BitTorrent

BitTorrent é um protocolo de compartilhamento de arquivos criado em abril de 2001 pelo programador norte-americano Bram Cohen. O protocolo utiliza o conceito de tracker, peers e seeders. O tracker é o responsável por controlar as operações dos usuários que estão fazendo o download, chamados de peers. Os seeders são representados por pessoas que possuem todas as partes do arquivo e fazem upload aos peers. Sistemas como o DHT e os Magnet links praticamente eliminaram a necessidade de trackers, tornando o sistema descentralizado e muito difícil de ser derrubado.

A promoção VexWeek anunciada pela Vex ontem (30) chegou com timing perfeito. Eu tinha um compromisso marcado perto do aeroporto de Vitória hoje de manhã e não tinha muita coisa para fazer em casa. Como sabia que havia um ponto de acesso no aeroporto, decidi ir mais cedo para testar a conexão disponível no local. Ela funcionou bem melhor do que esperava.

TecnoblogSensus fez os testes no aeroporto de Vitória.

TecnoblogSensus fez os testes no aeroporto de Vitória.

Primeiramente, realizei um teste do link pelo speedtest.net. O resultado não foi o mais exato possível, visto que provavelmente haviam mais pessoas conectadas no mesmo ponto de acesso. Mas dá para se ter uma idéia. Foi pouco menos de 1 Mbps de download e o mesmo valor para upload. O segundo teste que fiz foi de vídeo. Streaming de vídeo do YouTube, para ser mais exato. Ocorreu a lentidão habitual do site, mas assim que alguns segundos do vídeo carregaram, o vídeo tocou sem problemas.

Os dois últimos testes tiveram resultados que, confesso, me deixaram espantado. Imaginei que uma operadora de pontos de acesso tão grande como a Vex gerenciaria melhor os protocolos de rede, mas para a alegria dos clientes, isso não acontece. O primeiro teste foi uma chamada via Skype. Achei que sofreria traffic shaping nos pacotes com protocolo VoIP, o que não aconteceu. Também não houve nenhum problema com o protocolo BitTorrent. Selecionei uma porta aleatória no uTorrent e baixei 1% de uma imagem ISO do Ubuntu como quarto e último teste. A velocidade se manteve constante o tempo todo.

Não estou necessariamente dizendo que você deve procurar o ponto de acesso Vex mais próximo e abusar da conexão para baixar tudo quanto é arquivo. Até porque no cadastro obrigatório para acessar a rede, é preciso inserir um CPF ou número de passaporte, endereço completo e também telefone, entre outras informações pessoais. Mas se a sua internet sair do ar por algum motivo e, por acaso, há um aeroporto perto de onde você mora, a VexWeek pode quebrar um galho. Pena que é só até o dia 8. [Foto: michael.newman]

A gigante japonesa de eletrônicos Sharp, em conjunto com o Instituto Nacional de Informática do Japão, desenvolveu uma tecnologia que tem potencial para diminuir e até mesmo extinguir a pirataria de filmes recém-lançados, conhecidos nas comunidades de BitTorrent como arquivos “CAM”. O prejuízo causado por esse tipo específico de pirataria é estimada em 3 bilhões de dólares por ano pelo American Film Institute.

À esquerda, sem infravermelho. À direta, com a proteção anti-pirataria.

À esquerda, sem infravermelho. À direta, com a proteção anti-pirataria.

A tecnologia criada pelo grupo consiste em colocar lâmpadas emitindo pulsos de luz infravermelha em velocidades constantes por trás das telas de cinema. Essa luz é imperceptível ao olho humano, entretanto, ela é capturada pelos sensores de câmeras de vídeo. O arquivo gravado pelo ‘pirata’ dentro do cinema apareceria com barras brancas luminosas e editá-lo para embaçar essas barras tornaria o vídeo impossível de ser assistido.

A equipe responsável pelo desenvolvimento da tecnologia explica que os pulsos de luz infravermelha passam através de pequenos buracos na tela, também usados para o som do filme, e que os melhores resultados foram atingidos usando 10 pulsos de luz por segundo.

Ainda não há informações sobre qual o plano de ação o grupo planeja elaborar para combater a pirataria de arquivos de vídeo do tipo DVDRip, BDRip, DVDSCR, Xvid, DivX, SCR, Telesync, Workprint, HDRiP e R5. [Fareastgizmos / Gizmodo]

Depois de muita controvérsia, demissões e especulações, a venda dos domínios, base de dados e arquivos do Pirate Bay foi concretizada hoje pelo valor acordado de 7,8 milhões de dólares. Todos os acionistas da Global Gaming Factory concordaram com a compra do site e deverão financiar a transação.

Como dissemos anteriormente, o plano que a empresa tem para o novo Pirate Bay consiste de instalar um sistema que vai pagar o dono dos direitos autorais toda vez que um conteúdo pertencente à ele for baixado. Ainda não há previsão de quando esse sistema passará a ser usado. Ainda assim, o grupo anti-pirataria alemão BREIN já disse que não é o bastante.

