08/04/2011 às 17h31 por João Brunelli Moreno
Sucessora da poderosa KGB, o Serviço de Segurança Federal da Rússia quer fazer com que serviços populares como o Gmail, Hotmail e Skype sejam bloqueados na terra das noites frias e das loiras quentes. De acordo com informações da rede de notícias AFP, o órgão está “profundamente preocupado” com o “uso incontrolável” dos serviços, que se utilizam de chaves de criptografia “estrangeiras” para garantir a segurança de seus usuários.
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As autoridades chinesas se reuniram para deliberar sobre os serviços de VoIP no país, e a notícia não é muito boa para o Skype. Companheiro fiel na hora de economizar ao fazer ligações, ele foi declarado como ilegal, bem como qualquer VoIP que não seja oferecido pela China Telecom e pela China Unicom. Ambas são operadoras de telefonia estatais, as únicas autorizadas a oferecer VoIP por lá. E o pior é que o Skype e similares correm o risco de serem bloqueados. | IDG Now
07/06/2010 às 18h25 por João Brunelli Moreno
Falando em FourSquare, o jornal LA Times afirma que o governo chinês bloqueou o site de geolocalização na última sexta-feira para evitar qualquer tipo de manifestação online por conta dos 21 anos do infame Massacre na Praça da Paz Celestial.
De acordo com o jornal as autoridades temiam que os navegantes começassem a fazer check-ins na área como forma de protesto pelas mortes que aconteceram em 1989, e como o serviço é ligado a outras ferramentas como Twitter e Facebook, poderia ter capacidade de se popularizar rapidamente, o que deixou os censores em estado de alerta. Leia mais
16/03/2010 às 15h00 por João Brunelli Moreno
Um projeto de lei que combate a troca ilegal de arquivos na internet foi aprovado essa semana na Câmara dos Lordes britânica, casa mais alta do parlamento das terras de vossa majestade.
Atendendo pelo nome de Lei da Economia Digital, o artigo foi criado por Peter Mandelson, Secretário de Negócios do governo, e foi recebida de braços abertos pela indústria fonográfica local, que não escondeu sua satisfação com os capítulos que preveem que os usuários que forem pegos fazendo download ou upload de material protegido por direitos autorais podem ser processados e ter seu acessocortado por período indeterminado à web.
Além disso, o projeto conta com mecanismos legais que agilizam o bloqueio de sites que oferecem material pirata para download, apesar dos alertas do Google, British Telecom e Facebook de que seria mais efetivo aplicar multas contra essas páginas no lugar de apenas restringir seu acesso.
Como era de se esperar, a decisão vem provocando polêmica. Os críticos apontam que a lei pode fazer com que sites participativos, como o YouTube, possam ser bloqueados por conta de material postado por seus usuários, além de apontar que o texto é incompatível com a Diretriz de Padrões Técnicos para a internet em vigor na União Europeia.
À rede de notícias BBC, James Killock, diretor executivo do Open Rights Group afirma que os representantes do governo estão aprovando “uma lei draconiana sem qualquer debate democrático”. Já a BPI, organização que representa as gravadoras do país afirma que “a aprovação da lei é um passo fundamental para a sobrevivência do setor criativo”
A Lei da Economia Digital ainda precisa ser aprovada na Câmara dos Comuns e pelo primeiro ministro Gordon Brown para entrar em vigor.
11/02/2010 às 14h51 por João Brunelli Moreno

"Tchaaaaaaaaaau, Gmail"
Alegando que prepara o lançamento de um tal “serviço nacional de e-mails”, o governo iraniano anunciou que o acesso ao Gmail está “definitivamente suspenso” no país.
Em declaração ao Wall Street Journal um porta-voz do Google não pode confirmar se o acesso de fato foi cortado, mas afirma que a gigante da web já identificou uma “sensível queda em seu tráfego”. “Nós ouvimos que alguns usuários do Irã estão tendo dificuldades para acessar o Gmail, verificamos nossa rede e concluímos que tudo está funcionando perfeitamente”, afirmou.
Um oficial iraniano afirmou à publicação que a medida foi tomada para “aumentar a confiança do povo no governo”. Já analistas apontam que o anúncio foi feito de olho nas comemorações do 31º aniversário da república islâmica, como uma maneira de conter protestos organizados online. No último mês de junho suspeitas nas re-eleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad fizeram com que diversos protestos estourassem pelo país, organizados sobretudo através de ferramentas como o Twitter.
26/01/2010 às 17h41 por João Brunelli Moreno
Conhecido repositório online de programas de código aberto, o SourceForge começou a barrar uploads e downloads originados da Coréia do Norte, Cuba, Irã, Sudão ou Síria alegando que oferecer ou receber softwares de residentes destes países pode ser caracterizado como uma quebra de seus termos de serviço.
Em seu regulamento interno o site especifica que “usuários que vivem em países que passam por sanções ou bloqueios impostos pelo governo dos EUA não podem enviar ou receber qualquer tipo de material disponível no SourceForge”, citando uma lei feita especificadamente para exportação de materiais entre países. Antes de criticar a página por conta deste parágrafo, bom lembrar que a lei norte-americana proíbe que qualquer pessoa ou empresa tenha qualquer tipo de relação comercial com habitantes de terras potencialmente “hostis”.
Em um post feito em seu blog oficial, a equipe responsável pela administração do SourceForge afirma que apenas “está cumprindo a lei”, justificativa que não foi suficiente para evitar a fúria de alguns puristas do software livre. Diversos desenvolvedores e usuários afirmam que a decisão foi “absurda e arbitrária”, enquanto outros, como um usuário identificado como “idan” lembra que “a decisão está correta. A lei é que é idiota”. [Register]
04/01/2010 às 19h49 por João Brunelli Moreno

Web 2.0 Suicide Machine: de morrer
Lançada oficialmente na metade do último mês de dezembro, o Web 2.0 Suicide Machine é uma ferramenta que promete ajudar a seus usuários a ter sua vida “real” de volta novamente, o ajudando a apagar seus perfis em diversas redes sociais em apenas 52 minutos, numa tarefa que normalmente levaria 9h35 minutos se feita manualmente, de acordo com seus criadores. Uma das razões para tamanha demora é que o suicídio inclui uma “carta de despedida” para todos seus contatos e um momento com “toda sua vida digital passando na frente de seus olhos”.
E pelo visto a ferramenta fez algum sucesso. Depois de cerca de 50 mil suicídios digitais o Facebook bloqueou o aplicativo alegando que ele “fere seus termos de uso” e, além disso, um representante da empresa afirmou ao NetworkWorld que a rede social está “estudando o caso para saber quais serão as medidas que serão tomadas no futuro”.
Gordan Savicic, presidente da startup Euthanasia Officer, responsável pelo desenvolvimento da ferramenta, diz que seu serviço não fere os termos da rede social e que sua empresa a “ainda não foi ouvida, mas tem muito a dizer ao Facebook. “Creio que eles estão esperando pra ver como nós contornaremos o bloqueio, e estamos trabalhando nisso”, disse.
Em tempo, o único item dos termos de serviço do Facebook que parece ser quebrado com a ferramenta suicida é que a rede social não permite que seus usuários compartilhem suas senhas, sob risco de “comprometerem a segurança de suas contas”.
Será que um processo judicial vem aí?