Pelo visto, o Google não está mais disposto a aturar o IE6 ou qualquer outro navegador datado e pretende usar sua influência para convencer os usuários a atualizarem seus computadores.

Depois de anunciar que o Google Docs e Google Sites deixarão de suportar o decano navegador a partir do próximo dia 1º de março, um representante da gigante da web afirmou ao site ComputerWorld que a empresa “planeja abandonar o suporte a velhos browsers em todas suas apps, incluindo o Gmail, até o final do ano”.

Isso significa que além do velho programa da Microsoft, o Firefox 2.0, Safari 2.0 e o Chrome 3.0, feito pelo próprio Google, não serão mais aceitos em seus serviços. O Gmail e o Google Calendar deverão ser os próximos aceitarem apenas navegadores novos. Atualmente apenas dois serviços do Google, o Youtube e o Orkut, já deixaram de ser compatíveis com o IE6.

De acordo com dados da empresa de pesquisa ComScore, atualmente o Gmail tem 164 milhões de usuários e é o terceiro maior serviço de webmail usado no mundo, atrás apenas do Hotmail e Yahoo, que têm respectivamente 343 e 285 milhões de usuários.

Atualmente o IE6 é o segundo browser mais usado no mundo, com 20% de audiência e atrás apenas do IE8, que conta com 22,37% de usuários. A participação dos outros browsers que deixarão de ser suportados é bem menor: 3,85 para o Chrome 3.0 e apenas 0,78% para o Firefox 2.0. Já o uso do Safari 2.0 é tão baixo que ele não chega a constar nos dados da NetApplications.

O Google anunciou hoje que os serviços Google Docs e Google Sites deixarão de oferecer suporte ao navegador Internet Explorer 6, inimigo número um entre 11 a cada 10 desenvolvedores web e especialistas em segurança na rede.

Junto do clássico aviso que pede aos usuários que mantenham os programas de seu computador devidamente atualizados, a gigante da web afirma que a partir de agora os requisitos mínimos para usar os serviços serão os browsers IE7, Firefox 3, Chrome 4.0 ou Safari 3.0.

De acordo com dados da empresa NetApplications relativos ao último mês de dezembro, o IE 6 ainda é o segundo navegador mais utilizado no mundo, com 20,07% de audiência e logo atrás do líder IE8, que conta com 22,31%. Já o Firefox 3.5 está na terceira colocação, com 17,10% de audiência.

Essa não é a primeira vez que o Google abandona o suporte ao antigo programa da Microsoft em seus serviços. Desde agosto o Orkut exibe um aviso que pede aos usuários do decano IE6, lançado em 2001, que instalem um novo navegador em suas máquinas.

A Microsoft Brasil acabou de soltar um comunicado à imprensa falando a respeito das recentes falhas de segurança apresntadas por seu navegador Internet Explorer. Nele, afirma que os problemas foram apresentados apenas no IE 6 e, apesar de não terem sido identificadas invasões semelhantes na América Latina, que o nível de proteção do browser seja configurado como “Alto”.

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Confira. Os grifos foram feitos pela equipe Tecnoblog:

Nos últimos dias, a Microsoft confirmou a ocorrência de uma série de tentativas de roubo de informações online e controle não-autorizado de computadores, em sua maioria, contra empresas que utilizam a versão do Internet Explorer 6. Trata-se da versão do browser lançada há 10 anos que não está preparada para o tipo de ameaça que existe hoje.
 
Sabemos que nenhum browser atualmente é 100% seguro, pois os ataques a navegadores são constantemente renovados e aprimorados. Por isso, a Microsoft recomenda que todos os clientes migrem as versões utilizadas para a última versão do browser, o Internet Explorer 8, sendo esta a forma mais efetiva de evitar esse tipo de problema. Os casos de falha constatados nesta última semana não foram identificados no Internet Explorer 8.

(…) Ainda que, na América Latina, não haja ocorrências como os incidentes reportados anteontem (17/01), como um cuidado adicional, a Microsoft recomenda aos internautas que já utilizam o IE8 que definam como padrão o Nível Máximo de Segurança do browser, selecionando a opção “Ferramentas / Opções” do menu “Internet / Segurança”.  Estas precauções contribuem para uma proteção efetiva contra as vulnerabilidades de segurança noticiadas em 17/01 no boletim de segurança em inglês, “Security Advisory 979352”, ou citadas como “Cyber-ataque Chinês” e “Google attack”.
 
Em paralelo, a Microsoft está desenvolvendo uma atualização de segurança que proteja todas as versões do Internet Explorer, desde a versão 6 do browser. A empresa recomenda a todos os clientes que tiverem algum indício ou considerarem que sofreram um ataque, que entrem em contato com o centro de atendimento ao cliente, via
http://support.microsoft.com/contactus.

Vai chegar, chegou.

Mais uma vez sem fazer muito alarde, no último domingo a Mozilla liberou a segunda versão Release Candidate do navegador Firefox 3.6.

