Gmail

Gmail é um serviço de webmail de propriedade do Google. Foi lançado no dia 1º de abril de 2004 e oferecia 1 GB de espaço, um valor muito acima de concorrentes como o Hotmail, que permitia apenas 2 MB de armazenamento nas contas gratuitas. Esse fato fez muitos usuários pensarem que se tratava de mais uma das típicas brincadeiras de “Dia da mentira” do Google. O Gmail causou polêmica por ler automaticamente palavras-chaves em emails particulares do usuário para exibir anúncios personalizados.

Se você usa o Gmail e o Google Calendar (Google Agenda no Brasil) com certa frequência, essa notícia é especialmente para você. O pessoal de Mountain View adicionou ao Gmail agora há pouco uma nova ferramenta que permite uma integração maior entre o Gmail e o serviço de calendários do Google.

Agora, em vez de ter que ir ao Calendar para enviar convites para eventos, festas, cafés (um Starbucks cairia muito bem agora, por sinal…) e sessões de cinema, basta abrir o Gmail e escrever o conteúdo da mensagem. Depois disso, é só clicar em Insert: Invitation (Inserir: Convite) e adicionar informações referentes ao evento para o qual o destinatário da mensagem está sendo convidado.

Nós testamos a ferramenta:

Infelizmente ela não funcionou como deveria: escrevi uma mensagem a partir do meu Gmail e tendo outro Gmail como destinatário. Depois, fui ao Insert: Invitation, coloquei os dados sobre nome do evento e quando ele aconteceria. O problema é que, ao escolher uma agenda compartilhada pelos dois, aparece o seguinte recadinho: Calendar doesn’t exist or isn’t shared (Calendário não existe ou não é compartilhado).

De qualquer forma, o convite foi enviado com sucesso. Quando o destinatário o recebe, tem a opção de confirmar que vai, negar que vai ou ainda marcar como Talvez. Funciona de forma semelhante ao Google Apps, solução do Google para empresas.

Outro problema que nós encontramos foi com relação ao horário do convite. Eu inseri o horário de 14h30, mas quando o destinatário recebeu a mensagem, constava 11h30. Isso aconteceu porque o Google entendeu que 14h30 era o horário dentro do fuso horário GMT, que está horas à frente do brasileiro. Como meu Gmail está em inglês, refiz o teste, dessa vez com ele configurado para português. Mais uma vez, outro fuso horário é usado como parâmetro.

Visto que o recurso já está disponível no Gmail para o Brasil, poderia ser um problema caso a mensagem fosse séria, marcando uma reunião importante.

Veredito: parabéns, Google! Gostei da ideia, mas precisa melhorar os problemas abordados no post.

[Mashable]

Trocar de telefone – e de plataforma – nunca é uma tarefa fácil. Faz anos que eu tinha minha vida razoavelmente resolvida em torno do Symbian (com Nokias E62, N95, 5800) e, no fim do ano passado, peguei um aparelho com Android (um Motorola Dext).

Fato é que a migração é razoavelmente tranquila. Para quem está acostumado com um iPhone, o Android só tem mais botões para apertar. Não sou da turma dos neuróticos por aplicativos (convenhamos, entre 30 mil do Android e 180 mil do iPhone, tem muita gordura para queimar nesse meio), mas uma única coisa, simples e básica, me faz usar o Dext todos os dias (e deixar o 5800 na reserva, como o melhor despertador de todos os tempos – vire-o para ter mais 15 minutos de sono – e modem backup): o Gmail.

O uso do Gmail, na verdade, me fez mudar a visão sobre correio eletrônico. No desktop, usei por muito tempo Eudora, Outlook, Outlook Express, Apple Mail, Entourage. E desisti. A facilidade do “armazenamento monstro” – hoje em quase 7,5 GB torna qualquer um em um preguiçoso do e-mail. É fato: não precisar apagar mensagens é altamente tentador. Até que consigo gerenciar as coisas de maneira razoável (36% do espaço estão tomados, e já conheci dois figuras que estouraram suas cotas de Gmail por pura preguiça), e redireciono meu e-mail pessoal e profissional (viva o Google Apps) para uma só caixa de entrada.

É essa megacentral de mensagens e seu passado completo que me interessam no Gmail para Android: diferente de um BlackBerry ou de qualquer outro programa de e-mail para smartphone (inclua aí o Nokia Messaging e até mesmo o cliente nativo de e-mail do Google), que baixam as últimas mensagens para o dispositivo móvel, o Gmail para Android está mais para um cliente web do e-mail. E todas as minhas mensagens estão lá, a um clique/busca de distância. Nem a interface nova do e-mail do iPhone faz isso, infelizmente.

