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A Microsoft entende bem os perigos em potencial que estão envolvidos em monopolizar algum mercado. Como boa parte dos leitores do TB deve lembrar, a fabricante do Windows recebeu uma dura multa quando a Comissão Europeia decidiu que incluir o Internet Explorer no seu sistema era uma prática anti-competitiva em relação ao mercado de navegadores e ainda obrigou a Microsoft a oferecer a tela de escolha. Agora a gigante de Redmond pretende usar o que aprendeu nessa lição contra o Google.
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Dados levantados pela comissão de informática da União Europeia mostram que um em cada três computadores instalados no continente carregam algum tipo de praga virtual em seus discos rígidos.

De acordo com o órgão, apesar de 84% dos internautas europeus contarem com algum tipo de proteção em suas máquinas, isso não impediu que 31% delas estivessem atualmente contaminadas com algum tipo de vírus, de acordo com dados coletados no último trimestre de 2010. Destes, 4% tiveram seus dados pessoais revelados e 3% sofreram algum tipo de prejuízo financeiro.

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Nós já bem sabemos que a Comissão Europeia é o orgão do bloco econômico responsável por zelar pela competição leal e correta entre as empresas, mais ou menos como o CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) no Brasil, com a diferença de que no Velho Continente as coisas parecem funcionar com um mínimo de decência.

O fato é que, depois de investigar a Intel e a Microsoft por uso de posição dominante para ganhos econômicos, agora os europeus miram no Google, o gigante das buscas. De acordo com a Reuters, nada menos que três reclamações foram feitas ao órgão, todas relacionadas às atitudes do Google no mercado de anúncios em sites de busca.

“A Comissão confirma que recebeu três reclamações contra o Google e que as esta examinando. A Comissão não iniciou uma investigação formal até o presente momento”, eles afirmaram em um comunicado nessa quarta (24).

As reclamações foram feitas pelo Foundem, um site de “buscas verticais”; pelo eJustice, um serviço francês de buscas de conteúdos relacionados a legislações; e ao Ciao!, um buscador baseado na Alemanha que atualmente utiliza o Bing como motor de busca e que permite fazer comparação de preços entre produtos.

Em um post oficial, o Google afirmou que as reclamações são as seguntes: Foundem e eJustice não estão satisfeitos com a posição que conseguem nos resultados de busca do Google, que utiliza o possivelmente mais complexo algoritmo da web para entregar os melhores resultados para o usuário. Ainda segundo a empresa, ela e o Ciao! sempre tiveram uma relação saudável, mas desde 2008 o serviço vem reclamando dos termos e condições padrões do Google.

Detalhe: tanto a Foundem quanto a Ciao! têm dinheiro da Microsoft em seus balanços. Entenda isso como quiser.

[Com informações: The Guardian; foto: keso]

Parece que a novela do Internet Explorer na Europa está chegando ao fim. A partir de primeiro de março, os usuários do Windows situados no continente poderão optar por instalar outro navegador logo que o browser da MS for iniciado. A tela de escolha já foi finalizada e passa por testes internos atualmente, mas também poderá ser testada a partir de 22/fevereiro.

Inicialmente a Microsoft propôs oferecer no mercado europeu uma versão do Windows sem o Internet Explorer (conhecido como Windows 7 E), mas a ideia depois foi descartada. Como segunda opção, a gigante de Redmond optou por uma tela de escolha na qual o dono do computador decidiria qual navegador seria o padrão do sistema operacional.

Algumas indas e vindas mais tarde, com direito à Fundação Mozilla reclamando do posicionamento dos ícones de navegadores na tela de escolha, dessa vez a MS aparenta ter acertado na fórmula para exibir os navegadores. Serão 5 navegadores mais usados, exibidos de forma aleatória: Internet Explorer, Mozilla Firefox, Google Chrome, Apple Safari e Opera. Além desses browsers mais conhecidos, outros poderão ser encontrados ao movimentar a página para a direita. A lista de navegadores principais e secundários será atualizada a cada 6 meses, para refletir a realidade do mercado de browsers.

Internet Explorer: tela de escolha de navegador. Clique para ampliar.

Internet Explorer: tela de escolha de navegador. Clique para ampliar.

O acordo da Microsoft com a Comissão Europeia prevê que a tela de escolha seja distribuída por meio do Windows Update para Windows XP, Windows Vista e Windows 7 durante 5 anos. Fabricantes de computadores também terão o poder de desabilitar o IE e ajustar outro browser padrão nos PCs que venderem.

IE domina na Europa

O Internet Explorer ainda é o navegador mais usado na Europa. De acordo com dados do StatCounter, o aplicativo da Microsoft detém 45.5% dos usuários europeus. Em segundo vem o Firefox com 39.2%, seguido de Chrome (6.3%), Opera (4.3%) e Safari, com apenas 3.7%.

