Google é uma empresa multinacional de tecnologia sediada em Mountain View, na Califórnia. Foi fundada no dia 4 de setembro de 1998 por Sergey Brin e Larry Page, até então estudantes de Ciência da Computação da Universidade de Stanford. O buscador nasceu a partir do BackRub, um motor de busca que utilizava métodos mais eficientes para classificar páginas do que os concorrentes da época. Google é um trocadilho com a palavra "googol", nome dado ao número 1 seguido por cem zeros, simbolizando a enorme quantidade de informações presentes na Internet.
Televisão. Prepare-se para riscar esse item da lista “Áreas nas quais o Google ainda não está interessado em dominar”. Ao menos é o que diz o New York Times, que cita fontes confiáveis ao afirmar que a que a gigante de busca estaria trabalhando em conjunto com as fabricantes Sony, Intel e Logitech para criar uma set-top box para TVs.
Segundo o jornal, a set-top box seria uma plataforma de streaming de vídeo da web baseada no sistema operacional Android e se chamaria Google TV. O rumor seria reforçado pelo fato de tanto a Sony como a Intel e Logitech listarem vagas para engenheiros e desenvolvedores especificamente com conhecimento do sistema Android.
As fontes anônimas também afirmam que o protótipo do dispositivo já estaria tão avançado que o Google começou testes no começo do mês em parceria com a Dish Network, empresa americana de venda de TV por assinatura. Elas também afirmam que dentro dos próximos dois meses o Google deverá liberar um kit de desenvolvimento com as ferramentas necessárias para customização do Google TV.
Como já era esperado, nenhuma das assessorias de imprensa quis comentar os rumores. [NYTimes]
A Microsoft continua sendo líder no segmento corporativo com produtos como o Exchange, que alia tecnologias de software e hardware para oferecer um sistema integrado de troca de dados entre os funcionários de uma empresa. Mas isso pode estar para mudar. O Google, com seu apetite feroz por mais usuários, lançou uma ferramenta que permite importar todos os dados presentes em uma conta do Microsoft Exchange.
Funciona da seguinte maneira: depois de baixar o programa, o usuário fica apto a importar do Exchange para o Google Apps – a reunião de serviços voltados para empresas do Google – informações sobre contatos, mensagens de e-mail já recebidas e calendários. O aplicativo funciona tanto com o Microsoft Exchange 2003 quanto com o Microsoft Exchange 2007.
Infelizmente, no entanto, não é qualquer um que pode usar o programa. Embora o software seja gratuito e sem restrições, somente usuários do Google Apps Premier ou versão educacional do serviço poderão fazer a importação. Portanto, se a sua empresa utiliza o Google apps gratuito, será preciso migrar para a versão paga a fim de ter a troca de Exchange para Apps (ao custo de US$ 50 anuais por usuário).
O passo do Google interessante, principalmente porque em 2010 a Microsoft vai lançar a nova versão do Outlook e também do Exchange, programas que melhor tiram proveito das tecnologias corporativas da empresa. Talvez o Google não esteja mais respeitando o lema Don’t be evil.
Falando em smartphones, um porta-voz do Google confirmou ao site MobileCrunch que a loja online Android Market acabou de atingir a marca de 30 mil apps, contra as apenas 16 mil registradas em dezembro. O crescimento de pouco menos de 100% em três meses é similar ao registrado pela famosa iTunes App Store em seus primeiros dias. Atualmente, a loja da Apple conta com cerca de 140 mil programas.
Dados da empresa de desenvolvimento AndroidLib mostram que 61% das apps disponíveis para os celulares do Google podem ser adquiridas de graça pelos usuários, mas não está claro quantos desses programas podem rodar sem problema nas versões 1.5, 1.6 e 2.1 do sistema operacional, que está disponível em “diversos sabores” para diversos fabricantes.
A Android Market foi lançada no final de 2008 junto do HTC G1, primeiro smartphone a rodar o sistema do robozinho, mas só foi se popularizar conforme mais aparelhos com o programa foram chegando ao mercado.
A imagem de uma criança nua capturada pelo Google Street View na Inglaterra obrigou a empresa a se desculpar, após severas críticas.
