Apple

A Apple Inc. projeta computadores pessoais e dispositivos móveis. Tornou-se famosa por revolucionar a telefonia móvel com o iPhone e lançar o primeiro tablet mundialmente desejado, o iPad. Também produz a linha de computadores Mac, composta de desktops iMac e notebooks MacBook. Desenvolve o sistema operacional OS X. Entre os softwares mais conhecidos da companhia estão o iTunes, iWorks (Pages, Kenynote e Numbers), iLife (iPhoto e iMovie) e o aplicativo profissional de edição de vídeo Final Cut. A empresa foi fundada em 1976 por Steve Jobs (falecido em 2011) e Steve Wozniak.

Post atualizado com a disponibilização do aplicativo na App Store brasileira.

Desde o lançamento do iPhone OS 3.0 é teoricamente possível ter navegação curva-a-curva através do GPS do aparelho. A única restrição é que isso não pode ser feito com os mapas embutidos do Google, e portanto é necessário comprar separadamente um aplicativo com mapas próprios para realizar a navegação.

Hoje, a proeminente fabricante de GPSs holandesa TomTom anunciou o que os brasileiros estão esperando faz tempo: um app de navegação da TomTom para iPhone. Ele utiliza o mapa da Tele Atlas, que foi pertence à TomTom desde o meio do ano passado. O app cobre 1299 municípios, incluindo mais de 5.000 cidades com diversos pontos de interesse, bem como as principais estradas interestaduais e intermunicipais.

O aplicativo conta com duas vozes em português brasileiro (uma masculina e uma feminina), menus em português e utiliza funcionalidades do iPhone como rotação de tela e  movimento de “beliscão” (para zoom) a seu favor.

O aplicativo TomTom Brazil custa US$ 80 (cerca de R$ 140). Seus concorrentes, que utilizam os mesmos mapas, são o Sygic Mobile Maps Brazil (que custa também US$ 80) e o mais recente NDrive Brasil, por US$ 65 (cerca de R$ 112).

Há algumas fails porém a serem destacadas. A primeira é que as imagens que aparecem na App Store encontram-se com menus em inglês e distância em jardas, mesmo que o aplicativo esteja disponível em português e no sistema métrico. (Sendo assim, nesse post optamos por  mostrar as imagens capturadas pelo Blog do iPhone, todas em bom português.)

A segunda (e maior) fail é o fato de que o aplicativo com os mapas do Brasil (pasmem!) não está disponível na App Store brasileira. Nem na loja argentina (que também é amplamente utilizada pelos brasileiros) o aplicativo pode ser encontrado. A única alternativa para comprar o aplicativo, por enquanto, é através da App Store americana, nesse link (que abre o iTunes).

[Atualizado no dia 28/10] A principal fail relatada no final do post foi corrigida. Agora o aplicativo TomTom Brazil está disponível na App Store brasileira (bem como os apps com os mapas internacionais). Para comprar (ou só dar uma olhadinha) siga esse link (abre o iTunes). Na loja argentina nenhuma das versões do app está disponível por hora.

Hook Champ é um daqueles excelentes títulos da AppStore que, por serem bastante diferentes de qualquer outro jogo, desafiam a descrição. Mas, como eu adoro desafios…

Hook Champ

Em Hook Champ, você controle este bonequinho aí em cima (muito obviamente baseado no Dr. Henry “Indiana” Jones) que explora cavernas usando uma corda e um gancho. Pra controlar a movimentação, basta tocar na tela na direção desejada. Um toque na área superior da tela dispara o gancho que você vê na screenshot acima.

O desafio se dá porque em cada caverna, há um fantasmão enorme te perseguindo. Por isso, você tem que domar os controles e a inércia virtual do jogo pra chegar à saída o mais rápido possível. Com um toque na parte superior da tela, seu bonequinho joga a cordinha pro alto. Um toque prolongado a retrai, te levando lá pro topo. Tirar o dedo da tela solta o gancho, e você pode mandar outro já em seguida.

