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Bella que ama Edward mas também quer ficar com Jacob. A historinha clichê da saga cinematográfica Crepúsculo você já sabe (ou não; eu tive que procurar na Wikipedia). Milhões de outros adolescentes enfurecidos também querem saber do assunto, e não poupam buscas no Google quando o assunto é a série de filmes e livros de Stephenie Meyer.

Claro que, uma hora, os cibercriminosos perceberiam a imensa procura por esse assunto e tirariam proveito dela. No caso de Crepúsculo, o terceiro filme estreou recentemente, junto com uma horda de websites falsos tentanto contaminar o computador do usuário. São os scarewares que estão fazendo a festa nesse momento.

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O filme The Social Network, que contará o “lado obscuro” da criação da rede social Facebook e de seu fundador Mark Zuckerberg deverá chegar aos cinemas norte-americanos no próximo dia 1º de outubro.

Baseado no livro The Accidental Bilionaires: The founding of Facebook, a tale of sex, money, genious and betrayal, escrito pelo norte-americano Ben Mezrich a película é dirigida por David Finch (O Curioso Caso de Benjamin Button, Zodíaco) e terá o semi desconhecido Jesse Eisenberg no papel principal e o cantor Justin Timberlake sob a pele de Sean Parker, um dos fundadores do site. Leia mais

Impossível não comentar sobre Avatar, o estrondoso sucesso do momento, segunda maior arrecadação da história – por enquanto – e que já começou a papar prêmios ontem, na cerimônia do Globo de Ouro. Tenha você gostado ou não, há fatos relevantes a discutir sobre essa obra, muito além da computação gráfica e da bilheteria. Primeiro foi o empenho na construção desse filme. Fala-se no custo de U$ 230 milhões. Para onde foi todo esse dinheiro?

O filme de James Cameron foi feito com uma nova tecnologia de filmagem chamada 3D Fusion, invenção do próprio, em parceria com o diretor de fotografia Vince Pace. O resultado: 1 petabyte de material digitalmente produzido. Quanto seria isso? Bem, imagine 500 HDs de 2 TB lado a lado.

Não tem ilha de edição no mundo capaz de renderizar um gigante desses, exceto uma, na minúscula Miramar, cidade da Nova Zelândia – o mesmo lugar onde se fez King Kong e O Senhor dos Anéis. A Weta Digital é um super datacenter composto por 34 racks, cada um com 4 chassis de 32 máquinas cada, resultando em 40.000 processadores e 104 TB de RAM, tudo conectado entre si numa rede de 10 gigabits.

Revolução nas salas de cinema

O segundo ponto a comentar foi a sacudida no mercado cinematográfico. A eminência da estréia fez com que, ano passado, donos de salas de cinema corressem para fazer o “upgrade”. Hoje temos uma quantidade razoável de salas 3D no Brasil, além das 2 IMAX, cuja grande diferença é a tela gigantesca, que, em conjunto com o 3D, traz uma experiência de imersão no filme sem igual.

Um pouco receosa de pegar filas enormes e gastar R$ 30 num ingresso de cinema em dia de semana, arrisquei, animada ao ler os primeiros reviews e tranquilizada pelos assentos marcados. Saí de lá hipnotizada. Foi um dinheiro bem gasto, a ponto de ter decidido ver só extras caso compre um DVD no futuro. Para não macular tão grandiosa lembrança.

Se donos de estúdios, produtores, cinemas e distribuidores andavam arrancando os cabelos por causa da pirataria e da troca livre de arquivos pela internet, agora eles podem virar o jogo: a nova tecnologia é a chance de trazer de volta às telonas o público que, entediado pela falta de novidades nas salas de projeção, acomodou-se com o homevideo e a internet.

Na indústria das TVs também já sentimos agitação. Só que ainda estamos longe, muito longe de ter dentro de casa uma experiência 3D comparável ao cinema. Algumas fabricantes já trouxeram aparelhos no mercado – um fiasco de vendas, tão precários que foram imediatamente removidos das poucas prateleiras que ousaram abrigá-los. Na CES desse ano também vimos novidades, mas ainda a anos luz de se instalarem em nossas salas de estar. Pelo preço e pela exigência do usuário ficar estático em seu sofá, ou aderir aos indefectíveis óculos especiais. Ainda há muito a trabalhar.

Nesse meio tempo, Hollywood se assanhou e em 2010 já temos uma agenda boa de produções 3D. Estava mais do que na hora dos estúdios correrem atrás de inovações ao invés de usuários P2P. Para nós, espectadores, novidades tecnológicas diferentes de DRM são muito bem-vindas.

