Rupert Murdoch confirma que um aplicativo do Wall Street Journal específico para o iPad está sendo desenvolvido, e comenta as medidas de segurança da Apple para proteger seu iPad, ainda não disponível para o público, mas já nas mãos de desenvolvedores escolhidos a dedo, como é o caso daqueles do WSJ.
Murdoch já esteve nas páginas do Tecnoblog Newshá um mês atrás por se colocar ao lado da Apple e contra a Amazon nas discussões geradas na época de lançamento do iPad sobre o modelo de negócio de e-books. Agora o magnata das comunicações está de volta por comentar que seus desenvolvedores tem acesso a uma unidade pré-lançamento do iPad. A surpresa porém não é essa, mas sim saber que nem mesmo a seus desenvolvedores mais importantes a Apple confia uma unidade do iPad, pelo menos não sem forte supervisão.
Segundo Murdoch afirmou ao MacNN, o iPad do Wall Street Journal fica trancado “sob cadeado e chave”. E disse mais: toda noite um empregado da Apple vai pessoalmente trancar o iPad para garantir que não haverá quaisquer vazamentos. Se com todo o cuidado que a Apple tem a indústria de rumores já é diariamente alimentada com informações em boa parte das vezes fidedigna, imaginem se ela não fosse assim.
Google Buzz: mais Facebook e menos Twitter do que se imaginava
O Google apresentou oficialmente nesta terça-feira o Buzz, o tal serviço que promete deixar seus serviços mais “sociais”. Ao contrário do que se imaginava, ele é mais parecido com o Facebook do que com o Twitter.
Por hora disponível apenas no Gmail, o Buzz permite que seus usuários postem conteúdo e acompanhem o que seus contatos fazem no Blogger, Google Reader, Picasa Web, Youtube e feeds de RSS, além de registrar movimentações no Flickr e Twitter, que não fazem parte do portifólio da gigante da web.
As imagens divulgadas até o momento mostram que sua interface é parecida com a do FriendFeed e, conseqüentemente, do Facebook, que o comprou no último mês de agosto.
A novidade também estará disponível para o iPhone e para o Android como uma app que também incorpora recursos de geolocalização e o serviço Google Latitude.
Em um post no blog oficial do Google o diretor de desenvolvimento Todd Jackson afirma que o Buzz estará disponível a todos os usuários do Gmail “nos próximos dias”, mas os mais apressadinhos podem pedir sua requisição em google.com/buzz.
Pela primeira vez em sua curta e meteórica trajetória, o Twitter está “encolhendo”. Dados da Nielsen Online mostram que o tráfego no site de microblog despencou 27,8% entre os últimos meses de setembro e outubro, o que na prática representou o sumiço de 19 milhões de visitantes únicos. Dados de outras empresas de audiência na web, como a ComScore e a Complete também mostram reduções mais modestas de 8,1% e 2,1%, respectivamente.
Mas seria esse o fim de mais uma era da rede? Talvez não.
De acordo com a empresa de pesquisa Crowd Science, em agosto 43% dos usuários do site de microblog postaram seus tweets a partir de aplicações de terceiros para computadores ou celulares – como o Tweetdeck, Twrhil ou TwitterFox, por exemplo – enquanto em julho este número foi de apenas 30%. Isso significa que ainda que mais pessoas estejam usando o serviço, elas estão entrando menos em sua página e rendendo números menos impressionantes, o que provavelmente vai render muita manchete sensacionalista por aí.
Segundo o eMarketer.com, atualmente 11,1% dos internautas do mundo são tuiteiros (odeio esse temo), cifra que deve subir para 15,5% no ano que vem.