[Com informações: Microsoft on the Issues, ZDNet e Ars]

Estava demorando. Mas finalmente algum grande desenvolvedor de navegador decidiu reclamar da tela de escolha que estará presente no Internet Explorer, a fim de que o usuário opte conscientemente por um browser. E a reclamação veio logo da Mozilla.

firefox-a-gente-primeiroEssa história já é antiga: a Comissão Europeia, em uma investigação antitruste, determinou que a MS permitisse ao usuário escolher o navegador padrão do sistema operacional. Com isso, o Internet Explorer será distribuído junto com o Windows, mas só se tornará o aplicativo padrão caso o usuário do computador opte por isso. Claro que os outros navegadores estão de olho na possibilidade de ganhar novos usuários.

Na tela de escolha inicial, a Microsoft queria que a participação de mercado do navegador definisse a ordem de apresentação das opções. O Internet Explorer, obviamente, seria o primeiro a aparecer. Mas a Comissão Europeia não gostou muito da ideia.

A segunda proposta da Microsoft foi que os browsers fossem apresentados por ordem alfabética de fabricante. Sortuda, a Apple seria a primeira opção, com o Safari. O Google estaria em segundo com o Chrome e a MS em terceiro com o IE.

Jenny Boriss, designer do Firefox, expôs toda a raiva dela: “Essa ordem é a pior opção possível. Usuários do Windows que virem [a tela de escolha] com o design atual tenderão a fazer somente duas escolhas: Internet Explorer porque já estão familiarizados com ele ou Safari porque é o primeiro item”.

A designer defende que a ordem de navegador seja por participação de mercado, com um porém: com o Internet Explorer no fim da lista. Nesse caso, o Firefox seria a primeira opção da lista. Mas não para por aí, Boriss também defende que o IE seja removido completamente da lista.

Folgada, não? [Gizmodo]

A Comissão Europeia anunciou nessa quarta-feira que planeja (finalmente!) encerrar as investigações sobre o Internet Explorer. Os reguladores do bloco econômico acreditam ter chegado a um acordo que beneficie os usuários e finalize com as dúvidas sobre monopólio e prática de truste exercidos pela Microsoft.

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-1,7 bilhão de euros. (Reprodução/CE)

Na próxima sexta (09) a comissão vai colher opinião de fabricantes de computadores, desenvolvedores de software e consumidores sobre o acordo final, que prevê uma tela de escolha no IE, na qual o usuário poderá escolher um navegador entre a listagem com 12.

Se o retorno que a Comissão Europeia receber for positivo, o famosa investigação de práticas de truste poderá ser finalizada sem que a Microsoft tenha que pagar mais multas. Até o momento de publicação desse post, a soma total já estava na casa de 1,7 bilhão de euros (equivalente a R$ 4,4 bilhões).

Brad Smith, conselheiro-geral da Microsoft, disse à agência Associated Press que o anúncio da União Europeia de encerrar o caso anti-truste permitiria que a empresa focasse na tentativa de obter aprovação dos órgãos europeus para a parceria que planeja fazer com o Yahoo, na qual irá assumir o mecanismo de busca do megaportal. [AP]

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evilPod?

A Comissão Europeia planeja que reprodutores de MP3 sejam vendidos com dispositivo de nível sonoro seguro, que alerte caso o volume esteja muito alto. Em outras palavras, o controle de volume deveria ter um indicador claro de quando o volume passar do recomendável, o que atualmente não acontece.

Para decidir qual seria o nível seguro para escutar música, a Comissão mantém conversas com a Cenelec (Comitê Europeu para Padronização Eletrotécnico). O objetivo é definir qual seria o melhor padrão para esse tipo de coisa. Caso seja aprovada, a regulamentação só começa a valer na União Europeia a partir de 2011.

Mais interessante dessa história é que em 2008 o comitê científico da UE disse que entre 5% e 10% dos usuários de MP3 players deixam o volume do aparelho acima do recomendado. Só na Europa seriam 10 milhões de pessoas com possíveis danos permanentes à capacidade auditiva.

Já escrevi há algum tempo que a Doença do iPod é poderia ser um dos males desse século. Mas pergunte se eu providenciei fones de ouvido com isolamento acústico, que ajudam nessa questão…

E você, como faz para proteger seus ouvidos dos danos que a música em volume excessivo pode causar?  [FOL/Foto: nao-cha]

Logo-Firefox-3.5O presidente da Mozilla Foundation, fundação que mantém o desenvolvimento do Mozilla Firefox, resolveu falar o que pensa sobre a tela de escolha de navegador que a Microsoft propôs à Comissão Europeia, como forma de dar ao usuário a chance de optar por outro browser que não seja o Internet Explorer.

Mitchell Baker escreveu que, com a proposta da Microsoft, perdeu-se o objetivo mais importante na disputa da Comissão Europeia, que é a posição “singularmente privilegiada” do Internet Explorer no Windows. Baker listou alguns problemas que a forma atual da tela de escolha de navegador apresenta:

  • O Internet Explorer continua no sistema, inclusive com posicionamentos proeminentes na interface.
  • A escolha de outro navegador como padrão não faz com que esse navegador substitua o Internet Explorer. Mitchell Baker cita como exemplo o atalho para IE na área de trabalho, que permanece mesmo se o navegador escolhido seja outro.
  • Ainda sobre posições privilegiadas na interface do sistema operacional, Baker diz que no Windows 7, por exemplo, o Internet Explorer permanecerá na barra de tarefas mesmo que, digamos, o Firefox seja escolhido como browser principal.