Fontes dos números citados nesse artigo: Clickbits, Information Management e Vizworld

Enquanto o mundo do entretenimento se prepara pro mega-lançamento de Avatar (o tão esperado retorno diretorial de James Cameron) e se divide indeciso nas opiniões “será um divisor de águas”/”nada com tanto hype jamais poderá atingir as expectativas da galera”, uma coisa nós gamers temos certeza – haverá um jogo de Avatar (ou melhor, vários, já que Avatar The Game será lançado pra tudo que tenha uma tela), e ele será uma porcaria.

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É um fenômeno tão comum e bem estabelecido na cultura gamer que ninguém mais se empolga pro lançamento de adaptações videogâmicas de filmes de alto orçamento. Já fomos enganados muitas vezes; os gamers experientes vêem esses esforços como uma estratégia de marketing pra vender a imagem do filme e nada mais.

Do outro lado do espectro, os filmes baseados em jogos costumam ser ainda mais insalubres. Entra ano e sai ano, uma parada de adaptações cinematográficas dos nossos jogos favoritos ganham as telonas ao redor do mundo, e o resultado é sempre o mesmo: uma completa porcaria que, algumas vezes, nem como filme-pipoca serve.

Mas por que essas adaptações nunca dão certo? E por que continuam fazendo? Tenho minhas teorias.

Num jogo de videogame, a história é quase sempre um mero coadjuvante ao gameplay, à interação do jogador. A trama está lá pra enfeite, pra intervalo entre os momentos de ação, porque jogos geralmente não são o melhor meio pra contar histórias. Por isso, ao transportar aquela história pra telona, ela invariavelmente será um coadjuvante também – nesse caso, aos efeitos especiais. E nós sabemos que geralmente, filmes em que a história é tangencial aos efeitos visuais não costumam ser grandes obras de arte.

Já num filme, mesmo com personagens têm uma longa história de fundo (digamos, o Homem Aranha por exemplo), a trama apresentada precisa ser condensada em mais ou menos duas horas. E dessas duas horas, às vezes apenas metade contém cenas de ação “jogável”. Esse período é muito curto pra um jogo, e por isso os produtores acabam extendendo o gameplay de forma forçada, dando a ele características inexistentes no filme (personagens e situações adicionais, por exemplo).

Como qualquer outra coisa que é utilizada como encheção de linguiça, acaba sendo um saco.

O próprio supracitado Homem Aranha é um bom exemplo disso: pra que as aventuras mostradas nos filmes sejam viáveis como um jogo de 8-9 horas, os produtores enfiam um monte de tramas paralelas e missões irrelevantes à história do filme, a ponto de que o jogo é apenas levemente inspirado no filme de mesmo nome. Esse esticamento artificial de uma história de duas horas pra caber na proposta de um jogo com cinco vezes essa duração nunca passa despercebido.

Se o jogo será apenas levemente baseado no filme, qual o propósito de fazer um jogo baseado no filme…?

Outro grande culpado da baixa qualidade de jogos baseados em filmes é o curto período de desenvolvimento que eles têm em mãos. Um jogo baseado em filme só começa a ser produzido quando o filme já está em suas etapas finais de desenvolvimento; quando já existem os recursos visuais que os programadores e os artistas poderão usar pra tornar o jogo similar à apresentação do filme.

Isso significa, invariavelmente, que o jogo terá menos tempo pra ser produzido que o filme, e precisa ser apressado pra coincidir com o lançamento do mesmo. Como qualquer outra coisa feita “nas coxas” e apressadamente, um jogo baseado em filme é fadado ao fracasso.

É por isso que Batman Arkham Asylum  foi um jogo tão bom – porque ele evitou completamente a associação com o filme The Dark Knight. A Eidos Interactive, ao invés de ir na onda de fazer uma adaptação apressada de Dark Knight e vender na aba do filme, preferiu trabalhar com o mythos do personagem e fazer um jogo bem feito e completamente não-relacionado ao longa-metragem.

Mas seria desonesto dizer que todo filme baseado em jogo e vice-versa é uma porcaria completa. Eu mesmo já consegui gostar de alguns – o filme de Mortal Kombat, por exemplo, e o Enter The Matrix (apesar de todas as falhas óbvias de ambos).

Que jogos baseados em filmes – ou filmes baseados em jogos – você curtiu?

O último grande problema que a indústria da TV 3D vai ter que enfrentar é com relação ao posicionamento dos menus e guias de programação. Parece ser uma questão trivial, mas há muita matemática e ciência por trás dessa decisão.

As empresas 3ality Digital e Nagravision já estudam formas de ter um menu que seja também em terceira dimensão. Uma vez que o espectador está usando os óculos especiais, por exemplo, não deverá tirá-los toda vez que decidir acessar o menu.

