vivendigvtO conglomerado multimídia francês Vivendi anunciou na terça-feira que planeja comprar a operadora brasileira de telefonia e banda larga GVT. A proposta de aquisição tem como requisito a compra de, no mínimo, 51% das ações da GVT pela Vivendi, que se tornaria então a acionista majoritária da companhia.

Os atuais acionistas majoritários controlam apenas 30% do total de ações, por isso os demais acionistas ainda deverão ser consultados. O acordo também deverá passar pelos processos regulatórios dos dois países, mas segundo a Vivendi, se a empresa conseguir comprar 100% das ações da GVT pelo preço acordado (R$ 42,00 por ação), deverá gastar por volta de 5,4 bilhões de reais na transação.

A oferta de compra deverá ser feita antes do final do ano e está sujeita à aprovação pelo quadro de diretores de ambas as empresas. [PCWorld]

15 mil assinaturas vendidas em 4 dias

15 mil assinaturas vendidas em 4 dias

Há quatro dias as vendas do serviço de banda-larga Speedy foram autorizadas pela Anatel a voltar, após terem sido suspensas por mais de dois meses. Hoje (31) a Telefônica informou que, nesses quatro dias, já vendeu 15 mil assinaturas do Speedy.

De acordo com o twitter oficial da empresa, Antônio Carlos Valente, presidente da Telefônica, afirmou que hoje, ao final do dia, superararia 20 mil assinaturas do Speedy vendidas desde o dia 27. Dessas assinaturas, 50% foram de velocidades superiores a 2 Mbps. Desde quinta-feira seu call center teria recebido 104 mil ligações de pessoas interessadas em assinar o serviço.

A empresa também relatou que o número de ligações que vão para o call center técnico caiu 36,6% e que passará a enviar técnicos à residência de assinantes das conexões de 4 Mbps, 8 Mbps e de IP fixo para garantir a qualidade do serviço, que exigiria mais testes de verificação que os demais. [Computerworld / @TelefonicaPress]

Na última terça-feira (25) a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou a comercialização da tecnologia conhecida com PLC (Power Line Communications), o serviço de internet banda larga distribuída através da rede elétrica.

Agora as companhias elétricas acusam a Aneel de ceder às pressões da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), visando favorecer o DSL e o cabo, em detrimento do PLC. As reclamações acontecem porque, de acordo com as regras da Aneel, as empresas elétricas serão obrigadas a abrir uma oferta pública caso haja algum interessado em utilizar a sua rede elétrica para vender banda larga através da tecnologia PLC. A Aneel determinou ainda que 90% da receita gerada com a cessão da rede para transmissão de dados seja usada para abater o valor das trarifas, somente 10% desse dinheiro.

Para não ter que dividir essa receita, diversas companhias elétricas já tinham aberto subsidiárias de telecomunicações para quando o PLC fosse implantado.

Segundo Wanderley Maia, gerente de rede de energia da subsidiária de telecomunicações da Cemig, o repasse de 90% poderá encarecer o PLC ao consumidor. O coordenador de PLC da Copel Telecom, Orlando Cesar de Oliveira, teme que essa limitações tornem a tecnologia menos competitiva que as demais, oferecidas pelas operadoras de telecom tradicionais. Além disso, Oliveira questiona o risco de compartilhar a rede elétrica: “Nenhum país do mundo adotou esse modelo por uma questão de segurança da rede”, diz. “Além disso, nem a Anatel conseguiu promover o compartilhamento de redes entre as teles, e vamos começar fazendo logo no setor elétrico?”

Apesar das burocracias e disputas de interesse, o PLC é bastante aguardado pelos consumidores, pois traria velocidades de pelo menos 10 Mbps a preços até 50% menores que o DSL ou cabo. Além disso, a tecnologia também permitiria a cobertura quase total dos municípios brasileiros (98% dos domicílios têm rede elétrica), o que não acontece hoje, visto que as telecoms apenas têm interesse comercial em levar sua infra-estrutura a 62% deles. [Folha Online]

Pesquisadores do Japão dizem ter conseguido desenvolver uma forma de quebrar a criptografia através de WPA (Wi-Fi Protected Access) em menos de um minuto, o que pode colocar em risco redes Wi-Fi em todo mundo.

O WPA é uma das tecnologias que permite proteger a conexão sem fio entre um dispositivo e o roteador. Para que ela funcione corretamente, é preciso atribuir uma senha de acesso no roteador, que deve ser inserida antes que o aparelho possa acessar a internet.

Toshihiro Ohigashi, da Universidade Hiroshima, e Masakatu Morii, da Universidade Kobe, planejam discutir como essa forma de quebrar a criptografia do WPA em uma conferência que acontecerá em 25 de setembro na cidade de Hiroshima. Claro que eles não deram detalhes sobre como o processo descoberto por eles funciona.

