil), mas ainda não existe uma data para ela chegar às prateleiras.

Falando em smartphones, um porta-voz do Google confirmou ao site MobileCrunch que a loja online Android Market acabou de atingir a marca de 30 mil apps, contra as apenas 16 mil registradas em dezembro. O crescimento de pouco menos de 100% em três meses é similar ao registrado pela famosa iTunes App Store em seus primeiros dias. Atualmente, a loja da Apple conta com cerca de 140 mil programas.

Dados da empresa de desenvolvimento AndroidLib mostram que 61% das apps disponíveis para os celulares do Google podem ser adquiridas de graça pelos usuários, mas não está claro quantos desses programas podem rodar sem problema nas versões 1.5, 1.6 e 2.1 do sistema operacional, que está disponível em “diversos sabores” para diversos fabricantes.

A Android Market foi lançada no final de 2008 junto do HTC G1, primeiro smartphone a rodar o sistema do robozinho, mas só foi se popularizar conforme mais aparelhos com o programa foram chegando ao mercado.

Hoje a Opera Software lançou para Android a versão beta do Opera Mini 5, assim trazendo à plataforma móvel a mais recente versão de um dos mais populares navegadores do mercado móvel.

Um dos motivos para a popularidade do browser nesse nicho é o fato de os dado serem comprimidos pela Opera Software em até 90% antes de serem enviados ao Opera Mini no celular, segundo a empresa. O benefício é sentido na velocidade de carregamento das páginas e no bolso, caso seu plano tenha o tráfego limitado em menos Megabytes do que você gostaria.

Outros destaques do beta são a navegação por abas e o (já tradicional recurso do Opera) Speed Dial, que mostra uma grade de nove miniaturas com seus sites preferidos logo que o browser é iniciado. Para baixar o aplicativo é preciso visitar o link m.opera.com/next a partir de seus dispositivo com Android ou procurar pelo Opera Mini 5 no Android Market.

Não satisfeita em apenas desenvolver a mais nova geração de seu Windows Mobile, a Microsoft resolveu começar a cozinhar para fora e anunciou sua primeira app feita especialmente para o Android, programa do Google feito para rodar em dispositivos móveis.

Disponível de graça no Android Market, o programinha não tem nada de mais: trata-se apenas de um leitor de código de barras capaz de ler e interpretar informações a partir da câmera do aparelho, similar a um programa da empresa que também é disponível para o Windows Mobile, Blackberry e Symbiam.

Longe de pretender ser uma inovação radical, o passo indica que a gigante de Redmond não pretende ignorar o sucesso de sua plataforma rival e que outras apps podem estar sendo desenvolvidas para os aparelhinhos do robô. [Inquirer]

Outro dia escrevi aqui que estimativas indicavam que a plataforma Android tinha passado dos 20 mil aplicativos. Tratava-se de um estimativa não oficial fornecida pelo site AndroLib que conta o número de aplicativos e fornece uma forma de navegar por eles. Mas o Google resolveu se pronunciar para dar o número correto: 16 mil e contando.

Essa informação que passei no parágrafo anterior veio do Techcrunch, em texto do mesmo autor que falava da estimativa de 20 mil. Segundo ele o Google entrou em contato com o blog e forneceu essa informação “mais oficial”. Mas negou-se a passar outros tipos de informação como a proporção de aplicativos pagos versus gratuitos.

O mesmo Techcruch entrou também em contato com o AndroLib para que eles dessem seu parecer sobre essa diferença na quantidade de aplicativos contatos. Segundo o serviço, o Google pode ter contado apenas aplicativos para os EUA, ou está com números defasados e não os de hoje, ou não contam aplicativos que já figuraram no Android Market mas que foram retirados por algum motivo.

Vale lembrar que os aplicativos pagos da App Store surgiram junto com a loja em julho de 2008. O Android Market, quando foi ao ar em outubro de 2008, não tinha aplicativos pagos, que só forma introduzidos em fevereiro de 2009.