Apesar de não divulgar maiores detalhes a respeito das novidades implantadas, a Fundação informa que “mais de um milhão” de usuários estão testando o browser, que deverá ter sua versão final liberada antes do fim do mês, depois de uma série de atrasos.

Somadas, todas as versões do Firefox contam com 300 milhões de usuários em todo mundo, apontam seus desenvolvedores.

O Firefox 3.6 deverá ser a última evolução do programa antes da chegada de sua nova geração. O desenvolvimento do Firefox 3.7, que deveria chegar no terceiro trimestre deste ano trazendo como grande novidade uma interface redesenhada, foi cancelado na semana passada depois da Fundação Mozilla anunciar uma “mudança de planos” e afirmar que concentrará suas forças na próxima geração do navegador, que deverá ser conhecida como Firefox 4 e deverá desembarcar – de acordo com as previsões otimistas – na rede no começo de 2011.

Para fazer o download do Firefox 3.6 RC2, visite a página da Mozilla.

As últimas brechas de seguranças descobertas no Internet Explorer, que vieram à tona depois da ameaça do Google em sair do mercado chinês depois que algumas contas de usuário de ativistas dos direitos humanos foram invadidas por hackers orientais, fizeram com que o Escritório da Segurança da Informação do governo alemão alertasse a todos os navegantes do país que evitassem usar qualquer versão do browser da Microsoft (6, 7, 8 e até a 9, ainda em fase de testes). Em seu comunicado oficial, o escritório governamental diz que navegador foi o “ponto em comum” em todas as invasões ou tentativas de invasões registradas do outro lado do mundo.

O órgão aponta que a própria Microsoft reconhece que seu programa vem apresentando algumas falhas de segurança que podem comprometer a privacidade de seus usuários e recomenda que em seu lugar o navegante prefira programas concorrentes, como o Firefox (atualmente o navegador mais usado por lá), Chrome, Opera e até mesmo do Safari, feito por sua arqui-rival Apple.

Por sua vez, a empresa de Bill Gates se defende afirmando que os riscos para os usuários comuns são “baixos”.

Thomas Baumgaertner, porta-voz da companhia na Alemanha lembra que “os recentes ataques feitos contra o Google tinham alvos certos e motivações bem específicas” e que “não foram registrados ataques contra pessoas comuns em outros pontos do mundo”. “Não existe qualquer ameaça à maioria absoluta dos internautas, e por isso não concordamos com a recomendação do governo”, completou à rede BBC.

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Já especialistas de segurança vêm se mostrando preocupados com a nova falha. “O código que fez com que as máquinas chinesas fossem invadidas já caiu na internet, e a Microsoft ainda não conseguiu lançar uma correção para o problema, o que significa que agora todos são um alvo em potencial”, afirmou o Graham Cluley, da empresa Sophos, à rede britânica.

De qualquer maneira, desde que o caso se tornou público a Microsoft vem pedindo que os usuários dos Internet Explorer ajustem o nível de segurança de seus browser para “alto” além de, claro, pedir que todos mantenham seus sistemas operacionais e antivírus devidamente atualizados. Mas para Cluley, isso pode não ser o suficiente: “Eles ainda estão analisando a primeira versão do malware chinês, enquanto novas versões podem estar sendo criadas”, completa.

Uso dos navegadores no Brasil: IE7 na frente com Firefox 3.5 logo atrás.

No Brasil, IE7 na frente com Firefox 3.5 logo atrás.

Fãs do Firefox, deixem as festividades de final de ano de lado e tirem o espumante da geladeira antes da hora. De acordo com a empresa de monitoramento de tráfego web Stat Counter, essa semana a versão 3.5 do navegador da Mozilla finalmente se tornou o navegador mais usado do mundo.

Mas isso, claro, depende do ponto de vista.

Atualmente contando com a preferência de 22% dos navegantes, os índices de uso do programa da raposa nunca estiveram tão altos, mas ele só conseguiu o posto de número um na guerra dos browsers por conta de um processo migratório que está acontecendo lá para os lados da Microsoft.

Líder absoluto até então, em seus dias de glória o Internet Explorer 7 chegou a registrar 42% de uso, mas desde o lançamento do IE8, que aconteceu em março, seus índices têm despencado por conta da migração dos usuários entre as duas versões. Atualmente o IE7 tem 21% de audiência, contra 20% do IE8. Surpreendentemente, o decano IE6 ainda tem 14% dos usuários.

Com um em alta e outro em baixa, as glórias sobraram para o Firefox 3.5, que não tem nada a ver com essa história e que temporariamente deve aproveitar o status de navegador mais usado no mundo.

Nos números gerais as múltiplas versões do Internet Explorer têm a preferência de 55,8% dos internautas, contra 32,8% do Firefox. Mas a maré não parece ser das melhores para a Microsoft nesses mares, já que há um ano esses números eram, respectivamente, 68% e 25%.

Já no Brasil o navegador mais usado ainda é o IE7, com 24,35%, seguido de perto pelo Firefox 3.5, que registra 23,8%. O IE8 é o terceiro colocado, e seguindo a tendência mundial também registra 20%.