Normalmente um menu tem seu posicionamento definido pelos eixos X e Y. No caso da televisão em três dimensões isso duplica: são dois eixos X e dois eixos Y, uma vez que a imagem 3D que o olho humano reconhece é resultado da combinação de duas imagens capturadas simultaneamente.

Frank Dreyer, responsável pela equipe de eletrônicos de consumo da Nagravision, disse à Wired que atualmente são usadas transparências e sombras, entre outros recursos, para exibição dos menus e guias de programação. Na televisão 3D isso não será possível, porque “o vídeo não é um pedaço de vidro atrás do menu”. A profundidade do que é apresentado passa a ser uma preocupação constante, e o mau uso desses efeitos pode causar cansaço visual e náusea.

Menu para televisão 3D desenvoldivo pela 3ality Digital e a Nagravision. Clique para ampliar. (Wired)

Menu para televisão 3D desenvoldivo pela 3ality Digital e a Nagravision. Clique para ampliar. (Wired)

Para tentar evitar o problema, a 3ality Digital pretende incluir metadados sobre a configuração espacial das imagens já na transmissão, em cada quadro do vídeo. Assim, esse processamento complexo não ficará a cargo do receptor de TV 3D. De qualquer forma, set-top boxes com tal funcionalidade custarão entre US$ 200 e US$ 250 (entre R$ 350 e R$ 450) para serem feitas.

Ah, os pesquisadores da TV em três dimensões também ainda não descobriram uma forma cem por cento eficaz de exibir legendas. Por enquanto, teremos filmes ou vídeos em 3D somente dublados. [Wired]

A gigante japonesa de eletrônicos Sharp, em conjunto com o Instituto Nacional de Informática do Japão, desenvolveu uma tecnologia que tem potencial para diminuir e até mesmo extinguir a pirataria de filmes recém-lançados, conhecidos nas comunidades de BitTorrent como arquivos “CAM”. O prejuízo causado por esse tipo específico de pirataria é estimada em 3 bilhões de dólares por ano pelo American Film Institute.

À esquerda, sem infravermelho. À direta, com a proteção anti-pirataria.

À esquerda, sem infravermelho. À direta, com a proteção anti-pirataria.

A tecnologia criada pelo grupo consiste em colocar lâmpadas emitindo pulsos de luz infravermelha em velocidades constantes por trás das telas de cinema. Essa luz é imperceptível ao olho humano, entretanto, ela é capturada pelos sensores de câmeras de vídeo. O arquivo gravado pelo ‘pirata’ dentro do cinema apareceria com barras brancas luminosas e editá-lo para embaçar essas barras tornaria o vídeo impossível de ser assistido.

A equipe responsável pelo desenvolvimento da tecnologia explica que os pulsos de luz infravermelha passam através de pequenos buracos na tela, também usados para o som do filme, e que os melhores resultados foram atingidos usando 10 pulsos de luz por segundo.

Ainda não há informações sobre qual o plano de ação o grupo planeja elaborar para combater a pirataria de arquivos de vídeo do tipo DVDRip, BDRip, DVDSCR, Xvid, DivX, SCR, Telesync, Workprint, HDRiP e R5. [Fareastgizmos / Gizmodo]

A nova tecnologia queridinha das empresas de cinema é a reprodução de filmes em três dimensões, mas não por muito tempo. Isso porque a Sony quer começar a vender televisores com reprodução do 3D já em 2010.

Quem não deve ter gostado muito dessa informação são os grandes grupos de salas de cinema. Eles vêm investido ao longo dos anos no 3D, um diferencial que só o cinema pode oferecer frente ao aumento da pirataria graças à internet.

Mas a Sony, que é dona de estúdio de cinema, quer mais: quer que você tenha uma TV com 3D daqui a um ano. O diretor-executivo da companhia, Howard Stringer, pretende anunciar em breve uma linha completa de produtos voltados para essa nova tecnologia. Estão previstos televisores Bravia, PlayStations 3, notebooks Vaio e leitores de Blu-ray com capacidade de reproduzir o ambiente 3D.

Um dos problemas que equipamentos com reprodução de 3D poderão enfrentar é a falta de padronização do mercado. Lembra-se da recente briga entre Blu-ray e HD-DVD, na qual o primeiro levou a melhor? A tecnologia 3D vai pelo mesmo caminho, pois vários formatos estão disponíveis para adoção pelas empresas fabricantes de eletrônicos.

Enquanto o 3D não chega à sua televisão, fique com trailer de “Avatar”, filme de James Cameron que foi filmado com a melhor tecnologia de cinema 3D existente (assista em HD). O filme tem estreia em 18 de dezembro.

