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Às vésperas de toda barulheira produzida pelo Google a respeito da falta de liberdade na web chinesa completar um ano, as autoridades do país divulgaram um relatório que mostra como foi seu ano de 2010.

De acordo com informações do governo da China, até o último mês de novembro “350 milhões de informações danosas”, incluindo textos, imagens e vídeos haviam sido removidos da internet pelos censores do país. “Houve uma notável melhoria de nosso ambiente cultural online”, afirmou Wang Chen, secretário do ministério de propaganda chinês.

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Duas estatais chinesas anunciaram nesta quinta-feira um acordo para a criação de um novo site de buscas que terá como ingrata missão superar o líder local Baidu (70%) e o onipresente Google (24,5%) no mercado de buscas pela web no país.

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Ainda no clima de guerra contra as autoridades chinesas, o Google pode estar trabalhando junto do governo norte-americano para fazer com que qualquer tipo de censura na web pelo mundo seja considerada um crime e que esteja sujeita a punições estipuladas pela Organização Mundial do Comércio.

Durante uma audiência em Washington, o diretor de comunicação do gigante da web, Robert Boorstin, afirmou que “assim como outras empresas, o Google acredita fortemente que a censura na internet também é um obstáculo a liberdade de mercado”, citando que em alguns casos, oferecer resultados limitados em suas buscas pode dar vantagens consideradas “desiguais” a concorrentes locais.
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Falando em FourSquare, o jornal LA Times afirma que o governo chinês bloqueou o site de geolocalização na última sexta-feira para evitar qualquer tipo de manifestação online por conta dos 21 anos do infame Massacre na Praça da Paz Celestial.

De acordo com o jornal as autoridades temiam que os navegantes começassem a fazer check-ins na área como forma de protesto pelas mortes que aconteceram em 1989, e como o serviço é ligado a outras ferramentas como Twitter e Facebook, poderia ter capacidade de se popularizar rapidamente, o que deixou os censores em estado de alerta. Leia mais

O Google afirmou nesta terça-feira que alguns de seus serviços estão parcialmente bloqueados na China por conta de um “problema técnico”.

De acordo com a gigante da web, desde o último domingo seu serviço de telefonia móvel não pode mais ser acessado pelos usuários do país e algumas agências de notícias afirmam que em algumas regiões os navegantes dão de cara com uma mensagem de erro ao tentar acessar os endereços Google.cn ou Google.com.hk. Apesar da empresa norte-americana afirmar que problema é causado por conta da atuação do Grande Firewall da China (que, vá lá, tem o nome oficial de “Escudo Dourado”, bem menos engraçado), não foi dessa vez que o país bloqueou o grande senhor das buscas na rede em retaliação à sua decisão de parar de censurar o conteúdo exibido aos sensíveis cidadãos chineses.

Na realidade o problema aconteceu por causa da inclusão, aparentemente aleatória, das letras “RFA” nos parâmetros das urls do sistema de busca do Google, o que confundiu o Grande Firewall por fazer referência ao site de notícias Radio Free Asia, bloqueadíssimo por lá, que pode ser encontrado no endereço RFA.org.

Em uma declaração oficial, o Google afirma que seus técnicos estão “trabalhando para resolver o problema”. A página que mostra a disponibilidade de seus serviços na China continua a mostrar que tudo anda normal – ou seja, com o YoutTube, Sites e Blogger bloqueados e Docs, Picasa, Groups e Mobile funcionando parcialmente. [ReadWriteWeb]

Informações do jornal China Business News dão conta de que a queda de braço entre o Google e o governo chinês deverá ter um final melancólico nas próximas semanas.

A publicação afirma que as negociações entre a gigante da web e o governo local contra a censura na rede não tiveram qualquer resultado e que o Google deverá seguir com a ameaça feita em janeiro, encerrando suas atividades no país no próximo dia 10 de abril. Os funcionários da companhia, inclusive, já teriam sido comunicados a respeito da decisão e recebido propostas para continuar trabalhando para a empresa em suas unidades nos EUA ou Asia-Pacífico.

A tensão entre a empresa norte-americana e a China começaram em janeiro, quando um suposto grupo hacker à serviço do governo se aproveitou de uma falha no navegador Internet Explorer 6 para invadir as contas de e-mail de dois ativistas dos direitos humanos do país.

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Peter Lui, presidente financeiro do Google na China, afirmou ao Mashable que a decisão de seus chefes americanos pode ser “catastrófica” no futuro: “Se um anúncio for feito, o Google jamais conseguirá voltar para o país”, disse.

