IBM compra empresa de cloud computing

A IBM anunciou ontem ter comprado uma empresa voltada para o famoso cloud computing. Os detalhes do acordo entre IBM e a Cast Iron Systems não foram revelados, mas a multinacional pretende ampliar seu conhecimento nesse segmento da computação, a fim de atender clientes e integrar-se a serviços da Salesforce.com, Amazon e SAP. [Reuters]

Depois de comprar o serviço de streaming de música Lala e fechá-lo (aconteceu na sexta-feira), a Apple já estaria trabalhando em uma versão do iTunes baseada na web. No entanto, fontes da indústria musical afirmam que a companhia de Steve Jobs ainda está longe de oferecer qualquer coisa parecida com um iTunes acessível via navegador (Safari, de preferência).

Gravadoras já estariam conversando com a Apple, embora o progresso seja considerado como “preliminar”, para sermos bastante positivos. O olho grande dos executivos das gravadoras é por conta da possibilidade de cobrar a mais pelas canções, uma vez que seriam para “múltiplos usos”.

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O desenvolvimento do Chrome OS, o sistema operacional baseado em Linux do Google, continua a pleno vapor. Hoje a empresa de Mountain View revelou um dos recursos que o sistema terá no futuro: o Google Cloud Print. Trata-se de uma solução para gerenciamento de impressões que vai ser amplamente dependente da conexão com a internet (em outras palavras, fará uso do cloud computing).

Esquema de funcionamento do Google Cloud Print.

Esquema de funcionamento do Google Cloud Print.

Para o Google, a criação do Google Cloud Print soluciona um problema muito evidente: gadgets recentes não têm como imprimir arquivos. Normalmente seria preciso instalar o driver da impressora em questão no equipamento, mas isso não é possível. Como resultado, temos um dispositivo capado, sem esse tipo de função.

Com o Google Cloud Print, os aplicativos (no exemplo do Google: Calendar, Gmail, Chrome e Google Voice) poderão enviar comandos de impressão para a nuvem. Os servidores do Google (vulgo “a nuvem”) receberiam tais informações e lidariam com as impressoras na outra ponta da cadeia.

“Em vez de depender do sistema operacional local (ou drivers) para imprimir, aplicativos podem usar o Google Cloud Print para enviar e gerenciar trabalhos de impressão”, escreveu Mike Jazayeri, gerente de produtos de grupo.

A pergunta que não quer calar: será que, com isso, finalmente teremos uma forma de imprimir documentos criados em um iPad sem ter que exportar o arquivo e abrir em um computador “normal”? Enquanto isso não acontece, donos do aparelho terão que se contentar com o método aggressive de impressão

Jobs segura o "mágico" iPad.

Jobs segura o "mágico" iPad.

Enquanto o mágico e revolucionário iPad não chega às lojas nem às casas das pessoas por meio do serviço de entrega, continua a especulação sobre a inclusão de serviços de streaming de áudio no dispositivo. Porém, as notícias sobre esse assunto não são das mais agradáveis: a Apple não vai oferecer música na nuvem, ao menos não por enquanto.

A informação é proveniente da Cnet, que ouviu pessoas ligadas à indústria fonográfica. De acordo com o jornalista Greg Sandoval, a empresa de Steve Jobs já informou a executivos da indústria que um serviço de streaming seria improvável pelo menos até o terceiro trimestre de 2010.

Dessa forma, os rumores de que a compra da empresa Lala (dezembro/2009) faria com que a Apple acelerasse o desenvolvimento de uma plataforma que permitisse streaming de música diretamente de seus servidores para o usuário final, comprador ou locatário da canção, não se confirmam.

A lenda envolvendo o serviço de streaming da Apple dá conta que a empresa estaria trabalhando em uma forma de oferecer todo o conteúdo musical da iTunes Store para o usuário, porém sem armazenar os arquivos permanentemente no iPod, iPhone ou iPad. Por meio de uma conexão com a internet, o usuário teria acesso à própria biblioteca e poderia ouvir músicas sendo transmitidas dos servidores da Apple.

Tal informação – é evidente, pois estamos falando de Apple – nunca se confirmou.