[Times]

Segundo reporta o blog Zeros e Uns, a NetMovies vai iniciar a operação de aluguel de filmes com streaming via internet. O serviço será chamado de NetMovies Live. Até o momento, a empresa reproduzia parte do modelo de negócios da norte-americana Netflix, que era a entrega de DVDs através dos correios.

NetMovies: "Super Novidade".

NetMovies: "Super Novidade".

Usuários da NetMovies já haviam notado um botão no menu principal do site indicando uma “Super Novidade”. Ao acessar a página da supernovidade, um aviso podia ser encontrado: “em breve você irá conhecer e usar grátis um serviço revolucionário”!!!”.

Ainda não há informações sobre a tecnologia, o modelo de negócios ou mesmo os preços dos aluguéis de filmes. Em andamento há mais de um ano, o projeto esbarrou na dificuldade de licenciar filmes para serem reproduzidos na internet.

Com a NetMovies Live, a empresa poderá oferecer aluguel de filmes a qualquer brasileiro, não se restringindo às cidades onde tem o serviço de entrega de DVDs. A velocidade de conexão, no entanto, continuará a ser um problema.

Em outubro de 2008, durante o TechEd, a Saraiva anunciou o Saraiva Digital, aplicativo que permitia aos usuários alugar filmes e baixá-los no computador, porém sem streaming. A tecnologia a ser usada pelo serviço era Silverlight, da Microsoft. [Zeros e Uns]

[Atualização às 21:50] Agora há pouco a NetMovies disponiblizou a “super novidade” para seus usuários. Filmes da NetMovies Live já podem ser assistidos por quem tem conta no serviço, inteiramente de graça. A oferta de filmes ainda é pequena, mas logo de cara encontrei o clássico “Cidadão Kane”, de Orson Welles.

Botão "Assistir agora" inicia o streaming. (Clique para ampliar)

Botão "Assistir agora" inicia o streaming. (Clique para ampliar)

Pelo que pude ver, a tecnologia utilizada para o streaming é Flash, da Adobe. Assim que pressionar “Assistir Agora”, o usuário verá um player de vídeo sobreposto à página, no qual ele pode dar início à exibição do filme.

Player de vídeo do NetMovies Live. (Clique para ampliar)

Player de vídeo do NetMovies Live. (Clique para ampliar)

No caso de “Cidadão Kane”, por exemplo, o áudio do filme é o original em inglês. Legendas em português são apresentadas, sem que haja opção de desligá-las ou de mudar o idioma do áudio.

"Cidadão Kane", via NetMovies Live, em tela cheia. (Clique para ampliar)

"Cidadão Kane", via NetMovies Live, em tela cheia. (Clique para ampliar)

O vídeo pode ser exibido em tela cheia, na qual aparece a já tradicional barra com o tempo de filme reproduzido, além de controle de volume.

A Netflix já oferece aluguel de filmes baseado em assinaturas mensais, nas quais o assinante recebe o DVD em casa e pode ficar com ele o tempo que quiser (no Brasil, a Netmovies é a principal empresa a oferecer serviço similar). Através da web, a empresa também proporciona aluguel de filmes que são reproduzidos no próprio computador, de preferência um media center. O próximo passo? Levar filmes ao iPhone OS e aos videogames.

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Uma vez que a versão mais recente do iPhone OS tem suporte a streaming de vídeo em HTTP, fica muito mais fácil para a Netflix desenvolver um aplicativo para a plataforma. Sempre há o risco da Apple bloquear o aplicativo por concorrer com a onipresente iTunes Store, mas isso é facilmente remediável com uma web app. Já a AT&T poderia sentir as complicações do alto consumo de dados, mas nesse caso restringir o streaming ao Wi-Fi não deixa de ser uma opção.

Na falta de um streaming de vídeo, a Netflix poderia optar por armazenar os filmes localmente na memória do iPhone ou iPod Touch. Com 8GB, 16GB ou 32GB é possível armazenar vários filmese séries (considerando-se que a memória não esteja lotada). Assim, os filmes ficariam disponíveis para os assinantes mesmo quando estivessem longe de uma conexão (como no avião, por exemplo).

Outro desejo da Netflix é entregar filmes também em consoles de videogame, a começar pelo Wii. O aparelho superbadalado da Nintento tem um público fiel, que poderia muito bem tirar proveito da conexão com a internet. Enquanto isso, os donos de Playstation 3 (aquele que pode ter uma versão Slim, como o Tecnoblog noticiou hoje) já desfrutam o leitor de Blu-ray embutido no console.

[Multichannel/Epicenter]