O diretor de tecnologia da Verizon Wireless, operadora americana de telefonia, afirmou ao Wall Street Journal que a empresa pretende começar a vender aparelhos aptos a se conectar à rede 4G já em meados de 2011. De acordo com Anthony Melone, a rede 4G denominada de LTE (Long Term Evolution, ou Evolução de Longo Prazo) deve ser inaugurada ainda nesse ano.

Fibra ótica em funcionamento. (Flickr: -eko-)

Fibra ótica em funcionamento. (Flickr: -eko-)

Para 2011, a operadora pretende começar a vender celulares que façam uso da rede, que tem alta velocidade de dados. Por enquanto, a promessa é de que esses aparelhos funcionem tanto na rede 4G quanto na rede 3G (a exemplo do que acontece com aparelhos 3G que também funcionam em 2,5G).

O diretor aproveitou para já fazer um alerta: é provável que a Verizon Wireless não ofereça pacotes de dados ilimitados para seus clientes. Depois de anos ofertando acesso à internet sem limite, as operadoras finalmente começam a pensar em formas de tarifar todo esse consumo, que demanda investimentos bilionários na expansão das redes de telecomunicações.

O 4G LTE atinge velocidades de 170 Mbps para download e 50 Mbps para upload. Pelo menos foi essa velocidade que a T-Mobile e a Nortel conseguiram em testes na Alemanha. Promissor, não? Eu quero. [ZDnet/WSJ/-eko-]

A Nintendo anunciou agora há pouco que vai começar a vender o Nintendo DSi XL nos Estados Unidos. O aparelho, que pode ser considerado um Nintendo DSi supercrescido, já era vendido no Japão com o nome de Nintendo DSi LL. O DSi XL desembarca na terra do Tio Sam em 28 de março pelo preço sugerido de US$ 190, o equivalente a cerca de R$ 345 (tirando impostos e o Custo Brazil de importação, é claro).

Aproveitando o anúncio, a Nintendo também informou que esse mesmo DSi XL estará disponível na Europa antes do que nos Estados Unidos, em 5 de março. E os australianos terão que esperar um pouco mais para comprar o miniconsole: as vendas por lá só começam em 15 de abril desse ano.

Nintendo DSi e Nintendo DSi XL sobrepostos.

Nintendo DSi e Nintendo DSi XL sobrepostos.

O lançamento do Nintendo DSi XL no Brasil está previsto para… Ops, espere aí: a Nintendo não falou nada sobre o aparelho ser vendido no Brasil ou na América Latina. Mais uma vez ficamos de fora. Nem eu nem você poderemos comprar o gadget (que tem dois visores LCD de 4,2 polegadas) de forma legal e oficial.

Escracha!

Esse tinha assunto para falar. O americano Christopher Smead, de 21 anos, foi preso na cidade de Iowa depois de roubar o telefone de um desconhecido em um armário de academia de ginástica.

Curioso nessa história é que Smead aproveitou que estava com o celular de outra pessoa em mãos para fazer ligações e enviar mensagens de texto. Aliás, enviar 500 (isso mesmo, quinhentas mensagens) no curto período de 01:55 até 23:43 da sexta-feira (19).

O jovem foi acusado de roubo de quinto grau (isso existe em Iowa). Além disso, Smead também foi acusado de posse de pistola de pressão ao visitar a biblioteca principal da Universidade de Iowa. O que ele pretendia fazer com uma pistola de pressão em uma biblioteca ainda é um mistério.

De acordo com o Press-Citizen, Christopher Smead não foi ao tribunal saber a decisão sobre o porte de pistola. Agora, com o segundo crime, o estudante deverá passar 30 dias atrás das grades.

