O New York Times reportou ontem que desde semana passada o Google tem tomado uma atitude diferente ao perceber que determinada busca aparentemente tem por objetivo o suicídio. Nessas situações, agora a ferramenta de busca exibe, antes de qualquer resultado, o número da Linha Nacional de Prevenção ao Suicídio americana, ao lado de um telefone vermelho que confere ainda mais destaque ao alerta.

Linha de prevenção de suicídios. (Huffington Post)

É a segunda vez que o Google adiciona resultados desse tipo a uma busca. A primeira foi com um telefone de emergência para envenenamento quando a busca indicava que se tratava de um caso do tipo. Agora, quando um usuário faz uma busca por termos como “suicídio” ou “pensamentos suicidas” aparece a linha telefônica de auxílio. Aparentemente a novidade só aparece para os usuários do Google localizados nos Estados Unidos.

Azul do Live Search vs. Azul do Bing (#0044CC).

Azul do Live Search vs. Azul do Bing (#0033CC).

Fazer com que um produto seja aceitado pode ser muito complicado. Os ramos de administração e marketing tentam responder esse problema, e recentemente a pesquisa do comportamento do consumidor tem se intensificado, a fim de que mais seja vendido com maior facilidade.

Questões éticas à parte, o que importa é que a Microsoft conseguiu que sua plataforma de busca aumentasse as receitas em US$ 80 milhões. Como? Simplesmente mudando o azul que é apresentado nos resultados da busca, de uma tonalidade mais clara para outra um pouco mais escura.

O aumento na receita aconteceu desde que o Live Search deu lugar ao Bing como ferramenta oficial de buscas da empresa de Bill Gates. A versão antiga tinha links num azul mais claro e menos vivo. Já a versão atual apela para um azul que chega bem próximo daquele utilizado – há séculos, diga-se de passagem – pelo Google, sendo mais escuro e com maior contraste.

[via Business Insider, Beyond Binary]

A relação do Google com o governo chinês azeda cada vez mais. De acordo com o Financial Times, um dos principais diários econômicos do mundo, a gigante das buscas está decidida a “descontinuar” (jargão do mercado para “finalizar”) o serviço de buscas que opera no endereço Google.cn.

“Uma pessoal familiar com o pensamento da empresa”, nas palavras do FT, chegou a dizer que a certeza do Google de encerrar a busca chinesa já é de 99,9%. A censura imposta pela ditadura china aos serviços de busca seria um dos motivos que levam o Google a querer sair do país. Além disso, a empresa suspeita de que ciberataques orquestrados por autoridades chinesas contra contas do Gmail usadas por ativistas dos direitos humanos.

O fechamento da busca chinesa deve levar ainda algum tempo para acontecer, pois o Google quer continuar com as demais operações que mantém naquele país (como a que vende anúncios do Google.com a chineses). Também há a necessidade de proteger funcionários envolvidos nessa situação, para que não sofram retaliação do governo.

Essa é uma atitude corajosa, pois o Google tem atualmente 30% do mercado de buscas chinês.  No entanto, não pode ser encarada como um martírio, porque já é sabido que outro motivo que faz o Google não se importar tanto para a busca chinesa são os rendimentos financeiro sem grande relevância que a empresa consegue por lá.

[via Financial Times]

Busca por dicas para o Mercado Municipal de São Paulo: útil, mas não se dá bem com acentos. (+)

A nova ferramenta de “busca social” baseada em localização FourWhere mostra no Google Maps as dicas e comentários de usuários do Foursquare a respeito dos locais visitados, permitindo que se procure comentários de qualquer lugar no mapa.

Basta entrar no site do FourWhere e escolher um local. O mapa do local será exibido, e, a partir daí, basta clicar com o botão direito e selecionar o que se quer ver: “todos os comentários nas proximidades”, “todos os pontos de interesse nas proximidades” e/ou “remover todos os pontos de interesse sem dicas”.

