Certamente, quando Evan Williams, Jack Dorsey e Biz Stone idealizaram o Twitter, não imaginavam que a plataforma de microblogging um dia viesse a se tornar um catálogo em constante atualização dos temas mais comentados a cada instante ou um banco de dados das opiniões de pessoas do mundo todo sobre os mais variados temas. Mas acabou virando.

De fato, uma das diversas funcionalidades do twitter tem sido essa, a de saber o que as pessoas pensam, o que estão comentando e discutindo. É isso que o Twitter quer vender ao Google e à Microsoft: a possibilidade de integrar às suas ferramentas de busca esses resultados de o que “o mundo” está dizendo sobre o tema que você procura, no instante em que você faz a consulta — a chamada busca em tempo real.

O Google é o campeão em número de consultas, e o Bing (da Microsoft) é o terceiro. Como o segundo colocado Yahoo terá como motor de busca o Bing, supondo que acordos com das duas empresas fossem fechados, poderíamos dizer que o mundo inteiro veria tweets em seus resultados de busca.

Para o Twitter isso significaria, além de maior visibilidade, mais dinheiro na conta. Considerando que a empresa ainda não possui um modelo de geração de receita e, até hoje, tem vivido unicamente de dinheiro de capital de risco, um acordo como esse viria a calhar.

As negociações estão sendo levadas com cada uma das duas gigantes da tecnologia de maneira independente, portanto pode ser que seja fechado com ambas, com uma exclusivamente, ou mesmo que não haja, no fim, acordo algum. [AllThingsDigital]

Correndo atrás do prejuízo, a Microsoft apresentou hoje uma nova forma de fazer busca no Bing: através da voz. Mas não pense que eu estou falando de ligar o microfone do computador para dizer o que quer pesquisar. É no smartphone que essa nova funcionalidade estará presente.

Conforme você pode ver no vídeo abaixo (em inglês), o Samsung Intrepid, novo celular vendido pela operadora Sprint, tem um botão específico para comando de voz. Utilizando os recursos de voz da Tellme, empresa comprada pela Microsoft há dois anos, o usuário pode dizer comandos ao aparelho e também fazer buscas no Bing.

Até o presente momento, o Tellme está disponível somente nesse aparelho da Samsung e somente para a operadora Sprint. Mas é altamente provável que a MS comece a inserir a ferramenta em novos smartphones, principalmente os que estiverem rodando o novo Windows Mobile 6.5 (como é o caso do Intrepid).

Eu achei que o tempo de resposta para os comandos de voz é muito longo. A MS ainda precisa trabalhar nesse recurso para torná-lo mais ágil. [TechCrunch]

Quer fazer uma busca no Google e receber sugestões de posts em fóruns? Desde ontem, quando a companhia anunciou a nova funcionalidade, isso é possível.

Funciona da seguinte maneira: como muitos sites têm fóruns além das páginas ou posts convencionais, o Google faz a busca nas conversações postadas em fórum e apresenta os resultados logo abaixo da página principal.

No exemplo dado por eles, a busca por getting from romo to florence apresenta como segundo resultado uma página do site Destination 360. Abaixo dessa entrada, no entanto, estão resultados encontrados no fórum que o site mantém.

Busca em fóruns funcionando. (Reprodução)

Busca em fóruns funcionando. (Reprodução)

Johanna Wright, diretora de gerenciamento de produto, espera que a nova funcionalidade dê uma visão mais aprofundada sobre conteúdo relevante disponível em sites, “mesmo quando esse conteúdo se espalha por várias páginas e discussões”.

Documentos do Google Docs passarão a ser indexados nas buscas

Documentos do Google Docs passarão a ser indexados nas buscas (Imagem: Info Online)

Nas próximas duas semanas os documentos públicos do Google Docs passarão a ser indexados por ferramentas de busca, tanto do Google como de terceiros.

O anúncio foi feito por uma funcionária da empresa, Marie F., no fórum de suporte do Google Docs. Ela adianta que a mudança deve acontecer em aproximadamente duas semanas. Mas você leitor que possui documentos na nuvem do Google, pode ficar tranqüilo: apenas os documentos que forem explicitamente publicados como “Publicar como Página da Web” serão pesquisados. Esses documentos então passarão a ficar disponíveis para a indexação e acesso público. Os demais documentos não serão afetados pela mudança.

