Toda mídia física tem aquele velho programa: até quando os dados armazenados nela serão preservados. Lembro da época em que o DVD chegou com força total ao mercado. Dizia-se que aqueles com a parte reflexiva preta ou roxa durariam até cem anos. Eis que o DVD tornou-se algo banal, assim como tornou-se comum correr para regravar o conteúdo de um desses discos antes que ele descasque e tudo esteja perdido.

Com os cartões de memória, acontece a mesma coisa. Ou acontecia: a SanDisk, considerada líder mundial na fabricação desse tipo de dispositivo, mostrou à imprensa uma nova tecnologia de SD Card que promete manter os dados seguros, sem alterações, por até cem anos. Leia mais

A fabricante de cartões de memória SanDisk anunciou hoje que vai começar a fornecer cartões do tipo microSD para fabricantes de celulares e também consumidores finais que estejam interessados na supercapacidade de 32GB. Esse armazenamento é o dobro do que era encontrado em cartões microSD, de no máximo 16GB.

Com isso, a SanDisk passa na frente da Samsung, que havia dito em janeiro que iniciaria a produção de microSD’s agora em maio. No entanto, não o fez, então a empresa californiana passa a ser a líder desse setor. Para colocar os 32GB em um pequeno cartão microSD, os engenheiros da SanDisk basearam-se na terceira geração de tecnologia de nanômetros, com 32 nanômetros (32 bits por células).

O preço? US$ 200 (aproximadamente R$ 360). Salgado…

[via Cnet, flickr Teclasorg]

Google Drive, é você?

Google Drive, é você?

A equipe de desenvolvimento do Google Docs acabou de anunciar em seu blog oficial que nas próximas semanas o serviço também começará a funcionar como um disco virtual com 1 GB de capacidade para arquivos de qualquer extensão, o transformando em algo a mais do que uma simples suíte de escritórios online.

“No lugar de enviar um e-mails com anexos para você mesmo, o que é especialmente complicado no caso de arquivos grande demais, o usuário poderá subir arquivos de qualquer extensão com até 250 MB de tamanho para o Google Docs”, explica Vijai Bangaru, gerente de desenvolvimento da suíte online. Se o usuário achar que apenas 1 GB é insuficiente para sua demanda, a gigante da web convenientemente avisa que cada gigabyte adicional de capacidade de armazenamento custam a bagatela de US$ 0,25 ao ano.

A opção de pastas compartilhadas do Google Docs como a conhecemos até hoje também estará disponível para a novidade, assim como a possibilidade de dividir seus arquivos com determinados usuários ou grupos.

De acordo com a própria empresa a implementação do serviço de armazenamento acontecerá aos poucos, e, a exemplo do Orkut, os usuários serão notificados da ativação em suas contas através de “um aviso na tela”.

Pra quem não conhece o Drobo, ele é esse cara aí da foto acima. O da foto, mais especificamente, é o novo Drobo S, mas antes de falar dele vale a pena comentar o que é a linha Drobo.

Trata-se de uma solução de armazenamento de dados usando um sistema próprio de RAID da Data Robotics chamado BeyondRAID que garante a segurança de seus dados através de redundância, ao mesmo tempo que trás eficiência e simplicidade. Uma das vantagens desse sistema, por exemplo, é a possibilidade de aumentar sua capacidade de armazenamento de dados simplesmente ejetando o HD de menor capacidade e colocando um maior no lugar. Não é necessário nem se preocupar em casar a capacidade ou velocidade dos discos, como em soluções comuns de RAID: basta inserir qualquer HD de 3,5″ que o Drobo dá conta do resto do processo sozinho.

O Drobo original contava com um gabinete com slots para 4 HDs. O Drobo S, lançado hoje, tem espaço para 5 drives, o que torna possível que, na azarada possibilidade de dois HDs pararem de funcionar ao mesmo tempo, ainda assim nenhum dado seja perdido. Ele também tem um processador ARM 50% mais rápido que o do Drobo original, o que gera um ganho de performance de 20 a 25% na conexão por FireWire800. Além disso, há também a conexão eSATA e a nossa velha conhecida USB 2.0, caso seu computador não tenha uma das portas mais rápidas.

O Drobo S será vendido por US$ 799 nos EUA (R$ 1.385), enquanto o Drobo original continuará a ser vendido por US$ 399 (R$ 690). Os HDs não estão inclusos no preço e devem ser adquiridos separadamente. [Engadget]

Ei, você aí, me dá um dinheiro aí.

