att_circleNuma decisão já esperada, mas ainda assim surpreendente, a operadora americana AT&T mudou hoje a política que mantinha com relação a aplicações de VOIP (voz sobre IP) especificamente para o iPhone. Com a decisão, Skype, Fring e aplicativos similares poderão ser utilizados para chamadas de voz utilizando a rede de dados da operadora.

Até ontem, quem quisesse usar o Skype no iPhone teria que estar conectado a uma rede Wi-Fi. De forma alguma a AT&T permitia que o 3G fosse utilizado para esse tipo de função, embora outros smartphones pudessem utilizar o VoIP sem problema nenhum.

“A decisão de hoje foi tomada depois de avaliar as expectativas de nossos clientes e o uso [do iPhone] comparado com de dezenas de outros [smartphones] que nós vendemos”, disse Ralph de la Vega, CEO da AT&T Wireless, ao Wall Street Journal.

Se você acha que a AT&T ficou boazinha, não esqueça que por trás da nova possibilidade de usar VoIP no celular existe o grande mercado de pacote de dados, que tende a crescer (e tornar-se o caos, como já acontece em algumas metrópoles dos Estados Unidos).

Agora só falta a Apple finalmente liberar o aplicativo do Google Voice para iPhone. Sim, ele continua “sob análise” dos revisores da App Store. [PCWorld]

A FTC (Federal Trade Commission), órgão que regula negociações comerciais nos Estados Unidos, revisou seu guia de recomendações e testemunhais na publicidade. O resultado é que blogueiros independentes que não forem capazes de informar aos leitores sobre resenhas, posts pagos e presentes ganhos poderão pagar até US$ 11 mil em multas (o equivalente a quase R$ 20 mil).

“O post de um blogueiro que recebeu dinheiro ou algum tipo de pagamento para analisar um produto é considerado uma recomendação. Portanto, blogueiros que fazem recomendações devem informar as relações materiais que eles mantém com o vendedor do produto ou serviço”, diz o comunicado da FTC.

bolinho-de-dolarNão são só os blogueiros que estão na mira da FTC. Celebridades também terão que fazer o chamado full disclosure, quando são obrigadas a informar algum tipo de relação estabelecida com o fabricante para obtenção daquele produto ou serviço que está sendo recomendado. No exemplo dado pela FTC, um artista de Hollywood que recomenda um carro através do Twitter deverá avisar caso o veículo tenha sido um presente da montadora.

Desde junho a FTC vem prestando atenção em testemunhais e recomendações feitos por blogueiros. Nos Estados Unidos, assim como no Brasil, tornou-se comum que blogueiros não informem as relações comerciais que mantêm com empresas que contratam posts pagos ou fornecem “mimos”.

Pena que a FTC não tem jurisdição no Brasil. [CNET/Foto(cc)]

Quando o iPhone foi lançado, lá em 2007, a Apple anunciou que a operadora AT&T ofereceria o smartphone com exclusividade naquele mercado. Essa é a política que a empresa vem adotando em vários países desde então, embora a regra não se aplique ao Brasil.

Mas a empresa poderia estar lucrando muito mais e com uma participação de mercado maior se desistisse da política de exclusividade com algumas operadoras. Kathryn Huberty, analista do banco Morgan Stanley, montou um gráfico com projeções de como seria o market share do iPhone caso fosse oferecido por várias operadoras (em países onde isso não acontece).

Confira o gráfico:

Barras azuis indicam o market share atual, enquanto que barras amareladas indicam projeção de market share com fim da exclusividade. (Reprodução/Gartnet, Morgan Stanley, Business Insider)

Barras azuis indicam o market share atual, enquanto que barras amareladas indicam projeção de market share com fim da exclusividade. (Reprodução/Gartner, Morgan Stanley, Business Insider)

Nos Estados Unidos, a participação de mercado do iPhone poderia pular de 5% para 12%, mais do que duplicando. De acordo com os dados, o Japão seria o país onde o salto seria maior: o market share do aparelho poderia ir a 9%, triplicando o que é atualmente.

