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Depois de mais de uma década de debates intensos, os primeiros sites verdadeiros com os domínios .xxx – os endereços porn.xxx e sex.xxx, serviram apenas como teste – deverão entrar no ar às 14 horas (horário de Brasília). A “zona da luz vermelha” da internet foi idealizada em meados da década de 90 por uma empresa chamada ICM Registry, que depois de anos de negociações com o ICANN conseguiu autorização para comercializar endereços com as três letras da discórdia pela web. Leia mais

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Depois de muita discussão, rejeição da ideia original e mudanças no projeto, o ICANN finalmente aprovou a criação do TLD .xxx no mês passado. Com a ajuda da indústria de conteúdo adulto, do ICM e dos seus respectivos lobistas, eles moldaram um esquema de compra e venda de domínios desse tipo que agradassem a todos e conseguiram aprovação. Agora os primeiros sites já estão no ar.
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Assim como a brasileira, a polícia americana usa mandatos de busca e apreensão para tomar vários objetos todos os dias. Mas o que eles fazem com aqueles bens que não são palpáveis mas que devem ser apreendidos assim mesmo? Mais especificamente no caso de domínios da internet. As autoridades não podem chegar na residência do dono e obrigá-lo a transferir o domínio para a conta da polícia. O que fazer?
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Domínio sex.com está à venda. De novo.

Quando foi vendido pela primeira vez em 2006, o dono original do domínio sex.com faturou mais de 14 milhões de dólares. Mas a companhia que o comprou, chamada Escom, não conseguiu lucrar o suficiente com ele e se viu obrigada a colocá-lo de volta no mercado por causa de credores cobrando dívidas da empresa. Segundo a Sedo, empresa alemã que está administrando a venda do domínio, é muito raro que um endereço desse calibre seja novamente colocado no mercado. [Physorg]

Em outubro do ano passado a agência reguladora de domínios na internet, ICANN, estava debatendo se deveria ou não permitir domínios com letras de outros alfabetos diferentes do latino. Ao que parece a agência decidiu permití-los, já que hoje o primeiro domínio desse tipo está no ar. E é esse aqui:وزارة-الأتصالات.مصر (se você não vê os caracteres árabes, leia o post completo para saber como habilitá-los). Trata-se do domínio usado para acessar o site do Ministério Egípcio de Comunicações.

Dentre os demais países que deverão ter a habilidade de usar e registrar domínios com a própria escrita serão a Rússia, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita. Também já estão aprovados para entrar nessa lista a Jordânia, Catar, Hong Kong e alguns outros, mas esses deverão esperar até o fim do ano para terem seus TLDs (domínios de topo como .com) ativados e prontos para uso.
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Parabéns.com!

Foi Charles Hornig quem registrou o primeiro domínio .com da rede mundial de computadores como nós a conhecemos hoje. Hornig adquiriu Symbolics.com para sua fabricante de computadores Symbolics. Curiosamente, pouco mais de um mês depois de registrado o domínio, Hornig percebeu que apenas 1 dos 1008 servidores de email da época estavam configurados corretamente para aceitar mensagens partindo do endereço web da sua empresa.

Atualmente domínio .com mais velho da internet é gerenciado por uma empresa de investimentos, que comprou-o da Symbolics em agosto de 2009 e o transformou em um blog sobre domínios, hospedagem e outros assuntos envolvendo web. A empresa original (que agora usa o domínio www.symbolics-dks.com) sequer é mencionada.

De acordo com dados da VeriSign, a cada semana mais de 500 mil novos domínios .com são registrados e atualmente existem mais de 90 milhões deles. [TheRegister]

Em março de 2005 o ICANN – instituição independente que regula endereços da web – negou o pedido da empresa ICM Registry para a criação do domínio .xxx, exclusivamente destinados a sites pornográficos, alegando que eles “feriam as políticas de igualdade e neutralidade na rede”. O caso, como era de se esperar, foi parar nos tribunais.

Na última segunda-feira um júri independente da Associação Americana de Arbitragem, formado inclusive por um juiz da Corte de Justiça norte-americana, concluiu que a decisão tomada há três anos foi “equivocada”. “Os argumentos apresentados há três anos para negar a criação dos domínios .xxx não foram consistentes o suficiente”, afirma o veredito, que também condena o ICANN a bancar os US$ 475 mil (R$ 855 mil) gastos no processo mais US$ 241 mil (R$ 434 mil) pelos honorários dos advogados da ICM.

Mas esse não é o sinal verde para a criação dos sites .xxx.

O jornal The Register lembra que a o ICANN não é obrigado a aceitar a decisão de um tribunal independente, enquanto seu presidente, Rod Beckstrom, prefere manter as portas abertas: “o domínio .xxx voltou à nossa pauta e será votado novamente em nossa próxima reunião, que deve acontecer daqui um mês em Nairobi”, escreveu em um post no blog do órgão.

Vint Cerf, que dirigia a comissão de votação do ICANN na época que o domínio .xxx foi rejeitado afirmou estar “decepcionado” com a decisão.

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Malware ou Censura?

A China tornou mais difícil o registro de domínios “.cn”. Agora todos que quiserem registrar precisarão provar que tem uma empresa aberta através de algum documento ou certificado que aponte para isso. O objetivo é evitar que golpistas de internet usem domínios chineses para suas práticas criminais, além de limpar os domínios chineses de pornografia. Na prática isso impede que pessoas físicas tenham seus próprios sites.

Sites já existentes – são 10 milhões de domínios .cn – terão também que provar pertencer a alguma operação comercial, caso contrário serão tirados do ar. Uma pesquisa da McAfee apontou domínios chineses como a segunda maior fonte de malware da internet, apenas atrás de domínios “.cm”, dos Camarões. O “.cm” é provavelmente o mais usado por golpistas pois trata-se de um “typo” (erro de digitação) muito comum quando tentamos escrever “.com”.

O objetivo supostamente nobre pode esconder a verdadeira vontade do governo chinês que é impedir que cidadãos comuns tenham seus sites pessoais, o que pode ser considerado um bloqueio à liberdade de expressão, uma forma de censura velada. Em se tratando de China essa teoria nada conspiratória tem tudo para ser verdade. [The Register]

icann-logoDesde o começo da internet, os domínios sempre tiveram letras do alfabeto latino. Como esse é o alfabeto predominante na maior parte do mundo, a idéia de se usar caracteres em russo ou chinês nem foi considerada ao começar da World Wide Web. A proposta, no entanto, recebeu nova força nessa segunda-feira.

O órgão que regulamenta domínios na internet, ICANN, anunciou hoje que deverá votar na sexta-feira (30) se aprova ou não a possibilidade de criação de domínios com letras de outros alfabetos, chamados domínios internacionalizados (ou IDNs). A mudança vai permitir que domínios sejam registrados com caracteres árabes, cirílicos, coreanos, japoneses e até gregos, entre outros. Isso poderá ajudar mais da metade dos 1,6 bilhão de usuários da internet no mundo, que falam uma língua que não usa caracteres latinos.

Um dos problemas que sempre adiou a criação dos IDNs é a ausência da tecnologia para converter caracteres entre alfabetos diferentes. Porém, Peter Thrush, chairman do quadro de diretores do ICANN disse que “está confiante de que funciona porque estávamos testando [a tecnologia] nos últimos dois anos”. Se aprovado, domínios IDN poderão estar disponíveis a partir da metade do ano de 2010. [DailyMail / CNET]