Entrou hoje (11) em vigor a decisão judicial que proíbe a microsoft de vender o Word com a utilização de determinadas funcionalidades XML que infringem patentes da empresa canadense i4i. Se você ainda não está a par do caso, veja como transcorreu essa novela pelos links abaixo:

Pois bem, essa segunda-feira foi o dia a partir do qual, pela decisão da justiça, o Word não mais poderia ser vendido com as funcionalidades infratoras de direitos. A Microsoft tomou as providências para deixar o Word “limpo”, mas pelo visto não foi uma transição totalmente suave.

No princípio da noite no Brasil (tarde nos EUA), excetuando a versão Office Ultimate 2007 (de US$ 670, R$ 1.160), todas as demais versões — incluindo o Office 2008 para Mac — estavam indisponíveis, acompanhadas pela seguinte mensagem: “Este produto está atualmente indisponível enquanto atualizamos as versões em nosso site. Esperamos que ele esteja disponível em breve.”

“Nós tomamos os passos necessários para estar de acordo com as decisões judiciais e estamos introduzindo a versão revisado do software no mercado americano,” disse o gerente senior de vendas, Michael Croan. Ele também buscou fazer a transição não parecer algo tão dramático assim. “O processo será imperceptível à vasta maioria dos clientes, que deverão encontrar tanto opções de teste como compra prontamente disponíveis,” disse Croan.

Em outras lojas online americanas — como Amazon, Newegg e Best Buy — o Office 2007 também esteve indisponível. Por e-mail hoje, Croan disse que o Office estaria “temporariamente” indisponível, mas que o pacote de aplicativos estaria de volta “pouco depois de 11 de janeiro”. [Computerworld]

Segundo estudo realizado pela Harris Interactive com cerca de 2 mil pessoas, um americano adulto passa, em média, 13h online por semana. O número é menor que o de 2008, quando a média semanal foi de 14h. Essa diferença, estima-se, ocorreu devido ao grande interesse nas eleições americanas naquele ano. (Aos que estão imaginando quanto era em 2007, eu respondo: 11h online por semana, em média).

Claro, há uma grande variação entre diversos perfis de uso. Em uma ponta da curva temos 20% dos usuários, que ficam apenas 2 horas ou menos na internet por semana. Na outra outra ponta, 14% dos internautas analisados ficam mais de 24h online por semana.

Outras conclusões interessantes:

  • A faixa etária que passa mais tempo na internet é a de 30-39 anos (18h/semana) e as de 25-29 e 40-49 anos (ambas com 17h/semana);
  • Metade dos que estão online compraram algo pela internet no último mês. No grupo com 30-39 anos a porcentagem salta para 62%, e no de 40-49 anos, 56%;
  • O número de americanos adultos online (184 milhões, 80% dos adultos no país) tem se mantido relativamente estável desde 2007;
  • O número de adultos nos EUA que acessam a internet de casa aumentou para 76%, contra 75% em 2008, 70% em 2007 e 66% em 2005.

Senta que lá vem história: primeiro a Justiça americana determinou que a Microsoft deveria parar de vender o Word. Depois a empresa recorreu à decisão e recuperou o direito de vender o software enquanto o processo tramitava. Agora saiu o veredicto da apelação: a Microsoft está, novamente, proibida de vender o software Word, parte importantíssima de seu pacote Office, porque, segundo o entendimento da Justiça, ele infringe as patentes da empresa canadense i4i.

Como resultado do processo, a Microsoft foi condenada a pagar uma multa de US$ 290 milhões e – o que é muito mais grave para ela – cessar as vendas de versões do Word que contenham a infração de patente, a partir de 11 de janeiro de 2010. Acontece que a infração de patente em questão é relativa às funções XML que a Microsoft utiliza no Word tanto nas versões 2003 quanto 2007, ou seja, apenas as versões antigas, anteriores à 2003, estão liberadas para venda.

A Microsoft disse que irá alterar as funções que geraram o processo – que ela diz serem “pouco usadas” – de forma a continuar vendendo o Word como parte da suíte Office 2007, mas não nega a possibilidade de continuar apelando e solicitar nova audiência.