Os aplicativos pagos são o motor que alimenta a vontade dos desenvolvedores de criarem softwares para uma plataforma. O Android largou depois, está crescendo, mas não no mesmo ritmo do iPhone. Mas é uma plataforma que tem futuro. [Techcrunch]

android-20mil[Atualização 17/11 às 14:25] Leia o texto: Google diz: são 16 mil aplicativos para Android

Estimativas do site AndroLib indicam que a plataforma Android acaba de atingir os 20 mil aplicativos disponíveis para seus usuários. O Android Market surgiu em outubro de 2008 e demorou 10 meses até atingir os primeiros 10 mil apps. Para dobrar foram apenas 4 meses. O iPhone tem atualmente mais de 100 mil aplicativos na Apple Store.

O AndroLib é uma ótima alternativa ao Android Market na hora de navegar e procurar aplicativos para seu smartphone Android. O Google na verdade nunca cita a quantidade de aplicativos que o Android Market possui mas o AndroLib lista todos eles e fornece uma interface mais fácil de navegar. Por isso podemos considerar que a estimativa deles é relativamente precisa.

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É fácil ver que a plataforma Android tem potencial e que a base de desenvolvedores está crescendo apesar da insatisfação de alguns deles. Só olhar o gráfico acima que mostra o total de aplicações para Android e  notar que há uma tendência a crescimento. Segundo o AndroLib hoje cerca de 37% dos aplicativos para a plataforma do Google são pagos (ou seja, 63% são gratuitos).

A combinação de crescimento da plataforma, uma gigante da internet por trás e uma plataforma mais aberta com menos restrições na aprovação de softwares, pode ser a receita para o sucesso e uma grande ameaça à Apple neste mercado. [MobileCrunch]

[Atualização 17/11 às 14:25] Leia o texto: Google diz: são 16 mil aplicativos para Android

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Ao planejar a compra de um novo dispostivo móvel, como um celular ou smartphone, o que você considera? Características técnicas? Design? Reputação da marca no mercado? Planos de serviços vinculados com operadoras? Feedback de outros usuários? Ou um pouco de tudo?

Pois é, são os itens acima que 99% das pessoas levam em conta na aquisição de um aparelho. Contudo, se você está nessa situação, trate de colocar mais um item na sua lista: loja de aplicativos.

Quando alguém decide comprar um celular pensando na personalização, pelas ferramentas de trabalho e lazer, antes de avaliar operadoras, design, características técnicas e promoções, deve pesquisar se os aplicativos para o sistema operacional escolhido suprirão as necessidades. E as políticas das lojas onde eles são vendidos.

O sucesso do modelo da Apple abriu os olhos da indústria, que enxergou novo filão. Hoje, especialistas já chamam os aparelhos que permitem a instalação de aplicativos ou widgets de “app-phones”.

As principais lojas de aplicativos que funcionam no próprio aparelho são…

AppStore - A quantidade de aplicativos na loja da Apple já alcançou a casa das centenas de milhares. É verdade que há muita coisa inútil, mesmo assim não há nada que não se encontre atualmente. Há ferramentas de escritório e produtividade, entretenimento, utilitários, jogos e redes sociais. Boa parte é gratuita. Chama a atenção também a quantidade e variedade de aplicativos médicos, atraindo a simpatia dos profissionais de saúde. A preocupação do consumidor deve ser com a forma desses programas funcionarem. Se você não se preocupar com a falta de multitarefa, a ausência de alarmes, o push não convencional e as restrições com VoIP e streaming, é uma ótima opção para iniciantes em tecnologia móvel. Vale lembrar que, de forma legal, não é possível adquirir programas fora da própria loja da Apple. No Brasil não é possível a compra de música.

Ovi Store – É a loja de aplicativos para os donos de Nokia / Symbian S60. No início a variedade de aplicativos era bem pequena, mas aos poucos o catálogo está aumentando. Todavia, a loja não é a única fonte para turbinar seu aparelho com programas. O Symbian é uma plataforma que está no mercado há um bom tempo, portanto, a quantidade de soluções disponíveis é, na verdade, imensa. Pode-se baixá-los de sites de desenvolvedores, de outras lojas, de fórums de usuários, e muito mais. A impossibilidade de se fazer “redownloads” foi recentemente abolida, um alívio para quem comprou aplicativos na loja e teve que resetar o celular. Para quem gosta de música, é possível baixá-las no próprio aparelho, nos moldes na iTunes, pelo Comes With Music – única iniciativa comercial do gênero no Brasil hoje. Porém só funciona em alguns aparelhos pré-selecionados.