Na imagem acima, onde fiz uma busca pelas dicas dadas a respeito do Mercado Municipal de São Paulo, pode-se ter uma idéia do potencial do serviço, que tende a crescer à medida em que as redes sociais forem agregando componentes baseados em localização e as pessoas passarem a usá-los. Também nota-se que ele ainda não se dá muito bem com cedilhas e acentos, mas quem sabe os desenvolvedores se lembram que nem todo o mundo fala inglês nativamente e, em breve, implementam um padrão Unicode.

Por hora o FourWhere apenas se alimenta de informações provenientes do FourSquare, mas a Sysomos, empresa responsável pelo serviço, afirma ter planos para integrar outras redes sociais a ele no futuro.

O Yahoo planeja integrar o Twitter não apenas à sua busca, como fizeram o Google e a Microsoft, mas também a outros sites e serviços web que oferece.

A parceria anunciada no fim dessa terça-feira (23) irá permitir que os usuários da busca do Yahoo visualizem mensagens do Twitter em tempo real entre os resultados. Além disso, os usuários do Twitter poderão tuitar através das próprias páginas do Yahoo, como seu perfil ou e-mail.

Tudo isso pode ser interessante, mas não é nada de tão revolucionário. O que o fará de realmente novo será integrar tweets a outros sites que possui, como aqueles dedicados à esportes, entretenimento e economia. Essa novidade tem implementação planejada para “mais tarde ainda neste ano”.

O Yahoo não comentou sobre os aspectos financeiros da parceria. [Reuters]

O Google comprou a empresa que desenvolve o aplicativo de iPhone reMail, e sua primeira ação foi retirar o aplicativo da App Store. O aplicativo baixava todos os seus e-mails e os armazenava no seu iPhone, prometendo como um dos maiores benefícios a busca quase instantânea por qualquer e-mail, sem precisar estar conectado à internet.

Como o app foi retirado pelo Google da iTunes App Store, apenas aqueles que já tinham baixado o aplicativo poderão continuar a fazer uso do mesmo. O suporte ao aplicativo será mantido até o final de março.

O fundador da reMail, Gabor Cselle, começou sua carreira como estagiário de engenharia no Google em 2004, trabalhando com o Gmail. Agora, com a aquisição, Cselle volta a trabalhar em Mountain View, onde será “gerente de produto” do Google.

É possível inferir que a compra tenha sido motivada por intenções do Google de utilizar o know-how da reMail em busca local. Ou talvez, como cogitou o The Register, o Google esteja planejando comprar todos desenvolvedores de iPhone, um a um, até que o Android ganhe o jogo por W.O.. ;)

Google acaba de integrar à sua ferramenta busca um sistema de busca em tempo real. Como já se previa, os resultados da busca em tempo real devem incluir uma diversidade de coisas que estão acontecendo ao vivo em algum lugar da internet: tweets, notícias, etc. Parcerias com o Facebook e o MySpace também já estão previstas.

Por enquanto não se tem informações mais detalhadas que isso, mas veja abaixo a demonstração oficial em vídeo de como o sistema funciona:

[Mashable]

[Atualização às 17h33] A nova funcionalidade não estará disponível a todos imediatamente, mas já se pode ter um preview de como ela funciona através do Google Trends, onde os tópicos mais “quentes” do momento já tiveram a funcionalidade implementada. Abaixo, por exemplo, a imagem dos resultados em tempo real pela palavra “weather” — clima, em inglês.

Weather Live Search

Resultados em tempo real para o termo "weather"

[Atualização às 17h40] Ou então, teste no termo que quiser através desse link.

[Atualizado às 17h45] Agora há um post no blog oficial do Google a esse respeito. No post, a empresa revela, além do que tratamos aqui, que os resultados em tempo real serão compatíveis com iPhone e Android, e revela também sua lista completa de parceiros na nova modalidade de busca: Twitter, Facebook, MySpace, FriendFeed, Jaiku e Identi.ca.