Já que o encerramento das atividades do Google.cn agora parece ser pura questão de tempo, a gigante da web parece estar aproveitando seus momentos finais no país para enfiar o pé na jaca.

De acordo com relato feito ao site Sillicon Alley Insider por Bill Bishop, fundador da empresa MarketWatch e morador de Pequim, por algumas horas o sistema de busca da empresa norte-americana simplesmente parou de filtrar os resultados anteriormente bloqueados pelo infame Grande Firewall da China.

Bishop afirma que pesquisas a respeito do famoso protesto de estudantes de 1989 começaram a retornar resultados com imagens do massacre que aconteceu na Praça da Paz Celestial, por exemplo. Já outras pesquisas termos proibidos continuaram devidamente bloqueadas no período.

O Google, claro, não deu um pio sobre o assunto.

De qualquer maneira, o oba-oba não parece ter durado muito. Enquanto esse post foi escrito, a busca por “1989 China Protest” no Google.cn retornou apenas 28 resultados aleatórios (como um sujeito falando ao telefone, um cara perto de uma árvore e um navio), contra 590 mil na versão internacional do buscador – repleta de imagens pouco agradáveis, mas, pelo menos, verdadeiras.

Envolvido numa briga com o governo chinês desde o começo do ano, quando identificou que algumas contas de e-mail de defensores do direitos humanos haviam sido invadidas, o Google anunciou que retomará as conversas com o governo local para decidir o futuro de seus negócios no país.

Na ocasião o gigante da web anunciou que deixaria de respeitar os bloqueios do Grande Firewall da China e que começaria a exibir páginas censuradas pelo governo em seu sistema de buscas, o que gerou certa comoção entre a população local. Apesar de todo falatório, durante todo esse período a página de buscas continuou respeitando as leis locais e a filtrar os resultados.

As negociações foram interrompidas por conta do recesso do ano novo chinês, que aconteceu na última semana. Em sua volta ao trabalho, o governo local aproveitou a oportunidade e resolveu aumentar ainda mais o controle sobre a rede no país, agora exigindo documentos e um registro especial para qualquer pessoa que queria produzir ou fazer manutenção em um site hospedado por lá. [Register]

Um homem foi condenado a 13 anos de prisão e ao pagamento de uma multa equivalente a R$ 27.5 mil por distribuir material pornográfico na China, via web.

Informações da mídia local dão conta que Huang Yizhong alugava um servidor localizado nos Estados Unidos e oferecia aproximadamente mil vídeos para os cerca de quatro mil membros de sua página, que existia desde 2005. No período, o site teria gerado aproximadamente R$ 140 mil de lucros para seu proprietário.

Yizhong foi preso no último mês de julho durante uma mega operação organizada pelas autoridades chinesas que tinha a intenção de “eliminar” qualquer conteúdo pornográfico na internet local. Na ocasião, junto do fechamento de “milhares” de páginas, também foram anunciadas mudanças no registro de domínios na web e um programa de denúncias anônimas que seriam feitas pelos próprios navegantes.

Recentemente, as diversas restrições na internet chinesa fizeram o Google ameaçar a encerrar suas atividades no país. [Register]

Pelo visto, o Google não está mais disposto a aturar o IE6 ou qualquer outro navegador datado e pretende usar sua influência para convencer os usuários a atualizarem seus computadores.

Depois de anunciar que o Google Docs e Google Sites deixarão de suportar o decano navegador a partir do próximo dia 1º de março, um representante da gigante da web afirmou ao site ComputerWorld que a empresa “planeja abandonar o suporte a velhos browsers em todas suas apps, incluindo o Gmail, até o final do ano”.

Isso significa que além do velho programa da Microsoft, o Firefox 2.0, Safari 2.0 e o Chrome 3.0, feito pelo próprio Google, não serão mais aceitos em seus serviços. O Gmail e o Google Calendar deverão ser os próximos aceitarem apenas navegadores novos. Atualmente apenas dois serviços do Google, o Youtube e o Orkut, já deixaram de ser compatíveis com o IE6.

De acordo com dados da empresa de pesquisa ComScore, atualmente o Gmail tem 164 milhões de usuários e é o terceiro maior serviço de webmail usado no mundo, atrás apenas do Hotmail e Yahoo, que têm respectivamente 343 e 285 milhões de usuários.

Atualmente o IE6 é o segundo browser mais usado no mundo, com 20% de audiência e atrás apenas do IE8, que conta com 22,37% de usuários. A participação dos outros browsers que deixarão de ser suportados é bem menor: 3,85 para o Chrome 3.0 e apenas 0,78% para o Firefox 2.0. Já o uso do Safari 2.0 é tão baixo que ele não chega a constar nos dados da NetApplications.