“Ao mesmo tempo que estamos nos movendo rapidamente para resolver o problema a que se refere a decisão judicial, estamos também considerando nossas opções legais,” disse Kevin Kutz, um porta-voz da Microsoft.

Já a i4i não poderia estar mais contente com o resultado, claro.

“A i4i está muita satisfeita com a decisão da Jusiça, que foi um passo importante para a proteção dos direitos de propriedade de pequenos desenvolvedores,” disse em um comunicado Michel Vulpe, fundador da i4i.

[Reuters]

Quem acompanha o Tecnoblog há algum tempo já sabe que todos da equipe usamos e recomendamos a OpenDNS, melhor provedor de DNS que existe hoje em dia. Ele é simples de configurar, fácil de usar e totalmente gratuito.

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Eu conversei hoje com David Ulevitch, fundador e atual diretor de tecnologia da OpenDNS. Ele falou um pouco sobre OpenDNS Deluxe e OpenDNS Enterprise, os dois planos pagos do serviço que a empresa passa a oferecer a partir dessa quarta-feira.

David me disse que o OpenDNS Deluxe, possivelmente o mais interessante para nós, oferecerá todas as funcionalidades da OpenDNS gratuita, porém sem a publicidade fornecida pelo Yahoo, que ajuda a bancar o serviço.

O bloqueio de sites terá gerenciador avançado e aumento no número de domínios bloqueados, que pula de 25 para 50. No futuro, a companhia também planeja disponibilizar uma forma para que os administradores de redes consigam acessar páginas bloqueadas (provavelmente através de um sistema de autenticação).

Indicado para famílias e pequenas empresas, o plano Deluxe permitirá uma customização mais completa das páginas de bloqueio apresentadas aos usuários. Custará a partir de US$ 9,95 anuais (equivalente a R$ 17,12) no pacote family pack. O Deluxe também poderá ser assinado por pequenas empresas, mas nessa modalidade o custo será de US$ 5 (R$ 8,60) por usuário da rede, com número mínimo de cinco usuários.

“Se você tem seis filhos, deve pagar os US$ 9,95. Mas se você tem seis funcionários usando a sua rede, deverá pagar US$ 35 (pelos 7 usuários)”, salientou David ao explicar a diferença entre as duas modalidades.

Com preço inicial de US$ 2 mil (R$ 3.440), o OpenDNS Enterprise será voltado para grandes empresas. Além das funcionalidades que o OpenDNS Deluxe oferece, permitirá o bloqueio de 500 domínios, suporte técnico especial, registros de acesso salvos por tempo indefinido e sistema de delegação de administração, para que várias pessoas possam administrar a rede.

Uma vez que a OpenDNS começou a cobrar por alguns serviços somente após três anos de sua fundação, foi inevitável questionar sobre a versão grátis que eu sempre recomendei. David Ulevitch, no entanto, foi muito claro: a OpenDNS continuará a oferecer o serviço Basic, gratuito e mantido através da publicidade.

Demonstrando interesse pelo Brasil, David afirmou que gostaria de saber mais sobre como os provedores daqui funcionam. Servidores da OpenDNS localizados na América do Sul? Ele disse que por enquanto isso não está nos planos da empresa, mas que seria interessante (atualmente a empresa tem dez servidores espalhados por Estados Unidos e Europa).

Kindle no Brasil!

Kindle no Brasil!

A Amazon anunciou hoje que o leitor de e-books Kindle passará a ser vendido além do território americano. Ele estará disponível a partir do dia 19 de outubro para 100 países ao redor do globo, inclusive o Brasil. Aproveitando o anúncio, a Amazon abaixou o preço do gadget, que será vendido por US$ 259,00 (R$ 454,00) na versão dos EUA. A versão internacional terá acréscimo de US$ 20 no preço final, devido à inclusão de chips extras necessários para fazê-lo funcionar em outros países. O preço anterior era de US$ 299,00 (R$ 524,00).

