Tenho viajado bastante no último ano, seja por trabalho ou lazer. Por eu trabalhar com internet, há a necessidade de estar sempre conectado, justamente por isso comecei a pensar em comprar um smartphone e assinar um pacote de dados. E justo quando eu estava para fazer isso (dezembro/2007), o blog da Nokia pintou na parada.

Mais do que internet grátis e um celular bacanudo por um mês, ganhei uma oportunidade de experimentar aquilo que eu estava para adquirir.

Desde então, comecei a estudar um aparelho que se adequasse às minhas necessidades, mas nenhum era completo. No meio dessas frustrações a minha paciência se esgotou, e eu resolvi partir para “comprar um só para quebrar o galho”.

Contrariei tudo o que eu sempre costumo falar para os leitores que me enviam emails com dúvidas. Para piorar, cometi o erro de “pagar caro para pegar na hora”, e comprei o aparelho que ilustra o título deste post.

O que mata no HTC Touch, é o fato de ele ser extremamente LERDO. Praticidade é tudo… tudo o que você não tem em um aparelho que engasga para executar a maioria das operações. O Windows Mobile também me decepcionou um pouco no quesito usabilidade, mas aí não é culpa do pobre do HTC. Leia mais

Há cerca de 2 meses, comprei através da operadora TIM, meu primeiro celular de conta: um HTC Touch. Por minhas constantes viagens para São Paulo, decidi que seria melhor pegar um número com DDD 11.

Mas a vida na cidade grande tem seus prós e contras. Por exemplo, não é muito normal no interior ficar recebendo ligação de banco para confirmar dados cadastrais. Existe, mas nunca aconteceu comigo.

É exatamente isso que vem acontecendo, há algum tempo, com um bom amigo meu. Só que no caso dele, já fizeram o favor (entre outras coisas), de esvaziar a conta bancária dele, da mãe e da tia. Quem se ferrou é o banco, que terá que ressarcir tudo.

Aí você pensa: mas como diabos o ladrão invade a conta do banco pelo número do celular?

Chuck Norris deve saber responder esta pergunta melhor que eu.

E estava eu dormindo tranqüilamente, cedo da noite (17:45h), quando recebo uma ligação de um celular da operadora TIM, com o DDD 11:

Alor?

Alor?

- Oi, aqui é da TIM, estou ligando para fazer atualização de cadastro, o senhor poderia confirmar alguns dados?

- Nop.

- Não precisa falar, eu vou falando e o senhor apenas confirma.

- Desculpe, mas não falo nada por telef…

Antes que eu terminasse a frase, ela me interrompeu falando:

- Você mora na Rua Xxxxx, qual o número mesmo?

How the hell ela sabia o nome da minha Rua?! É óbvio que o sono sumiu na hora, sem falar é claro que comecei a ouvir barulho de porta abrindo e passos pela casa.

Ok, paranóia mode – on.

E foi só acordar, para me ligar que foi exatamente assim que tudo começou com meu querido amigo. No mesmo instante resolvi ligar para a TIM, e ver se poderiam fazer algo com o número que o meu identificador de chamadas capturou.

Mas, e se a linha estavesse grampeada? Ligar para a TIM e ter que confirmar meu RG e CPF para ser atendido, não me pareceu algo muito inteligente a se fazer em uma situação dessas.

As únicas respostas que encontrei, foram ao comparar os dois casos (meu e do meu amigo). Ambos usamos celulares TIM, e na região da Tv Gazeta na Avenida Paulista. Só pode ter sido isso, ou me rastrearam quando liguei para ele – ou ele para mim.

Este negócio de rastrear ligações, ainda é coisa de filme de Hollywood. A polícia comum não tem equipamento, e nem permissão para isso. Sendo assim, a única forma que tenho de me proteger, é mantendo meus dados em sigilo.

Afinal sabemos que nenhuma empresa confirma dados por telefone. E uma atendente de telemarketing, além de saber meu nome, iria se dirigir a mim da seguinte forma:

- Olá senhor Thiago. O senhor poderia estar me passando os seus dados, para que eu pudesse estar atualizando o seu cadastro?

Agora é olho atento na conta no final do mês. Se tiver alguma ligação para a Arábia Saudita, saberei que sou inocente.