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Screenshot da página inicial da loja,fora do ar desde ontem (Clique para ampliar)

Definitivamente a Microsoft parece encarar o lançamento do Windows 7 como uma nova fase em sua guerra particular contra Apple. Em sua loja online, que até hoje era possível encontrar apenas cópias do Windows, Office e Xbox e de outros produtos feitos sob sua tutela, agora também tem disponíveis computadores das marcas Lenovo, Acer, Dell, Sony e HP, mas Asus, Fujitsu, Gateway, Samsung e Toshiba também aparecem nos filtros de buscas por produtos e devem aparecer por lá em breve.

Aos que se animaram em fazer suas compras na lojinha do tio Ballmer, o produto mais em conta de sua lista (até o momento) é um netbook Lenovo S10-2, com tela de 10 polegadas e 160GB de HD que sai pela pechincha de US$ 350 (R$ 600). Já a máquina mais cara da quitanda é um Lenovo ThinkPad T400s com tela de 14 polegadas, 250 GB de HD e que sai por (exagerados) US$ 1549 (R$ 2656). O lado bom é que frete é de graça… nos EUA.

Mas esses não são ou únicos produtos não-Microsoft que podem ser encontrados por lá, já que jogos e acessórios para PC, Zune e Xbox produzidos por outras empresas também estão à venda.

Agora é só esperar a Microsoft abrir sua primeira loja física e ver o que acontece. Você compraria um computador numa MS Store?

apple_moneyA Apple anunciou hoje em Cupertino seus resultados financeiros para o terceiro trimestre fiscal de 2009, que terminou dia 26 de setembro. A receita obtida foi de 9,87 bilhões de dólares e o lucro líquido do período foi de US$1,67 bilhão. O resultado superou a expectativa dos analistas, que esperavam receita de US$9,2 bilhões. Este foi o trimestre mais lucrativo da história da empresa.

A empresa vendeu mais de 3 milhões de Macs no período, o que representa um aumento de 17% em quantidade de unidades vendidas em comparação ao período equivalente no ano passado. O iPhone também cresceu: 7,4 milhões de unidades vendidas no período, um aumento de 7% em relação ao já bem-sucedido terceiro trimestre de 2008. O iPod, porém, não seguiu a mesma tendência: foram vendidos cerca de 10 milhões de unidades, uma queda de 8% em relação ao Q3 de 2008.

Apesar dos tempos de cautela na economia e de seus computadores custando, em sua maioria, bem mais de mil dólares, a Apple conseguiu também aumentar sua parcela no mercado de computadores para o maior market share em 15 anos. As pesquisas não chegam à uma uninimidade, a Gartner indica que os Macs representam 8,8% do mercado de computadores, e a IDC 9,4%. De qualquer maneira, é a maior participação do mercado que a Apple detém desde 1994.

Já o iPhone, segundo pesquisa da IDC, detém 22% do mercado de smartphones americano, atrás apenas dos BlackBerrys da Research In Motion, com 51%.

Além das vendas em alta, a empresa também contou com um aumento na sua margem de lucro, de 34,7% no último ano para o atual valor de 36,6%. Sabendo-se que houveram diversas quedas de preço em seus produtos, pode-se deduzir que a empresa de Cupertino conseguiu mesmo enxugar seus custos ao mínimo.

Em reação a tudo isso, as ações da Apple subiram 7% mesmo depois do fechamento da bolsa de Nova York, chegando a US$204 por ação, o maior valor já atingido pelas ações da empresa em toda sua história.

O CEO Steve Jobs comentou os resultados:

Estamos muito animados por termos vendido mais Macs e iPhones do que em qualquer trimestre anterior. Temos uma linha muito forte para a temporada de Natal e alguns grandes produtos sendo desenvolvidos para 2010.”

Desnecessário dizer que isso já deixou ansioso o mercado de rumores sobre a Apple. Será que vem o tão esperado iTablet por aí? [CNNMoney]

O Digg continua inovando na maneira de vender publicidade aliada a conteúdo de interesse de seu público. Primeiro foram os Digg Ads (que noticiamos aqui no Tecnoblog em agosto), agora o Digg está utilizando o Digg Content Ads, mais um sistema diferente dos anúncios tradicionais, novamente utilizando conteúdo de interesse dos visitantes para promover o anunciante. O sistema começou a ser testado semana passada para um subconjunto de usuários e agora esta sendo utilizado em larga escala. Funciona assim:

Digg Content AdsEnquanto os Digg Ads utilizavam conteúdo gerado e promovido pelos anunciantes e apareciam entre as histórias normais do site (e eram votadas para cima ou para baixo como tal), os novos Digg Content Ads funcionarão como um widget que agrega histórias relevantes ao produto/marca anunciada, juntamente com um banner publicitário. A imagem ao lado deixa mais claro esse layout. Nela vemos o aviso de que se trata de um anúncio (“Sponsored by…”), três histórias reais do Digg e um banner que leva a um site do anunciante. É importante notar que clicar nas histórias realmente o levará a elas, não é nenhum tipo de “armadilha” para redirecionar seu clique à página do anunciante, como comumente vemos em publicidade online.