Embora o acesso a todo o seu passado de e-mails seja o grande motivo para ter um aparelho com Android (e com a versão 2.1 dá para ter múltiplas caixas de entrada, o que é ótimo para separar pessoal do profissional), o mesmo sistema tem o pior método de gerenciamento de contatos do universo (aqui no Dext, vejo contatos do Twitter, Facebook, Google, Favoritos do MotoBlur ou todos juntos). Superprático, não? Mas isso é assunto para outro post.

A equipe de desenvolvimento do Gmail não para. Depois de nos apresentar aos Marcadores Aninhados (saiba como usá-los), o time implementou no Gmail Labs mais uma forma de tornar o uso do serviço de e-mail eficiente em outro nível. Falo da visualização rápida de mensagens, que poupa abrir a página de mensagem para saber o que um remetente enviou.

Para habilitar a ferramenta, vá em Configurações > Labs e marque a caixa Ativar próxima de Visualização rápida da mensagem. Depois salve as alterações no fim da página.

Visualização rápida de mensagens.

Visualização rápida de mensagens.

A descrição do recurso já explica como funciona: “para dar uma olhada em uma conversa sem precisar abri-la, clique com o botão direito do mouse na mensagem em sua Caixa de entrada”. Ou seja, clique com o botão direito do mouse permite visualizar rapidamente o conteúdo da mensagem.

Visualização rápida de uma mensagem. (Clique para ampliar)

Visualização rápida de uma mensagem. (Clique para ampliar)

Quando o botão direito é pressionado sobre uma mensagem, rapidamente uma caixa pop-up é carregada com o assunto daquela mensagem e o remetente. Caso sejam várias mensagems agrupadas em uma conversação, o usuário de e-mail vai poder navegar por elas usando as setas para esquerda e direita no rodapé da caixa (ou na parte superior, dependendo de onde ela foi aberta). Ainda há opções de arquivar, deletar e marcar como lida (normalmente mensagens novas visualizadas dessa forma continuam como não lidas).

Veredito: é outro “Lab” que vale a pena ser acionado o quanto antes. Ele poupa tempo de espera enquanto as páginas de mensagens são carregadas. Além disso, garante a consulta rápida a certos e-mails. Só tem uma coisa que a visualização não permite fazer (e, se permitisse, acabaria com o próprio propósito de existir): rolar a mensagem. Não tem barra de rolar.

De vez em quando a equipe de desenvolvimento do Gmail nos surpreende com boas ideias, que primeiro precisam ser testadas no Gmail Labs para depois entrarem na versão definitiva do serviço do e-mail. Ontem foi um desses dias, quando a empresa nos apresentou Marcadores Aninhados (Nested Labels).

A ideia desse tipo de marcador é criar uma hierarquia. Por exemplo, se você tem o marcador Faculdade e outro Textos da Faculdade e mais um chamado de Trabalhos da Faculdade, cada um desses marcadores apareceria de forma independente na barra lateral do serviço. Já com Marcadores Aninhados, eles podem aparecer mais ou menos assim:

  • Faculdade
    • Textos
    • Trabalhos

A organização fica muito melhor. E ativar o recurso é bem fácil: basta ir em Configurações > Labs e procurar por Marcadores Aninhados. Quando encontrar, marque Ativar e salve as alterações no fim da página.

Já para deixar a hierarquia do jeito que você quer, é preciso ir às configurações de Marcadores e renomeá-los da seguinte forma: Faculdade para o marcador principal e Faculdade/Textos e Faculdade/Trabalhos para os demais. Quando há uma barra, o próprio Gmail reconhece e tenta criar a hierarquia.

Confira no exemplo acima. Há o marcado TB e o marcador filhote Pauta. Para que Pauta aparecesse ali, eu precisei renomear o marcador para TB/Pauta. Funciona direitinho.

O único problema desse novo recurso é que ele dá a impressão de criar grupos de mensagens. Por exemplo, ao colocar o marcador Pauta dentro de TB, a impressão que eu tive foi de que as mensagens marcadas como Pauta seriam exibidas se eu clicasse no marcador TB. Não é o que acontece: os marcadores continuam funcionando de forma independente. Tomara que a equipe do Gmail conserte isso em breve!

