iBooks no iPad: Apple chama o Kindle pro pau! (Clique para ampliar) (Divulgação)

Parte importante do lançamento do iPad hoje foi a sua faceta e-book reader. A Apple chamou os livros de iBooks (criativo, não?) e fundou uma nova loja para vendê-los, a iBook Store.

Através da iBook Store, proprietários do iPad poderão comprar e baixar livros direto do iPad, numa experiência similar à da iTunes Store e da App Store (que também estarão presentes no iPad). Aparentemente os preços dos livros irão variar entre US$ 8 (R$ 15) e US$ 15 (R$ 30), mas os valores ainda não foram oficialmente confirmados.

Os livros usarão o formato aberto ePUB (o mesmo utilizado pelos e-readers da Sony) e a interface procura ser muito próxima visualmente da experiência de ler um livro “de verdade”, com direito a uma estante onde ficam os livros adquiridos e páginas que viram quando puxadas pelo seu dedo. Também estará disponível, é claro, um índice para ir direto para o capítulo que se deseja. Além disso, será possível aumentar ou diminuir o tamanho da fonte, bem como mudar seu tipo (Baskerville, Cochin, Palatino, Times New Roman e Verdana são as opções), de acordo com a preferência de cada leitor.

A Apple já fechou acordo com “cinco das principais editoras” — Penguin, HarperCollins, Simon & Schuster, Macmillan, e Hachette Book Group — e pretende bater de frente com o Kindle, o leitor de e-books da Amazon.

“A Amazon fez um ótimo trabalho como pioneira dessa funcionalidade com o Kindle, então nós vamos nos apoiar em seus ombros,” disse Steve Jobs, CEO da Apple, durante o evento de lançamento do produto.

Round 1… Fight!

A Amazon, maior loja virtual do mundo, anunciou neste sábado (26) que no dia 24 de dezembro, portanto véspera de Natal, vendeu mais e-books do que livros de papel pela primeira vez em sua história. Além disso, como já era uma tendência clara, o Kindle foi o presente mais comprado de todos os tempos da Amazon neste final de ano.

Mas note que trata-se de um recorde que aconteceu em apenas um dia. Provavelmente o dia em que milhares de pessoas ganharam Kindles de presentes e, como primeira tarefa no novo brinquedo, foram na Amazon comprar seu primeiro e-book. Mesmo assim é bastante provável que mais e mais vezes isso aconteça com a substituição livro impresso pelo e-book.

Um grande problema de usar plataformas como o Kindle é que trata-se de um sistema fechado protegido por DRM. Em tese livros comprados para o Kindle só funcionam para o Kindle, o que pode ser um problema. Mas recentemente hackers disseram ter quebrado o DRM do Kindle. Com leitor de e-books open já começo a pensar em ter um desses aparelhos aqui! [CNET]

O jornal gaúcho Zero Hora, do Grupo RBS torna-se o segundo veículo sul-americano a ser vendido no leitor digital Kindle, estando disponível para assinatura mensal ou compra individual a partir dessa semana.

Logo na ocasião do lançamento do Kindle internacional, o jornal O Globo, das Organizações Globo, tornou-se o primeiro jornal brasileiro a disponibilizar sua venda através do Kindle. Essa semana o Zero Hora se tornou o segundo. Suas edições poderão ser compradas individualmente por 99 centavos de dólar (cerca de R$ 1,75) ou através de assinatura mensal no valor de US$ 15,99 (cerca de R$ 28,30). Como em todos os jornais disponíveis para o Kindle, você pode experimentar a assinatura do jornal por 14 dias gratuitamente.

Assinantes receberão a edição do dia diretamente em seu Kindle às 6h de segunda a sábado, com a exceção da edição dominical, que já poderá ser lida a partir das 18h de sábado.

Estarão disponíveis todos os cadernos do jornal, exceto o de classificados. A outra restrição em relação à versão impressa será que apenas a imagem principal de cada artigo estará disponível, em preto e branco. Tabelas e gráficos adicionais não serão exibidos na versão para Kindle.

“A leitura eletrônica começa a se difundir e a mudar hábitos. Ao ser acessada também pelo Kindle, ZH consolida mais um passo para estar sempre disponível para seus leitores, na plataforma que for mais conveniente para eles,” afirma Marcelo Rech, diretor-geral de Produto do Grupo RBS.

Kindle 2

Kindle 2

O leitor de e-books da Amazon, o Kindle, bateu recordes de vendas no mês de Novembro de 2009, segundo a empresa americana. Além disso a Amazon informa que o Kindle é o produto que mais vende e continua como o mais desejado e presenteado item em todas as categorias de sua loja virtual.

Mas como bem pontuou o ZDNet, apesar da notícia ser interessante e ganhar manchetes em todos os sites de tecnologia, a Amazon nunca mostra os números. Vende bem, mas quanto? Aproveitando a crítica o ZDNet também diz que essa notícia é na verdade uma tentativa de ofuscar o lançamento do Nook, produto concorrente da Barnes & Noble, que acontece ainda essa semana.