O interessante para a comunidade que acessa o site é que tal sistema só pode utilizar histórias que já chegaram naturalmente à página inicial do Digg. Isso gera uma situação em que todos ganham: o visitante tem a oportunidade de rever histórias que a própria comunidade elegeu serem relevantes; o anunciante faz sua propaganda de maneira bem mais amigável que a propaganda tradicional, trazendo conteúdo ao seu público; o Digg ganha dinheiro do anunciante e ainda desenterra boas histórias que, de outra maneira, provavelmente jamais teriam ganho destaque na página inicial novamente.

Assim, parece que o Digg descobriu um jeito de ganhar dinheiro vendendo anúncios cujo interesse para o público já foi testado e aprovado. Bem sacado, não acham?

E vale refletir também sobre a questão levantada pelo TechCrunch: e se o Digg fizesse acordos para levar esses “widgets publicitários” a outros sites? Os usuários clicariam neles, reconhecendo-os como anúncios do Digg com conteúdo que eles podem realmente estar interessados ver? Isso não poderia mudar a maneira de ver os anúncios contextuais, que hoje parecem implorar por algum tipo de renovação para se manterem relevantes? As respostas para essas perguntas podem valer muito dinheiro…

MoneyO terceiro trimestre financeiro está sendo fechado e as grandes empresas da área de tecnologia estão apresentando seus resultados. Vamos fazer aqui uma análise geral de algumas das principais empresas que já divulgaram seus números.

Os resultados da finlandesa Nokia causaram, logo de cara, um dos maiores choques. A maior fabricante de celulares do mundo viu sua participação no mercado de smartphones cair de 41% para 35% em relação ao trimestre passado. Com um prejuízo de US$834 milhões e uma queda de 20% nas vendas, é a primeira vez que a empresa tem perdas desde que começou a apresentar resultados trimestrais em 1996. Suas ações caíram 11%.

A AMD foi outra que teve perda no período. Na verdade a fabricante de semicondutores tem tido prejuízo nos último 12 períodos, ou seja, há 3 anos. Nesse trimestre em particular, o prejuízo líquido foi de US$128 milhões. Foi ruim, mas não tão ruim quanto há um ano atrás, quando a empresa apresentou prejuízo de US$134 milhões. E certamente não foi tão ruim quanto a previsão dos analistas, que era de um prejuízo 2,3 vezes maior.

Agora os que saíram felizes de suas prestações de contas.

A primeira foi a IBM, cujo lucro líquido subiu para US$2,3 bilhões, um aumento de 14% em relação ao mesmo período no ano passado. E ela conseguiu isso apesar de uma diminuição de 5% das vendas nos EUA, 6% nos “mercados emergentes” (isso inclui a nós) e 12% na Europa, Oriente Médio e África. Os setores mais bem-sucedidos da empresa foram o de venda de softwares — que caiu apenas 3% — e o de vendas de produto de middleware, com um aumento de 2%.

E o outro destaque foi, claro, o Google. O CEO Eric Schimdt há pouco mais de três semanas já adiantava que, para ele, o pior da crise já havia passado. De fato, deve ter passado mesmo: o lucro da empresa teve um aumento de 7% em relação ao mesmo período em 2008, e o faturamento líquido subiu 27% em relação ao ano passado, chegando a US$1,64 bilhão. As vendas aumentaram 7%, o que corresponde a um total de US$5,94 bilhões. O número de cliques pagos em anúncios aumentou 4% e 14% (em relação ao último trimestre e ao terceiro trimestre de 2008, respectivamente) e o valor pago ao Google por clique subiu 5% em relação ao último perríodo, embora represente uma queda de 6% em relação ao mesmo período no último ano. As ações da gigante das buscas subiram mais de 2%. [Bloomberg e CNNMoney:  link 1, link 2 e link 3]

Twitter logoO Twitter não é apenas o queridinho dos geeks, blogueiros, jornalistas, comediantes, apresentadores de TV, pilotos de automobilismo, etc, etc, etc… Ele também é o queridinho dos investidores! O serviço de microblogging está próximo de fechar um acordo com até sete deles, no que seria a terceira e maior rodada de investimento que o Twitter já recebeu.

Os investidores estão avaliando o Twitter em 1 bilhão de dólares, e o investimento de US$100 milhões é aproximadamente o dobro do valor estimado para a  mais recente rodada de investimento. Em fevereiro de 2009, quando a empresa levantou US$35 milhões, ela estava sendo avaliada em US$255 milhões.

Apesar de tudo isso, o Twitter ainda não tem um modelo de rentabilidade definido. A empresa ainda não gera nenhuma receita, embora os executivos digam estarem discutindo diversas opções, incluindo anúncios e serviços premium focados em empresas. Mas já sabemos que o Twitter não terá anúncios em 2009.

Procurado pelo Wall Street Journal, o Twitter não fez nenhum comentário. Espera-se que o acordo seja fechado ainda hoje. [WSJ]

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