Embora não existe conexão cem por cento segura, alguns sistemas de criptografia devem ser evitados ao configurar o roteador. O WEP (Wired Equivalent Privacy), por exemplo, é considerado completamente inseguro pela maioria dos especialistas em segurança.

Segundo o diretor da Wi-Fi Alliance, hoje em dia o sistema mais recomendado é o WPA 2 com AES habilitado. A maioria dos roteadores mais modernos suporta esse sistema, que existe desde 2006. [Computer World]

logo-telefonica-speedy

A partir de amanhã.

A diretoria da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) decidiu nessa quarta-feira que a Telefônica poderá voltar a comercializar o Speedy a partir de amanhã (27). O serviço de banda larga estava proibido de receber novas assinaturas desde 22 de junho.

Desde que teve o serviço proibido de ser comercializado, a Telefônica tem investido em melhorias na infra-estrutura da rede, como por exemplo na duplicação do número de servidores responsáveis pela resolução de DNS, função que traduz os endereços dos sites em IPs.

O impacto dos quase dois meses sem novas assinaturas de Speedy poderá ser bastante negativo para a empresa. Há a estimativa de que o serviço tenha deixado de ganhar 120 mil novos clientes durante o período. O prejuízo estaria na casa dos R$ 10 milhões.

A Telefônica planeja simplificar a forma de vender o Speedy. Antes da proibição da Anatel eram oferecidas mais de 40 combinações da banda larga, assim como de telefonia fixa e televisão por assinatura. Quando começar a vender assinaturas do serviço novamente, a empresa quer diminuir o número de combinações pela metade. [O Globo/Zeros e Uns]

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nessa terça-feira a última regulamentação necessária para que o serviço de banda larga através da rede elétrica, chamado de PLC (Power Line Communications), possa começar a ser comercializado no país.

Na regulamentação da agência está previsto que as concessionárias de energia elétrica poderão vender banda larga e também televisão por assinatura através da eletricidade. No entanto, essas empresas não poderão permitir que o serviço prejudique a qualidade do fornecimento de energia elétrico.

Outro ponto que a Aneel aborda é a necessidade provedores. Sim, também na internet através da rede elétrica será preciso contratar um provedor de acesso à internet à parte, o que é considerado por diversos analistas como absolutamente desnecessário, uma vez que o provedor de acesso apenas autentica aquele usuário na rede.

Parte dos ganhos obtidos pela concessionárias de energia elétrica serão levados em conta durante os reajuste periódicos da tarifa da eletricidade, o que poderá levar, no futuro, a uma queda no preço pago pelo consumidor pelo fornecimento de energia.

As concessionárias interessadas em prover esse tipo de acesso à internet deverão entrar em contato com a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) e pedir autorização para operar o serviço.

[Atualização às 18:43] O G1 publicou um infográfico muito interessante que explica como a internet através da rede elétrica funciona. Clique aqui para acessá-lo[O Globo/FOL]

[Atualização às 20:55] Aqui no Tecnoblog nós também já explicamos como o PLC funciona. Para acessar o post sobre o assunto, clique aqui.

Vendas continuam suspensas ao menos até 26/08

Vendas continuam suspensas ao menos até 26/08

Como noticiado anteriormente pelo Tecnoblog, a Anatel se reuniu nessa quinta-feira (20) tendo como pauta principal a possível retomada das vendas do Speedy. Mas a decisão acabou sendo, enfim,  a de adiar a análise do caso. O conselheiro Plínio Aguiar pediu vistas do processo e o assunto deve voltar à pauta da agência na próxima quarta-feira.

Segundo a avaliação de Emília Ribeiro, relatora do processo na Anatel, a Telefônica fez sua parte. A relatora, que votou a favor da liberação das vendas do Speedy resumiu sua análise do caso:

A Telefônica cumpriu tudo o que tinha proposto. A Anatel vai acompanhar a empresa por seis meses, vai ficar de olho.

A primeira etapa do plano de recuperação apresentado pela Telefônica previa investimento de R$ 16 milhões na duplicação de redes e melhoria na segurança, que deveria acontecer no primeiro mês. E ao longo dos próximos seis meses a previsão é de um investimento de mais R$55 milhões por parte da empresa.

A relatora não está sozinha na opinião de que as vendas do serviço devem ser liberadas. O Ministro das Comunicações Hélio Costa também já declarou que considera que a empresa já cumpriu  com as adequações necessárias, e portanto, deve ter sua sanção retirada.

Para a Telefônica, cada dia que passa é um dia de prejuízo. A medida cautelar da Anatel suspendeu as vendas do serviço de banda larga Speedy  no dia 22 de junho e, desde então, estima-se que a empresa já tenha deixado de ganhar 120  mil clientes. [Folha Online]

Empresa foi proibida de vender novas assinaturas do Speedy.

Empresa foi proibida de vender novas assinaturas do Speedy.