Na última segunda-feira (14), baseando-me num artigo publicado pelo New York Times, eu noticiei que o Google tinha ampla participação nos mercados de internet do Brasil e da Índia. Cheguei a dizer que a empresa dominava a internet tupiniquim. No entanto, faltou deixar claro que a Microsoft, franca concorrente do Google, também tem enorme participação por aqui.

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De acordo com pesquisa feita pela comScore, os brasileiros passaram 46,35 milhões de minutos navegando na internet em julho desse ano. Na apuração, o Google conseguiu concentrar em seus sites 13,80 milhões de minutos dessa navegação, o equivalente a 29,8% do total. Enquanto isso, internautas brasileiros ficaram nos sites mantidos pela Microsoft por 13,97 milhões de minutos, ou 30,1%.

Em resumo, os brasileiros passaram (um pouquinho) mais tempo nos sites da Microsoft do que nos do Google.

Você deve estar se perguntando como a Microsoft consegue ter mais tempo de navegação que o Google. Fui até a Microsoft questioná-los sobre isso, e a Carol Aranha, porta-voz da Microsoft Brasil, me disse que a pesquisa da comScore engloba sites como portal MSN, o site da Microsoft Brasil, o Hotmail e o Bing, entre outros. Fica complicado traçar um comparativo entre os números de cada produto oferecido pela MS com os números do Google, uma vez que não são em todos os segmentos que as duas empresas disputam. Por exemplo, a Microsoft tem um site corporativo, enquanto que o Google não tem.

[Atualização] O Live Messenger também entra na conta em favor da Microsoft, como bem lembrou o Rodrigo em um comentário nesse post.

Falando especificamente de busca, o Google ganha de lavada de qualquer outro concorrente: tem 89,5% do tempo gasto na web, enquanto que o Bing da Microsoft não chega a 2% do tempo (tem 1,6%).

O que fazer quando você quer encontrar alguma coisa na internet mas não sabe o nome específico pelo qual buscar? Esse é o problema que o Bing, sistema de buscas da Microsoft, planeja solucionar com a nova função Visual Search (busca visual, em tradução literal).

Exemplo de busca visual na categoria "Popular TV Shows"

Exemplo de busca visual na categoria "Popular TV Shows"

A página do Visual Search mostra inicialmente uma grade com tópicos e imagens relacionadas a eles. O usuário então decide qual tópico ou imagem mais tem a ver com o que ele está buscando e seleciona. A partir daí, várias imagens são mostradas numa grade de 4 x 7 organizadas por ordem alfabética ou qualquer outra ordem que estiver disponível. Em filmes, por exemplo, pode-se escolher a data de lançamento como ordem para organização. Cada uma das imagens leva para uma busca textual usando, é claro, o próprio Bing.

O recurso ainda está em fase beta. Para usá-lo é necessário instalar o Silverlight 3 e mudar para Estados Unidos nas configurações de país. Felizmente, não há verificação de IP.

[Mashable]

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Em setembro?

Mal o Bing foi lançado, e parece que a Microsoft já planeja colocar no ar versão 2.0 do serviço. A blogueira Mary-Jo Foley, da ZDNet, avistou twits que relatam um pouco do que poderia vir a ser a próxima versão do Bing.

Os twits foram publicados ontem, quando a Microsoft sediou a conferência anual na qual novos produtos são anunciados para funcionários, inclusive com alguns deles disponíveis para testes. Um twitteiro disse que o Bing 2.0 será lançado ainda no mês de setembro, com mapas com fotos. No exemplo dado, as fotos de um restaurante poderiam ser visualizadas através do buscador.

Em outra mensagem, um usuário também confirmou o lançamento do Bing 2.0 nesse mês e disse que o visualizador de mapas do serviço contará com integração com o Silverlight.

Foley falou com um porta-voz da Microsoft, que adotou a política maçazística de responder a esse tipo de questionamento: “Não temos nada para anunciar hoje”. Melhor esperar. [Electronista]

O Google colocou ontem no ar uma mudança quase imperceptível na sua página inicial, mas que promete facilitar a vida do usuário. A caixa de busca, na qual o internauta escreve o que quer pesquisar no motor de busca, ficou ligeiramente maior. Além disso, o tamanho da fonte no campo de busca também foi aumentada, o que significa num texto mais legível para quem estiver fazendo pesquisa.

