Esse pessoal da indústria de telecomunicações não perde a chance de ficar calado. Respondendo à FCC, espécie de Anatel norte-americana, a AT&T disse que jogos online não deveriam fazer parte do conceito de “banda larga” e que o serviço deveria ser cobrado a parte.

Em carta ao órgão, a AT&T disse que “para americanos que atualmente não possuem serviço de banda larga cabeada, a principal preocupação não é a habilidade de participar de jogos em tempo real [jogos online], mas obter acesso significativo aos recursos da internet e comunicações via email confiáveis e outras ferramentas básicas que a maior parte do país tem esperado como algo garantido”. Em outras palavras, se a AT&T não considera os jogos como parte da banda larga “básica”, poderá achar interessante cobrar a mais pelo serviço.

A operadora chegou a admitir que no futuro poderia considerar o gaming online como fundamental para o conceito de banda larga, mas que por enquanto esse não é o anseio do americano que ainda não tem acesso à internet de alta velocidade.

Quem não gostou da carta foi a Entertainment Software Association (Associação de Software de Entretenimento). Kenneth Doroshow, vice-presidente sênior da ESA, disse que o jogo online, o que a AT&T considera como apenas uma aspiração do norte-americano, “não é menos importante para o futuro da internet do que o email e a navegação foram no passado e são nos dias de hoje”. [Ars Technica/Dvice]

Windows Mobile 6.5: preparado para touchscreen.

Windows Mobile 6.5: interface preparada para touchscreen.

A Microsoft anunciou hoje que a próxima safra de telefones celulares, já com a nova versão do Windows Mobile, começarão a ser vendidos daqui a um mês, em 6 de outubro. Segundo comunicado da empresa, o Windows Mobile 6.5 terá interface fácil de usar, melhor navegação na web e acesso a serviços como Windows Marketplace for Mobile e Microsoft My Phone.

O Brasil não ficará de fora do lançamento. Será a TIM Brasil a única operadora parceira da Microsoft nessa empreitada na América Latina, com o compromisso de atualizar e expandir a linha de produtos com Windows Mobile. Por parte dos fabricantes, HTC, LG e Samsung também se comprometeram com a MS.

Ao redor do mundo, outros fabricantes de peso, como Acer, HP, Sony Ericsson e Toshiba, serão parceiros no lançamento do Windows Mobile 6.5, assim como operadoras como AT&T, NTT DoCoMo, Orange, Sprint, Verizon, Vodafone e Telstra.

Hoje em dia o mercado de celulares e smartphones é amplamente dominado pela Nokia, que mantém o sistema operacional Symbian e também desenvolve o Maemo. Mesmo tendo fechado parceria com a Microsoft para o lançamento do Microsoft Office no ambiente Symbian, as empresas continuarão a competir com suas plataformas.

Tanto a Apple quanto a operadora AT&T fizeram declarações hoje acerca da investigação da FCC, agência norte-americana que regula e fiscaliza o setor de telecomunicações, sobre a proibição da entrada do Google Voice na App Store. A AT&T, vendedora exclusiva do iPhone nos Estados Unidos, negou ter qualquer envolvimento com a proibição do aplicativo.

Um dos vice-presidentes da empresa afirmou, em carta à FCC, que a AT&T não foi consultada pela Apple em nenhum momento nem tomou posição com relação ao Google Voice.

“Qualquer consumidor da AT&T pode acessar e usar o Google Voice em qualquer aparelho com acesso à web conectado à rede da AT&T, inclusive o iPhone, ao iniciar a aplicação através do navegador, sem necessidade de usar a App Store da Apple.” – Disse o vice-presidente.

Enquanto isso, a Apple negou que tivesse proibido o Google Voice de entrar na App Store. Segundo a empresa, o aplicativo ainda estaria sob revisão, pois altera a “distinta” experiência de usuário ao modificar a função de telefonia do aparelho e também a interface desenvolvida pela Apple para exibição de chamadas, mensagens de texto e caixa postal.

A empresa aproveitou para confirmar que a AT&T não teve nada a ver com a decisão de proibir (ou de estender o tempo de revisão, segundo eles) do Google Voice na App Store. [Gizmodo]

Satisfação dos proprietários de iPhone Vs. Pre (Dados: RBC/ChangeWave)

Satisfação dos proprietários de iPhone Vs. Pre (Dados: RBC/ChangeWave)

Segundo pesquisa realizada entre os dias 4 e 11 de Agosto pela RBC Capital e a ChangeWave Research, com 200 usuários do iPhone 3GS, 99% dos proprietários estão satisfeitos com o aparelho, sendo que 82% se dizem “muito satisfeitos”. Isso é um avanço até mesmo sobre as bem-sucedidas versões anteriores do gadget, que tiveram 73% de aprovação máxima.