De acordo com o Google, o fim da linha para os velhos computadores de mesa pode estar mais próximo do que se imagina. John Herlihy, diretor de operações da gigante da web na Europa afirmou nesta terça-feira na conferência Digital Landscapes que “os desktops deverão se tornar irrelevantes em três anos”.

Para o executivo, o clássico conjunto formado por um gabinete grandalhão de metal, monitor, teclado, mouse e uma dezena de fios espalhados deverá ser substituído por smartphones como o principal meio de diversão e entretenimento dos usuários num futuro bem próximo. “Por exemplo, no Japão a maioria dos consumidores atualmente procura por smartphones, e não por computadores completos”, exemplificou.

O executivo acredita que uma das peça-chave para essa mudança de comportamento será o amadurecimento de ferramentas de computação de nuvem, que deixarão a tarefa de processar uma série de tarefas parrudas com servidores dedicados. “Dispositivos móveis permitirão que o conhecimento seja acessível a todos”, completou, otimista.

Futurologia à parte, uma pergunta: você trocaria seu computador de mesa por um smartphone? Diga aí, nos comentários.

Finalmente o Google liberou mais detalhes a respeito de seu plano maléfico de dominação mundial do Chrome OS, sistema operacional peso-leve baseado em linux, desenvolvido para netbooks e anunciado pela gigante da rede no último mês de julho.

Feito especialmente para a nuvem, todos seus aplicativos são online. Assim “toda sua experiência acontece dentro do browser e não existem outros programas instalados da maneira convencional”, como a empresa afirma em seu blog oficial.

De acordo com seus desenvolvedores, isso permitiu eliminar a maior quantidade possível de processos desnecessários, fazendo com que o computador esteja pronto para ser usado “em poucos segundos”. De acordo com Sundar Pichai, vice-presidente do Google, a empresa queria que “o Chrome OS ligasse tão rápido quanto uma televisão”.

Quanto aos recursos de segurança, o Chrome OS parece ser especialmente desconfiado já que roda cada programa de maneira isolada, o que promete dificultar a vida de programinhas mal intencionados de qualquer espécie. Além disso, a cada boot o sistema operacional confere a integridade de seu código-fonte, e caso identifique alguma coisa errada ele é capaz de se “curar” sozinho.

Os primeiros netbooks equipados com a novidade deverão chegar ao mercado em 2010, e de acordo com Pichai NÃO será possível baixar o sistema operacional depois que seu desenvolvimento for finalizado. Depois de pronto o Chrome OS estará disponível apenas em máquinas de empresas que firmarem parcerias com o Google. Ou seja, se você quiser o Chrome, terá que comprar alguma coisa que venha com ele instalada de fábrica. #mancada #fail #applefeelings

De quebra, não há uma versão beta disponível para download. Os que estiverem dispostos a se arriscar, devem baixar o código-fonte do programa e compilá-lo na raça e na coragem. Ainda não há uma data para seu lançamento oficial, mas a empresa-mãe afirma ele deve acontecer “em breve”.

Em todo caso, confira o vídeo de apresentação do Chrome OS.

Quase lá: Google apresenta oficialmente o Chrome OS

Finalmente o Google liberou mais detalhes a respeito do Chrome OS, sistema operacional peso-leve para netbooks anunciado pela gigante da rede no último mês de julho.

Feito especialmente para a nuvem, todos seus aplicativos são online. Assim “toda sua experiência acontece dentro do brownser e não existem outros programas instalados da maneira convencional”, como a empresa afirma em seu blog oficial.

De acordo com seus desenvolvedores, isso permitiu eliminar a maior quantidade possível de processos desnecessários, fazendo com que o computador esteja pronto para ser usado “em poucos segundos”. De acordo com Sundar Pichai, vice-presidente do Google, a empresa queria que “o Chrome OS ligasse tão rápido quanto uma televisão”.