Avaliação final: vale a pena habilitar os Marcadores Aninhados para deixar o Gmail mais bem organizado. Ainda mais se você recebe muitas mensagens por dia.

Steve Jobs, diretor executivo da Apple, apresentou hoje as novas implementações que o aplicativo de e-mail padrão do iPhone e do iPod Touch terá na próxima versão da plataforma iPhone OS.

A unificação de caixa de entrada (Unified Inbox) fará com que o usuário receba todas as mensagens, provenientes dos mais distintos serviços de e-mail (como Yahoo, Gmail, Mobile Me e até mesmo provedores que ainda usam POP3) num mesmo local. Dessa forma, o usuário não precisará ficar saindo de uma conta e entrando em outra para visualizar novos e-mails.

No entanto, quem quiser ainda vai poder visualizar as mensagens de cada conta de e-mail separadamente, por meio de um módulo rápido de troca de conta. E o suporte a Microsoft Exchange continua funcionando, voltando principalmente para uso corporativo (as soluções Exchange da MS são muito usadas em empresas).

Novidades do Mail.app no iPhone OS 4. (Reprodução/Engadget)

Novidades do Mail.app no iPhone OS 4. (Reprodução/Engadget)

Talvez a grande melhoria do Mail seja a exibição de mensagens agrupadas. A implementação copia o modo como o Gmail lida com mensagens: sempre que uma nova mensagem sobre algo que já foi discutido anteriormente chega, ela é adicionada a uma lista de conversações. Parece que tal recurso está se tornando moda no mercado, visto que o Mail para Snow Leopard já o tem e o Outlook 2010 passará a ter.

De acordo com a Apple, o Mail no iPhone OS 4.0 ainda terá visualização de anexos em aplicativos de terceiros. A empresa não detalhou como isso vai funcionar, infelizmente…

O iPhone OS 4.0 será liberado oficialmente ainda nesse semestre.

O iPad chegou às lojas dos Estados Unidos no sábado, dia 3 de abril. De acordo com a Apple, já vendeu 300 mil unidades e parece ser um grande sucesso (é isso o que a Bia Kunze, colunista do TB, afirma no post “O iPad já é um sucesso”). As fabricantes de aplicativos correm para produzir versões para iPad e, nesse cenário, o Google sai na frente: a empresa apresentou durante o fim de semana sua versão do Gmail para o dispositivo.

O melhor de tudo é que donos de iPads não precisarão instalar nenhum programa adicional para visualizar suas mensagens num modo diferenciado e criado especificamente para o tablet da Maçã. Bastará acessar o gmail.com normalmente para ver a interface. E se você não tem um iPad, confira abaixo captura de tela do e-mail do Google no aparelho.

Gmail no iPad.

Gmail no iPad.

Para criar tal interface, o Google só precisou se aproveitar da ideia da Apple de manter sempre duas colunas em aplicativos de conteúdo. Ou seja, do lado esquerdo temos a lista de mensagens. Já no lado direito aparece as mensagens relacionadas à conversação selecionada. Mais fácil seria impossível.

Quem tem um iPhone ou iPod Touch, no entanto, vai reparar que os gráficos do Gmail para iPad não são muito diferentes daqueles encontrados no smartphone da Apple. A única diferença é que agora há duas colunas, como eu já bem disse no parágrafo anterior. E se você nunca viu o Gmail no iPhone OS, lá vai:

Gmail no iPod Touch.

Gmail no iPod Touch.

O próprio Google admite que dispositivos touchscreen com telas maiores ainda são uma novidade e que, portanto, novas implementações podem ser feitas. Nada é definitivo.

Parece mentira, mas a Apple e o Gmail completaram anos nesta última quinta-feira, dia 1º de abril.

Fundada em 1976 pela duple de Steves Jobs e Wozniak junto de um sujeito chamado Ronald Wayne, que ficou pela história, o primeiro produto da empresa da maçã foi o Apple I, um computador que hoje seria facilmente confundido com uma máquina de escrever metida à besta. Depois vieram outros produtos célebres, como o Apple II, Lisa, Performa, Quadra, Pinpin, iMac, iPod, Macbook, MacPro, iPhone e o iPad, entre tantos outros que ajudaram a fazer com que a companhia tivesse um lugar especial no coração dos fãs de tecnologia.

