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Apesar de jurar de pés juntos que considero o SNES o melhor videogame de todos os tempos e de adotar o Mario e sua iconografia clássica como extensões da minha própria personalidade, venho há tempos sendo taxado de hater da Nintendo. Ultimamente minhas análises dos esforços da Big N são extremamente pessimistas, o que aparentemente levou alguns dos leitores à conclusão de que mantenho uma posição quase dogmática de odiar a empresa e tudo que ela produz.

Naturalmente, não é o caso. A Nintendo fez uma imensa parte da minha infância, como deve ser o caso de muitos vocês. Eu gostaria muito de ver a Nintendo repetir nesta futura geração os sucessos do Wii e do DS — inovações que praticamente definiram esta geração dos consoles —, mas temo que o reinado da Nintendo acabou. Leia mais

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Mais do que um console para jogar games. O Xbox 360 também tem um enorme potencial como central de mídia. Para tanto, a Microsoft apresentou um controle remoto que permite acionar rapidamente as funções multimídia do equipamento. Lá nos Estados Unidos, o controle remoto do Xbox vai custar somente 19,99 dólares (o equivalente a R$ 30,62, desconsiderando o Custo Brazil das coisas). Leia mais

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Mostrado oficialmente durante a E3 desse ano, o Nintendo 3DS será a próxima versão do console portátil da Nintendo. Como o próprio nome já diz, ele terá suporte a jogos em três dimensões. Nossos leitores mais ansiosos pelo portátil já até especulam no fórum o quão real será essa capacidade, já que a Nintendo não demonstrou ainda ele em funcionamento. Mas de acordo com uma fonte do site IGN, o 3DS terá o hardware para fazer bonito em todas as dimensões.
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Acabou-se o que era doce para os felizes usuários do Xbox Live Gold em alguns países do Hemisfério Norte. A partir de primeiro de novembro de 2010, os preços das assinaturas vão subir. Não chega a ser um aumento absurdo, como é comum vermos aqui no Brasil, mas já mostra a Microsoft adaptando o Xbox Live à nova realidade de gaming online e consumo de entretenimento.

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PlayStation 4 dependerá de mídia física

Durante uma entrevista, o CEO da Sony não se furtou de responder sobre como a empresa pretende distribuir os jogos para o futuro PlayStation 4. Segundo Kaz Hirai, a Sony não vai abandonar a mídia física tão cedo. PS4 baseado apenas em downloads? O executivo nega, argumentando que há partes do mundo em que “a infraestrutura de rede não é tão boa como se esperaria”. A previsão do mercado é que o PS4 seja lançado entre 2012 e 2014. | Electronista, @re_gasoto

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Os anos 90 foram marcados por uma guerra de consoles inesquecível. Foi a era 16 bits, quando a saudosa Sega (sim, ela ainda existe, mas não faz mais videogame então o adjetivo vale) e a Nintendo disputavam pela hegemonia embaixo da sua TV. E nós trazíamos a briga pro playground da escola.

As discussões sobre qual console era superior, o Mega Drive ou o Super Nintendo, eram de uma certa forma alimentadas pelas próprias empresas. Neste comercial do Donkey Kong Country, a Nintendo deixa claro: se você tem um console Sega, você vai ficar chupando o dedo.

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Lá pelo finzinho dos anos 1970, videogames já ocupavam status de fenômeno da cultura pop nos Estados Unidos. O Atari 2600 (pronunciado twenty-six hundred no gringuês, ou simplesmente “Atari” para nós brazucas) dominava o mercado de consoles de mesa, e por isso o seu controle virou essencialmente a insígnia não oficial para o fenômeno do videogame.

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Como deixei bem claro na última vez que abordei este assunto, sou um console gamer assumido. O motivo predominante é a conveniência, já que o console oferece uma experiência mais direta: coloque o disco na bandeja do aparelho, ligue a TV e pronto.

Entretanto, tenho um longo passado de PC gaming. Como todo moleque cujo pai trabalha com informática, fui apresentado ao meu primeiro computador bem cedo, quando tinha meus 7 ou 8 anos. E não demorou muito até conhecer os jogos de computador. Meus primos também eram fascinados por computadores – e pelos joguinhos -, e nosso interesse mútuo se retroalimentava sempre que íamos um à casa do outro jogar Prince of Persia ou Burger Time.

