iPad

iPad (também chamado de iPad original) é um tablet da Apple lançado em abril de 2010. Roda o sistema operacional iOS. Vendeu mais de 3 milhões de unidades em apenas 80 dias, sendo líder absoluto na categoria. A primeira geração possuía tela de 9,7” (1024x768), 256 MB de RAM e processador single-core de 1 GHz. Foi vendido em versões de 16 GB, 32 GB e 64 GB. Um de seus principais atrativos era a bateria com duração de 10 horas mesmo navegando via Wi-Fi, uma marca bem maior que a dos notebooks e netbooks da época. Leia também sobre o iPad 2 e o iPad de terceira geração.

Não é brincadeira de primeiro de abril. A galera do Gizmodo conseguiu acesso em primeira mão à loja de aplicativos para iPad na iTunes Store, presença da Apple no comércio online. Para que você possa visualizar no seu iTunes, basta clicar nesse link.

Como já é comum na loja de aplicativos para iPhone e iPod Touch, aqueles para o tablet da Apple têm preço bastante variado. Aulas de piano, por exemplo, são vendidas em um aplicativo de US$ 2,99. Já uma versão paga da Bíblia custa ao menos US$ 4,99.

Entre os aplicativos gratuitos está o Twiterrific, que já marca presença no iPhone e no Mac OS. Confira abaixo a imagem da página de descrição do programa (clique para ampliar):

Como podemos ver, o Twiterrific vou redesenhado para tirar proveito da tela mais larga do iPad. Seguindo padrão do aplicativo de e-mails do tablet, o cliente para Twitter terá uma barra lateral a partir da qual várias funções poderão ser acessadas. O tipo da coisa que não pode ser colocada no iPhone por falta de espaço.

Também na lista de aplicativos para iPad está a versão do jornal americano USA Today. Com design aparentemente reproduzindo um pouco do que é o jornal de papel, o USA Today terá espécies de widgets com informações sobre tempo e placares esportivos, que flutuarão sobre a leitura normal do noticiário.

Com o tempo, espera-se que mais aplicativos sejam portados de iPhone convencional para iPad ou ainda reconstruídos para o novo dispositivo da Apple. Eu quero.

Entusiasta de longa data dos produtos da maçã, o comediante britânico Stephen Fry (ex-parceiro de Hugh Laurie, o dr. House, em um programa humorístico nos anos 80) já recebeu seu iPad das mãos da Apple, e postou um vídeo no YouTube em que mostra a abertura da caixa do gadget e de alguns acessórios, como o dock teclado.

Só para constar, o vídeo chegou na rede ontem, dia 31 de março, então fica difícil avaliar se ele é verdadeiro ou não. Em todo caso, confira:

Já o colunista Andy Innatko, do jornal Chicago Sun-Times, também já retirou o gadget da caixa, com detalhes mais interessantes, incluindo uma série de lamentos por não poder usá-lo em público. Veja:

Como já é de costume, a Apple aproveita os dias anteriores à distribuição de um grande produto para enviar o dispositivo para os jornalistas mais influentes dos Estados Unidos. Uma vez que o iPad chega às lojas no sábado, 03/abril, hoje esses jornais começam a publicar as análises do gadget.

Vamos a elas.

David Pogue: “iPad é um iPod Touch gigante”

Gigante.

O humorista colunista do jornal mais prestigiado do mundo fez duas análises distintas do produto. Pogue expõe uma opinião para os adeptos da tecnologia e outra opinião para “todo o resto”, mas todas iniciadas com “o Apple iPad é basicamente um iPod Touch gigante”. Para os tecnológicos, ele diz que é difícil ler no iPad quando sob iluminação direta. Também afirma que o produto começa a pesar na mão “depois de algum tempo”. Por fim, critica:  ”você não pode ler o livros da Bookstore da Apple em nenhuma outra máquina – nem em um Mac ou iPhone”.

Os elogios de Pogue ficam por conta da velocidade com que as coisas abrem e a rolagem acontece no iPad. O jornalista justifica que é muito melhor navegar na web com o iPad porque “você não precisa fazer, nem de longe, tantos zooms e movimentos para os lados”, fazendo referência ao iPhone ou iPod Touch.