A imagem mostrava um menino que supõe-se ter por volta de cinco anos de idade com as calças abaixadas, aparentemente saindo de um banheiro em Wimbledon Common, no sudoeste de Londres. Uma mulher ajudava o garoto a se vestir enquanto um homem tomava conta.
O Google teria por padrão borrar a face de todas as pessoas capturadas pelo Street View, assim como as placas de todos os veículos. Mas não foi isso que aconteceu, pois apesar da face do menino estar devidamente borrada, a placa do carro da família não estava, ameaçando assim a privacidade da criança e seus familiares.
O Google removeu as imagens logo que foi alertado do ocorrido, e um porta-voz fez o seguinte comunicado:
“Nós pedimos desculpas por qualquer preocupação não-intencional que isso possa ter causado. Qualquer um que tenha preocupações sobre a privacidade e queira remover alguma imagem pode fazer [a remoção] rápida e facilmente.”
Nexus One: ainda longe de chegar ao seu primeiro milhão
O Nexus One, smartphone do Google, é o mais recente portador de um título que vem passando de mão em mão desde o lançamento do iPhone: ele é hoje considerado o mais forte candidato a ser o iPhone-killer. No entanto, assim como os outros portadores do título, o Nexus One também não está conseguindo fazer jus ao rótulo. No período em que o primeiro iPhone vendeu seus primeiro milhão de unidades, o celular do Google chega a apenas cerca de 135 mil unidades.
Em 2007, o primeiro iPhone — aquele que não tinha nem App Store, nem copiar/colar — levou 74 dias para chegar à simbólica marca de um milhão de unidades vendidas. Na próxima sexta-feira, 19 de março, o Nexus One chegará também no seu 74º dia no mercado, mas segundo estimativas da Flurry, empresa que mensura o uso de smartphones, o Nexus One terá chegado a apenas cerca de um oitavo da marca milionária.
Boa parte do sucesso menor do que o esperado tem sido atribuído ao modelo de venda do Nexus One. O aparelho é vendido apenas pelo site www.google.com/phone, não sendo vendido em lojas físicas, nem de eletrônicos e nem de operadoras de telefonia celular. De fato, um aparelho de nível similar rodando o mesmo sistema Android, o Motorola Droid (conhecido em todo o mundo não-americano como Milestone), que é vendido do modo tradicional, chegou ao seu 74º dia no mercado com vendas na faixa de um milhão de unidades, a marca mágica que o Nexus One não conseguiu atingir. [Business Week]
Em dezembro do ano passado, o Google pediu o registro da marca Nexus One no escritório de marcas e patentes dos EUA. Na terça-feira da semana passada a empresa recebeu o resultado: o pedido foi negado.
Segundo o escritório, a marca “Nexus One” é muito similar à outra á registrada pela empresa americana Integra Telecom em 2005 e que poderia gerar confusão, principalmente pelo fato da empresa também atuar no mercado de telefonia. A marca nesse caso é apenas “Nexus”.
Na carta dizendo que o registro não pode ser feito, o escritório ainda informa ao Google que é possível responder à negação do registro com evidências e argumentos que provem que não haverá confusão entre as duas marcas registradas. Para evitar que o pedido seja abandonado, a resposta deve ser enviada em até 6 meses.
Ou eles poderiam usar a minha sugestão: tirar uns trocados do bolso e comprar a Integra junto com a marca. Simples e fácil. [Obrigado ao SteveBob pela dica]
Já que o encerramento das atividades do Google.cn agora parece ser pura questão de tempo, a gigante da web parece estar aproveitando seus momentos finais no país para enfiar o pé na jaca.
De acordo com relato feito ao site Sillicon Alley Insider por Bill Bishop, fundador da empresa MarketWatch e morador de Pequim, por algumas horas o sistema de busca da empresa norte-americana simplesmente parou de filtrar os resultados anteriormente bloqueados pelo infame Grande Firewall da China.
Bishop afirma que pesquisas a respeito do famoso protesto de estudantes de 1989 começaram a retornar resultados com imagens do massacre que aconteceu na Praça da Paz Celestial, por exemplo. Já outras pesquisas termos proibidos continuaram devidamente bloqueadas no período.
