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Quando estão falando para o público, tanto a presidente Dilma Rousseff como o ministro das comunicações Paulo Bernardo fazem questão de defender o Plano Nacional de Banda Larga com unhas e dentes. A realidade, no entanto, é outra. Está confirmado: a meta do PNBL para esse ano tornou-se impossível de ser realizada.

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Na última terça-feira (25) a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou a comercialização da tecnologia conhecida com PLC (Power Line Communications), o serviço de internet banda larga distribuída através da rede elétrica.

Agora as companhias elétricas acusam a Aneel de ceder às pressões da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), visando favorecer o DSL e o cabo, em detrimento do PLC. As reclamações acontecem porque, de acordo com as regras da Aneel, as empresas elétricas serão obrigadas a abrir uma oferta pública caso haja algum interessado em utilizar a sua rede elétrica para vender banda larga através da tecnologia PLC. A Aneel determinou ainda que 90% da receita gerada com a cessão da rede para transmissão de dados seja usada para abater o valor das trarifas, somente 10% desse dinheiro.

Para não ter que dividir essa receita, diversas companhias elétricas já tinham aberto subsidiárias de telecomunicações para quando o PLC fosse implantado.

Segundo Wanderley Maia, gerente de rede de energia da subsidiária de telecomunicações da Cemig, o repasse de 90% poderá encarecer o PLC ao consumidor. O coordenador de PLC da Copel Telecom, Orlando Cesar de Oliveira, teme que essa limitações tornem a tecnologia menos competitiva que as demais, oferecidas pelas operadoras de telecom tradicionais. Além disso, Oliveira questiona o risco de compartilhar a rede elétrica: “Nenhum país do mundo adotou esse modelo por uma questão de segurança da rede”, diz. “Além disso, nem a Anatel conseguiu promover o compartilhamento de redes entre as teles, e vamos começar fazendo logo no setor elétrico?”

Apesar das burocracias e disputas de interesse, o PLC é bastante aguardado pelos consumidores, pois traria velocidades de pelo menos 10 Mbps a preços até 50% menores que o DSL ou cabo. Além disso, a tecnologia também permitiria a cobertura quase total dos municípios brasileiros (98% dos domicílios têm rede elétrica), o que não acontece hoje, visto que as telecoms apenas têm interesse comercial em levar sua infra-estrutura a 62% deles. [Folha Online]

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nessa terça-feira a última regulamentação necessária para que o serviço de banda larga através da rede elétrica, chamado de PLC (Power Line Communications), possa começar a ser comercializado no país.

Na regulamentação da agência está previsto que as concessionárias de energia elétrica poderão vender banda larga e também televisão por assinatura através da eletricidade. No entanto, essas empresas não poderão permitir que o serviço prejudique a qualidade do fornecimento de energia elétrico.

Outro ponto que a Aneel aborda é a necessidade provedores. Sim, também na internet através da rede elétrica será preciso contratar um provedor de acesso à internet à parte, o que é considerado por diversos analistas como absolutamente desnecessário, uma vez que o provedor de acesso apenas autentica aquele usuário na rede.

Parte dos ganhos obtidos pela concessionárias de energia elétrica serão levados em conta durante os reajuste periódicos da tarifa da eletricidade, o que poderá levar, no futuro, a uma queda no preço pago pelo consumidor pelo fornecimento de energia.

As concessionárias interessadas em prover esse tipo de acesso à internet deverão entrar em contato com a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) e pedir autorização para operar o serviço.

[Atualização às 18:43] O G1 publicou um infográfico muito interessante que explica como a internet através da rede elétrica funciona. Clique aqui para acessá-lo[O Globo/FOL]

[Atualização às 20:55] Aqui no Tecnoblog nós também já explicamos como o PLC funciona. Para acessar o post sobre o assunto, clique aqui.