O Google colocou ontem no ar uma mudança quase imperceptível na sua página inicial, mas que promete facilitar a vida do usuário. A caixa de busca, na qual o internauta escreve o que quer pesquisar no motor de busca, ficou ligeiramente maior. Além disso, o tamanho da fonte no campo de busca também foi aumentada, o que significa num texto mais legível para quem estiver fazendo pesquisa.

Antes: Google em inglês ainda com o campo de busca antigo. (Clique para ampliar)

Depois: Google Brasil ainda com o campo de busca novo. (Clique para ampliar)
Essa mudança será refletida em todas as páginas de busca da empresa, mas será implementada com o tempo.
O curioso é que uma das consequências do aumento do tamanho da campo de busca é tornar a pesquisa “mais divertida”. Segundo o próprio Google, a mudança “faz nossa página inicial clean e minimalista ainda mais fácil e mais divertida de usar”. Ainda não entendi onde está a diversão que uma busca no Google proporciona.
O site de indexação de dados e estatísticas WolframAlpha vai lançar em breve uma API para que aplicativos de terceiros possam acessar as informações disponíveis no site e “mixar” essas informações das maneiras que o desenvolver achar mais conveninetes.
As APIs são uma forma de desenvolvedores independentes solicitem informações armazenadas por empresas como Google ou WolframAlpha. Os mapas do Google, que podem ser visualizados dentro de sites que nada têm a ver com a empresa de Mountain View, são um exemplo de como essas APIs podem ser bastante úteis.
Por enquanto o WolframAlpha fornece apenas duas formas de visualizar os dados armazenados por ele sem precisar acessar o site: através da exportação para arquivos em PDF e de um plugin desenvolvido pela Mathematica, organização por trás do buscador.
Há pouco mais de uma semana surgiu o relato de que Bing e WolframAlpha haviam fechado um acordo para que o site de buscas da Microsoft pudesse disponibilizar os dados do WolframAlpha (e pagar por isso, é claro). Com a chegada da API do WolframAlpha, ainda não temos como saber como ficará o acordo com a MS. [CNET]
Stephen Wolfram, pai do software Mathematica, já era celebre e rico, mas queria ir além. Desenvolveu um projeto audacioso: um banco de dados com todo conhecimento do mundo; uma inteligência artificial que respondesse todas suas perguntas. Para quem ainda não foi apresentado, esse é o Wolfram|Alpha.
Lançado em março de 2009, o Wolfram|Alpha não tem a intenção de ser mais uma ferramenta de busca como o Google todas as outras. A ferramenta pretende tornar o conhecimento do mundo computável e apresentar dados e respostas, ao invés de uma lista de referências. Tudo muito bonito na teoria, mas não tão bem sucedido na prática. Apesar do buzz inicial, a ferramenta não se tornou popular. Talvez por que as pessoas não estejam ainda acostumadas ao novo paradigma de busca que ela propõe, mas é mais provável que seja porque a própria ferramenta não esteja ainda finalizada.
Por outro lado o Bing, a nova ferramenta de busca da Microsoft, teve boa aceitação e vem crescendo em popularidade. Um de seus maiores méritos é a forma conveniente que apresenta as informações, de fácil compreensão ao usuário. Talvez aí esteja o aspecto onde o Wolfram|Alpha mais pode aprender com o Bing: como apresentar dados de forma que sejam facilmente “consumíveis” pelo seu usuário.
Segundo o TechCrunch, Bing e Wolfram|Alpha teriam fechado um acordo, do qual não se sabe maiores detalhes. O Wolfram|Alpha poderia estar licenciando seus dados ou algoritmos, e o Bing o ensinando a ser mais amigável ao usuário comum. O que quer que seja, podemos esperar que a parceria entre Bing e Wolfram|Alpha beneficie seus usuários, com melhores resultados para as perguntas que fazemos às ferramentas da internet todos os dias. [TechCrunch]
![Volume de acesso do Bing Vs. Wolfram|Alpha em suas primeiras semanas online [TechCrunch]](http://st2.tecnoblog.net/wp-content/uploads/2009/08/bing-wolfram1-580x287.jpg)
Volume de acesso do Bing Vs. Wolfram|Alpha em suas primeiras semanas online (TechCrunch)
Comprado pelo Yahoo! em 2005, o serviço de publicação de imagens Flickr cresceu para se tornar uma das melhores fontes de imagens da internet, com mais de 3,6 bilhões de fotos, screenshots e desenhos. Foi um dos primeiros serviços que integrou busca por imagens com licenças específicas do tipo Creative Commons, antes mesmo até do Google. Apesar disso, a página com resultados de pesquisa deixava a desejar. As tags, textos e títulos até ajudam a encontrar a imagem certa, mas o modo de disposição delas poderia deixar o usuário buscando até além da vigésima página. A partir de hoje, não mais.

Juro que só procurei por Brasil. (+)
Shanan Delp, diretor de produtos da empresa, anunciou as mudanças da página de buscas no blog oficial do Flickr. Antes, o usuário veria 10 imagens estáticas no tamanho médio e várias páginas de resultado. No novo método, são mostradas 21 miniaturas das imagens e cada uma delas com um pequeno botão de informação no canto inferior direito. Ao clicar nele, é mostrada uma tela com mais informações sobre a foto, como quantidade de comentários, notas, quantos usuários favoritaram, entre outros.
Já havia uma opção para mostrar o resultado de uma busca na forma de imagens em miniatura, porém não era o padrão. E a página também não tinha uma coluna com detalhes como grupos e usuários relacionados do jeito que há agora. Além disso, ao fazer uma busca avançada, os detalhes que o usuário selecionar aparecem logo abaixo do campo de busca. É ótimo para quem esquece rápido do que busca. [Mashable]
Parece que a campanha milionária da Microsoft em cima da sua mais nova “máquina de tomar decisões” Bing está dando resultado. De acordo com o site de estatísticas Compete.com, Bing.com teve 49 milhões de acessos no mês passado. Esse total é maior do que os acessos do Twitter (23 milhões), CNN.com (28 milhões) e Digg (38 milhões), e ele só foi tornado público há pouco mais de um mês. Isso faz do Bing o 13º site mais acessado nos EUA, pois os dados de acesso levam em consideração apenas acessos no território americano.
A empresa também começou a integrar Bing a seus serviços. Além de usá-lo nos sites internos, ele passou a estar disponível no serviço de email Hotmail, em forma de uma barra lateral intitulada de ‘Quick Add’, que antes usava o Live Search. A barra aparece na criação de um novo email, sendo que nela é possível buscar dados sobre restaurantes, mapas, imagens e horários de filmes, dentre outras coisas, e inseri-los no corpo da mensagem.
O Tecnoblog News observou que essa característica infelizmente está disponível apenas para usuários que usam a versão do Hotmail na língua inglesa. [Mashable / TechCrunch]