O leitor fará download de livros através da rede 3G e EDGE/GPRS de operadoras que tenham acordo com a AT&T Wireless, cuja cobertura pode ser conferida no mapa disponibilizado pela Amazon. Apesar disso, nem todas as funções estarão disponíveis nos países que receberão o Kindle. O navegador experimental e a leitura de blogs, por exemplo, estarão desabilitados ns Kindles que forem vendidos para o Brasil.

A biblioteca de livros disponíveis aqui também será menor em relação à biblioteca americana, devido aos direitos autorais: serão 290 mil livros, contra 350 mil disponíveis nos EUA. Todos eles serão vendidos em inglês e o pagamento só poderá ser feito em dólares. A Amazon também alerta que o envio desse tipo de gadget acarretará em custos e taxas extras das quais a empresa se exime.

O Kindle está disponível para pré-venda neste link. O Kindle DX, irmão maior do Kindle, continuará a ser vendido apenas nos Estados Unidos. [Mashable]

[Atualização às 11:35]: O leitor digital também virá com 14 dias gratuitos do serviço de assinatura de jornais. Dentre os jornais disponíveis, está o brasileiro O Globo. Washington Post, Herald Tribune, The Times e The Independent também fazem parte da lista de publicações que o Kindle suporta.

att_circleNuma decisão já esperada, mas ainda assim surpreendente, a operadora americana AT&T mudou hoje a política que mantinha com relação a aplicações de VOIP (voz sobre IP) especificamente para o iPhone. Com a decisão, Skype, Fring e aplicativos similares poderão ser utilizados para chamadas de voz utilizando a rede de dados da operadora.

Até ontem, quem quisesse usar o Skype no iPhone teria que estar conectado a uma rede Wi-Fi. De forma alguma a AT&T permitia que o 3G fosse utilizado para esse tipo de função, embora outros smartphones pudessem utilizar o VoIP sem problema nenhum.

“A decisão de hoje foi tomada depois de avaliar as expectativas de nossos clientes e o uso [do iPhone] comparado com de dezenas de outros [smartphones] que nós vendemos”, disse Ralph de la Vega, CEO da AT&T Wireless, ao Wall Street Journal.

Se você acha que a AT&T ficou boazinha, não esqueça que por trás da nova possibilidade de usar VoIP no celular existe o grande mercado de pacote de dados, que tende a crescer (e tornar-se o caos, como já acontece em algumas metrópoles dos Estados Unidos).

Agora só falta a Apple finalmente liberar o aplicativo do Google Voice para iPhone. Sim, ele continua “sob análise” dos revisores da App Store. [PCWorld]

A FTC (Federal Trade Commission), órgão que regula negociações comerciais nos Estados Unidos, revisou seu guia de recomendações e testemunhais na publicidade. O resultado é que blogueiros independentes que não forem capazes de informar aos leitores sobre resenhas, posts pagos e presentes ganhos poderão pagar até US$ 11 mil em multas (o equivalente a quase R$ 20 mil).

“O post de um blogueiro que recebeu dinheiro ou algum tipo de pagamento para analisar um produto é considerado uma recomendação. Portanto, blogueiros que fazem recomendações devem informar as relações materiais que eles mantém com o vendedor do produto ou serviço”, diz o comunicado da FTC.

bolinho-de-dolarNão são só os blogueiros que estão na mira da FTC. Celebridades também terão que fazer o chamado full disclosure, quando são obrigadas a informar algum tipo de relação estabelecida com o fabricante para obtenção daquele produto ou serviço que está sendo recomendado. No exemplo dado pela FTC, um artista de Hollywood que recomenda um carro através do Twitter deverá avisar caso o veículo tenha sido um presente da montadora.

Desde junho a FTC vem prestando atenção em testemunhais e recomendações feitos por blogueiros. Nos Estados Unidos, assim como no Brasil, tornou-se comum que blogueiros não informem as relações comerciais que mantêm com empresas que contratam posts pagos ou fornecem “mimos”.

Pena que a FTC não tem jurisdição no Brasil. [CNET/Foto(cc)]