A fabricante de jogos Ubisoft decidiu há bastante tempo que o seu sistema de proteção anticópia para jogos seria um tanto quanto restritivo: eles só poderiam ser jogados quando houvesse uma conexão à internet. O sistema parece ser bem vantajoso para a empresa, já que inibe bastante a possibilidade de pirataria, mas vez outra aparece um belo exemplo de como isso afeta negativamente os clientes legítimos. A semana que vem será um desses exemplos. Leia mais
Lançado no mês passado, Serious Sam 3: BFE é um jogo do gênero de tiro em primeira pessoa que foi desenvolvido por uma empresa chamada Croteam. Como toda a empresa preocupada com as perdas geradas por pirataria, a Croteam é uma das companhias que inseriu em Serious Sam 3 uma proteção DRM, que tem como o objetivo impedir cópias ilegítimas do jogo de rodarem. Mas ela não é uma proteção DRM qualquer. Leia mais
Uma das primeiras coisas que uma subcultura desenvolve é um dialeto próprio. Skatistas tinham suas gírias características, assim como os surfistas — ou pelo menos era o que a revista Veja tentava nos convencer sempre que faziam matérias sobre essa turma. Eles costumavam colocar um infográfico no cantinho da página, com as “traduções” dos termos mais comumente usados.
Até hoje lembro de uma dessas reportagens; segundo a qual o termo “morte horrível” significava pros surfistas tombar da prancha e ter o corpo rudemente jogado contra a própria pela força das ondas.
Tais termos surgem naturalmente para descrever situações do microcosmo da “tribo” que os verbetes da língua-mãe não compreendem. E, como os memes linguísticos que são, tais termos se modificam e se espalham até atingir massa crítica e se tornarem lugar comum entre toda a comunidade.
E nós, gamers, temos diversos termos proprietários. Como, por exemplo… Leia mais
Considerado um dos melhores serviços de streaming de vídeo por demanda da internet, o Netflix (que chegou recentemente ao Brasil) deixava de atender usuários de Linux, pela falta de um cliente nativo para o sistema. Mas isso pode estar para mudar: desenvolvedores do Netflix já estão trabalhando em uma solução do sistema compatível com o sistema do pinguim!
Um caso antigo, envolvendo acusações de tentativa de monopólio, fará com que Steve Jobs compareça aos tribunais americanos. O juiz Howard Lloyd, de San Jose, na Califórnia, determinou que o cofundador e CEO da Apple dê explicações sobre um certo protecionismo em torno da forma como os iDevices recebem músicas digitais.
Jobs fala da iTunes Store britânica em 2004 (foto: Getty Images)
Na convocação, o Meritíssimo deixa muito claro que Steve Jobs deverá responder a “questões limitadas” que versam sobre mudanças no iTunes realizadas de forma compulsória em outubro de 2004. Além disso, Jobs estará obrigado a dar esclarecimentos durante apenas 2 horas, nenhum minuto a mais, sobre as tais mudanças.
Não é de hoje que os jogos em que eu mais me interesso são os “abandonwares”. Há quase 10 anos eu já caçava na web todo site obscuro que oferecia velhos joguinhos de computador para download. A única diferença é que, naquela época, os abandonwares em que eu me interessava eram coisas realmente paleozóicas, como Indiana Jones and the Temple of Doom e Alley Cat.
A fabricante de jogos Ubisoft anunciou há algum tempo o desenvolvimento de um novo tipo de DRM (proteção contra cópia não-autorizada) nos novos games desenvolvidos pela empresa para o sistema operacional Windows. Ele requer que o jogador esteja conectado à internet constantemente, para que seja feita uma verificação com o servidor de autenticação através de login com usuário e senha. Você vê o erro nessa última sentença? A Ubisoft acredita que não há força nenhuma no mundo capaz de derrubar uma conexão à internet ou um servidor de autenticação. Ambos são invulneráveis e nunca deverão ficar indisponíveis. Nunca.