Esses números se mostram ainda mais significativos quando comparados à pesquisa correspondente realizada com os proprietários do Palm Pre, o único celular a ter a pretensão de ser um iPhone-killer desde o G1. Entre os proprietários do Pre, 87% disseram estar satisfeitos, sendo que 45% estão “muito satisfeitos.”

Apesar de inferiores aos números da Apple, os resultados são “os mais altos já registrados pela Palm nas pesquisas da RBC e superam todos os outros fabricantes, exceto RIM (48%) e Apple (82%),” afirma Mike Abramsky da RBC Capital.

Mesmo com a excelente aceitação do iPhone, não foi dessa vez que a operadora de telefonia AT&T escapou das constantes críticas. Quando perguntados o que menos gostavam no aparelho, 55% dos entrevistados apontaram a operadora como resposta. Outra crítica, feita por 41% dos entrevistados foi a respeito da falta de autonomia da bateria.

Analogamente, os pontos mais apreciados no iPhone 3GS foram a interface touch screen (45%), a facilidade de uso (41%), a rapidez de navegação na internet (33%) e os aplicativos de terceiros (31%).

No Pre, os pontos mais elogiados foram a interface touch screen (47%), a capacidade multi-tarefa (42%) e a facilidade de uso (39%). Os pontos mais criticados foram a falta de autonomia da bateria (45%) e os aplicativos de terceiros (24%).

Abaixo, alguns gráficos da pesquisa realizada pela RBC/ChangeWave.

Pontos fortes do iPhone

Pontos fortes do iPhone 3GS

Pontos fracos do iPhone

Pontos fracos do iPhone 3GS

Pontos fortes do Palm Pre

Pontos fortes do Palm Pre

Pontos fracos do Palm Pre

Pontos fracos do Palm Pre

O Qik é uma dessas startups que oferecem transmissão de vídeo ao vivo, a partir da webcam do computador ou de dispositivos móveis. Até pouco tempo atrás, a lista de dispositivos suportados pelo Qik não incluía o iPhone 3GS, mas isso mudou.

Donos do smartphone da Apple já podem baixar o aplicativo, que é de graça, na App Store (link para iTunes Store aqui). A app faz uso da câmera do iPhone 3GS e da API que permite que aplicativos externos utilizem o modo de filmagem do celular.

No entanto… Não há transmissão de vídeos ao vivo! O aplicativo do Qik grava o vídeo e inicia o upload imediatamente assim que a gravação é encerrada. Segundo a empresa, sem precisar apertar qualquer outro botão, pois o processo é completamente automatizado.

Qik no iPhone 3GS: biblioteca de vídeos.

Qik no iPhone 3GS: biblioteca de vídeos.

O aplicativo também usa o GPS do iPhone 3GS para informar a localização exata dos vídeos publicados, que podem ser em modo paisagem ou modo retrato (graças ao acelerômetro).

Infelizmente a falta de transmissão ao vivo não é a única limitação do software. Por enquanto, não tem como transmitir os vídeos através da rede 3G da AT&T nos Estados Unidos. O usuário do Qik que seja dono de iPhone 3GS fica limitado à transmissão via Wi-Fi. Mas o Qik garante que já enviou uma atualização da app com upload através de 3G para a equipe de revisores da App Store. [Download Squad]

HTC TouchPro: apenas 99 dólares

HTC TouchPro: apenas 99 dólares na Verizon Wireless.

Primeiro foi o preço do iPhone 3G que caiu para US$ 99, à época do lançamento do iPhone 3GS. A operadora Verizon Wireless sentiu o peso da concorrência com a AT&T (que vende o iPhone) e decidiu também baixar o preço dos smartphones que vende.

Resultado: praticamente todos os aparelhos agora saem por apenas 99 dólares, uma pechincha. Claro que operadora de telefonia não é boba, então é preciso assinar um contrato com fidelidade de dois anos. Ainda assim, para quem não pretende trocar de operadora (e não é um early adopter compulsivo), parece ser um bom negócio.

Apenas dois aparelhos não são vendidos por US$ 99: o Blackberry Tour e o Samsung Saga. Outros, como o HTC TouchPro, tiveram queda de US$ 419 por US$ 99.

É bem provavél que a Verizon Wireless esteja fazendo uma queima de estoque para poder adicionar depois lançamentos ao portfolio de smartphones. Ainda assim, são preços interessantes. Infelizmente nenhuma operadora brasileira faz o mesmo. [Electronista]

[Atualização às 20:42] Outra que está oferecendo smartphone baratinho é a LetsTalk.com. O preço promocional do recém-lançado Palm Pre na loja é de (também) US$ 99, com contrato de dois anos com a operadora Sprint. [Slash Gear]

Mais de 60 mil apps estão disponíveis na App Store.