Nesse vai-e-vem Tarzan-style você controla a direção do seu movimento e a velocidade do balanço. Se atrapalhe e o fantasma acaba te pegando, e você se vê de volta ao começo do mapa. É um pouco complicado à primeira vista – especialmente no papel -, mas se você já jogou Worms e tem alguma experiência com a Ninja Rope, vai se familiarizar com facilidade.

O esquema é controlar em que momento da oscilação do seu personagem em que você deve retrair a corda ou soltar a próxima, jogando o seu carinha pra mais frente ou mais para o alto, dependendo de onde você quer chegar.

Pra turminha que curte o aspecto de competição, há uma leaderboard online pra comparação de pontos. Cada fase é cheia de moedinhas que você coleta pra comprar upgrades pro seu aventureiro, que vão de botas pra correr mais, corda com maior alcance, esse tipo de add-on.

Como há um fantasma no seu encalço o tempo todo, o jogo te obriga a tomar decisões rapidamente – é melhor se apressar pra saída, ou arriscar e demorar um pouco mais pra catar mais moedas?

Pra completar o pacote, Hook Champ tem um aspecto pixelado e musiquinha que exalam nostalgia. Se você é do tipo que adora os jogos de antigamente (ou jogos atuais feitos como homenagens àquele estilo), Hook Champ é uma excelente pedida.

Minha única reclamação deste excelente jogo é o fato de que ele não respeita o toggle de Silent Mode no iPhone (ou seja, nem pense em jogar durante uma reunião). Custa $2,99 na AppStore.

Hoje de manhã as lojas online da Apple foram tiradas do ar para atualização. As mais de 2 horas que a loja ficou inacessível foram suficiente para alimentar rumores de novos produtos. Ao voltar, esses rumores foram confirmados com vários itens novos aparecerendo no estoque. Computadores como o iMac, Macbook e Mac Mini foram atualizados. Já na área de acessórios, a empresa lançou o novo Magic Mouse, o primeiro a ter funções multi-touch.

Novo iMac rodando Star Trek

Novo iMac rodando Star Trek

Os novos iMacs estão disponíveis em versões de 21,5 e 27 polegadas, ambos com proporção de tela de 16:9, saída HDMI e tela de LED. As características da versão de 21,5 polegadas são: processador Intel Core 2 Duo de 3,06 GHz ou 3,33 GHz, HD de 500 GB ou 1 TB e 4GB de memória RAM, com preço começando em US$ 1199,00 (R$ 2.057,00). Já o iMac com tela de 27 polegadas, além de suportar os processadores anteriores, também está disponível com processadores quad-core Intel Core i5 de 2,66 GHz ou Intel Core i7 de 2,8 GHz, HD de 1 ou 2 TB e 4GB de memória, com preço começando em US$ 1699 (R$ 2.915,00). Os dois também são vendidos com Bluetooth 2.1 integrado, suporte a redes Wi-Fi 802.11n e os novos Magic Mouse e teclado sem fio.

macbook

Já o MacBook agora conta com tela de LED backlit de 13,3 polegadas, HD de 250 GB, processador Intel Core 2 Duo de 2,26 GHz, 2GB de memória RAM, suporte a redes 802.11a/b/g/n, Bluetooth 2.1 integrado, placa de vídeo integrada NVIDIA GeForce 9400M e bateria com capacidade para até 7 horas. O preço continua o mesmo: US$ 999,00 (R$ 1.714,00).

magicmouseOs três novos modelos do Mac Mini, o computador mais barato fabricado pela Apple, também estão disponíveis para compra agora. O mais barato vem com processador Intel Core 2 Duo de 2,26 GHz, 2 GB de memória, HD de 160 GB. Já o segundo, conta com processador Intel Core 2 Duo de 2,53 GHz, 4GB de memória RAM, HDs com 320 GB de capacidade e. O terceiro é uma versão especial, criada especificamente para ser um servidor e, por isso, ele não conta com leitor óptico de disco. Em compensação, ele tem processador Intel Core 2 Duo de 2,53 GHz, 4GB de memória RAM e 2 HDs de 500 GB cada. Eles serão vendidos, respectivamente, por US$ 599 (R$ 1.027,00), US$ 799 (R$ 1.371,00) e US$ 999 (R$ 1.714,00).