Seguindo essa lógica da empresa só é correto assumir que o servidor de autenticação do jogo Assassin’s Creed 2 saiu do ar no domingo por causa de extraterrestres. E sem esse o servidor, milhares de jogadores sofreram de lentidão extrema ao tentar fazer o login e alguns sequer conseguiram. Ainda não se sabe se o problema ficou restrito a usuários europeus do jogo.
O DRM é tão mal implementado que até para jogar sozinho, sem o componente de multiplayer online, é necessária a autenticação via servidor. E a proteção anti pirataria nem é tão forte assim, já que hackers conseguiram desativá-la em pouco mais de 24 horas depois do lançamento da versão do jogo para Windows na semana passada, algo que a própria Ubisoft anunciou ser ‘impossível’.
De acordo com os jogadores, o servidor ficou fora do ar por mais de 10 horas seguidas. Um representante da empresa escreveu no tópico sobre o assunto no fórum do jogo que “claramente os problemas de downtime e a lentidão no login são inaceitáveis” e que “vai fazer o que for possível para recolher mais informações sobre o problema”. Durante essas 10 horas, no entanto, os piratas que quebraram a proteção anti-cópia conseguiam jogar sem nenhum problema. Vê a ironia? [BoingBoing]
Grandes lojas online de músicas já não usam mais o arcaico sistema de proteção de direitos autorais, o DRM. A iTunes Music Store, a Amazon MP3 Store e muitas outras desistiram de tentar restringir em quais dispositivos seus clientes podem ou não ouvir seus arquivos compradas legalmente. E a Ovi Music, loja da Nokia, está seguindo o mesmo caminho.
As lojas da Rússia e Índia foram as primeiras a se libertarem do DRM, mas segundo um anúncio da Nokia em dezembro do ano passado, outros mercados podem ser os próximos e a empresa atua em 22 países diferentes vendendo músicas. No entanto, usuários do serviço Comes With Music, que podem baixar músicas de graça durante 1 ano por terem comprado um aparelho Nokia, continuarão precisando baixar arquivos com DRM até o fim do período marcado em suas contas. Nada mais lógico, já que ele é similar a um serviço de assinatura.
Caso o mercado brasileiro esteja na lista de mudanças, a Nokia Ovi Music poderá ser a primeira mais uma loja de músicas online brasileira a vender arquivos sem o DRM. Entrei em contato com a assessoria de imprensa da Nokia Brasil perguntando sobre essa possibilidade, mas até o momento da publicação desse post não houve resposta. [Engadget]
[Atualização às 09:51]: O leitor Márcio informou nos comentários que a Coolnex já está vendendo músicas no formato MP3 sem DRM faz algum tempo. E não é que o progresso realmente chegou no Brasil?
Assim como o iPhone possui diversas formas de sofrer jailbreak – para instalação de aplicativos não autorizados pela Apple -, agora é a vez do Kindle ser hackeado. Um hacker que se autodenomina “I Love Cabbages” anunciou que havia descoberto uma forma de exportar o conteúdo armazenado no Kindle para outros dispositivos.
O leitor de e-books da Amazon, maior empresa de e-commerce do mundo, salva todo o conteúdo do dispositivo em um arquivo de extensão .azw. O detalhe é que esse arquivo passa pelo processo de proteção, de modo que os livros e demais conteúdos ali presentes não possam ser redistribuídos. A título de exemplificação, muitas canções vendidas pela iTunes da Apple também passam pelo mesmo processo.
A quebra do DRM do Kindle permitirá que um usuário possa pegar os livros virtuais que comprou por meio da Amazon e os exporte para outro formato que seja de seu interesse. Para tanto será preciso usar o aplicativo Unswindle, desenvolvido por I Love Cabbages, em conjunto com MobiBeDRM, outro programa muito utilizado por hackers.
A Amazon ainda não comentou o assunto. [PC World]




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