Microsoft libera ferramenta de migração de MySQL para SQL

A Microsoft colocou no ar ontem uma nova ferramenta que permitirá aos seus usuários fazerem uma migração facilitada de base de dados construídas sobre MySQL para SQL Server ou o SQL Azure, tecnologia da empresa intimamente ligada com o conceito de computação na nuvem. “Com o SQL Server Migration Assistants, clientes e parceiros reduzem o esforço manual”, informou a empresa, que assegura que custo, tempo e riscos de uma migração são significativamente diminuídos. Download aqui.

Microsoft Visual Studio 2010 logoNa PDC, Conferência de Desenvolvedores Profissionais, a Microsoft apresentou a nova versão de seu ambiente de desenvolvimento integrado (IDE, do inglês Integrated Development Enviroment), o Visual Studio 2010. Para aqueles que não estão acostumados com o jargão da área, um IDE como o Visual Studio trata-se de um programa utilizado para facilitar e agilizar o desenvolvimentos de outros programas.

Bob Muglia, presidente de servidores e ferramentas, juntamente com o gerente Cameron Skinner, apresentaram o IDE e suas novidades, que incluem novos frameworks (como o AppFabric do Windows Server), uma nova ferramenta de depuração para aplicações já em execução, além, é claro, de grande integração com a nova plataforma de computação em nuvem da Microsoft, o Azure, que foi um dos principais aspectos apresentados da nova versão do IDE.

O Visual Studio 2010 está atualmente na versão “Beta 2″ e pode ser baixado diretamente do seu site. A versão final está prevista para o primeiro semestre de 2010. [PCMag]

azure 2_250pxA PDC (Professional Developers Conference) é a Conferência de Desenvolvedores Profissionais que a Microsoft promove todo ano. Foi na PDC do ano passado que o Windows 7 foi apresentado pela primeira vez e agora que o novo sistema operacional já foi lançado, é a hora da Microsoft mostrar quais são seus caminhos para o futuro, e ela vai para as nuvens.

A Microsoft anunciou que sua plataforma de computação em nuvem, chamada Azure, será lançada no dia 1º de janeiro de 2010. Ela será gratuita pelo primeiro mês, mas os clientes passarão a ser cobrados a partir de 1º de fevereiro (e os preços você já viu aqui no Tecnoblog).

Para garantir que o Azure conseguirá agüentar o tranco e apresentar a capacidade, disponibilidade e escalabilidade que se espera de um serviço de computação em nuvem, ele será hospedado em 3 pares regionais de data centers bem separados geograficamente, para prevenir o caso de uma catástrofe regional comprometer o serviço.

A abordagem da Microsoft é um pouco diferente da sua maior concorrente no segmento de computação em nuvem. Ao contrário do Google, a empresa-mãe do Windows não vê a nuvem como um substituto do armazenamento e processamento local, mas sim como um complemento para enriquecer a experiência das “três telas”, que é como a Microsoft se refere à tríade de telas que permeia a vida das pessoas: computador desktop, TV e dispositivo móvel.

O Azure apresentará também o que é conhecido como “dados como serviço” através do projeto nomeado Dallas. Com ele, desenvolvedores conseguirão, através do Azure, aproveitar-se em suas aplicações de informações provenientes de uma variedade de fontes, como Associated Press, NASA, National Geographic, entre outras. [PCWorld]