Recentemente o Kindle passou a ser vendido oficialmente fora dos EUA. O Brasil foi contemplado. O preço do leitor de livros aqui está ao redor de mil reais, já incluindo os impostos.

A guerra pelo mercado de e-books está só começando. Além de vários concorrentes como a Sony, recentemente o Google anunciou que pretende entrar neste mercado com uma plataforma mais aberta. Aliás essa é uma discussão interessante. A Amazon tem a plataforma líder de mercado mas fechada. E o Google Editions – esse é o nome do sistema da gigante de Montain View – vem com um sistema aberto e menos restrições. Quem vencerá? [ZDNet e Yahoo! Finance]

Você trocaria essa pilha de livros por um leitor de e-books?

Você trocaria essa pilha de livros por um leitor de e-books?

Enquanto a Amazon começa a distribuir o Kindle ao redor do mundo, inclusive no Brasil, a rede norte-americana de livrarias Barnes & Noble planeja lançar seu próprio leitor de e-books.

De acordo com informações de uma fonte do Gizmodo, que diz trabalhar desenvolvendo aplicativos para dispositivos móveis da Barnes & Noble, o e-book teria uma tela de 6 polegadas (note que a edição mais simples do Kindle também tem visor de 6 polegadas) e conexão sem fio.

Esse suposto leitor de e-book rodaria Android, a plataforma para dispositivos móveis de código aberto mantida pelo Google. Como o desenvolvedor pode se apropriar do código do Android para fazer o que bem quiser e entender, não seria difícil que a equipe de desenvolvedores da livraria criasse uma interface mais apropriada para um dispositivo com a função principal de permitir a leitura de livros.

Hoje em dia já existem drivers funcionais da e-ink (a tinta eletrônica) para Android, o que reforça os rumores. E a Barnes & Nobles também estaria interessada em criar uma loja de aplicativos própria. [Gizmodo/Foto: Andrew B47]

Kindle no Brasil!

Kindle no Brasil!

A Amazon anunciou hoje que o leitor de e-books Kindle passará a ser vendido além do território americano. Ele estará disponível a partir do dia 19 de outubro para 100 países ao redor do globo, inclusive o Brasil. Aproveitando o anúncio, a Amazon abaixou o preço do gadget, que será vendido por US$ 259,00 (R$ 454,00) na versão dos EUA. A versão internacional terá acréscimo de US$ 20 no preço final, devido à inclusão de chips extras necessários para fazê-lo funcionar em outros países. O preço anterior era de US$ 299,00 (R$ 524,00).

O leitor fará download de livros através da rede 3G e EDGE/GPRS de operadoras que tenham acordo com a AT&T Wireless, cuja cobertura pode ser conferida no mapa disponibilizado pela Amazon. Apesar disso, nem todas as funções estarão disponíveis nos países que receberão o Kindle. O navegador experimental e a leitura de blogs, por exemplo, estarão desabilitados ns Kindles que forem vendidos para o Brasil.

A biblioteca de livros disponíveis aqui também será menor em relação à biblioteca americana, devido aos direitos autorais: serão 290 mil livros, contra 350 mil disponíveis nos EUA. Todos eles serão vendidos em inglês e o pagamento só poderá ser feito em dólares. A Amazon também alerta que o envio desse tipo de gadget acarretará em custos e taxas extras das quais a empresa se exime.

O Kindle está disponível para pré-venda neste link. O Kindle DX, irmão maior do Kindle, continuará a ser vendido apenas nos Estados Unidos. [Mashable]

[Atualização às 11:35]: O leitor digital também virá com 14 dias gratuitos do serviço de assinatura de jornais. Dentre os jornais disponíveis, está o brasileiro O Globo. Washington Post, Herald Tribune, The Times e The Independent também fazem parte da lista de publicações que o Kindle suporta.

Ele devolveu meu dever de casa!

"Ele devolveu meu dever de casa!"

Em julho postamos no Tecnoblog News sobre o processo que o estudante Justin Gawronski abriu contra a Amazon por ela ter tirado o livro 1984 de seu Kindle, leitor de e-books da empresa. Junto com o livro, foram levadas juntas todas as anotações que Gawronski havia feito e isso motivou-o a abrir o processo. Hoje talvez ele tenha motivos para deixar a ação de lado.

A Amazon anunciou hoje que irá devolver o livro gratuitamente a todos os Kindles dos quais ele foi apagado junto com as anotações feitas. Para quem não quiser o livro, a empresa prometeu enviar um cheque de 30 dólares ou um vale-compras no mesmo valor, dependendo da escolha do usuário. A devolução do e-book não tem uma data certa.

