A Microsoft retirou do ar o serviço chinês MSN Juku / Club MSN no final da noite desta segunda-feira (14). Mais cedo, no mesmo dia, o Plurk havia acusado a gigante do software de roubo de código do seu serviço, como noticiou o Tecnoblog. O MSN Juku apresenta agora uma página em chinês (screenshot abaixo) que logo redireciona para a home do Windows Live.

msn-juku-desculpas

O texto, segundo o Google Translator, diz algo como: “Caros usuários, nós o informamos que o serviço está temporariamente em manutenção e indisponível. Por favor, visite este site novamente mais tarde. Desculpas pelo inconveniente causado. Shanghai US msn Network Communications Technology Co., Ltd.”.

A Microsoft precisou aguardar amanhecer na China para resolver em parte o problema. Quando o assunto tomou os blogs e sites de notícia era madrugada em solo chinês. Segundo a empresa de Bill Gates o serviço MSN Juku foi feito por uma empresa externa contratada e não por ela mesma. Claro, isso não a isenta de responsabilidades no caso.

Essa não é a primeira vez que a fabricante do Windows é acusada de usar propriedade intelectual alheia em seus produtos. Recentemente descobriu-se que um instalador do Windows 7, que permitia donos de netbooks instalar o sistema operacional via USB, continha código open source sem estar licenciado desta maneira. A Microsoft retirou o software do ar e relançou semana passada sob GPL.

Vamos ver no que essa história vai dar. A maior empresa de software do planeta precisa tomar muito cuidado com o que faz para não manchar mais sua imagem que já não é muito boa. [CNet]

[Atualização, 15/12 às 3:50] Leia os desdobramentos do caso em Microsoft retira MSN Juku do ar

O Plurk, serviço de microblog que tem uma interface bem diferente, postou nesta segunda (14) em seu blog oficial que há fortíssimos indícios que a Microsoft China tenha copiado descaradamente o código do seu serviço no recém lançado Club MSN/ MSN Juku.

O post é bem claro nas evidências a começar pela interface que é bastante similar. Segundo o Plurk, se fosse só isso, não teriam problemas. Ideias inovadoras costumam serem copiadas mesmo. Mas a investigação da equipe da startup foi mais a fundo e descobriu sequências inteiras de linhas de código idênticas ou muito similares ao do seu próprio serviço.

MSN Juku (acima) é muito similar ao Plurk (abaixo)

MSN Juku (acima) é muito similar ao Plurk (abaixo)

O Plurk era o serviço de microblog mais usado da China até que as autoridades do país bloquearam o acesso ao site. O MSN Juku foi lançado em novembro de 2009. A semelhança entre os dois serviços fez muita gente pensar que tratava-se de um acordo entre o Plurk e a Microsoft. A equipe do Plurk nega que tenha feito qualquer trabalho junto à gigante de Redmond.

A Microsoft é uma das maiores, se não a maior, empresa de software do planeta. E vive reclamando e fazendo campanhas para seus usuários não copiarem ilegalmente seus produtos. Segundo o New York Times um porta voz da companhia do Bill Gates disse que a empresa está investigando o assunto e deve dar alguma declaração em breve. [Wall Street Journal / The New York Times]

[Atualização, 15/12 às 3:50] Leia os desdobramentos do caso em Microsoft retira MSN Juku do ar

iphoneA maior loja virtual chinesa, Taobao.com, vendeu apenas cinco iPhones desde que o aparelho começou a ser vendido em seu site há 2 semanas. A loja, juntamente com o site da operadora China Unicom, são os únicos canais oficiais online para venda do iPhone por lá.

Dos cinco aparelhos, dois são do modelo 3G de 8 GB e três do 3GS de 16 GB. Não foram divulgadas informações sobre vendas no site da China Unicom, mas sabe-se que nos primeiros dias cerca de 5 mil aparelhos foram comprados pelos chineses, pouco se considerarmos todo o hype que há ao redor do aparelho no mundo todo.

Existem algumas explicações para o fraco desempenho. Uma delas é que o iPhone chinês não tem wi-fi. Segundo o blog Mashable, o governo chinês inventou uma outra tecnologia wireless e baniu o wi-fi do país. Outra é que o aparelho é muito caro. Custa 7 mil yuan (R$ 1750, aproximadamente) e o mercado paralelo vende por um preço 20% menor.

Apesar desses problemas a China Unicom espera que 10% de sua base de usuários 3G migrem para o iPhone. Será? [Apple Insider / PC World]

VCP08: o aparelhinho à sua frente é o Nokia 97

VCP08: o aparelhinho à sua frente é o Nokia 97

Enquanto todo o mundo fala a respeito de Android, iPhone OS, Symbiam ou Windows CE, a fabricante Viewsonic resolveu chutar o balde e apresentou mais detalhes a respeito do VCP08, uma interpretação bastante particular – e um tanto radical – para o que o mundo está acostumado a chamar de “smartphone”.