Google Images: ausência de fotos do acidente da última sexta provoca suspeita de internautas

Google Images: ausência de fotos do acidente da última sexta provoca suspeita de internautas

Desde o começo da noite da última terça-feira alguns blogs brasileiros estão acusando o Google de não exibir fotos do acidente do Rodoanel ocorrido no último dia 13 em São Paulo.

De fato, até o momento em que este post está sendo escrito uma procura pelos termos “Rodoanel” e “acidente” no buscador não retornam qualquer imagem do ocorrido da última sexta-feira pelo menos em suas 10 primeiras páginas, enquanto o Bing exibe diversas imagens do ocorrido logo no começo de sua busca.

Por diversas vezes o Tecnoblog tentou entrar em contato com o Google para esclarecimentos sobre o caso, sem sucesso até o momento.

Volte em instantes.

Os leitores do Tecnoblog já sabiam desde agosto que isso iria acontecer, mas só hoje veio a confirmação oficial: os resultados do Bing serão turbinados pelo “conhecimento computável” do Wolfram|Alpha.

Hoje, em um dia cheio de novidades para o Bing, a Microsoft anunciou no blog do Bing também que sua ferramenta de busca irá incorporar em seus resultados aqueles provenientes dos algoritmos e bancos de dados do Wolfram|Alpha, ou seja, mais do que apresentar apenas “listas sem fim de links” o Bing poderá trazer a seus usuários “o verdadeiro conhecimento e aproximá-los da resposta que procuravam ou da decisão que tentavam tomar.”

O recurso começará a ser ativado ao longo dos próximos dias nos Estados Unidos e as primeiras áreas que se beneficiarão da parceria serão a de nutrição e a de matemática. No primeiro caso, seria possível, por exemplo, buscar por “calcular IMC” (Índice de Massa Corporal) e obter como resultado um painel onde se digitaria peso e altura para obter como resultado um gráfico mostrando se a pessoa em questão encontra-se acima ou abaixo do peso considerado adequado para sua altura. Ou então, ao decidir qual suco tomar, com uma breve consulta por “laranja vs limão”, seria fácil descobrir que a laranja tem quantidade de vitamina C quase 50% maior que o limão, mas tem também 3,5 vezes mais calorias.

Já os usuários mais interessados em matemática do que em nutrição poderão se beneficiar dos novos recursos da ferramenta de buscas. Com a ajuda do que aprenderá com o Wolfram|Alpha, o Bing será capaz de plotar gráficos e resolver equações matemáticas complexas como se fossem 2+2.

A equipe do Bing (que conta com um gerente de produto chamado Pedro Silva — será que é brasileiro?) termina seu anúncio dizendo:

“Esperamos que vocês usem [as novas funcionalidades] para continuarem felizes e sadios (e bons na matemática)!”

Que assim seja.

Está com sorte? O Google certamente está.

Está com sorte? O Google certamente está.

Segundo aponta pesquisa realizada pela consultoria Serasa Experian Hitwise, 95,37% das buscas na web originadas de IPs brasileiros foram realizadas no Google, de acordo com as análises realizadas entre os meses de setembro e outubro. Isso demonstra a hegemonia que a líder mundial de buscas possui no país, onde mantém uma participação no mercado de buscas significativamente maior que no mercado internacional, onde já possui a liderança isolada. Para se colocar essa proporção em perspectiva, no mundo as buscas no Google representam, em média, cerca de 60% das buscas realizadas.

O forte domínio do Google no país fica mais claro ainda ao analisarmos os dados da concorrência: o segundo site de busca mais utilizado no país, o Yahoo, representa apenas 1,86% das buscas. A ferramenta da Microsoft fica em terceiro lugar, não muito atrás:  o Bing realiza 1,69% das buscas do país. [Info Online]