Carla Bruni: ela não tem quase nada a ver com esse texto, mas quem liga?

Um estudo realizado pela universidade francesa de Rennes mostra que a pirataria continua a crescer no país do croissant, apesar da polêmica “Lei dos três strikes” em vigor por lá desde o ano passado.

Em seu texto, o artigo aprovado pelo marido da Carla Bruni presidente Nicolas Sarkozy em junho do ano passado prevê que os navegantes que forem pegos fazendo download de arquivos ilegais podem receber até três advertências antes de ter sua conexão à web cortada e ainda serem levados ao tribunal, onde ainda podem ser condenados até a dois anos de prisão e ao pagamento de uma multa no valor de 300 mil euros.

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As informações levantadas pelos pesquisadores mostram que apesar do tráfego por sites de torrent tenha caído de 17,1% para 14,6% entre os últimos meses de setembro e dezembro, o total de pirataria no país aumentou 3% impulsionado sobretudo pelo crescimento de sites de troca de arquivos nos moldes do Rapidshare e Sendspace, considerados “mais seguros” para esse tipo de atividade. Ironicamente, o texto da “Lei dos três strikes” prevê que apenas trocas realizadas por mecanismos P2P são passíveis de punição, deixando a tarefa de se baixar um arquivo direto de um site longe de qualquer dor de cabeça legal.

Outra descoberta digna de nota dos pesquisadores mostra que os usuários que baixam arquivos da web estão mais inclinados a pagarem por conteúdo online, confirmando outros estudos semelhantes. “Isso mostra que ao desconectar usuários da rede a indústria da música pode estar se afastando de potenciais consumidores”, afirma o TorrrentFreak.

Enquanto a Apple guarda segredo absoluto a respeito de seu tão esperado Tablet, que deverá ser apresentado num evento a ser realizado no próximo dia 27, o mesmo não pode ser dito a respeito de alguns seus parceiros do outro lado do oceano Atlântico.

Stephane Richard, vice-presidente da Orange/France Telecom acidentalmente “deixou escapar” em uma entrevista dada na manhã desta segunda ao jornalista Jean-Pierre Elkabbach, do canal Europe 1, que de fato a empresa da maçã irá lançar um tablet, “equipado com webcam” em breve.

A relevação bombástica acontece aos 6:10 do vídeo. Veja, em francês (o diálogo original e traduzido está logo abaixo)


Jean Pierre Elkabbach: “Selon l’hebdomadaire Le Point, dans quelques jours votre partenaire Apple va lancer une Tablette dotée d’une Webcam”

Stéphane Richard: “Oui”

Jean Pierre Elkabbach: “Est ce que les usagers d’Orange en bénéficieront aussi”

Stéphane Richard: “Bien sûr!”

Em português, numa tradução freestyle:

Jean Pierre Elkabbach: De acordo com a revista Le Point, nos próximos dias a Apple lançará um tablet equipado com uma webcam…

Stéphane Richard: Sim..

Jean Pierre Elkabbach: E os clientes da Orange poderão ter esse aparelho?

Stéphane Richard: Claro que sim, meu nêgo!

[átualização 23h40] Como era de se esperar, uma forte operação de relações públicas foi acionada depois que o executivo deu com a língua nos dentes e em comunicado oficial a Orange/France Telecom afirma que “o comentário feito por Stéphane foi interpretado de maneira errônea em inglês e outros idiomas estrangeiros” e que ele estava “apenas confirmando que estava ciente dos rumores envolvendo um possível lançamento da Apple e afirmando que, se existir, tal produto estaria disponível aos clientes da empresa”. Então tá. [Moconews]

Três e você está fora.

Três e você está fora.

Até agora um dos países com as leis mais brandas em relação à troca de arquivos na rede, a Espanha vem considerando rever suas posições e adotar a infame “lei dos três strikes” já aprovada na França e Inglaterra.

De acordo com essa lei, um usuário pode ter sua conexão à internet cortada por até um ano caso seja flagrado três vezes baixando material ilegal.

Mas Viviane Reding, Comissária de Informação, Sociedade e Mídia da União Européia lembrou durante um encontro da Comissão do Mercado de Telecomunicações, realizada em Barcelona, que tais medidas podem ir contra a legislação do continente: “Ações que permitem a suspensão ao acesso à rede sem um julgamento adequado certamente vão de encontro aos nossos interesses”, disse. E aproveitou para fazer uma crítica direta à lei aprovada recentemente na França: “Reprimir as pessoas não resolve o problema da pirataria e ferem direitos e liberdades individuais dos cidadãos que são valiosos na Europa desde a revolução francesa”.

Em todo caso, Reding está longe de querer ver a Europa como um reduto de piratas virtuais. Na realidade, tudo o que ela pede é evitar eventuais exageros que podem (e vão) acontecer quando a lei, formulada basicamente por lobistas de grandes gravadoras, seja aprovada. [TorrentFreak]

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Fibra ótica em funcionamento. (SXC)

A Alcatel-Lucent, gigante francesa que mantém atualmente o Bell Labs, anunciou que seus pesquisadores conseguiram multiplicar a capacidade de transmissão dos cabos submarinos de telecomunicações por dez. A velocidade é impressionante.