Os primeiros netbooks equipados com a novidade deverão chegar ao mercado em 2010, e de acordo com Pichai NÃO será possível baixar o sistema operacional, que estará disponível apenas em máquinas de empresas que firmarem parcerias com o Google. Ou seja, se você quiser o Chrome, terá que comprar alguma coisa que venha com ele instalada de fábrica. #mancada

De quebra, não há uma versão beta do Chrome OS disponível para download. Os que estiverem dispostos a se arriscarem devem baixar o código-fonte do programa e compilá-lo. #mancada2

Em todo caso, confira o vídeo de apresentação do Chrome OS

azure 2_250pxA PDC (Professional Developers Conference) é a Conferência de Desenvolvedores Profissionais que a Microsoft promove todo ano. Foi na PDC do ano passado que o Windows 7 foi apresentado pela primeira vez e agora que o novo sistema operacional já foi lançado, é a hora da Microsoft mostrar quais são seus caminhos para o futuro, e ela vai para as nuvens.

A Microsoft anunciou que sua plataforma de computação em nuvem, chamada Azure, será lançada no dia 1º de janeiro de 2010. Ela será gratuita pelo primeiro mês, mas os clientes passarão a ser cobrados a partir de 1º de fevereiro (e os preços você já viu aqui no Tecnoblog).

Para garantir que o Azure conseguirá agüentar o tranco e apresentar a capacidade, disponibilidade e escalabilidade que se espera de um serviço de computação em nuvem, ele será hospedado em 3 pares regionais de data centers bem separados geograficamente, para prevenir o caso de uma catástrofe regional comprometer o serviço.

A abordagem da Microsoft é um pouco diferente da sua maior concorrente no segmento de computação em nuvem. Ao contrário do Google, a empresa-mãe do Windows não vê a nuvem como um substituto do armazenamento e processamento local, mas sim como um complemento para enriquecer a experiência das “três telas”, que é como a Microsoft se refere à tríade de telas que permeia a vida das pessoas: computador desktop, TV e dispositivo móvel.

O Azure apresentará também o que é conhecido como “dados como serviço” através do projeto nomeado Dallas. Com ele, desenvolvedores conseguirão, através do Azure, aproveitar-se em suas aplicações de informações provenientes de uma variedade de fontes, como Associated Press, NASA, National Geographic, entre outras. [PCWorld]

Quando nós falamos de serviços online para backup de arquivos, normalmente o que vem à cabeça é a Dropbox. No máximo o Mobile Me para usuários de Mac, mas só. No entanto, eu venho usando há algumas semanas o SugarSync, um serviço diferente de tudo o que tinha testado anteriormente.

sugarsync-logo

Eu conversei com Laura Yecies, CEO da Sharpcast, empresa desenvolvedora do SugarSync, que explicou um pouco do funcionamento da companhia. Diz Laura que a computação nas nuvens permite uma oportunidade única de dar recursos muito especiais aos usuários: segurança e disponibilidade dos dados. Ela compara o uso da nuvem para armazenar arquivos com o do webmail: “O webmail libertou usuários de instalações que consumiam muito tempo e deu a eles acesso às mensagens a qualquer hora e de qualquer lugar”. A mais pura verdade. Leia mais

imagem-eua-nuvemO governo federal dos Estados Unidos anunciou hoje que vai começar a implementação de uma enorme e complexa infra-estrutura de cloud computing, ou computação nas nuvens. A administração de Barack Obama tem como objetivo reduzir custos e diminuir o impacto ambiental dos sistemas de informática do governo.

Para ter uma ideia, o orçamento atual do governo federal americano com tecnologia da informação é de cerca de US$ 76 bilhões, dos quais US$ 19 bilhões são gastos apenas com a infra-estrutura. Tantos data centers levaram ao cúmulo do Ministério da Defesa daquele país ter atualmente 23 data centers instalados.

O governo dos EUA lançou o site Apps.gov (estava fora do ar no momento que esse post foi publicado), no qual poderão ser listadas as aplicações que a administração Obama vai disponibilizar para seus órgãos e agências.

Já no ano que vem a administração federal americana já vai dedicar parte do seu orçamento de TI para cloud computing. Está nos planos do governo iniciar projetos pilotos de aplicativos nas nuvens.

Como já poderíamos esperar, o governo estará bastante preocupado com os dados que passarão a ser armazenados na nuvem. A iniciativa de Obama prevê desenvolvimento de formas de seguranças, políticas de acesso e também de certificação centralizada.