Capaz de fazer o mais extravagante dos chineses corar de vergonha, no lugar de um sistema operacional peso-leve e otimizado para as pequenas telas dos dispositivos de bolso o aparelho roda ninguém mais ninguém menos que o Windows XP, aquele mesmo presente em 69% dos computadores conectados à web em todo mundo, segundo os dados da Net Application.

Segundo informações do site Pocketables o monstrinho é equipado com um processador Intel Atom de 800 MHz, 512 MB de RAM, 8 GB de capacidade de armazenamento, teclado qwerty e tem uma tela de 4,3 polegadas, o que de quebra lhe garante dimensões paquidérmicas para o mundo dos telefones celulares. Em suas fotos de divulgação o VCP08 faz o Nokia N97 (que pode ser considerado tudo, menos compacto) parecer um chihuahua num mundo de dobermans.

Um de seus aspectos mais curiosos é que o Windows XP e o software de seu celular operam de maneira independente, o que confirma a impressão inicial que colaram um pobre telefone nas costas de um netbook para dar origem a essa maravilha tecnológica.

O preço ainda não foi divulgado, mas, sério, você não vai querer comprar essa coisa.

As "melhorias" da versão chinesa são um presente de grego

As "melhorias" da versão chinesa são um presente de grego

No último final de semana os usuários chineses do navegador Opera Mini – usado em dispositivos móveis como celulares e smartphones – foram notificados a fazerem uma atualização para uma versão do programa desenvolvida especificamente para o país. Mas no lugar de melhorias na navegação ou interface, deram de cara com o bloqueio de diversos sites proibidos por lá.

De acordo com a BBC News, por alguma razão o Opera Mini conseguia furar o bloqueio do Grande Firewall da China e acessar páginas consideradas ilegais – como o perigosíssimo Facebook, por exemplo – mas o “defeito” foi “corrigido” na atualização.

Não demorou para que o caso começasse a ser comentado pela web, com usuários condenando a empresa norueguesa, que por sua vez nega tudo. Em um comunicado a Opera Software apenas diz que “a diferença entre a versão chinesa e a internacional é a maneira que ela conecta aos servidores e lida com a compressão de dados, oferecendo maior velocidade por um menor custo”.

De qualquer maneira, bom lembrar que o imenso poderio econômico da China já foi capaz de mudar o discurso de muitas empresas que se apresentam como amigas da liberdade no resto do mundo. Um exemplo é o Google, que informalmente adota o slogan “não seja mau” e que não teve pudores ao aceitar a determinação do governo local para bloquear o acesso a algumas páginas.

Nokla N97: belezura

Nokla N97: belezura

Ok, todos sabemos que muitas vezes alguns aparelhos made in China não são exatamente um exemplo de originalidade, mas é preciso reconhecer que neste caso provavelmente algum tipo de recorde mundial deve estar sendo quebrado.

São tantas quebras de direito autoral juntas que é até difícil saber por onde começar. O corpinho é de iPhone, o nome é de Nokia… A lista pode ir longe.

Este bicho é produzido pela Nokla (note o “L” no lugar do “i”), conta com uma tela sensível ao toque, suporte para dois chips SIM e pode ser encontrado nas piores lojas do ramo (não passarei os links) por menos de R$ 300. La garania soy yo, mas a dica veio do Sillicon Alley Insider.

Há quem aposte, com certa razão, que os velhos mouses estão condenados à extinção a médio prazo, provavelmente substituídos por telas sensíveis ao toque, hologramas e sensores de movimentos capazes de reconhecer rostos e comandos (e não há qualquer sinal de exagero nesta frase). Enquanto a data não chega e os roedores de mesa continuam firmes e fortes em nosso dia-a-dia, alguns fabricantes que não têm exatamente uma reputação a zelar desenvolvem maravilhas como esta:

mousesexybikiniEsta belezoca é o Sexy Bikini Mouse, feito por uma empresa de nome ignorado e vendido pela bagatela promocional de US$ 18,99 (R$ 33) num site chamado China Grabber, o que dá certas dicas a respeito de sua qualidade. Não há informações a respeito de resolução ou garantia, mas pelo menos ele é USB (o que já é um avanço, certo?).

Como é possível notar na foto do produto, o tal bikini sexy também não está de acordo com o que se costuma aqui no Brasil.

Ele chegou… mas sem Wi-Fi.

O mais badalado telefone do mundo finalmente chegou hoje ao maior mercado do mundo. Estamos falando, claro, do iPhone na China. Mas o consumidor chinês terá uma séria desvantagem em relação ao resto do mundo: a versão deles do celular da Apple não tem Wi-Fi. Essa é uma condição imposta pelo governo do país que é bem restritivo a respeito de tudo que é relacionado com internet.

Talvez por isso, no lançamento de hoje não houve filas imensas ou grandes comoções, como normalmente acontecem em lançamentos do iPhone ao redor do mundo. Mas a chuva e o frio podem ter contribuído. Ou talvez tenha sido o preço.