Ei, você aí, me dá um dinheiro aí.

A fabricante de componentes OCZ apresentou ontem (17) um disco SSD (solid state drive, ou disco de estado sólido) com nada menos de 1TB de capacidade dentro de suas 3,5 polegadas.

Atendendo pelo sugestivo nome de Colossus, o monstrengo tem 128 MB de cache é capaz de atingir taxas de leitura e gravação de 260MBs, pouco abaixo do índice dos discos no padrão SATA II (que é de 300MB/s). Em linguagem coloquial tal índice pode ser traduzido como “rápido pra caramba”.

De acordo com a empresa a novidade é “destinada a desktops e estações de trabalho que precisam sempre de máxima velocidade e capacidade de armazenamento” (e quem não precisa, cara-pálida?).

Como era de se esperar, o preço do brinquedo acompanha sua pujança técnica e sai por nada menos que US$ 3.397 (R$ 5.775). Se a grana estiver apertada, o modelo também tem versões mais em conta: a versão de 120 GB sai por US$ 609 (R$ 1.030), 250 GB US$ 1.123 (R$ 1.900) e 500 GB, US$ 1.770 (R$ 3.000).

Uma pechincha, diz aí.

Quando o serviço de emails do Google foi ao ar pela primeira vez em 2004 ele tinha apenas 1 GB de espaço por usuário. Hoje, mais de 5 anos depois, o Gmail suporta mais de 7 GB de dados. Para algumas pessoas, isso é mais do que suficiente. Para quem recebe e envia arquivos enormes e não pode deletá-los, o limite pode não ser o bastante e foi para essas pessoas que o Google começou a oferecer há 2 anos a opção de comprar armazenamento extra.

Tabela completa com preços antigos e novos

Tabela completa com preços antigos e novos

Os preços do serviço, até hoje, variavam entre US$ 20 ao ano por 10 GB extras a até US$ 500 ao ano por 400 GB extras. Esses preços diminuíram e agora estão entre US$ 5 por 20 GB extras a até exorbitantes US$ 4.096 por 16 TB de armazenamento. O Google avisa, no entanto, que o espaço comprado é compartilhando entre o Gmail e o serviço de armazenamento de fotos da empresa, Picasa.

A empresa também afirma que aqueles que compraram armazenamento extra desde o dia 9 de novembro terão suas capacidades aumentadas para equivaler ao preço pago. Curiosamente, a compra só pode ser feita através do Google Checkout, serviço da empresa similar ao PayPal, e que oficialmente não suporta cartões de créditos brasileiros (confira a lista de países no menu drop-down dessa página). Mas nesse caso, inteligentemente, eles abriram uma exceção.

scorpiobluePara aqueles que consideram o espaço do HD a característica mais importante em um notebook, a Western Digital tem um presentinho para vocês. Não satisfeita em produzir alguns dos melhores discos rídigos do mundo, a companhia apresentou hoje o Scorpio Blue, HD de 2,5 polegadas SATA. O armazenamento? “Apenas” 1 Terabyte.

Para ter a ideia do que é um terabyte, digamos que um filme em AVI pese 700MB. Fazendo as contas, chegamos à conclusão que um Scorpio Blue é suficiente para guardar 1.498 desses arquivos de vídeos. Será que é o suficiente para guardar a sua biblioteca de filmes baixados legalmente na iTunes Store?

Dentre as novas funções do gadget, a Western Digital incorporou algo chamado de WhisperDrive, que deixa o HD ainda mais silencioso, além de usar também o SecurePark, que impede que as cabeças de leitura se estacionem em cima dos discos ao iniciar e desligar. Outra tecnologia presente no Scorpio Blue é o ShockGuard, que “combina avanços de hardware e software” para aumentar a tolerância a impactos do disco rígido, o que é fundamental para quem usa notebook.

A versão de 750GB tem preço sugerido de US$ 190 (R$ 360 aproximadamente), enquanto que o irmão maior, de 1TB, custará 249 dólares (R$ 499). [CrunchGear]

Como apresentar um sistema de armazenamento e compartilhamento de arquivos online, que possui espaço em disco ilimitado, tem a cara de um sistema operacional e reproduz arquivos de áudio e vídeo sem precisar baixá-los? Difícil achar algo para dizer que não seja “excelente”, ou coisa assim.