O CIO (algo como diretor de informação) do governo Obama, Vivek Kundra, não deu muitos detalhes sobre como a administração federal e seus órgãos vão adotar a computação nas nuvens nem o cronograma de implementações. [CNET/Foto: bronkinhrt2]

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Cloud computing tem futuro?

Eu sou do tempo em que “nuvem” era apenas um lugar onde anjinhos dormiam e tocavam harpa. Hoje, “nuvem” é o lugar favorito da geração digital para guardar sua vida online. Quem dera essa “nuvem” de hoje fosse povoada por anjos. O que mais parece é que ela é habitada por diabinhos. Àquilo que as novas gerações estão abraçando com entusiasmo, os veteranos torcem o nariz, céticos. A nuvem está cinza e carregada, e a tempestade está só começando.

Trocando em miúdos: cloud computing, ou “computação na nuvem”, nada mais é que toda a sua vida online: dados, informações pessoais, documentos e até multimídia morando na internet. Basta uma conexão web e tudo está à mão, a partir de qualquer computador – ou dispositivo móvel. O ícone maior da computação em nuvem é o Google, sem dúvida, com seus aplicativos populares em todo o mundo – desde email até calendário e editor de textos. A iniciativa mais ousada foi o anúncio recente do seu próprio sistema operacional, o Chrome OS – todo baseado na web.

A caracterísitca de “nuvem” da internet atual só é possível graças à adesão de todo o planeta na rede mundial de computadores. De um lado, “cloud computing” trazendo a promessa da verdadeira internet ubíqua. Pessoas acessando seus dados a qualquer hora, de qualquer lugar, em qualquer dispositivo. Do outro, operadoras e servidores instáveis, além de aplicações com selos “beta” que não inspiram lá muita confiança.

“Computação em nuvem” e mobilidade tem tudo a ver. É por isso que os profissionais itinerantes foram os primeiros a abraçar, entusiasmados, essa nova forma digital de trabalhar e interagir. O Google está mais popular do que nunca e o serviço de armazenamento virtual da Amazon cresce a cada dia. O mercado de serviços na nuvem ainda está em estágio bem inicial de adoção, é verdade, mas provando ser tendência.

Os mais conservadores dizem não gostar de correr risco quando se trata de informações pessoais. E com razão. Você confiaria em sua operadora o suficiente para abrir na rua, às 8 da manhã, a caminho do trabalho, sua “agenda na nuvem” para checar os compromissos do dia? E confiaria no servidor de um serviço beta e gratuito para guardar os preciosos telefones, endereços e emails de todos os seus contatos?

No mundo mobile, a Apple tentou convencer usuários e desenvolvedores, ao lançar o iPhone em 2007, que os “web apps” eram o futuro e que os softwares, da forma como conhecemos hoje, estavam condenados à morte. Não colou: um ano depois surgiu a AppStore, cujo sucesso dispensa apresentações. São esses mesmos usuários e desenvolvedores que hoje torcem o nariz para o Google Chrome OS.

Por mais que a computação em nuvem seja inovadora, mudando desde já nossos costumes digitais, a verdade é que em termos de infraestrutura não estamos amadurecidos o suficiente para adotá-la em massa. E o que dizer das previsões apocalípticas de redes saturadas, crise de armazenamento e sobrecarga de sistemas?

Contudo, os “coroas da internet” não decidem mais nada. O poder está nas mãos dos mais jovens. São seus hábitos e exigências que ditam novos padrões de consumo. Sempre foi assim: caiu no gosto da molecada, não há mais volta. Basta ver no que estão se transformando as redes sociais – fenômeno de audiência que ninguém sabe direito como transformar em algo economicamente viável.

O CD player e o atual modelo da indústria fonográfica já poderia se considerar obsoleto no instante em que o primeiro adolescente do Napster fez o seu primeiro download, lá nos anos 90. Com a nova computação móvel, ubíqua e na nuvem, não será diferente. Cabe aos nerds rabugentos parar de questionar a nova tecnologia e trabalhar para melhorá-la, antes que fiquem obsoletos também.