O novo Magic Mouse, que usa tecnologia sem fio Bluetooth, também está disponível por US$ 69 (R$ 118,00).

De todos os produtos acima, apenas os dois primeiros modelos de Mac Mini já estão disponíveis para compra na loja online brasileira da Apple.

[Atualização às 15:00]: Um item escapou a vista: o novo Apple Remote com corpo de alumínio escovado.

apple_moneyA Apple anunciou hoje em Cupertino seus resultados financeiros para o terceiro trimestre fiscal de 2009, que terminou dia 26 de setembro. A receita obtida foi de 9,87 bilhões de dólares e o lucro líquido do período foi de US$1,67 bilhão. O resultado superou a expectativa dos analistas, que esperavam receita de US$9,2 bilhões. Este foi o trimestre mais lucrativo da história da empresa.

A empresa vendeu mais de 3 milhões de Macs no período, o que representa um aumento de 17% em quantidade de unidades vendidas em comparação ao período equivalente no ano passado. O iPhone também cresceu: 7,4 milhões de unidades vendidas no período, um aumento de 7% em relação ao já bem-sucedido terceiro trimestre de 2008. O iPod, porém, não seguiu a mesma tendência: foram vendidos cerca de 10 milhões de unidades, uma queda de 8% em relação ao Q3 de 2008.

Apesar dos tempos de cautela na economia e de seus computadores custando, em sua maioria, bem mais de mil dólares, a Apple conseguiu também aumentar sua parcela no mercado de computadores para o maior market share em 15 anos. As pesquisas não chegam à uma uninimidade, a Gartner indica que os Macs representam 8,8% do mercado de computadores, e a IDC 9,4%. De qualquer maneira, é a maior participação do mercado que a Apple detém desde 1994.

Já o iPhone, segundo pesquisa da IDC, detém 22% do mercado de smartphones americano, atrás apenas dos BlackBerrys da Research In Motion, com 51%.

Além das vendas em alta, a empresa também contou com um aumento na sua margem de lucro, de 34,7% no último ano para o atual valor de 36,6%. Sabendo-se que houveram diversas quedas de preço em seus produtos, pode-se deduzir que a empresa de Cupertino conseguiu mesmo enxugar seus custos ao mínimo.

Em reação a tudo isso, as ações da Apple subiram 7% mesmo depois do fechamento da bolsa de Nova York, chegando a US$204 por ação, o maior valor já atingido pelas ações da empresa em toda sua história.

O CEO Steve Jobs comentou os resultados:

Estamos muito animados por termos vendido mais Macs e iPhones do que em qualquer trimestre anterior. Temos uma linha muito forte para a temporada de Natal e alguns grandes produtos sendo desenvolvidos para 2010.”

Desnecessário dizer que isso já deixou ansioso o mercado de rumores sobre a Apple. Será que vem o tão esperado iTablet por aí? [CNNMoney]

A Apple Online Store do Brasil mal foi lançada e, aparentemente, já enfrenta certos problemas logísticos. De acordo com vários usuários no Twitter, algumas entregas estão atrasando e, em alguns casos, até sumindo sem explicação.

Data inexata de entrega

Data inexata de entrega

A designer Larissa Herbst, moradora de São Paulo, foi uma das ‘sorteadas’. Ela afirma ter feito um pedido do Snow Leopard que deveria ter chegado há três dias, mas que até hoje continua em trânsito. Já os blogueiros Pedro Villalobos, de Belo Horizonte, e Lucas Ferreira, de Santa Catarina, afirmam que seus discos desapareceram no meio do caminho. Larissa também comenta que a empresa responsável pela entrega na cidade de São Paulo ao menos em todo Brasil é a Rapidão Cometa.

No entanto, no site da loja online da empresa o Snow Leopard está marcado como um item para “Envio em até 24 horas”. Talvez o envio seja mesmo feito nesse intervalo de tempo, mas a entrega demore um pouco mais. Também existe a possibilidade dos atrasos se tratarem apenas de casos isolados que ocorrem normalmente por algum motivo burocrático.