Além da compra do tracker de torrents, o CEO da GFF confirmou que também irá adiquirir a empresa Peerialism por 14 milhões de dólares, que deverá criar o novo sistema de compartilhamento que será usado no site. [TorrentFreak / CNET]

O tracker de torrents Pirate Bay foi tirado do ar nessa segunda-feira (24) depois que o host Black Internet, que hospeda o site, foi intimado a fazê-lo sob pena de pagar 500 mil coroas norueguesas (mais ou menos 152 mil reais) como multa. O CEO da empresa, Victor Moller, disse que a Black Internet é o principal servidor do Pirate Bay, mas não é o único. O tráfego poderá ser redirecionado para os demais servidores.

Aliado à essa noticia, foi divulgado também que Magnus Bergman, chairman da Global Gaming Factory, empresa que deve comprar o Pirate Bay ainda nessa semana, renunciou ao cargo. O CEO Hans Pandeya, entretanto, permanece na empresa e continua afirmando que a compra seguirá como planejado na próxima quinta-feira.

No twitter, o ex-porta voz do Pirate Bay Peter Sunde pergunta aos seus seguidores se a juíza Caroline Hindmarsh, que supostamente foi quem ordenou à Black Internet que tirasse o site do ar, está envolvida com os lobistas dos estúdios de Hollywood. Três horas depois de ter percebido que o site estava fora do ar, Peter avisa que já consegue fazer downloads como normalmente, embora alguns usuários continuem recebendo mensagens de erro. [DN.se / TorrentFreak]

Em breve numa internets perto de você!

Em breve numa internets perto de você!

Ao anunciar que compraria o Pirate Bay, a empresa suíça Global Gaming Factory não mostrou de imediato o quê exatamente teria planejando para o site de torrents. Aliado à isso, a companhia perdeu a ajuda de Wayne Rosso, que tem experiência na área de re-estruturação de sites de compartilhamento de arquivos, além de seu CEO ter sido acusado de não conseguir juntar dinheiro o suficiente para realizar a compra.

Contrariando as expectativas, os executivos da empresa anunciaram hoje para seus acionistas pela primeira vez os planos para o futuro do famoso tracker de torrents, além de afirmar que todo o dinheiro necessário para a compra do site foi angariado com sucesso.

Segundo seu quadro de diretores, a Global Gaming Factory planeja instalar um sistema de gerenciamento que permitirá que o dono dos direitos autorais de um torrent escolha entre retirar os arquivos do ar ou ser pago toda vez que o arquivo for baixado. Eles não planejam fazer acordos de licença com os grandes estúdios de Hollywood ou gravadoras, mas sim criar uma parceria com eles.

Com esse sistema, há o risco de, assim que ele for instalado, os donos dos direitos autorais retirarem todos os arquivos hospedados no site do ar, mas os diretores da GGF afirmam que o risco de isso acontecer é “inexistente”. A partir de hoje, os acionistas da empresa tem até a semana que vem para decidir se deverão seguir com o plano ou não. Caso prossigam, a venda será fechada no dia 27 deste mês. [TorrentFreak]

PiratasDe acordo com o Torrent Freak, site dedicado exclusivamente a noticias relativas ao protocolo BitTorrent, John Fanning teria tentado comprar o indexador de torrents The Pirate Bay por dez milhões de dólares nas ultimas semanas.

As negociações de Fanning, que é ex-CEO do Napster, programa pioneiro em distribuição de musica via P2P, com a Global Gaming Factory que detem os direitos do site, aconteceram em Londres sem sucesso. Ainda de acordo com o Torrent Freak, a empresa rejeitou também uma proposta de dezesseis milhões de dólares vinda de um grupo russo.

Ainda não se sabe o que irá acontecer com o The Pirate Bay após sua remodelagem que está prevista para acontecer no começo de agosto. A GGF afirma que irá respeitar direitos autorais cobrando dos usuários uma taxa ainda indefinida, o que vai contra o conceito do BitTorrent e que pode gerar o êxodo dos usuários para outros indexadores gratuitos. [Info]

Logo-The-Pirate-BayO tracker de torrents Pirate Bay teve sua inesperada venda anunciada na semana passada. A Global Gaming Factory comprou o site por aproximadamente 15 milhões de reais, mas não deixou claro o que de fato estava comprando. Peter Sunde, fundador do PTB, falou ontem com o TorrentFreak sobre o negócio.

Sunde explicou que a GGF comprou todos os domínios thepiratebay, o código-fonte do site e também o banco de dados. Nesse banco de dados não estão incluídos dados pessoais de usuários nem registros (logs) de acessos e atividades, que, segundo o fundador do TPB, nunca existiram.

Perguntado se os fundadores do Pirate Bay estariam envolvidos no Pirate Bay após a venda ser concretizada, Peter Sunde disse que aparentemente isso não aconteceria. Ele afirmou que a equipe está mais preocupada em causas políticas do que técnicas, e que por enquanto não planejam lançar projetos relacionados com BitTorrent.

Ao fim da entrevista, Peter Sunde disse que comunidade envolvida no BitTorrent precisa “de mais trackers, menos sistemas centralizados e mais pessoas defendendo a comunidade”. [TorrentFreak]