A analista ressaltou que, no mercado americano, a oferta de iPhones em várias operadoras poderia ser interessante porque o consumidor daquele país costuma escolher primeiro a operadora, para depois decidir o celular que vai comprar. Nem sempre a AT&T é a mais bem cotada. [Business Insider]

O ICANN e o Departamento de Comércio dos Estados Unidos publicaram hoje um acordo que diz que o ICANN passará a ser uma organização independente do departamento, chegando ao fim o período em que o órgão era diretamente controlado pelos norte-americanos. Pelo novo acordo, o ICANN é passa a ser considerado “independente e não controlado por outra entidade”. O órgão continuará como uma instituição sem fins lucrativos.

A principal função do ICANN é gerenciar os TLDs (top-level domain-name, ou nome de domínio de nível mais elevado) da internet. Isso significa que o órgão é quem determina, por exemplo, que o TLD especificamente para o Brasil é o .br, assim como o para instituições de ensino é o .edu.

Ter um ICANN independente de qualquer ministério ou departamento é fundamental para que a internet se mantenha um ambiente livre, sem interferência política (na medida do possível, nós sabemos).

Personalidades reconhecidas da internet comemoraram a independência. Vint Cert, um dos inventores da internet, disse que a decisão auxilia no objetivo original do ICANN, “a criação de uma organização que pode servir aos interesses mundiais por uma internet robusta, confiável e interoperável”.

“O Google e seus usuários dependem diariamente de uma internet vibrante e em expansão; nós endossamos esse acordo e aplaudimos o amadurecimento da responsabilidade do ICANN na provisão da estabilidade da internet”, disse Erich Schmidt, CEO do Google. [ZDNet]

O site de vendas Newegg.com publicou uma lista com os preços das várias edições do Windows 7 nos Estados Unidos. Alguns deles terão desconto de 50%, como você pode ver abaixo:

  • Windows 7 Home Premium OEM – Com desconto: US$ 99,99 (R$ 179); Sem desconto: US$ 199,99 (R$ 358).
  • Windows 7 Professional OEM – Com desconto: US$ 134,99 (R$ 241); Sem desconto: US$ 299,99 (R$ 537).
  • Windows 7 Ultimate OEM – Com desconto: US$ 174,99 (R$ 313); Sem desconto: US$ 319,99 (R$ 572).

Já pensou poder comprar seu Windows 7 Home Premium, a edição mais recomendada para a maioria de nós, por apenas R$ 179. Nos Estados Unidos isso será possível, mas no Brasil… Até o momento a Microsoft não informou quais serão os preços praticados no país.

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Os preços de OEM são especiais porque normalmente são válidos somente para grandes compradores, como Dell ou HP, que oferecem seu próprio suporte técnico, por exemplo. As desvantagens de optar pelo Windows 7 OEM são: o suporte fornecido pela MS é bastante limitado e a chave de registro fica “atada” àquela máquina na qual o sistema foi instalado. Mas a principal desvantagem, sem sobra de dúvida, é não receber a caixa glamurosa do Windows 7. Isso porque na versão OEM o comprador receberá no máximo um pacotinho com o DVD dentro e a chave de registro colada com etiqueta. [ZDnet]

ObamaDe olho na campanha presidencial de 2010, o Partido dos Trabalhadores fechou acordo com ninguém menos que Ben Self, fundador da Blue State Digital. A agência foi responsável pela campanha de Barack Obama na web, que se mostrou muito vitoriosa.

Ben Self foi um dos responsáveis pela rede social MyBarackObama, que reuniu mais de 2 milhões de membros e potenciais eleitores de Obama. Através dos pequenos doadores, a campanha presidencial de Obama conseguiu arrecadar US$ 500 milhões, um recorde. Já os grandes doadores foram responsáveis por outros US$ 250 milhões.

Mais curioso nessa história é que o PT ainda não tem um candidato oficial (a Dilma nega que seja, embora Lula diga que é). No entanto, já optou por uma agência de marketing com foco na web.

Resta saber como os outros partidos vão começar a se planejar para a corrida presidencial de 2010. Marina Silva, do Partido Verde, é uma dos que poderão tirar proveito da web: com pouco espaço para fazer campanha na TV, poderá optar pela web. [IDG]

A Apple causou pouco rebuliço ao anunciar que os novos iPods Nano ganhariam câmera de vídeo integrada, para que o usuário pudesse gravar o que quisesse depois transferir para o computador. Pior, a falta de câmera de vídeo nos iPod Touch foi o que causou verdadeiro espanto, já que isso era dado como certo.