A Federal Communications Commission (Comissão de Comunicações Federal), órgão norte-americano equivalente à Anatel, informou que escreveu para a Apple questionando o veto que a empresa fez com relação ao aplicativo Google Voice, do Google.

Na terça-feira (28) o Google confirmou que a Apple havia proibido o aplicativo do Google Voice, que funciona como uma central telefônica, fosse disponibilizado na App Store.

Em carta à Apple, a FCC pergunta por que a empresa decidiu não aprovar o Google Voice, quais aplicativos relacionados ao Google Voice haviam sido removidos da App Store e o que a AT&T tem a ver com isso tudo. A agência também aproveitou para perguntar qual é a diferença entre outros aplicativos de VoIP que estão disponíveis na App Store (como o Skype) e o Google Voice.

Ultimamente as críticas ao modo como a Apple comanda as aprovações da App Store têm aumentado. A carta da FCC à empresa só confirma o quão esquisito é o método da empresa, a ponto de precisar responder à agência reguladora do setor sobre o assunto. [Computerworld]

google-voice-not-iphone-peqO aplicativo do serviço Google Voice, que foi enviado pelo Google há seis semanas para a equipe de avaliações da App Store, teve sua autorização de entrar na loja de aplicativos negada.

É preciso entender que o Google Voice funciona como uma central telefônica. Como pode ser visualizado nesse vídeo (em inglês), uma pessoa recebe um número de telefone. Quando algum contato telefona para o número, fica a critério da pessoa decidir se a chamada será redirecionada para o telefone de casa, o telefone comercial ou o telefone celular. Ou todos eles.

Outra vantagem do Google Voice é o Voicemail (ou e-mail de voz), que permite ouvir as mensagens da secretária eletrônica a partir de qualquer um dos aparelhos de telefone e também do computador. Além disso, um reconhecedor de voz transcreve as mensagens de áudio em forma de texto, para consulta visual (e também para arquivamento, o que o Google faz muito bem).

Há rumores de que o Google Voice tenha sido proibido a pedido da AT&T, que tem exclusividade de venda do iPhone nos Estados Unidos. A Apple também teria pelo menos um bom motivo para não liberar o aparelho: o Google é produtor de um sistema operacional concorrente do iPhone OS, o Google Android.

“A Apple não aprovou o aplicativo do Google Voice que nós enviamos seis semanas atrás para a App Store. Nós vamos continuar a trabalhar para levar nossos serviços aos usuários de iPhone – por exemplo, ao tirar vantagem dos avanços em navegadores móveis”, disse um porta-voz da empresa.

A relação entre Apple e Google parece não ser mais tão amistosa como foi no passado. Na semana passada o Google anunciou o Latitude para iPhone, porém baseado na web, a pedido da Apple. A empresa de Cupertino teria considerado que o Latitude poderia ser confundido com o aplicativo nativo de mapas do iPhone.

Pelo menos a declaração do porta-voz do Google mostra qual pode ser o novo caminho que a empresa vai adotar ao produzir aplicativos para iPhone OS: utilizar a web, uma vez que a Apple não tem como impedir que uma web app seja disponibilizada.

Outros aplicativos produzidos por terceiros também foram removidos da loja da Apple. [CNET]

O lançamento no novo iPhone 3G S ocorrerá na próxima sexta-feira (18) em oito países do mundo. Analista da empresa de investimentos Piper Jaffray prevê que, somente no primeiro fim de semana de vendas, o smartphone da Apple deve vender meio milhão de unidades.

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Segundo Gene Munster, analista da Piper Jaffray, é muito provável que a Apple venda menos unidades do iPhones 3G S no lançamento do que no primeiro fim de semana de vendas do iPhone 3G.

“Diversos fatores nos levam a crer que a Apple vai vender menos iPhones 3G S no lançamento do que vendeu iPhones 3G, incluindo uma mudança menos dramática nos preços e disponibilidade em menos países”, disse Munster.

A primeira versão do iPhone, lançada na Macworld 2007, vendeu 270 mil unidades no primeiro fim de semana, enquanto que o lançamento do iPhone 3G foi responsável por um milhão de vendas em um fim de semana de julho de 2008.

O iPhone 3G S (versão de 16GB) começa a ser vendido amanhã por US$ 199 nos Estados Unidos, com necessidade de assinatura de contrato de dois anos com a operadora AT&T. A previsão da Apple é de que o aparelho chegue ao Brasil em agosto. Ainda não há informações sobre a política de preços no país. [AppleInsider]