O livro foi apagado dos Kindles através de um acesso remoto pela rede celular da operadora Sprint, embutida no gadget, porque a editora vendendo o e-book através da Amazon não tinha os direitos sobre a distribuição dele. Mas receber o livro de volta junto com as anotações ou um crédito de 30 dólares pode não ser o suficiente para Justin, já que a data de entrega do trabalho que ele faria sobre 1984 já deve ter passado. [Gizmodo]

Sony Reader Touch, vendido por US$ 279.

Sony Reader Touch, vendido por US$ 279.

Enquanto o Kindle ainda não permite o “empréstimo” do conteúdo comprado, a Sony vai trabalhando no sentido oposto com seu Sony Reader, vendido em uma versão com tela touchscreen e em outra sem o touch (conhecida como Pocket). A empresa anunciou hoje na livraria pública de Nova York que permitirá aos donos do Reader que peguem livros emprestados de bibliotecas, com prazo de 21 dias para devolvê-los.

Vai funcionar da seguinte forma: no site próprio do Sony Reader para compra de livros, o usuário poderá informar qual é a biblioteca que costuma frequentar e passará a ter acesso aos livros dessa biblioteca que estejam disponíveis para empréstimo.

A Sony também planeja adotar um hardware mais semelhante ao do Kindle, com acesso à internet através da rede 3G. O aparelho, cujo nome é Reader Daily Edition (algo como Edição Diária) teria visor de 7 polegadas e seria voltado para leitura de jornais e revista. A empresa já estaria negociando a distribuição desses periódicos com empresas de comunicação.

O Sony Reader atual custa entre US$ 199 e US$ 279, dependo da versão, em contraste com a faixa de preço entre US$ 299 e US$ 489 do Kindle, produzido pela Amazon. O leitor de e-books da gigante japonesa tem acesso gratuito a 1 milhão de livros através do Google Books. [Ars Technica]

Kindle DXJeff Bezos, CEO da Amazon, disse nessa segunda-feira (15) que considerou aplicar ao Kindle um modelo de negócios semelhante ao da indústria de celulares, mas que optou por cobrar pelo aparelho o que ele de fato custa para ser fabricado.

O leitor de e-books da Amazon é vendido em duas versões: a mais simples, conhecida simplesmente como Kindle, tem tela de 6 polegadas e custa US$ 359, enquanto que a mais cara, chamada de Kindle DX, tem tela de 9,7 polegadas e custa US$ 489.

O executivo afirmou à Wired que a Amazon vende uma enorme quantidade de aparelhos celulares por muito pouco e que tem ciência de que, nesse modelo de negócios, é preciso alguma armadilha que prenda o cliente à empresa. No caso da telefonia, são assinaturas mensais, com contratos de um ou dois anos nos Estados Unidos.

Segundo Bezos, o a versão mais cara do Kindle poderia ser vendida por apenas 99 dólares, mas seria necessário cobrar uma mensalidade de US$ 60 ou mais para ter acesso aos serviços que aparelho oferece. No modelo de negócios escolhido pela Amazon, o Kindle DX custa US$ 489, porém sem custos relativos ao tráfego de dados da rede Whispernet, pela qual os livros são baixados.

A Amazon preferiu manter a venda de leitor de e-books separada da venda dos e-books. Assim, pode oferecer somente o dispositivo ou somente os livros eletrônicos, como já faz com o iPhone OS através de um aplicativo gratuito. [Epicenter]

A principal notícia dos últimos dias, em todos os veículos de tecnologia que acompanhamos, é o lançamento do Kindle 2. Trata-se da segunda geração do leitor de e-books da gigante Amazon.

O Kindle 2 apresenta melhorias notáveis em relação ao seu irmão mais novo. Ele é mais fino (apenas 8mm), e tem 2GB de memória interna para armazenamento de texto e imagens. Com essa memória, estima-se que seja possível guardar cerca de 1500 livros ao mesmo tempo.

kindle-2-amazon

Kindle 2 - mais fino e atraente

Ele tem autonomia de 4 dias em uso, e conectado à internet EVDO. A bateria pode durar ainda até duas semanas, caso a conexão com a internet não esteja ativa.

Tenho que admitir que o Kindle 2 até parece ser legalzinho, mas você pagaria 360 dólares em um leitor de e-books? (responda a enquete abaixo)

Como não sou um grande amante da literatura, a minha resposta tende a ser negativa. Mas meu ponto de vista envolve outros fatores que vão além do gosto por livros.

O que já ouvi de pessoas que gostam de ler, é que elas não trocam um livro por uma tela de computador. E há vários motivos que vão desde a sensação de trocar as páginas, até o cheiro do livro. Mas eu também costumo refletir sobre a quantidade crescente de gadgets que carregamos na mochila.

Você se lembra quantos eletrônicos carregava com você todos os dias alguns anos atrás? Atualmente eu ando com um notebook, dois celulares, e todos os acessórios que são indispensáveis (tais como carregadores e cabos USB). Isso quando a câmera digital não vem junto.

Minha intenção com este post não é prover a resposta para nenhuma dessas questões. Eu sei que não sou o target para o consumo de um leitor de e-books, então a resposta é com vocês. :)