Já o Gmail chegou em 2004 e causou estardalhaço com seu inbox com 1 GB de capacidade – um latifúndio para a época, em que as caixas de entradas mais gordas não disponibilizavam mais do que 25 MB para seus usuários. Atualmente sua capacidade é de aproximadamente 7,4 GB, sempre aumentando. Em seus primeiros tempos, era necessário um convite para se fazer um cadastro no serviço, obrigatoriedade que caiu em junho de 2005.

Será que teve bolo?

Várias redes sociais hoje em dia utilizam um artifício comum para angariar um maior público: pedir ao usuário criando um cadastro novo (ou até mesmo mostrando essa função aos antigos) que faça login na sua conta de email e envie convites em massa para sua lista de contatos. Mas nem todo mundo gosta de colocar seus dados de login em outro site, por questões de segurança.

Para aliviar a mente desse tipo de gente paranóica em segurança, o Google liberou essa semana uma atualização na API do Gmail que passou a permitir que desenvolvedores de aplicativos de terceiro usem a autenticação OAuth para fazer login no serviço. Esse tipo de autenticação é a mesma utilizada pelo Twitter para algumas aplicações web baseadas na rede social. Programadores que quiserem implementar essa nova função nos seus aplicativos podem conferir a documentação completa nesse link.

Além disso, os engenheiros do Google também estão trabalhando com empresas como a Mozilla e Yahoo para criar um padrão que permitirá o uso dos protocolos IMAP e SMTP também com OAuth. A lista de discussão sobre o tópico está disponível nesse link.

[via TheRegister]

A partir de hoje, usuários do Gmail vão contar com mais um recurso que promete aumentar a segurança do serviço do qual todos nós, nerds geeks somos tão dependentes. O alerta de atividades suspeitas vai manter um banco de dados com informações sobre a localidade a partir da qual o webmail é acessado. Por meio do IP, o Google vai ao menos saber de que país esse acesso é feito.

Com tais informações salvas, a empresa vai poder determinar quando o e-mail for aberto de um lugar muito distante ou improvável. Por exemplo, se eu abro meu Gmail em São Paulo às 8 da manhã, é altamente improvável que eu acesse novamente o webmail às 9 horas de Paris, na França.

A explicação para a nova implementação foi feita por Pavni Diwanji, diretor de engenharia do serviço: “Semanas atrás, eu recebi um e-mail supostamente de um amigo preso em Londres pedindo para ajudá-lo com dinheiro. No fim das contas, a mensagem foi enviada por um scammer que havia roubado a conta do meu amigo”. Com o alerta de atividades suspeitas, o Google passa a evitar que esse tipo de coisa aconteça.

Quando o usuário autenticar-se no Gmail, dará de cara com o seguinte aviso:

Ao clicar em Show details and preferences (Mostrar detalhes e preferências), informações sobre os últimos acessos ao Gmail serão exibidas. Caso seja necessário, o dono da conta já vai poder mudar a senha e assim garantir que o e-mail não seja acessado por uma pessoa não autorizada novamente.

[flickr Andercismo]

Se você trabalha com tecnologia, assim como eu, já deve ter reparado que o Gmail tem ficado mais lento de uns tempos para cá. A busca nem de longe se compara à do serviço de pesquisa convencional do Google e demora para acontecer. Além disso, tem momentos em que enviar um simples e-mail é tão vagaroso que dá tempo de preparar um delicioso café, enquanto espera.

Pois então, o Google sabe disso e está trabalhando para melhorar a qualidade do serviço de e-mail. Durante a série de conferências SXSW (South By Southwest), que acontece no Texas, um funcionário da empresa garantiu que as coisas vão ficar bem mais rápidas em breve.

De acordo com Jonathan Perlow, que foi responsável pelo painel Behind the Scenes of Gmail (algo como Bastidores do Gmail), a lentidão não é exatamente uma característica do serviço. Pessoas “normais” não percebem que o e-mail está mais devagar.

No entanto, heavy users como eu e você acabamos percebendo a queda no desempenho. Se você usa vários marcadores (labels) e também já configurou dezenas de regras para filtrar suas mensagens, sabe do que estou falando. E é especialmente para nós que a equipe do Gmail está trabalhando em uma solução para o problema. “Nós estamos arrumando isso”, disse Perlow.

Ainda não há informações sobre quando as novas implementações do Gmail deixarão serviço mais rápido para nós, mas já estou aguardando por isso ansiosamente.

[via DownloadSquadTechCrunch]