O iPhone mais barato vendido pela China Unicom, primeira operadora a comercializar oficialmente o aparelho no país, sai por cerca de 4.999 yuan (R$ 1.276), sem contrato de fidelidade. O mesmo aparelho é vendido no mercado informal por 4.000 yuan (R$ 1.021), esse com Wi-Fi (mas sem garantias de que não vai parar de funcionar no próximo update de software).

O acordo da Apple com a China Unicom é de não-exclusividade e, sendo assim, há grande possibilidade de que outras operadoras venham a oferecer o aparelho futuramente. A China Mobile — a maior operadora de telefonia móvel do mundo — já está em negociação com a Apple para oferecer o aparelho a seus mais de 500 milhões de assinantes, o que representa mais de três vezes o número de clientes da China Unicom. [PC World]

O iPhone, da Apple, é produzido por companhias chinesas. A partir de setembro, os chineses terão a opção de mais um celular com o sufixo “Phone”. Estou falando do Ophone, que está sendo desenvolvido pela gigante Lenovo (aquela que comprou a divisão de PCs da IBM).

No site oficial do aparelho, ele é chamado de Ophone Mobile O1. Pelo que deu para entender, Ophone será a marca, enquanto que Mobile O1 é o nome de fato do smartphone. As prováveis especificações do O1 são: visor touchscreen de 3,5 polegadas, com resolução de 480×240 pixels; câmera integrada de 5 megapixels; e processador de 624MHz. Funcionará na rede 3G da China Mobile, a maior operadora do país.

Ophone: qual aparelho ele te lembra?

Os ícones dele te lembram o de qual outro smartphone?

Segundo o Electronista, ainda não é certo se o Ophone terá acesso à internet sem fio através de WiFi, porque o governo da China tem pedido a fabricantes de celulares que evitem adicionar esse recurso aos aparelhos. O motivo é a suposta promoção da rede 3G de lá. [Electronista]

ag407-vs-pristinaA agência de publicidade Ag407 decidiu processar o blog Pristina.org por danos morais. Uma liminar foi concedida em favor da agência, que obriga o Pristina.org a tirar do ar todos os posts que citem a empresa, seus sócios e também funcionários.

A Ag407 acusa o Pristina.org de permitir que comentários “derrogatórios” sobre a empresa fossem autorizados em um post no qual Felipe Tofani, autor do blog, noticiava que o site da agência estava exibindo uma solicitação de cobrança, mensagem não autorizada que a agência diz ter sido publicada após uma invasão hacker.

A reportagem do Tecnoblog falou com Alex Schonburg, diretor responsável pela Ag407, que disse que o Pristina.org desqualificou a agência e que iniciou uma campanha para adoção de avatares de Twitter com imagens difamatórias e insultos. Segundo Schonburg, o processo contra o Pristina.org acontece porque o blog foi co-responsável pelos comentários publicados, que possuiriam teor racista, violento e com incitação à destruição da propriedade alheia.

Pedro Villalobos, sócio da empresa de hospedagem que mantém o Pristina.org no ar, disse ao Tecnoblog que alguns comentários publicados no Pristina.org tinham ameaças ao autor do post e ao blog. Segundo Villalobos, esses comentários tinham autores de nomes distintos, mas partiam de um mesmo IP, o que o empresário considerou suspeito.

Por enquanto Felipe Tofani prefere não comentar o assunto, por orientação dos advogados. A nota que substitui os posts originais sobre a invasão no site da Ag407 no Pristina.org é intitulada de “Esse é um blog censurado”. Nela Tofani agradece a todos que participaram da campanha “#freepristina”, no Twitter e nos blogs, e diz que “as coisas não acabaram aqui”.

Já Villalobos, em post sobre o assunto no PVilla.com, traz para a discussão a questão da liberdade de imprensa. “Um caso como este pode simplesmente dar margem ao que já ocorre na China (Twitter, Facebook, MySpace e YouTube bloqueados): controle total e absoluto sobre tudo que é publicado, dito, falado e quase pensado”, escreveu Pedro Villalobos.

Questionado sobre o porquê da agência não ter processado o Blue Bus, o diretor da Ag407 disse que o site só publicou nota sobre o hackeamento, dando direito de resposta para a empresa e sem publicar comentários ofensivos de leitores. Por fim, Alex Schonburg disse que a liminar contra o blog foi concedida e que ações cíveis e criminais estão em andamento.

[Atualização às 18:30] O Pristina.org deu espaço para que a Ag407 se pronunciasse. Em 29 de junho o autor do blog escreveu: “Ontem eu tentei entrar em contato com a Selma e o Alex Von Schonburg da Ag407, mas não tive nenhuma resposta. Esperava que eles fossem gostar de deixar claro que a empresa não é caloteira, como anda sendo acusada. Mas a ausência de resposta deles deixa os comentários desse post com uma voz ainda maior”. O post não está mais no ar.