No entanto, David Pogue é muito claro ao dizer que pela mesma quantia paga por um iPad, o consumidor pode ter um laptop com teclado completo, drive de DVD, e por aí vai. “Se você já tem um laptop ou smartphone, quem vai ficar carregando uma terceira máquina? “, conclui.

Já na análise voltada para o público geral do NY Times, Pogue fala sobre as muitas funcionalidades que o aparelho possui. Na conclusão, afirma que o iPad não é um laptop. “Não é tão bom para criar coisas”, escreve. Por outro lado, Pogue aponta que o gadget é bom para consumir conteúdo, seja em vídeo, textos, fotos, e-mail ou web. Leia mais

Jobs segura o "mágico" iPad.

Jobs segura o "mágico" iPad.

Enquanto o mágico e revolucionário iPad não chega às lojas nem às casas das pessoas por meio do serviço de entrega, continua a especulação sobre a inclusão de serviços de streaming de áudio no dispositivo. Porém, as notícias sobre esse assunto não são das mais agradáveis: a Apple não vai oferecer música na nuvem, ao menos não por enquanto.

A informação é proveniente da Cnet, que ouviu pessoas ligadas à indústria fonográfica. De acordo com o jornalista Greg Sandoval, a empresa de Steve Jobs já informou a executivos da indústria que um serviço de streaming seria improvável pelo menos até o terceiro trimestre de 2010.

Dessa forma, os rumores de que a compra da empresa Lala (dezembro/2009) faria com que a Apple acelerasse o desenvolvimento de uma plataforma que permitisse streaming de música diretamente de seus servidores para o usuário final, comprador ou locatário da canção, não se confirmam.

A lenda envolvendo o serviço de streaming da Apple dá conta que a empresa estaria trabalhando em uma forma de oferecer todo o conteúdo musical da iTunes Store para o usuário, porém sem armazenar os arquivos permanentemente no iPod, iPhone ou iPad. Por meio de uma conexão com a internet, o usuário teria acesso à própria biblioteca e poderia ouvir músicas sendo transmitidas dos servidores da Apple.

Tal informação – é evidente, pois estamos falando de Apple – nunca se confirmou.

O iPad começa a ser distribuído no próximo sábado, dia 03 de abril (como você já leu aqui no TB). No entanto, a Apple já começa a se movimentar para que o lançamento do produto aconteça sem obstáculos. Ontem mesmo a empresa disponibilizou para download – com mais de cem megas – a versão 9.1 do iTunes, que já suporta o tablet PC.

Também já foram encontrados nos servidores da empresa arquivos que sinalizam a chegada do gadget. O firmware do iPad, por exemplo, já é conhecido: iPad1,1_3.2_7B367_Restore.ipsw. Mas o que chama mesmo a atenção são os termos do uso do iPad (EULA), que podem garantir que as atualizações do sistema não custem nada para seu dono.

Os termos de uso do dispositivo dizem o seguinte, em tradução livre:

A Apple vai prover qualquer atualização de software iPad OS que ela poderá vir a lançar de tempos em tempos, até mesmo e incluindo a próximo grande lançamento do software iPad OS que seja imediatamente seguinte à versão do software iPad OS que foi originalmente distribuída pela Apple no seu iPad, gratuitamente.

Parece confuso, mas o próprio documento exemplifica a situação: “se o seu iPad originalmente foi entregue com o software versão 3.x, a Apple vai fornecer quaisquer atualizações do software que ela possivelmente lançar, até mesmo e incluindo o software versão 4.x”.

Mas não adianta se animar muito. A própria empresa avisa que nem todos os recursos de futuras versões do iPad OS serão disponibilizados de graça. “Tais atualizações e lançamentos não deverão necessariamente  incluir todos as novas funcionalidades de software que a Apple lançar para novos modelos do iPad”.

A publicação dos termos de uso do iPad é importante porque tranquiliza o comprador do aparelho com relação a custos futuros de manutenção. Eu, por exemplo, sou dono de um iPod Touch. Infelizmente sempre que uma nova versão do iPhone OS é liberada, nós temos que pagar por essa atualização. Já donos de iPhones propriamente ditos recebem a atualização de graça.

