08/03/2010 às 05h37 por Rafael Silva
A fabricante de jogos Ubisoft anunciou há algum tempo o desenvolvimento de um novo tipo de DRM (proteção contra cópia não-autorizada) nos novos games desenvolvidos pela empresa para o sistema operacional Windows. Ele requer que o jogador esteja conectado à internet constantemente, para que seja feita uma verificação com o servidor de autenticação através de login com usuário e senha. Você vê o erro nessa última sentença? A Ubisoft acredita que não há força nenhuma no mundo capaz de derrubar uma conexão à internet ou um servidor de autenticação. Ambos são invulneráveis e nunca deverão ficar indisponíveis. Nunca.
Seguindo essa lógica da empresa só é correto assumir que o servidor de autenticação do jogo Assassin’s Creed 2 saiu do ar no domingo por causa de extraterrestres. E sem esse o servidor, milhares de jogadores sofreram de lentidão extrema ao tentar fazer o login e alguns sequer conseguiram. Ainda não se sabe se o problema ficou restrito a usuários europeus do jogo.
O DRM é tão mal implementado que até para jogar sozinho, sem o componente de multiplayer online, é necessária a autenticação via servidor. E a proteção anti pirataria nem é tão forte assim, já que hackers conseguiram desativá-la em pouco mais de 24 horas depois do lançamento da versão do jogo para Windows na semana passada, algo que a própria Ubisoft anunciou ser ‘impossível’.
De acordo com os jogadores, o servidor ficou fora do ar por mais de 10 horas seguidas. Um representante da empresa escreveu no tópico sobre o assunto no fórum do jogo que “claramente os problemas de downtime e a lentidão no login são inaceitáveis” e que “vai fazer o que for possível para recolher mais informações sobre o problema”. Durante essas 10 horas, no entanto, os piratas que quebraram a proteção anti-cópia conseguiam jogar sem nenhum problema. Vê a ironia? [BoingBoing]
02/03/2010 às 09h37 por Rafael Silva
Grandes lojas online de músicas já não usam mais o arcaico sistema de proteção de direitos autorais, o DRM. A iTunes Music Store, a Amazon MP3 Store e muitas outras desistiram de tentar restringir em quais dispositivos seus clientes podem ou não ouvir seus arquivos compradas legalmente. E a Ovi Music, loja da Nokia, está seguindo o mesmo caminho.
As lojas da Rússia e Índia foram as primeiras a se libertarem do DRM, mas segundo um anúncio da Nokia em dezembro do ano passado, outros mercados podem ser os próximos e a empresa atua em 22 países diferentes vendendo músicas. No entanto, usuários do serviço Comes With Music, que podem baixar músicas de graça durante 1 ano por terem comprado um aparelho Nokia, continuarão precisando baixar arquivos com DRM até o fim do período marcado em suas contas. Nada mais lógico, já que ele é similar a um serviço de assinatura.
Caso o mercado brasileiro esteja na lista de mudanças, a Nokia Ovi Music poderá ser a primeira mais uma loja de músicas online brasileira a vender arquivos sem o DRM. Entrei em contato com a assessoria de imprensa da Nokia Brasil perguntando sobre essa possibilidade, mas até o momento da publicação desse post não houve resposta. [Engadget]
[Atualização às 09:51]: O leitor Márcio informou nos comentários que a Coolnex já está vendendo músicas no formato MP3 sem DRM faz algum tempo. E não é que o progresso realmente chegou no Brasil?
23/12/2009 às 23h21 por Thássius Veloso
Assim como o iPhone possui diversas formas de sofrer jailbreak – para instalação de aplicativos não autorizados pela Apple -, agora é a vez do Kindle ser hackeado. Um hacker que se autodenomina “I Love Cabbages” anunciou que havia descoberto uma forma de exportar o conteúdo armazenado no Kindle para outros dispositivos.
O leitor de e-books da Amazon, maior empresa de e-commerce do mundo, salva todo o conteúdo do dispositivo em um arquivo de extensão .azw. O detalhe é que esse arquivo passa pelo processo de proteção, de modo que os livros e demais conteúdos ali presentes não possam ser redistribuídos. A título de exemplificação, muitas canções vendidas pela iTunes da Apple também passam pelo mesmo processo.
A quebra do DRM do Kindle permitirá que um usuário possa pegar os livros virtuais que comprou por meio da Amazon e os exporte para outro formato que seja de seu interesse. Para tanto será preciso usar o aplicativo Unswindle, desenvolvido por I Love Cabbages, em conjunto com MobiBeDRM, outro programa muito utilizado por hackers.
A Amazon ainda não comentou o assunto. [PC World]