Entrei em contato com a assessoria da Apple Brasil mas até o momento de publicação deste post, não recebi resposta. Assim que obtiver mais informações ou uma resposta oficial da empresa, esse texto será atualizado. Você comprou algum item na Apple Store Online e recebeu fora do prazo determinado? Ou nem recebeu ainda mas já estorou a data máxima? Ou foi um dos felizardos que recebeu dentro do limite? Conte aí nos comentários!

[Atualização às 10:22, 16/10]: Entrei em contato com Pedro Villalobos, um dos clientes afetados, e ele enviou screenshots do sistema de rastreamento usado pela Rapidão Cometa.

(Clique para ampliar)

(Clique para ampliar)

O pacote com Snow Leopard apareceu novamente, mas com entrega marcada para o dia 14 e com aviso de “Falta de produto”. O item, segundo ele, foi comprado e enviado no dia 6 e tinha previsão de entrega entre os dias 8 e 15. Pedro também relata que já ligou para o atendimento da loja três vezes desde a compra e em nenhuma das vezes conseguiu falar com um representante. Ironicamente, ele também recebeu uma pesquisa de opinião sobre a loja. Já Larissa, recebeu ontem (15) a sua encomenda e Lucas Ferreira idem. A assessoria da Apple Brasil (ainda) não respondeu às mensagens enviadas.

O mais novo rumor sobre a companhia de Cupertino, tenho certeza, vai agradar bastante aquele pessoal que ainda escuta rádio em FM. A Apple estaria trabalhando no desenvolvimento de um aplicativo para iPhone OS que permitisse que os donos de iPhones ou iPods Touch pudessem sintonizar rádios FM.

iPhone poderá ter rádio FM. (9to5Mac)

iPhone poderá ter rádio FM. (9to5Mac)

De acordo com o 9to5Mac, o novo aplicativo funcionaria em segundo plano, assim como o aplicativo de música do iPhone OS já permite fazer. Dessa forma, o dono do aparelho poderia escutar música enquanto usa o Tweetie para ler atualizações no Twitter.

O aplicativo faria uso do receptor de FM que já está presente nos iPhones e iPods Touch. Atualmente esse dispositivo só tem uso caso a pessoa decida utilizar o Nike Plus, um acessório que é inserido no tênis e cataloga estatísticas como número de passos dados pela pessoa ou distância percorrida.

Interessante dessa história é que os dispositivos com iPhone OS atuais já poderiam tirar proveito da rádio FM, uma vez que a geração mais recente de iPhones e iPods Touch já inclui o receptor de FM.

A suposta nova funcionalidade só não foi liberada ainda porque a Apple estaria tendo dificuldades em integrá-la à iTunes presente no iPhone OS. Desenvolvedores da companhia gostariam que, de forma muito fácil, fosse possível comprar a música sendo executada pela rádio. Mas aparentemente a tarefa não é tão fácil quanto parece. [Wired/9to5Mac]

Não é segredo pra ninguém que eu sou um grande entusiasta do iPhone e iPod touch como plataformas de videogame. Presumo até que este deve ser um dos motivos da minha contratação pra esta coluna semanal.

Entretanto, a resistência enfrentada pela apresentação do iPhone como uma alternativa ao status quo estabelecido pelo PSP e o DS ainda é forte. Existem muitos gamers que torcem o nariz, batem o pé, e se recusam completamente a aceitar o iPhone como uma plataforma de games. E embora algumas de suas preocupações sejam baseadas em pontos válidos, é bastante óbvio que a opinião é primariamente baseada num preconceito irracional contra a idéia de um telefone servir como videogame.

As plataformas móveis de games atuais

As plataformas móveis de games atuais

Inicialmente, a oposição contestava a validade de uma plataforma que só se prestasse a joguinhos rápidos e casuais, que sirvam apenas como distração na fila do banco ou no banheiro. Esse é o argumento comum dos auto-entitulados “gamers hardcore”, que exigem uma experiência profunda e uma história de múltiplas camadas pra todos os jogos.