Antes: Google em inglês ainda com o campo de busca antigo. (Clique para ampliar)

Antes: Google em inglês ainda com o campo de busca antigo. (Clique para ampliar)

Depois: Google Brasil ainda com o campo de busca novo. (Clique para ampliar)

Depois: Google Brasil ainda com o campo de busca novo. (Clique para ampliar)

Essa mudança será refletida em todas as páginas de busca da empresa, mas será implementada com o tempo.

O curioso é que uma das consequências do aumento do tamanho da campo de busca é tornar a pesquisa “mais divertida”. Segundo o próprio Google, a mudança “faz nossa página inicial clean e minimalista ainda mais fácil e mais divertida de usar”. Ainda não entendi onde está a diversão que uma busca no Google proporciona.

O site de indexação de dados e estatísticas WolframAlpha vai lançar em breve uma API para que aplicativos de terceiros possam acessar as informações disponíveis no site e “mixar” essas informações das maneiras que o desenvolver achar mais conveninetes.

As APIs são uma forma de desenvolvedores independentes solicitem informações armazenadas por empresas como Google ou WolframAlpha. Os mapas do Google, que podem ser visualizados dentro de sites que nada têm a ver com a empresa de Mountain View, são um exemplo de como essas APIs podem ser bastante úteis.

Por enquanto o WolframAlpha fornece apenas duas formas de visualizar os dados armazenados por ele sem precisar acessar o site: através da exportação para arquivos em PDF e de um plugin desenvolvido pela Mathematica, organização por trás do buscador.

Há pouco mais de uma semana surgiu o relato de que Bing e WolframAlpha haviam fechado um acordo para que o site de buscas da Microsoft pudesse disponibilizar os dados do WolframAlpha (e pagar por isso, é claro). Com a chegada da API do WolframAlpha, ainda não temos como saber como ficará o acordo com a MS. [CNET]

Stephen Wolfram, pai do software Mathematica, já era celebre e rico, mas queria ir além. Desenvolveu um projeto audacioso: um banco de dados com todo conhecimento do mundo; uma inteligência artificial que respondesse todas suas perguntas. Para quem ainda não foi apresentado, esse é o Wolfram|Alpha.

Lançado em março de 2009, o Wolfram|Alpha não tem a intenção de ser mais uma ferramenta de busca como o Google todas as outras. A ferramenta pretende tornar o conhecimento do mundo computável e apresentar dados e respostas, ao invés de uma lista de referências. Tudo muito bonito na teoria, mas não tão bem sucedido na prática. Apesar do buzz inicial, a ferramenta não se tornou popular. Talvez por que as pessoas não estejam ainda acostumadas ao novo paradigma de busca que ela propõe, mas é mais provável que seja porque a própria ferramenta não esteja ainda finalizada.

Por outro lado o Bing, a nova ferramenta de busca da Microsoft, teve boa aceitação e vem crescendo em popularidade. Um de seus maiores méritos é a forma conveniente que apresenta as informações, de fácil compreensão ao usuário. Talvez aí esteja o aspecto onde o Wolfram|Alpha mais pode aprender com o Bing: como apresentar dados de forma que sejam facilmente “consumíveis” pelo seu usuário.

Segundo o TechCrunch, Bing e Wolfram|Alpha teriam fechado um acordo, do qual não se sabe maiores detalhes. O Wolfram|Alpha poderia estar licenciando seus dados ou algoritmos, e o Bing o ensinando a ser mais amigável ao usuário comum. O que quer que seja, podemos esperar que a parceria entre Bing e Wolfram|Alpha beneficie seus usuários, com melhores resultados para as perguntas que fazemos às ferramentas da internet todos os dias. [TechCrunch]

Volume de acesso do Bing Vs. Wolfram|Alpha em suas primeiras semanas online [TechCrunch]

Volume de acesso do Bing Vs. Wolfram|Alpha em suas primeiras semanas online (TechCrunch)