Blackberry App World – Até pouco tempo atrás, o ponto fraco do sistema da RIM era a fraca variedade de aplicativos para instalar no aparelho. A grande maioria era de ferramentas de trabalho e corporativas. As opções aumentaram bastante de uns tempos pra cá, mas o foco maior ainda é corporativo. Também era motivo de queixas o alto preço desses programas: às vezes, programas com o mesmo nome e mesmo desenvolvedor custavam até 3x mais que as versões para outros sistemas operacionais. Com a loja online no aparelho, a RIM pretende trazer soluções financeiramente mais acessíveis e promover a inserção de soluções para o usuário final comum, público que a empresa também quer conquistar. Assim, estão surgindo muitos apps de multimídia, como rádios online, e redes sociais. A opção de se comprar fora da loja continua presente.

Windows Marketplace – A loja de aplicativos para Windows Mobile, que ainda está engatinhando, é uma boa opção para desmistificar a idéia de que o sistema operacional é complicado para leigos. Não posso culpar os usuários queixantes: há várias e confusas maneiras de se instalar os programas em Windows Mobile: através de instaladores .exe pelo PC; através de .cab baixados da web (pelo PC ou no próprio aparelho), que, no fundo, também são apenas instaladores: é preciso abrir o .cab dentro do aparelho para proceder à instalação. Não é incomum ver gente confusa tentando rodar .exe dentro dos aparelhos. Para piorar, os aplicativos para touchscreen não funcionam nos não-touchscreen, embora tenham as mesma extensões e nomes. Todavia, quem não tem medo de correr atrás vai achar muita coisa de graça na internet – Windows Mobile é hoje uma plataforma madura, com uma quantidade imensa de aplicativos que fazem de tudo, pois não há restrições técnicas para os desenvolvedores, nem nas funcionalidades dos aparelhos.

Android Market – Em termos de quantidade e qualidade de alicativos, o “caçula” dos sistemas de smartphones é o único que está em ritmo de crescimento comparável ao do iPhone no início. Curiosamente, a essência dos aplicativos é a mesma – utilitários, web e redes sociais. Não é à toa que apps bem sucedidos no iPhone já ganharam versões para Android. A franca expansão deve-se em boa parte à tecnologia e respeitabilidade do Google, criador do sistema, que logo deve lançar um sistema operacional para computadores também. Ainda não há uma versão da loja para o Brasil, podendo-se baixar apenas programas gratuitos e com autorização para funcionar em todo o mundo. Mas pode-se comprá-los direto dos sites dos desenvolvedores, baixando e instalando no dispositivo via PC. Uma coisa que gosto muito: antes de baixar o aplicativo, é mostrado quais funções do aparelho ele acessa – como internet, serviços de localização e telefone. (veja foto no início do post)

O que vem por aí…

Lojas de fabricantes de celular – A Samsung já avisou que vai criar um sistema de compras de aplicativos para suas linhas de celulares. Até já anunciou um novo sistema operacional open-source para embarcar exclusivamente em seus aparelhos. Assim, estende-se a moda dos “app-phones” para além dos smartphones de sistemas operacionais tradicionais. Motorola e outras fabricantes também estudam fazer o mesmo.

Lojas de operadoras de telefonia móvel – As telecoms também já enxergaram o filão. O modelo de compra de ringtones, papel de parede, jogos, músicas e vídeos direto do celular é extremamente lucrativo no país. Por que não trazê-lo também para aplicativos, widgets e redes sociais, em qualquer celular? Os chamados “featurephones” são os celulares comuns com funções de câmera ou MP3, hoje a maioria em uso no Brasil. Além de aproveitar a febre das redes sociais, a compra direta através de créditos dos pré-pagos (80% das linhas ativas) pode se revelar uma mina de ouro, seja na aquisição de programas quanto no uso de internet móvel.