A venda de assinaturas do Speedy, banda larga da Telefônica, ainda não recomeçou (embora haja investidas do ministro Hélio Costa, das Telecomunicações). E a empresa já começa a fazer as contas de quanto deixou de ganhar desde que a venda do Speedy foi suspensa, há quase dois meses.

Conforme o blog Zeros e Uns revelou, a Telefônica já deixou de vender cerca de 120 mil assinaturas da banda larga. Mensalmente 100 mil novos clientes assinam o Speedy, enquanto que outros 40 mil desistem do serviço. O saldo, no final do mês, é de 60 mil assinaturas novas.

Já que no próximo domingo a suspensão de vendas do Speedy faz o aniversário de dois meses, a empresa de telefonia poderá considerar que deixou de ganhar mais de 100 mil clientes. O prejuízo pode chegar a R$ 10 milhões.

Enquanto isso, a Net Virtua aproveitou que seu principal concorrente estava impedido de vender assinaturas de banda larga para cobrar taxa de adesão e/ou instalação de novos clientes. [Zeros e Uns]

Será que agora vai?

Será que agora vai?

Segundo declarou hoje o Ministro das Comunicações, Hélio Costa, a Telefônica já cumpriu com as adequações determinadas pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) e a proibição das vendas de assinatura do Speedy, seu serviço de banda larga, deve ser suspensa na próxima semana.

A decisão cabe, porém, à Anatel, e não ao Ministério das Comunicações. Ela deve ser votada pelo conselho diretor da agência, para que a Telefônica possa retomar suas atividades normais. Mas, segundo Costa, o presidente da Anatel, Ronaldo Sardenberg, está “razoavelmente satisfeito com os resultados que foram apresentados pela empresa”.

O Ministro das Comunicações afirmou também que foi procurado por Carlos Lupi, atual Ministro do Trabalho, que mostrou-se preocupado com as implicações que a paralisação teria para os empregados da empresa. Costa fez um apelo ao presidente da Anatel: que a questão fosse rapidamente resolvida, para evitar demissões.

Segundo Costa, a venda do Speedy deverá ser liberada gradualmente, para evitar congestionamentos. Desde 22 de junho as vendas estavam suspensas por determinação da Anatel, devido às sucessivas panes que o serviço vinha sofrendo. [Folha Online]

A Comcast, um dos maiores operadores de banda larga nos Estados Unidos, iniciou ontem o chamado sequestro de DNS. Basicamente, esse sequestro consiste em redirecionar páginas que não existem para uma ferramenta de busca própria da Comcast, com sugestão de tópicos semelhantes ao que a pessoa tentava acessar.

Segundo a empresa, o serviço “está aí para ajudar”. Está mesmo, principalmente os bolsos dela. O sequestro de DNS utiliza tecnologia de busca do Yahoo, mas também exibe links patrocinados. Adivinhe para quem vai parte do dinheiro arrecadado por esse tipo de publicidade.

Página de erro oferece links patrocinados. (+)

Página de erro oferece links patrocinados. (+)

Além de exibir publicidade contextual, a Comcast ainda oferece upgrades no serviço de banda larga que ela provê. Já na sidebar à direita aparecem as opções de “conseguir mais da sua assinatura [de banda larga]” e “melhore seus serviços”.

No entanto, os clientes que quiserem poderão parar de receber essa página de erro. O processo é inteiramente de graça, basta selecionar o cancelamento e informar o e-mail. Ah, e informar o MAC Address do modem. Muito simples para quem sabe o que é um MAC Address, mas para quem não sabe (a maioria dos usuários) fica praticamente impossível cancelar o “serviço”. Pelo menos a empresa oferece uma página de ajuda para encontrar o MAC Address.

No Brasil, quem está acostumada a usar o sequestro de DNS é a operadora Oi. Em post de junho de 2008, Carlos Cardoso escreveu sobre o assunto no Meio Bit, alertando que o sequestro de DNS poderia afetar alguns serviços e aplicativos. Assim como a Comcast, a Oi já oferecia naquela época a opção de cancelar (ou quase cancelar) o sequestro.

“TODO endereço que os usuários da antiga telerda incluirem em um programa, seja editor de blogs, leitor de email, etc, terá que ser conferido MANUALMENTE, pois se você digitar errado o programa não irá mais receber um erro Host Not Found e tratá-lo. Achará que algo está errado. Assim quando o Thunderbird disser que não consegue acessar o POP do Gmail, verifique se você não digitou gnail sem querer e está tentando abrir uma conexão de email na MARAVILHOSA telemar, celeiro de idéias geniais” – escreveu Cardoso.

Eu continuo recomendando o uso da OpenDNS. Embora ela também faça sequestro de DNS, pelo menos os servidores deles são mais rápidos. E permite bloqueio de sites impróprios.

[com Ars Technica]