No entanto, essa novidade já causa problema para os donos dos iPods com câmera. A rede de academias americana Life Time Fitness inclui os Nanos na lista de dispositivos cujo uso é restrito. Até então, smartphones e câmeras de vídeo Flip deveriam permanecer nos armários enquanto o aluno fizesse suas atividades. No caso dos Nanos, a pessoa até poderá escutar música, mas se ficar tempo de mais com o aparelho na mão, como se estivesse filmando alguém, poderá ser repreendido.

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O Japão, onde a popularização de gadgets multiuso é mais do que notória, decidiu enfrentar a invasão de privacidade obrigando os fabricantes a colocar alertas sonoros toda vez que uma foto fosse feita. Mesmo em modo silencioso, o alerta sonoro funciona, para que os japoneses não se aproveitem do descuido alheio para fazer fotos mais “abusadas”. Só não sei como os nipônicos regulamentam o uso de câmeras de vídeo embutidas em outros equipamentos. [Gizmodo]

imagem-eua-nuvemO governo federal dos Estados Unidos anunciou hoje que vai começar a implementação de uma enorme e complexa infra-estrutura de cloud computing, ou computação nas nuvens. A administração de Barack Obama tem como objetivo reduzir custos e diminuir o impacto ambiental dos sistemas de informática do governo.

Para ter uma ideia, o orçamento atual do governo federal americano com tecnologia da informação é de cerca de US$ 76 bilhões, dos quais US$ 19 bilhões são gastos apenas com a infra-estrutura. Tantos data centers levaram ao cúmulo do Ministério da Defesa daquele país ter atualmente 23 data centers instalados.

O governo dos EUA lançou o site Apps.gov (estava fora do ar no momento que esse post foi publicado), no qual poderão ser listadas as aplicações que a administração Obama vai disponibilizar para seus órgãos e agências.

Já no ano que vem a administração federal americana já vai dedicar parte do seu orçamento de TI para cloud computing. Está nos planos do governo iniciar projetos pilotos de aplicativos nas nuvens.

Como já poderíamos esperar, o governo estará bastante preocupado com os dados que passarão a ser armazenados na nuvem. A iniciativa de Obama prevê desenvolvimento de formas de seguranças, políticas de acesso e também de certificação centralizada.

O CIO (algo como diretor de informação) do governo Obama, Vivek Kundra, não deu muitos detalhes sobre como a administração federal e seus órgãos vão adotar a computação nas nuvens nem o cronograma de implementações. [CNET/Foto: bronkinhrt2]

Alegria de pobre (e subdesenvolvido) dura pouco, muito pouco. A Microsoft confirmou hoje que não tem planos de vender o Zune HD fora dos Estados Unidos. Nem para grandes mercados, como Reino Unido e França, nem para mercados menores, como o nosso Brasil varonil.

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Um porta-voz da MS disse ao Ars Technica que por enquanto o tocador de mídia Zune HD será vendido apenas nos Estados Unidos. A empresa justificou a decisão dizendo que no momento trabalha no Zune Video, uma junção do Zune Marketplace com o XBox Live Video Service, que será lançado em 18 mercados.

O Zune HD começará a ser vendido na próxima terça-feira (15) por US$ 220 na edição com 16GB de armazenamento e por US$ 290 na edição com US$ 32GB. Há rumores que dizem que uma edição com 64GB está a caminho, mas isso não é confirmado pela Microsoft. [Ars]

office-2007-sem-wordA Corte de Apelações dos Estados Unidos decidiu hoje que a Microsoft poderá continuar vendendo o Microsoft Office enquanto apela da determinação que proibia a distribuição e comercialização do aplicativo em todo o território norte-americano.

Em 19 de agosto a companhia já havia entrado com um pedido para que continuasse a vender o software enquanto o caso não era julgado nos Estados Unidos, sendo que somente hoje o pedido foi julgado e aceito.

Segundo a empresa canadense I4i, a Microsoft teria usado no Word funções XML patenteadas sem pagar pelo uso, o que caracterizaria infração de patente. Já a Microsoft discorda de que tenha cometido a infração e quer, de alguma forma, anular as patentes que a I4i diz possuir.

Caso, no fim do processo, a justiça dos Estados Unidos dê ganhe de causa à I4i, a empresa de Bill Gates seria obrigada a retirar as funções XML do Word para poder continuar a vendê-lo.

Vale lembrar que o Office 2010, o que inclui o Word 2010, está em plena fase de desenvolvimento. [ArsTechnica/WinAjuda]