Boa notícia para os que compraram 200 tubos com 100 CDs cada em 2006 e hoje não sabem mais o que fazer com tudo isso: apesar de muita discussão em torno do assunto, a Canonical confirmou que o Ubuntu continuará cabendo nos minúsculos 700 MB de um CD. Bom, tecnicamente, teremos um pouco mais de 700 MB.

Aquela nostalgia de carregar consigo um CD antigo e, numa viagem mais longa, escutar as tradicionais 14 faixas está com os dias contados. Ao menos para os compradores de veículo da Ford Motor Company. A empresa comunicou nos Estados Unidos que está desistindo de vez de incluir o CD player nos novos carros que estão para sair. Leia mais
Antes da popularização da internet – e, extrapolando um pouco mais, antes que praticamente todas as área do interesse humano ganhassem representação online -, a única forma que nós gamers tínhamos de acessar conteúdo sobre videogame eram as revistas impressas especializadas.
E como praticamente tudo que fez parte daquela época áurea que foi nossa infância/adolescência e que não existe mais da forma como lembrávamos, é impossível não ver as aquelas revistas sem sentir uma pontada de nostalgia. Não é à toa que tem tanta gente interessada em comprar revistas antigas em sites de leilão.
As revistas ainda existem, na verdade, mas eu me pergunto seriamente que tipo de pessoa ainda a compra. A internet trouxe algo que gerações anteriores só sonhavam – a liberdade quase total de informação -, de forma que alguns periódicos se tornaram praticamente obsoletos. A muito tempo se fala sobre a morte do jornal impresso, graças à rapidez com que sites jornalísticos conseguem atualizar suas páginas (pra não mencionar a gratuidade, o que sempre costuma atrair mais público); revistas de videogame sofrem um golpe similar, e com a desvantagem de que elas têm um público bem menor que folhetos noticiosos.
Todo site de gaming que se preze trás toda a informação que uma revista poderia trazer, além de conteúdo que a mídia impressa não pode reproduzir – conteúdo em vídeo (o que, em matéria de videogame, é essencial) e interação com outros leitores por meio de comentários e fóruns. É uma concorrência desleal mesmo.
A juventude atual terá dificuldades em compreender esse hábito dos mais velhos de romantizar um período que não era lá tão melhor que o atual, e quando paramos pra pensar realmente não faz sentido (por que celebrar os tempos da conexão dialup se tudo que queríamos na época era justamente as conexões rápidas que temos hoje, por exemplo?). Mas quem viveu aquela época nunca esquecerá da animação de descolar uns caraminguás dos pais, correr pra banca da esquina, e comprar justamente aquela revista cuja capa trazia uma matéria em que você estava fissurado há semanas.
Ou ser o único da turma com aquele exemplar de uma revista gringa, trazida do exterior por um parente imigrante, que listava todos os Fatalities de Mortal Kombat 2 e que estava disponível a você (e somente você!) semanas ou até mesmo meses antes da mesma informação chegar às revistas tupiniquins, te transformando num rei entre os amigos.
Caso você não seja exatamente um maníaco por consoles, posso te fazer compreender a nostalgia dessas publicações com três simples palavras (ou melhor, uma palavra, uma preposição e duas siglas): “Revista do CD-ROM”. Lembra daquela interface gráfica de navegação dos CDs que vinham com as revistas? Como esquecer, né?
Escolhi a revista acima pra ilustrar este texto porque ela é um bom exemplo do motivo pelo qual eu comprava revista de videogame naquela época – a total falta de acesso a informação que era característica daquele período antes do domínio da internet.
Eu e minha família estávamos de ida marcada aos EUA no final do ano de 1999, e tudo que eu mais queria na vida era um Dreamcast. Mas o console ainda não havia sido lançado, praticamente tudo que sabíamos era o nome do videogame. Quando vi a revista numa banca perto da minha escola, me movi no piloto automático pra compra-la. Foi como se meu braço tivesse tomado a decisão antes do meu cérebro.
Atualmente eu compro uma revista aqui e ali, puramente pelo aspecto nostálgico da coisa – ao terminar de folhea-la, ou eu já tinha lido tudo na internet, ou a informação é insuficiente e eu procurarei complementos na internet.
E vocês? Alguém aí ainda tem algum motivo maior pra comprar revistas de videogame?
Minha sala de estar tem uma daquelas enormes estantes com rack que, além de abrigar TV, som, DVD player, etc, tem aqueles espaços para guardar coleção de CDs e DVDs. Esses espaços já estavam lotados faz tempo, mas não é por isso que os deixei de usar. É que comprar CD e DVD tem se tornado coisa cada vez mais rara, salvo um ou outro box de seriado ou sequências de filmes – a maioria, ganhos de presente.
Mas olhar aquele amontoado de coisas estava me incomodando mais a cada dia. Além de juntar poeira, já que eles nunca saíam dos seus nichos, estavam interferindo na decoração da sala. Por mais arrumadinhos que estivessem, iam contra meu senso de “clean”. Um belo dia, numa tarde de domingo, tirei tudo de lá (com direito a máscara, por causa da asma) e no lugar coloquei uns poucos objetos de decoração, porta-retratos, etc. Numa casa onde não há tapetes nem cortinas (apenas persianas), tive a sensação que desalojei de vez os últimos ácaros que coabitavam meu lar.
