O presidente da China, Hu Jintao, é mais um adepto dos sites de microblogging. Em vez de optar pelo Twitter ou Yahoo! Meme, no entanto, Jintao foi mais cuidadoso: criou seu perfil no T.People.Com.Cn (aqui com tradução do Google para português). O serviço é mantido pelo People’s Daily, jornal impresso controlado pelo partido.

Hu Jintao, presidente chinês. (U. Dettmar/ABr)

Hu Jintao, presidente chinês.

De acordo com a AFP, a conta do presidente chinês já atraiu milhares de seguidores. No total, mais de 14 mil usuários do serviço haviam se inscrito para receber as mensagens do líder do Partido Comunista até a manhã dessa segunda-feira (na China). Além de ler os tweets por meio do site, eles ainda vão poder receber as atualizações por e-mail, no Google Talk e também no Live Messenger.

Detalhe: Hu Jintao ainda não publicou uma palavra sequer.

A ideia de Hu Jintao e dos dirigentes da China é bastante clara. Eles querem dar aos chineses e à comunidade internacional a sensação de que o país está se abrindo culturalmente e também no que diz respeito às comunicações. Essa medida acontece em meio a uma espécie de crise entre a China e o Google. O gigante das buscas ameaça encerrar suas operações no país, que tornou-se o maior exportador do mundo em 2009.

[Com informações: China Daily, AFP]

Um homem foi condenado a 13 anos de prisão e ao pagamento de uma multa equivalente a R$ 27.5 mil por distribuir material pornográfico na China, via web.

Informações da mídia local dão conta que Huang Yizhong alugava um servidor localizado nos Estados Unidos e oferecia aproximadamente mil vídeos para os cerca de quatro mil membros de sua página, que existia desde 2005. No período, o site teria gerado aproximadamente R$ 140 mil de lucros para seu proprietário.

Yizhong foi preso no último mês de julho durante uma mega operação organizada pelas autoridades chinesas que tinha a intenção de “eliminar” qualquer conteúdo pornográfico na internet local. Na ocasião, junto do fechamento de “milhares” de páginas, também foram anunciadas mudanças no registro de domínios na web e um programa de denúncias anônimas que seriam feitas pelos próprios navegantes.

Recentemente, as diversas restrições na internet chinesa fizeram o Google ameaçar a encerrar suas atividades no país. [Register]

Google genélico, né? (sic)

Pelo visto, a comoção em torno de uma possível saída do Google da China ainda anda provocando alguma comoção na terra do frango xadrez. Nesta quinta-feira dois sites “genéricos” em apoio a gigante da web no caso das invasões feitas contra contas de e-mail de defensores dos direitos humanos no país entraram no ar, o Goojje e o Youtubecn.

Enquanto o Goojje é uma página de buscas com um apelo para que a companhia norte-americana não encerre suas operações no país em sua página inicial, o Youtubecn coloca as mãos na massa e consegue exibir (por enquanto) vídeos do Youtube “de verdade”, bloqueado por lá.

Em entrevista para o site The Huffington Post, Xiao Qiang, especialista em internet chinesa da universidade de Berkeley, na Califórnia, afirma que o caso ainda pode ser fonte de uma série de dores de cabeça para seus criadores “por conta do roubo de propriedade do Google e com as leis chinesas”. “Não vejo esses dois sites sobrevivendo por muito tempo diante desses dois obstáculos”, completa.

Até o momento em que este post é escrito, as duas páginas ainda estão no ar. Em declaração oficial, o Google afirma que as duas cópias não têm nada a ver com a empresa.

Nesta quinta-feira a Microsoft publicou uma atualização de segurança do Internet Explorer para proteger seus usuários de oito vulnerabilidades, incluindo a que possibilitou ataques às operações do Google na China semana passada.

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O perigo dessa vulnerabilidade específica consiste no fato de que bastaria visitar um site mal-intencionado se aproveitando dela para que ele pudesse tomar o controle do PC vulnerável, não seria necessário nem mesmo baixar ou executar qualquer tipo de programa.

A atualização fecha essas brechas de segurança e deve ser baixada automaticamente para a maioria dos usuários do Internet Explorer. Para atualização manual, deve-se visitar esse site. A empresa disse que as outras sete vulnerabilidades corrigidas não eram publicamente conhecidas anteriormente.

“A Microsoft recomenda, ainda, aos clientes que utilizam as versões antigas do browser, que façam a migração para o Internet Explorer 8, considerado o pelo NSS Labs o browser mais seguro do mercado hoje. Além disso, o Internet Explorer é o único navegador com autenticação de segurança automática do ICP-Brasil, que beneficia usuários no acesso a recursos e sites seguros da Internet,” escreveu em comunicado à imprensa Marinês Gomes, Gerente de segurança da Microsoft.