Por causa desse histórico, volta e meia eu dou uma chance aos jogos de computador. Tenho uma conta meio esquecida na Steam; comprei um jogo no Direct2Drive uma vez também. Aquelas coletâneas especiais com 3 ou 4 jogos antigos a preços módicos (a última que comprei incluia três títulos da série Command and Conquer) nunca me escapam. Meu netbook foi comprado primariamente com o intuito de jogar abandonwares no trabalho. Como meu gênero favorito de jogos (os de estratégia) só se desenvolve bem no PC, meu retorno esporádico ao teclado e mouse com a intenção de jogar é inevitável.

Outro dia eu estava numa loja de eletrônicos e avistei a seguinte pechincha:

Supreme Commander

Aos que  desconhecem, Supreme Commander é um “sucessor espiritual” (ou seja, não é uma sequência direta mas compartilha muitos elementos) de Total Annihilation – possivelmente um dos melhores RTSs já lançados. TA é um jogo que eu comprei em 1999 e celebro até hoje; por 10 pratas seria impossível eu não levar aquele jogo pra casa.

Comprei feliz.  No caminho pra casa, nostalgiei com minha noiva a respeito do fato de que quando eu era mais novo, era muito difícil ter jogos originais pois o preço deles no Brasil era abusivo; minha geração viveu com os demos das Revistas do CD-ROM. Eu mesmo só tinha uns três ou quatro jogos originais pra PC – os que vieram com minha SoundBlaster. Era outra época.

A decepção começou assim que eu abri a “caixa”.  As aspas são pelo fato de que não havia uma caixa, e sim uma embalagem de cartolina ao redor de uma simples caixa de DVD. Não havia manual, nem arte na parte posterior da caixa. Era só a caixa e um folhetinho com os comandos do teclado.

Se eu tentasse argumentar que esse é o motivo pelo qual estou criticando jogos de PC, obviamente seria um exagero. E o preço reduzido que paguei pelo jogo de certa forma justifica a embalagem mais simples. Mas é decepcionante abrir a caixa de um jogo e não ver nada além do disco.

O problema real começou após instalar o jogo (o que demorou quase vinte minutos e comeu oito gigabytes do meu HD). Tentei rodar e recebi isso na cara:

Pensei “ah, deve ser algum bug estranho no drive de DVD”.  Removi o disco e tentei novamente. E recebi a mesma mensagem.

Fiquei completamente sem reação. Após alguns minutos no Google, descobri que este é um problema aparentemente comum, mas ainda assim inexplicável. Entre as várias soluções propostas estava a idéia de fazer um update no jogo que talvez resolvesse o problema.

Acontece que a página de suporte do jogo estava fora do ar. Compreensível – já que o jogo é relativamente antigo -, mas deixar um consumidor sem aquilo que ele pagou é injustificável.

Volto ao Google. Chego a um fórum obscuro em que alguém sugere um patch que promete, entre outras coisas, resolver o problema do DVD. Instalo o troço e finalmente consigo rodar o jogo.

Os PC gamers hardcore devem estar rindo da minha “noobice”. “Como assim, ele desistiu de jogos de PC simplesmente porque teve que procurar um patch pro jogo?”. E é uma opinião válida. Usuários avançados vêem tais problemas de software não como uma chateação, mas um obstáculo cuja superação causa orgulho.

Entretanto, temos que ver isso pelo ponto de vista do público em geral. Não fosse eu alguém acostumado a resolver problemas de computador pesquisando soluções – e na real, o povão não é -, eu estaria com um disco inútil, 10 dólares mais pobre, e com o gosto ruim na boca de que teria sido mais sensato comprar a versão do Xbox 360 do mesmo jogo. Se eu tivesse feito isso, aqueles 40 minutos que demorou pra instalar o jogo, pesquisar o problema, baixar o patch e fazer update na instalação teriam sido gastos JOGANDO o jogo.

Eu tenho a impressão que o gamer atual, vindo do contexto de downloads de um clique e updates automáticos da PSN/Xbox Live/AppStore, se tornou mal acostumado. Esse tipo de experiência ruim como a que eu tive, quando existem alternativas em que você pode evita-la completamente, poderá se tornar um forte motivo pra que muitos tentem jogar no computador apenas uma vez.

A experiência mais user-friendly dos consoles teria o potencial de matar o PC gaming?