Olhei o aparelho de som. Ele tem uns 20 anos de uso, mas continua em excelentes condições. Na época em que foi comprado, era um arroubo de ousadia não vir com toca-discos. No lugar, ele orgulhosamente trazia uma enorme gaveta com capacidade para 5 CDs, para ouvir “horas de música ininterrupta sem repetição”. O supra-sumo da modernidade! Intimamente, dei risada. Estava com medo de apertar o botão do carrossel de CDs e uma aranha pular de lá de dentro. Hoje, praticamente só uso a saída auxiliar, devidamente ligada no computador-mediacenter.
Enchi um armário com os DVDs e CDs. Achei algumas coisas que nem lembrava mais que tinha. Filmes velhíssimos da Bette Davis e um do Rodolfo Valentino. (alguém conhece?) Discos do Legião Urbana. Trabalhos audiovisuais da época da faculdade de rádio e TV. Edição de colecionador de “Cantando na Chuva”, com pôster e tudo – presente do marido ainda quando nos conhecíamos. Uma coletânea “10 anos (!) sem Vinícius de Moraes”. DVDs de Cidadão Kane, O Iluminado e Um Estranho no Ninho, que já separei para rever na primeira oportunidade. Um CD do Netinho. (desculpem… é que ô-milaaaaaaa era música tema da minha turma nos tempos da faculdade de odonto).
Aquela faxina se transformou numa viagem no tempo. Boa parte do que eu mais ouvia em MP3 hoje eram coisas que já havia ripado desses CDs há muito tempo. Conversei com o marido, que já pretendia comprar um Time Capsule de 2 TB. Ele também tem uma biblioteca de mídia ótica respeitável. Agora reforçamos os planos e já o colocamos no orçamento para daqui uns meses. Aos poucos, converteremos tudo para digital e, excetuando-se as peças de valor sentimental (tipo o CD do Netinho
), vamos nos desfazer de tudo. Talvez doando para alguma instituição ou biblioteca pública…
A idéia do Time Capsule é ter um super-roteador com armazenamento de sobra e, a partir de qualquer computador da casa, acessar todo o conteúdo que estiver lá. Além de servir de backup para nossas máquinas. Mas, muito mais do que isso, poderemos também viajar e acessar nossas coisas de qualquer lugar, via MobileMe.
Olho para o aparelho de som ligado ao mediacenter na sala e reflito o quanto as coisas mudaram em tão pouco tempo. Como tudo ficou mais fácil, instantâneo e também – por que não – descartável. Há 20 anos consumíamos bem menos mídia que hoje, mas selecionávamos melhor.
Atualmente, na minha sala, a única reminiscência visível do passado é o duplo-deck de fitas cassete do aparelho de som. Até isso se transformou num paradigma: esses tudo-em-um vendiam horrores, todo mundo copiava vinis ou duplicava fitas cassete, mas nenhuma gravadora reclamava disso, lembram?
É. Como o mundo mudou…
A NPD, empresa que faz pesquisas de mercado e de opinião, conseguiu averiguar que a venda de músicas nos Estados Unidos ainda ocorre majoritariamente através de mídia física, o famigerado CD. Os CDs correspondem a 65% do total de músicas vendidas naquele país.
Já a venda de músicas em formato digital alcançou 35% de market share no primeiro semestre de 2009. Houve aumento de participação, uma vez que os arquivos de MP3s e afins correspondiam a 30% das vendas de músicas em 2008 e apenas 20% em 2007. Desse bolo de músicas digitais, a iTunes Store detém o maior pedaço: a loja da Apple é responsável por 69% das vendas. Em segundo lugar vem a AmazonMP3, com só 8% das vendas.
Considerando o mercado inteiro de música nos Estados Unidos (o que inclui CD e música digital), a Apple continua sendo líder absoluta: vende 25% de todas as canções no país. O Wal-Mart figura em segundo lugar, com 14% do total de vendas. [Silicon Alley Insider/Imagem: stuartpilbrow]
A LG anunciou hoje que pretende lançar no primeiro trimestre de 2007 um drive compatível com as quatro principais mídias digitais do mercado: CD, DVD, HD-DVD e Blu-ray.
O drive poderá ler HD-DVDs, gravar e regravar CDs, DVDs e Blu-rays. No caso do Blu-ray, será possível fazer gravações multi-camadas a uma velocidade de 4x, o que ainda é novidade. Nessa velocidade, um disco Blu-ray de 25GB (apenas uma camada) poderá ser queimado por completo em “apenas” 24 minutos (menos de 1GB por minuto!), ou um disco multicamada que tem 50GB (25GB por camada) será gravado em 50 minutos. 4x pode não parecer rápido (e não é) mas já é uma evolução para uma mídia que nem sequer atingiu o mundo todo.
Ainda me lembro quando meu pai comprou um drive gravador de DVD da Pioneer com essa velocidade, era super lançamento na época e não é à toa que me levou 3500 reais! O drive da LG também não será diferente, deverá ser lançado pelo valor de 1200 dólares.
Mais informações: LG Press Release




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