A atualização é recomendada a todas as versões do navegador, desde o Internet Explorer 6, qualquer que seja a edição do sistema operacional da Microsoft em que ele esteja rodando.

Lançamento de celulares com Android adiados na China. (GAB)

Os conflitos entre o Google o Governo chinês podem ter sido o motivo do anúncio do adiamento do lançamento de dois aparelhos com Android que haviam sido planejados para serem lançados na China nessa quarta-feira (20).

Os celulares, feitos pela Samsung e Motorola, seriam lançados no país pela China Unicom e tiveram seu adiamento confirmado por uma porta-voz do Google, que não deu maiores explicações do porquê.

Uma fonte próxima ao Google afirma que a empresa está em meio a uma série de conversas com as autoridades chinesas, e que teria sido pela incerteza do resultado dessas conversas que os lançamentos dos smartphones teriam sido adiados.[Computerworld]

Wang Chen, diretor do Departamento de Informação e Propaganda do governo chinês afirmou ao jornal Financial Times que o país não cederá às pressões do Google para acabar com a censura de qualquer material potencialmente “perigoso” ao governo na internet.

Para ele, a companhia norte-americana “deve continuar com sua responsabilidade de zelar pela segurança da web no país”, além de negar qualquer envolvimento governamental com as invasões promovidas a contas de e-mail de ativistas dos direitos humanos dentro e fora da China: “somos uma constante vítima de ataques hackers e condenamos a prática”.

Em um longo texto postado num site governamental Chen afirma que a web 2.0, em que “os usuários são apenas receptores, mas também criadores de conteúdo” gera novos desafios para conseguir regulamentar a internet e reforça o atual formato de “auto-censura” imposto às companhias instalas por lá, afirmando que “todos devem fazer seu melhor para intensificar sua auto-disciplina e garantir a integridade da web”.

“A importância que cada governo dá à segurança na internet é diferente. Sob o ângulo da segurança nacional, segurança da informação e segurança cultural, devemos responder ativamente aos desafios da segurança na internet e encontrar um caminho para desenvolver uma web com as características chinesas, e para isso precisamos de cooperação internacional”, escreveu, numa frase com cinco palavras “segurança”.

Flores. Pois é.

O Wall Street Journal reporta que diversos moradores de Pequim têm mostrado sua gratidão ao Google por ter furado o “Grande Firewall da China” depositando flores em frente à sua sede no país. Alguns internautas chegaram à criar o termo “Googlebye” por conta da iminente saída da empresa do país. [Foto]

O Google iniciou uma crise política entre EUA e China na noite da última terça-feira depois que anunciar em seu blog oficial que está cogitando a abandonar suas operações no país oriental por conta de possíveis ataques cibernéticos “sofisticados e coordenados” feitos contra contas do Gmail de ativistas dos direitos humanos no país.

Sem mencionar o governo local, a gigante da web afirma que iniciou suas investigações em dezembro, depois que duas contas tiveram seus dados acessados por um “grupo hacker chinês”, e identificou que “dezenas” de outros defensores dos direitos humanos na China, EUA e Europa estavam tendo seus dados monitorados por terceiros: “essas contas não estavam sendo acessadas por brechas de segurança, mas sim por causa de malwares instalados nas máquinas dos usuários”, completa o texto.

“Esses ataques, combinados com as tentativas ao longo do ano passado em limitar a liberdade de expressão na web, nos levam a concluir que devemos refletir a respeito da viabilidade de nossas operações e negócios na China. Decidimos que não estamos mais dispostos a continuar a censurar nossos resultados no Google.cn e assim, ao longo das próximas semanas, discutiremos com o governo local quais são as possibilidades de oferecermos resultados não-filtrados e dentro da lei. Nós reconhecemos que isso potencialmente pode significar o final das operações do Google.cn e de nossos escritórios no país”, afirma o post, escrito por David Drummond, chefe jurídico da gigante da web.

Diante da tradicional intransigência do governo em relação ao assunto, analistas políticos apontam que a saída do Google do mercado local seja “iminente”, o que fez suas ações caírem 2% no mercado internacional.

Em atividade no país desde 2006, por muitas vezes o Google foi criticado por defensores da liberdade na web por sua convivência pacífica com a censura imposta a qualquer conteúdo potencialmente negativo ao governo local, em que qualquer resultado indexado por sites de buscas precisa ser aprovado pelo Departamento de Informação e Propaganda antes de ser disponibilizado ao público.