É uma visão bastante estreita, porque eles estão vaticinando o fracasso da plataforma baseado exclusivamente em suas expectativas e preferências pessoais, ignorando o fato de que o público inteiro não tem a mesma opinião que eles. O DS e o Wii invocaram reações similares, com milhões de fanboys ao redor do mundo reclamando que a Nintendo havia alienado seus fãs lançando consoles com foco em “jogos de criança”. Como todos sabemos, ambos consoles se tornaram sucessos absolutos na indústria – obviamente, a aversão por jogos casuais não é universal. Há um imenso público pra isso, e é aí que o console brilhará.

Uma outra reclamação comum é a falta de controles.  Embora haja uma iniciativa third party pra trazer controles tradicionais pro iPhone, em minha opinião isso é um passo na direção errada. Convergência é o Santo Graal do mundo tecnológico; se eu tiver que comprar e trazer no bolso um dispositivo separado dedicado a jogatina, não haverá vantagem gamística do iPhone sobre o DS ou o PSP. Eu preferiria levar o celular num bolso, e um dos outros consoles portáteis no outro.

Embora soe como um bom argumento, a crítica da falta de controles físicos invariavelmente vem de gente com pouca ou nenhuma experiência com os jogos no iPhone. Por mais incrível que possa parecer, os designers dos jogos fizeram um excelente trabalho em adaptar controles na tela que funcionem bem com jogos de ação, que exigem reflexos rápidos e reação imediata.

Quando dou meu iPhone pra um leigo, uma das primeiras coisas que eu faço – puramente como experiência, nem é pra tentar provar nada – é carregar Sonic the Hedgehog e ver como o inexperiente lida com os controles. Sonic é um jogo bastante rápido, que exige saltos precisos em algumas instâncias. Serve como bom teste.

Fanboys intransigentes gostam de recitar discursos sobre como é importante ter feedback tátil num controle, e na inviabilidade de um console que exige que você oculte boa parte da tela com os dedos enquanto joga. Soam como reclamações válidas no papel, mas o argumento se esfarela quando meu priminho de 7 anos joga perfeitamente nos controles virtuais.

Isso pra não mencionar que há vários gêneros que funcionam melhor numa touchscreen, como jogos de tabuleiro, de cartas, de estratégia, jogos de “time management”, point and click adventure, tower defense, etc – jogos que nunca tiveram seu espaço nos consoles, e que agora estão experimentando sua Renascença no portátil da Apple. O problema aí é que gamers hardcore acostumados aos velhos paradigmas frequentemente esquecem que há outros estilos de jogos além de FPS, futebol e corrida.

(Mas não se preocupem – jogos dos gêneros supracitados também se encontram na AppStore. Há conteúdo pra todos os gostos por lá)

Mas o motivo principal pelo qual eu praticamente abandonei meu DS e meu PSP é a já citada convergência. Não me entendam mal – ambos o DS e o PSP são excelentes gadgets que oferecem bastante dentro das propostas deles. A comunidade homebrew estendeu um pouco mais o potencial de ambos, transformando-os (nas devidas proporções, não se anime muito) emPDAs bastante funcionais.

Acontece que isso ainda não chega perto da polivalência oferecida pelo iPhone, que é meu celular/leitor de email/cliente de MSN/navegador portátil/câmera fotográfica/agregador de RSS/despertador/cliente móvel de VNC e etc. Parafraseando o famoso fotógrafo Chase Jarvis, “o melhor console é aquele que está sempre com você“. A miríade de funções do iPhone rendeu a ele um espaço dedicado no meu bolso, algo que não acontecia com o DS ou o PSP. E por isso, os jogos que eu compro na AppStore estão sempre ao meu alcance. O mesmo não pode ser dito sobre os jogos dos meus outros portáteis.

A Nintendo e a Sony ambas responderam à ameaça do iPhone – a Nintendo lançou o DSi, um aparelho mais convergente que o DS original (e que consta de um modelo de distribuição digital), e a Sony seduziu desenvolvedores da AppStore a lançarem títulos clássicos do iPhone pro PSP, como foi o caso de Fieldrunners e Hero of Sparta. E o novo PSPGo largou a mídia física e funciona exclusivamente com jogos downlodeáveis.