Baker diz que nenhuma proposta que ele tenha visto muda os privilégios do Internet Explorer. Segundo o executivo, o quadro só muda caso o usuário opte por outro navegador e também descubra como “desligar” o Internet Explorer.

Para o presidente da Mozilla, outros navegadores têm desvantagem com relação ao Internet Explorer porque o aplicativo da Microsoft estará presente no Windows 7 de forma nativa. Caso o dono do computador escolha usar o Firefox, por exemplo, precisará baixar e rodar o instalador. Baker tem medo que usuários não consigam concluir essa tarefa, aparentemente fácil.

A Mozilla também não está completamente satisfeita com a forma como outros aplicativos da Microsoft manipulam links, geralmente enviando o usuário para o Internet Explorer, e também com o Windows Update, que poderá ser usado no futuro para habilitar o IE como navegador padrão sem o consentimento do internauta. Segundo Baker, o navegador “não deve usar o processo de atualização do Windows como uma oportunidade para perguntar se pode voltar a ser o navegador padrão”. [TechRadar]

Como já foi noticiado aqui no Tecnoblog, a Microsoft propôs à Comissão Europeia a utilização de uma tela para escolha do navegador/browser que o usuário  irá utilizar em seu computador. A medida é a mais uma forma que a empresa de Redmond busca para se livrar de acusações de monopólio que vem sofrendo na União Europeia por incluir o Internet Explorer no Windows.

A tela se resume a uma página no site da própria Microsoft com o logotipo, uma breve descrição e o link para o download dos principais (pausa para discórdia) browsers do momento. Até então, ela estaria disponível para as versões OEM do Windows 7, futuro lançamento da empresa e mais bem vista versão do Windows que se tem noticias.

Agora se sabe que a Microsoft irá implementar a opção em todas as versões ainda disponíveis de seu sistema operacional (leia-se: Windows XP e Windows Vista), disponibilizando a atualização através do Windows Update no período de três a seis meses após a decisão da Comissão Europeia.

Após o update, usuários que tiverem o IE como navegador padrão receberão a tela de escolha no próximo login com as opções de download e substituição para outro navegador, além de poderem continuar utilizando o IE. Assim como será possível a remoção completa do navegador da Microsoft do sistema, sem nenhuma forma de utilizá-lo sem ser por uma nova instalação completa.

A tela permite a exibição de até 10 browsers diferentes, sendo somente um por desenvolvedor. Além disso não serão exibidos navegadores que utilizem o Internet Explorer como engine ou que tenham qualquer ligação com a Microsoft, além do próprio IE. [ArsTechnica]

A Comissão Europeia, que investiga casos de má conduta da Microsoft, afirmou hoje que a empresa fez uma espécie de contra-proposta ao organismo com detalhes sobre como oferecer diversos navegadores ao comprador de Windows na Europa, para que ele possa escolher qual browser prefere usar.

Em documento, Brad Smith, vice-presidente sênior da companhia, confirmou que a proposta havia sido feita e deu alguns detalhes de como a escolha do navegador deveria funcionar. O acordo enviado à Comissão Europeia prevê que, em computadores comprados na Europa com Internet Explorer configurado como navegador padrão, ao iniciar o aplicativo uma tela ofereceria outros navegadores concorrentes do IE.

Rascunho de como seria a tela de escolha de navegador no IE. (Reprodução)

Rascunho de como seria a tela de escolha de navegador no IE. (Reprodução)

No rascunho da tela de escolha aparecem os navegadores Internet Explorer, Firefox, Safari, Chrome e Opera, com espaço para outros aplicativos desse tipo serem incluídos. Ao fim da página é exibido um “Escolher depois”.

A Microsoft diz explicitamente que criará mecanismos para que fabricantes de computadores e compradores finais possam ligar e desligar o Internet Explorer. Segundo a empresa, a interface de usuário (UI) e a janela do aplicativo poderão ser desabilitados completamente.

Também consta da proposta enviada à Comissão Europeia alguns procedimentos que a Microsoft se compromete a adotar, como não usar o Windows Update para enviar novas versões do IE a computadores que não tenham o navegador habilitado. A empresa ainda se reserva o direito de fazer a atualização de partes do Internet Explorer, desde que não sejam os menus e janelas (frames) a partir dos quais o aplicativo funciona.

Ainda na proposta, a MS diz que não irá retaliar fabricantes de computador que “desenvolverem, usarem, distribuírem, promoverem ou derem suporte” a softwares que criem concorrência com o navegador da empresa. No acordo, a Microsoft diz que o fabricante de computador será livre para pré-instalar e ativar por padrão quais navegadores quiser.

A proposta proposta foi aceita pelo órgão, mas ainda será necessário acompanhar a implementação dos termos aceitos no Windows 7. [Tecnoblog]