O fato é que eu recebi um convite pelo formulário de contato do blog, para ser um beta tester do Wixi. De fato eles acertaram em cheio em me escolher. Sou um usuário frustrado do Box.net, e até hoje ainda não tinha me conformado com o fato de que com tanta tecnologia boa (tanto no poder das linguagens de programação web, quanto em hardware), ninguém tinha pensado em fazer um serviço deste tipo. Até hoje!

Uma rede social para compartilhamento de arquivos

Cada arquivo enviado para o Wixi, pode ter seu próprio nível de privacidade (público, pessoal, só amigos), e suas próprias tags. Como em toda rede social, no Wixi também pode-se adicionar amigos, e ver o perfil deles. Ao fazer o login, você dá de cara com um desktop, podendo selecionar um papel de parede de sua preferência.

Você os vê os outros perfis exatamente como o usuário o configurou, inclusive os arquivos públicos do mesmo, organizados por pastas como no Windows Explorer. Dá para assistir vídeos, ver fotos e ouvir músicas dali mesmo, em belos players que se abrem em janelas como se fosse no próprio Windows.


Assistindo um vídeo de um contato em tela cheia. Quando se pára de mover o mouse, os comandos e as sugestões de vídeos desaparecem.

E se por um acaso você gostar de alguma música, vídeo, etc, basta selecionar a opção “Adicionar ao meu perfil”, e você terá uma cópia idêntica da mesma para você. Existe ainda um buscador para que você encontre aquela música que você tanto quer ouvir de forma bem fácil e rápida.


“Área de trabalho” do Wixi. A janelinha de baixo é a visualização da pasta My Music, e a de cima é o player, reproduzindo a música “Sultans of Swing” do Dire Straits, que eu copiei do perfil de outra pessoa.

A grande sacada aqui é que não é permitido baixar os arquivos que foram enviados pelos outros usuários. Desta forma o sistema não fere os direitos autorais de nenhum artista e/ou gravadora.

Seria a hora de migrar meus arquivos multimídia para a Web?

Acho que ainda é cedo para pensar em confiar anos de download nas mãos de um serviço gratuito. Ainda mais por ser beta. Mas não deixa de ser um excelente meio para se fazer backup de vídeos, músicas, e principalmente uma forma de poder acessá-los de qualquer lugar. Agora, levando em conta que moramos no Brasil, teríamos que enfrentar anos de upload para enviar todos os arquivos para o Wixi, ou qualquer serviço de armazenamento online.

Como o serviço está em fase Beta, para participar você tem que se inscrever na lista de espera. Mas os já inscritos, tem direito para convidar até 6 pessoas para participar. Portanto, quem quiser um convite para usar o Wixi, basta deixar um comentário neste post. Mas lembrem-se que só posso convidar 6 pessoas!

260889.jpgA Samsung colocou no mercado sem nenhum alarde, seu primeiro HD com capacidade de armazenamento de 1TeraByte. Segundo o X-bit labs, o modelo, que batizado de SpinPoint F1, utiliza uma mídia muito mais avançada do que a de qualquer outro disco, e é recheado de tecnologias proprietárias da Samsung para aumento de performance e diminuição de ruído.

Enquanto os HDs de 1TB da Hitachi e Seagate utilizam respectivamente 5 discos de 200GB, e 4 de 250GB, o da Samsung utiliza apenas 3 de 334GB, o que deve baratear sua produção e conseqüentemente seu preço final. Ele foi desenvolvido na interface SATA-300 (ou SATA2), e apesar de possuir até 32MB de cache, ainda utiliza a taxa de rotação mais comum que é de 7200RPM. A família SpinPoint F1 se completará também com versões inferiores de 320, 500 e 750GB.

Até agora, nenhuma informação realmente clara foi dada em relação ao valor do produto.

Se você é o tipo de pessoa que possui arquivos ultrasecretos em seu micro e precisa dar um jeito de guardá -los em algum lugar com segurança garantida, então este HD externo pode te dar uma força.
O KW-7292 da fabricante Taiwan’s Kouwell é um disco rígido externo que proíbe o acesso aos seus arquivos à partir de impressões digitais. É lógico que para que isso seja possível, ele possui na parte externa um sensor de leitura de impressão digital.

kouwell_fprint_drive.jpg

Você pode configurá-lo de diversas maneiras, proibindo o acesso apenas a pastas específicas, proibindo o acesso ao disco todo etc…
Se configurado corretamente, ele é capaz de manter sincronia com arquivos gravados no computador, ou ainda pode efetuar a mesma tarefa mas através do Outlook Express.