Resta saber se a nova estratégia vai funcionar, ou se o mundo já conseguiu se acostumar a jogar videogame nos seus celulares.

Na comunidade de aficionados por iPhone, o jailbreak é conhecido como um método pelo qual um iPhone ou um iPod Touch passa para que seja ativada a habilidade de rodar aplicativos de terceiros não-aprovados pela Apple. Ele também é usado para fazer o desbloqueio do SIM Lock, no caso do iPhone, para permitir que o celular seja usado em redes de outras operadoras.

Dois programas se destacam nessa área: o PwnageTool, de autoria do iPhone Dev Team, e o blackra1n, de George Hotz. Ambos usam uma falha de programação comum nos dispositivos para modificar o sistema operacional. Mas segundo um desenvolvedor do iPhone Dev Team, a Apple finalmente descobriu qual era o bug e já está vendendo novas unidades do iPhone 3GS com a falha corrigida, tornando-os resistentes ao jailbreak.

Nova Bootrom não é vulnerável ao exploit 24kpwn, seja lá o que isso quer dizer

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Os iPods Touch por enquanto, permanecem sem alteração, mas é esperado que a empresa faça o mesmo com esses dispositivos no futuro. Também pode-se esperar que os grupos de desenvolvedores da plataforma encontrem outras falhas nos novos iPhones e que atualizem seus programas para que eles permitam novamente o jailbreak. É apenas uma questão de tempo. [PCWorld]

[Atualização às 10:35, 16/10]: Um outro integrante do grupo iPhone Dev Team verificou os chips do novo iPhone e constatou que eles não são resistentes ao jailbreak. O novo item só causa um possível atraso, mas não impede a modificação do sistema operacional dentro do aparelho.

OS X com síndrome de Windows

OS X com síndrome de Windows

A Apple reconheceu ontem (12) a existência de um bug crítico na última versão do seu sistema operacional Mac OS X, o Snow Leopard. Reportado primeiramente por usuários do sistema através fórum online da Apple no começo de setembro, o bug faz com que vários dados e configurações sejam apagados caso o usuário faça login usando a conta de convidado ao invés da conta de administrador.

Nem todas as instalações do sistema Mac OS X, entretanto, apresentam a falha. Segundo a especulação de usuários no fórum, esse bug aparentemente ocorre apenas em certas instalações do Leopard que foram atualizadas para Snow Leopard e que anteriormente tinham a conta de convidado ativada. Alguns usuários reportam que perderam até 250 GB de dados, incluindo vídeos, fotos, documentos e músicas.

Já segundo a Apple, o bug aparece “em casos extremamente isolados”, sem dar detalhes sobre as circunstâncias em que ele ocorre. Mas ela também diz que seus programadores já estão trabalhando em um patch para correção. Obviamente, essa é uma ótima oportunidade para a empresa divulgar o seu gadget de backup, Time Capsule, já que os usuários afetados pelo bug podem recuperar seus arquivos perdidos através dele. [CNET]

arturlevinsonA investigação do órgão americano Federal Trade Comission nos negócios da Apple e do Google iniciada em maio deste ano fez outra ‘vítima’. Artur Levinson, que estava no quadro de diretores de ambas as empresas, decidiu sair do Google (onde estava desde 2004) e permanecer no quadro da Apple. Até o começo de agosto o CEO do Google Eric Schmidt estava na mesma situação, mas decidiu fazer o contrário.

A saída de Artur foi anunciada em press release pelo Google, mas nenhum motivo foi especificado. O jornalista da CNET Lance Whitney especula que foi mesmo por pura pressão de ambas as empresas devido à investigação da FTC. Além disso, a competição entre elas fica cada vez mais evidente, seja no espaço de sistemas operacionais (móveis e para desktop) bem como na área de navegadores e estar presente em ambos os quadros de diretores pode criar graves conflitos de interesses.

Sobre a saída de Levinson, Eric Schmidt disse que “Apesar dele deixar o quadro de diretores, Artur vai ter sempre um lugar especial no Google”. Já Levinson declarou que “não tem dúvidas de que o Google tem um ótimo futuro”. [CNET]