O Google, claro, não deu um pio sobre o assunto.
De qualquer maneira, o oba-oba não parece ter durado muito. Enquanto esse post foi escrito, a busca por “1989 China Protest” no Google.cn retornou apenas 28 resultados aleatórios (como um sujeito falando ao telefone, um cara perto de uma árvore e um navio), contra 590 mil na versão internacional do buscador – repleta de imagens pouco agradáveis, mas, pelo menos, verdadeiras.
Se você trabalha com tecnologia, assim como eu, já deve ter reparado que o Gmail tem ficado mais lento de uns tempos para cá. A busca nem de longe se compara à do serviço de pesquisa convencional do Google e demora para acontecer. Além disso, tem momentos em que enviar um simples e-mail é tão vagaroso que dá tempo de preparar um delicioso café, enquanto espera.
Pois então, o Google sabe disso e está trabalhando para melhorar a qualidade do serviço de e-mail. Durante a série de conferências SXSW (South By Southwest), que acontece no Texas, um funcionário da empresa garantiu que as coisas vão ficar bem mais rápidas em breve.
De acordo com Jonathan Perlow, que foi responsável pelo painel Behind the Scenes of Gmail (algo como Bastidores do Gmail), a lentidão não é exatamente uma característica do serviço. Pessoas “normais” não percebem que o e-mail está mais devagar.
No entanto, heavy users como eu e você acabamos percebendo a queda no desempenho. Se você usa vários marcadores (labels) e também já configurou dezenas de regras para filtrar suas mensagens, sabe do que estou falando. E é especialmente para nós que a equipe do Gmail está trabalhando em uma solução para o problema. “Nós estamos arrumando isso”, disse Perlow.
Ainda não há informações sobre quando as novas implementações do Gmail deixarão serviço mais rápido para nós, mas já estou aguardando por isso ansiosamente.
A emissora de televisão MTV enviou uma notificação extrajudicial ao Google na qual pede que todos os vídeos de sua propriedade que estejam disponíveis no YouTube sejam indisponibilizados e que a empresa de Mountain View pague pelo conteúdo. Atualmente a MTV não recebe um tostão sequer por programas próprios que são assistidos no site de vídeo.
André Mantovani, diretor-geral da emissora, disse à coluna Outro Canal da Folha de São Paulo que a empresa tentou conversar com o Google, mas isso não foi para frente. “Queremos receber o pagamento devido pelo nosso conteúdo. Se não pagarem, vamos tomar as medidas judiciais”, afirmou Mantovani.
De acordo com o jornal, a MTV quer que seus vídeos fiquem inacessíveis enquanto um acordo com o Google não for feito. Curiosamente, a primeira conversa da empresa com a diretoria do site de buscas foi na quinta-feira passada, e já na segunda-feira eles fizeram a solicitação para que os vídeos sejam removidos.
O responsável pela comunicação do Google, Felix Ximenes, afirmou que o YouTube é “criterioso” no respeito dos direitos autorais. Tanto que entre os parceiros do site de vídeos estão a TV Globo e a Rede Record.
Enquanto os vídeos da MTV não saírem do ar, você poderá continuar a assistir Marcelo Adnet imitando Silvio Santos cantando “Sweet Child O’ Mine”. Oê!
A relação do Google com o governo chinês azeda cada vez mais. De acordo com o Financial Times, um dos principais diários econômicos do mundo, a gigante das buscas está decidida a “descontinuar” (jargão do mercado para “finalizar”) o serviço de buscas que opera no endereço Google.cn.
O fechamento da busca chinesa deve levar ainda algum tempo para acontecer, pois o Google quer continuar com as demais operações que mantém naquele país (como a que vende anúncios do Google.com a chineses). Também há a necessidade de proteger funcionários envolvidos nessa situação, para que não sofram retaliação do governo.
Essa é uma atitude corajosa, pois o Google tem atualmente 30% do mercado de buscas chinês. No entanto, não pode ser encarada como um martírio, porque já é sabido que outro motivo que faz o Google não se importar tanto para a busca chinesa são os rendimentos financeiro sem grande relevância que a empresa consegue por lá.