As "melhorias" da versão chinesa são um presente de grego

As "melhorias" da versão chinesa são um presente de grego

No último final de semana os usuários chineses do navegador Opera Mini – usado em dispositivos móveis como celulares e smartphones – foram notificados a fazerem uma atualização para uma versão do programa desenvolvida especificamente para o país. Mas no lugar de melhorias na navegação ou interface, deram de cara com o bloqueio de diversos sites proibidos por lá.

De acordo com a BBC News, por alguma razão o Opera Mini conseguia furar o bloqueio do Grande Firewall da China e acessar páginas consideradas ilegais – como o perigosíssimo Facebook, por exemplo – mas o “defeito” foi “corrigido” na atualização.

Não demorou para que o caso começasse a ser comentado pela web, com usuários condenando a empresa norueguesa, que por sua vez nega tudo. Em um comunicado a Opera Software apenas diz que “a diferença entre a versão chinesa e a internacional é a maneira que ela conecta aos servidores e lida com a compressão de dados, oferecendo maior velocidade por um menor custo”.

De qualquer maneira, bom lembrar que o imenso poderio econômico da China já foi capaz de mudar o discurso de muitas empresas que se apresentam como amigas da liberdade no resto do mundo. Um exemplo é o Google, que informalmente adota o slogan “não seja mau” e que não teve pudores ao aceitar a determinação do governo local para bloquear o acesso a algumas páginas.

Google Images: ausência de fotos do acidente da última sexta provoca suspeita de internautas

Google Images: ausência de fotos do acidente da última sexta provoca suspeita de internautas

Desde o começo da noite da última terça-feira alguns blogs brasileiros estão acusando o Google de não exibir fotos do acidente do Rodoanel ocorrido no último dia 13 em São Paulo.

De fato, até o momento em que este post está sendo escrito uma procura pelos termos “Rodoanel” e “acidente” no buscador não retornam qualquer imagem do ocorrido da última sexta-feira pelo menos em suas 10 primeiras páginas, enquanto o Bing exibe diversas imagens do ocorrido logo no começo de sua busca.

Por diversas vezes o Tecnoblog tentou entrar em contato com o Google para esclarecimentos sobre o caso, sem sucesso até o momento.

Volte em instantes.

A blogueira cubana Yoani Sánchez teve seu “De Cuba, com carinho” lançado essa semana no Brasil. Na publicação ela relata como é a vida na ilha que utiliza o socialismo há mais de cinquenta anos.

Yoani já foi eleita umas personalidades mais influentes do mundo pela Time.

Yoani já foi eleita umas personalidades mais influentes do mundo pela revista Time.

A própria blogueira conta como são as coisas por lá: “A crise econômica em Cuba obrigou-nos a encontrar substitutos para quase tudo, inclusive os cosméticos. Nos anos 1990, a graxa de sapatos foi usada para realçar as pestanas, o detergente para limpeza converteu-se em xampu e o vinagre em condicionador”.

Seria uma grande vitória saber que o livro da responsável pelo blog Generácion Y, que recebe milhões de visitas por mês, será lançado por aqui, não fosse a dificuldade que a autora encontra em deixar a ilha de Fidel (e agora Raúl) para promover o livro no país.

A editora Contexto publicou post no qual explica que desde o dia 17 de setembro vem tentando trazer Yoani ao país, sempre enfrentando a burocracia. Paralelo a isso, uma luta eletrônica foi iniciada com o objetivo de pressionar o governo cubano.

Embora a editora garanta que vai fazer a promoção do livro com ou sem a autora, o ideal seria que a própria Yoani viesse ao país para tal finalidade. Dessa forma, ela poderia contar sobre como é manter um blog sobre Cuba que os próprios cubanos não podem ler, já que é censurado por lá.

O vice-presidente sênior de marketing da Apple, Phil Schiller, veio a público responder as acusações de que a Apple havia censurado o aplicativo Ninjawords. Schiller respondeu ao post de John Gruber, do site Daring Fireball, o primeiro a noticiar o caso de censura do Ninjawords na App Store.

Na mensagem enviada a Gruber, Schiller diz que imediatamente após saber da censura ao aplicativos Ninjawords, entrou em contato com a equipe de revisores da App Store para saber o que realmente havia acontecido. Segundo o executivo, a Ninjawords não foi rejeitada pela App Store por conter palavrões, mas sim porque contém palavras tão abjetas que outros dicionários não incluiriam em seus verbetes. Com isso, foi necessário classificar o dicionário como recomendado para maiores de 17 anos.

“O desenvolvedor da Ninjawords então decidiu filtrar alguns termos ofensivos e e reenviar para ser aprovado para distribuição na App Store antes que o controle de pais tivesse sido implementado. A Apple não pediu ao desenvolvedor que censurasse nenhum conteúdo; o desenvolvedor decidiu fazer isso para chegar ao mercado mais rapidamente”. – Phil Schiller

Phil Schiller argumenta que a decisão de censurar o aplicativo foi inteiramente do desenvolvedor, e não da Apple. Ele diz que, mesmo que alguns verbetes fossem removidos, outros ainda fariam da Ninjawords uma aplicação considerada para maiores de 17 anos.

A Apple ainda não se pronunciou sobre a proibição do aplicativo Google Voice, do Google, na App Store. A FCC, órgão equivalente à Anatel, continua com investigação sobre o caso.

[Daring Fireball/CNET]

Quem pensou que a proibição do Google Voice na App Store havia sido o cúmulo não vai gostar dessa notícia. Um aplicativo de dicionário chamado Ninjawords teve parte de seu conteúdo censurado pelos revisores de aplicativos da Apple.

Mais de três meses foram necessários para que o Ninjawords fosse finalmente liberado pela Apple, mas a consulta por palavras do dicionário não é mais a mesma. Além de ser classificado como para maiores de 17 anos, o dicionário teve que remover alguns verbetes.

O curioso é que o Ninjawords não tem o recurso de autocompletar, que costuma ser bastante útil. Ou o usuário digita o verbete inteiro que quer consultar, ou fica sem poder fazer a pesquisa. Ainda assim, com esse esforço a mais para fazer a consulta, os revisores da App Store encontraram falavras como “fuck” (f*da) e “shit” (m*rda) na listagem e decidiu que esses termos eram passíveis de abjeção.

Ninjawords para maiores de 17 anos. (Reprodução)

Ninjawords para maiores de 17 anos. (Reprodução)

Depois de reenviar o aplicativo algumas vezes, removendo palavras e sendo reclassificado para faixas etárias mais altas, finalmente o Ninjawords está disponível na App Store por US$ 1,99 (aproximadamente R$ 3,60; link para a iTunes). [Gizmodo/Daring Fireball]