A internet tem um nome para o fenômeno que se tornou a franquia Sonic nos últimos dez anos. A consciência coletiva chama isso de “o ciclo Sonic”:

  • Primeiro, um novo jogo do Sonic é anunciado. As telas parecem promissoras, e não há nenhum elemento desnecessário nelas (no caso, os amiguinhos do Sonic que a Sega tentou enfiar pelas nossas goelas repetidamente). As expectativas pro retorno do personagem são altas.
  • Em seguida, ao passo que novas telas do jogo são exibidas, nós percebemos que na verdade este novo jogo contém os mesmos companheiros insossos do porco-espinho e, pior, MAIS amiguinhos novos. O gameplay continua sendo tridimensional, algo que já provou várias vezes que não funciona pra um personagem como o Sonic. A esperança começa a evaporar.
  • O jogo finalmente é lançado e recebe crítica abismal. Os antigos fãs da série, desiludidos, correm aos seus fóruns favoritos pra proclamar que jamais cairão na armadilha da Sega novamente, e que o Sonic está morto pra eles.

Este ciclo esteve se repetindo ad nauseum desde Sonic Adventures 2, para o saudoso Dreamcast, provavelmente o último jogo tragável do Sonic para consoles. Os portáteis receberam excelentes Sonics 2D, como a série Sonic Advance, mas os consoles “de verdade” há muito tempo não viam um título decente com o personagem.

Até que a Sega anuncia o misterioso “Project Needlemouse”. Os fãs com mais histórico não se surpreenderam quando a Sega revelou que o tal projeto era codinome para Sonic 4, já que Mister Needlemouse era o nome do Sonic durante o desenvolvimento do primeiro jogo.

E saiu este breve trailer, que mostra menos de dois segundos de gameplay do vindouro Sonic 4, mas que tem visual épico o bastante para empolgar. Ele será episódico (ou seja, serão lançados mais de um jogo com a alcunha “Sonic 4″), e estará disponível para download no PS3, Xbox 360, Wii e uma quarta plataforma secreta. De acordo com o histórico de apoio da Sega pelo iPhone e iPod Touch, muitos aguardam que Sonic 4 seja lançado também na AppStore.

O que ninguém entende, na verdade, é por que a Sega faria segredo sobre lançamento para as plataformas móveis da Apple. Afinal, o indício que dá força à teoria também serve pra desmistificá-la: se lançar jogos na AppStore não é novidade para a Sega, por que fazer tanto mistério sobre Sonic 4 no iPhone? Há até quem acredite que a Sega está preparando um retorno ao mercado dos consoles, por mais improvável que esta ideia pareça.

As esperanças dos fãs (mesmo aqueles que juraram jamais cair na armadilha novamente, como este que vos escreve) foram renovadas, mas há ainda os que não se convenceram. Alguns apontaram que as cenas do Sonic correndo naquele curto trailer parecem estranhas, artificiais.

Já outros disseram que lançar o jogo como download e não como versão “retail” convencional demonstra falta de compromisso e de fé no personagem. A Sega estaria fazendo este Sonic 4 com trocados, nas coxas, apenas para não deixar a propriedade intelectual empoeirada. Algo feito dessa forma não pode ser bom, dizem.

Eu estou cuidadosamente otimista. Apesar de ter sido vítima do ciclo Sonic no passado, e de ter jurado jamais me empolgar novamente com outro título do personagem, a Sega parece ter finalmente entendido que nós fãs não queremos ver Sonic empunhando espadas, salvando princesas ou explorando um universo 3D. Queremos o porco espinho mais rápido do mundo girando em espirais, coletando argolas e Esmeraldas do Caos.

Mas se a Sega me enganar de novo, aí sim, dessa vez eu juro que não caio mais no ciclo Sonic. Eu juro!

05-13xbox_360Falando em Microsoft, um pouco de saudosismo.

Parece que foi ontem, mas hoje o todo-poderoso console Xbox 360 completa hoje quatro aninhos de mercado. Lançado em 22 de novembro de 2005, o primeiro da mais recente geração de consoles deixou todos horrorizados na época por conta de sua capacidade de rodar jogos em full HD e de seu potencial quase infinito para renderizar gráficos capazes de deixar qualquer um de queixo caído até hoje.

E apesar de sua idade poder ser considerada avançada para o frenético ritmo de renovação da indústria dos gadgets, provavelmente ainda demorará um bom tempo para o 360 tirar seu time de campo. Na ocasião da apresentação do Projeto Natal – sistema que basicamente permite que o videogame seja controlado por qualquer parte do corpo – os engenheiros responsáveis pelo aparelho afirmaram que a novidade inicialmente será vendida como um kit que poderá ser instalado em qualquer Xbox 360, porque “seu hardware ainda é potente o suficiente e tem espaço para diversas atualizações”. Então tá.

Em todo caso, feliz aniversário, Xbox 360. [Joystiq]