Essa nova velocidade seria de 100 petabits por segundo.quilômetro. Não, você não leu errado, a forma de medição leva em conta e velocidade de transmissão de dados e a capacidade da fibra ótica de manter a velocidade de acordo com a distância percorrida.

Para nós, meros mortais, o que importa é que a nova tecnologia da Alcatel-Lucent garante velocidade constante de 15,5 Tbps (terabits por segundo) por 7 mil quilômetros. Seria o suficiente para transmitir 400 DVDs entre Paris, no continente europeu, a Chicago, em solo norte-americano, em apenas um segundo.

Mas não se anime. Por enquanto esse tipo de velocidade estará longe de chegar à sua casa. A fibra ótica na qual a Alcatel trabalha é usada em cabos submarinos que se estendem ao redor do mundo, nos oceanos, para manter as várias partes do planeta interconectadas. Não é à toa que quando um desses cabos se rompe – normalmente devido a acidentes envolvendo navios – o país que tira proveito do cabo submarino enfrenta problemas no acesso à internet. [Computerworld]

Marianne, símbolo nacional francês, provavelmente está de luto.

Marianne, símbolo nacional francês, provavelmente está de luto.

Dois avisos seguidos de punição. A partir de agora será assim que os franceses pegos compartilhando arquivos serão tratados. Numa decisão apoiada por 258 dos deputados (e rejeitada por 131), a Assembléia Nacional Francesa ratificou a nova lei anti-pirataria.

Vai funcionar da seguinte forma: o usuário que estiver compartilhando arquivos pirateados receberá um aviso de que aquela ação é ilegal. Caso insista, receberá um segundo aviso. Na terceira vez que for pego, não haverá mais avisos: irá a julgamento. A decisão final do juiz poderá incluir proibição de acesso à internet, fianças de até 300 mil euros (aproximadamente R$ 800 mil) e prisão de até dois anos.

Os responsáveis por redes Wi-Fi que não cuidarem da segurança da rede também serão passíveis de punição. A Assembléia decidiu que essas pessoas que permitirem, mesmo que de forma desintencional, que outros usuários compartilhem arquivos pirateados, poderão ser proibidos de acessar a internet por um mês e pagar fiança de 1,5 mil euros (cerca de R$ 4 mil).

Pelo menos na França o lobby das gravadoras e estúdios de cinema venceu. [Electronista]

A Microsoft vai oferecer a edição Family Pack do Windows 7 em oito países da Europa. Com isso,  o Family Pack não ficará restrito a apenas dois países (a saber: Estados Unidos e Canadá). Também foi confirmado definitivamente pela empresa que o Windows E, edição do sistema operacional sem o Internet Explorer 8, não será disponibilizado para os europeus.

Windows 7 Family Pack: 3 licenças do Home Premium.

Windows 7 Family Pack: 3 licenças do Home Premium.

Brandon LeBlanc, integrante da equipe de desenvolvimento do Windows 7, disse em post no blog do sistema operacional que consumidores de Alemanha, Áustria, França, Países Baixos, Irlanda, Reino Unido, Suécia e Suíça poderão optar pela compra do Windows 7 Family Pack, que nos Estados Unidos custa US$ 149, com direito a três licenças do Windows 7 Home Premium, mas restrito a quem optar pelo upgrade de Windows Vista para Windows 7.

Segundo LeBlanc, o Windows 7 terá uma versão sem Windows Media Player no continente europeu, chamada de Windows 7 N. Embora a edição N do Windows Vista seja um fracasso (ninguém quer comprar um sistema operacional sem media player quando existe uma edição com o aplicativo pelo mesmo preço), a empresa insiste em lançar o sistema operacional na Europa sem o WMP para evitar acusações de truste ou monopólio da Comissão Europeia.

A pré-venda do Windows 7 nesses países será feita pelas lojas online locais da Microsoft e também por parceiros no varejo, com data prevista para início em 1º de setembro. Quase dois meses depois, em 22 de outubro o grande público poderá comprar o Windows 7.

Enquanto isso, ainda não temos nenhuma informação sobre preços e disponibilidade do Windows 7 no Brasil.

razorfish_logoA Microsoft vai vender a Razorfish, sua agência de publicidade interativa focada na web, para o Publicis Groupe. O acordo prevê pagamento de US$ 530 milhões (quase 1 bilhão de reais) em dinheiro e também em ações do Publicis.

O negócio tirará da Microsoft o controle que ela tem desde 2007, quando comprou a aQuantive, controladora da Razorfish, e levou a empresa de publicidade “de brinde”. Até o fim do último trimestre de 2009, a compra deverá ser concretizada.

Uma das cláusulas do acordo diz respeito ao portal MSN e ao Bing: o Publicis Groupe fica obrigado a comprar anúncios nesses dois serviços da Microsoft pelo período de cinco anos.

Recomendo uma visita ao site da Razorfish, que tem um layout bastante inovador. Dá para ter uma noção de como a empresa trabalha. [New York Times]