A agência de notícias Reuters reporta que logo depois do comunicado o Google.cn começou a exibir resultados anteriormente bloqueados, como, por exemplo, as fotos do massacre na Praça da Paz Celestial em 1989. De Honolulu, Hillary Clinton, secretária de Estado do governo norte-americano afirmou que o caso “levanta preocupação e perguntas” e diz esperar que líderes do governo chinês se pronunciem sobre o caso.

Reação chinesa

A rede de notícias BBC diz que em seu blog oficial o chefe de desenvolvimento do Baidu, sistema que atualmente detém cerca de 60% das buscas chinesas (e que chegou a ficar fora do ar por algumas horas no começo dessa semana por conta de um ataque) afirma que a decisão do Google foi estimulada sobretudo por seu fracasso em dominar o mercado no país: “O que o Google diz me deixa doente. Se eles querem desistir por interesses econômicos, então que o digam”, escreveu.

Com 340 milhões de navegantes, o mercado de buscas na China movimentou US$ 1 bilhão (R$ 1,75 bilhões) em 2009, sendo que deste montante US$ 600 milhões (R$ 1 bilhão) foram diretamente para os bolsos da companhia norte-americana, que tem apenas 31% do mercado por lá.

A Pornografia na China é inimiga do Governo

Um estudante chinês recebeu um prêmio equivalente a R$ 2.500 por ter denunciado 32 sites pornográficos às autoridades chinesas.

O prêmio é parte de um programa do governo que incentiva internautas a procurar e denunciar sites pornográficos. No primeiro mês da campanha, mais de 60 mil sites foram denunciados.

O estudante, não identificado, alega que a pornografia influenciou negativamente seu desempenho nos estudos.

“No passado, quando eu estava no ensino médio, eu costumava ter notas boas o suficiente para entrar em uma boa universidade. Foi pela influência da pornografia na internet que eu consegui apenas entrar em uma escola profissionalizante”

A China mantém uma censura muito rígida da internet — em um sistema conhecido como “The Great Firewall of China”, um trocadilho com o nome da Grande Muralha em inglês — e em 2009 prendeu mais de 5.000 pessoas em ações para coibir a pornografia na internet. [AFP]

Lenovo Lephone. (Phonescoop)

Cheia de criatividade, a Lenovo apresentou durante a CES 2010, que acontece em Las Vegas, o seu novo smartphone: o Lephone. Trata-se de um aparelho rodando o Android, plataforma móvel do Google. Como em qualquer celular mais moderno, a primeira coisa que chama atenção é o display: 3,7″ com resolução de 800×480 pixels. Sendo widescreen, aparentemente é excelente para assistir a filmes nesse formato.

As informações sobre especificações do aparelho ainda são escassas, mas podemos afirmar com certeza que ele vai utilizar o processador Snapdragon, desenvolvido pela Qualcomm. GPS e Bluetooth também estarão no aparelho. Embora fabricantes estejam evitando lançar produtos com conectividade Wi-Fi na China – devido a orientações do Partido Comunista -, o Lephone terá essa função. Informações sobre memória RAM e armazenamento devem ser divulgadas em breve.

Rodando Android, esse celular tem vários aplicativos nativos: previsão do tempo, mercado financeiro, trailer de filme, calendário, bloco de notas e reprodutor de música, entre outros. Por enquanto estão em chinês, mas a previsão da Lenovo é de disponibilizar versões em inglês dos programas em breve.

Um dos aspectos mais interessantes do Lephone é o uso do acelerômetro para movimentar o navegador. Na falta de multitouch, basta inclinar o aparelho para a esquerda, direita, cima ou baixo e esperar que página “deslize” para aquela direção.

A Lenovo planeja lançar uma série de acessórios para o Lephone, a começar por um teclado aclopável ao aparelho (ou docking station, como eles chamam). Há um conector no lado esquerdo do smartphone que conecta-se magneticamente ao acessório para a troca de informações.

Docking station utiliza conector magnético. (MobileGear)

Docking station utiliza conector magnético. (MobileCrunch)

O Lephone chega primeiro na China, sem operadora definida, e depois será oferecido nos Estados Unidos. Quanto ao nome: o som “fon” significa “felicidade” em chinês, enquanto que L-E são as duas primeiras letras do nome da Lenovo. Aham… Não custa lembrar que em agosto de 2009 a Lenovo anunciou o desenvolvimento do Ophone.

[Via: MobileCrunch/Appmodo/Phonescoop]