É bem verdade que isso ocorre possivelmente devido à forma como o iPod Touch é comercializado. Dizem até mesmo que a Apple não gosta dessa prática e está tentando mudá-la. Mas pelo menos no caso do iPad tal situação fica mais clara.

[via Ars Technica]

A Apple quer dominar as universidades, e o iPad é o próximo passo. (Clique para ampliar)

A universidade americana Seton Hill University foi a primeira a anunciar que, a partir do início do próximo ano letivo americano, no segundo semestre, distribuirá um iPad para cada aluno. Com eles os alunos poderão baixar seus livros didáticos, tomar notas, etc. A Apple não é novidade no campus da Seton Hill: segundo o TUAW os estudantes da universidade também recebem em seu primeiro ano um MacBook de 13”. E, se um deles precisar de reparos, o departamento de TI empresta um Macbook temporário para o estudante enquanto o dele está no conserto.

O mercado educacional sempre foi um dos principais da Apple. Quando — ao voltar à empresa em 1994 — Steve Jobs fez sua palestra dizendo como iria salvar a Apple da falência (que os analistas já davam como certa), ele não deixou passar batido o fato de que esse era um dos principais mercados da empresa, e disse que iria investir nele. Hoje, um dos lugares onde se encontra maior concentração de Macs — além, é claro, das empresas de publicidade, fotografia, design, música, vídeo, etc — é nas universidades. A Apple sempre soube desse público, e o iPad é um produto que certamente também não o deixará passar em branco. O caso da Seton Hill University pode ser apenas um destaque inicial, mas não há dúvidas que a Apple irá continuar com grandes esforços para popularizar o iPad nas universidades e vencer seus concorrentes — que nesse caso são os cadernos e livros tradicionais.

A Apple liberou hoje para download a versão 9.1 do iTunes, que já vem com suporte à sincronização para o iPad e outras melhorias. O novo dispositivo móvel da empresa da maçã vai passar a ser vendido no sábado que vem, dia 3.

Na lista de modificações estão:

  • Sincronização com o iPad para que você desfrute das suas músicas, filmes, programas de TV, livros favoritos e mais
  • Organizar e sincronizar livros que você transferiu do iBooks no iPad ou adicionou na sua biblioteca do iTunes
  • Renomear, reorganizar ou remover as Seleções do Genius

Usuários de versões antigas do programa já podem baixar a atualização via Apple Software Update. O tamanho total do arquivo de instalação é 106 MB (versão para Windows) ou 102 MB (versão para Mac OS X), por volta de 10 MB a mais do que a versão anterior.

A loja online de livros iBooks ainda não está acessível no programa, apesar de já ter sido explorada por alguns usuários ansiosos. Mas já existe uma sessão específica para colocar livros e audiolivros, assim como aplicativos (que agora se chamam apenas “apps”) e podcasts. A abertura oficial da loja deve acontecer no dia do lançamento do iPad.

Steve Wozniak: gente boa

Além de andar por aí com quatro smartphones (dois iPhones, um Nexus One e um Motorola Droid) e dois aparelhos de GPS, o dançarino amador, nerd em tempo integral e co-fundador da Apple Steve Wozniak disse para a revista Newsweek que comprou nada menos do que TRÊS iPads durante a pré-venda do aparelho.

Pra quê? Bom, eis a resposta:

“Num primeiro momento, eu pensei que o iPad não era pra mim. Eu tenho o iPhone para usar de maneira móvel e  meu computador para usar em casa. Mas com o iPhone existem certas coisas que são complicadas de fazer, principalmente na navegação, por conta da tela pequena. Então eu encomendei um iPad para um amigo, e dois para mim. Um apenas com Wi-Fi e outro com 3G. E na sexta-feira eu vou a uma loja e esperar na fila, só por diversão.”

Em outras palavras: figuraça.

A Apple começará a vender o iPad no próximo sábado (3), e ela o fará com totais direitos sobre o nome do produto. Desde o dia 17 de março os direitos sobre a marca registrada “iPad” — que pertenciam à Fujitsu — passaram a ser propriedade da Apple.

Como mostra o PatentAuthority.com, registro da marca “iPad”, que pertencia a Fujitsu desde 07/03/2003, foi passado nesse dia 17 para a Apple, e a comprovação disso pode ser vista visitando-se o site do Escritório de Patentes e Marcas Registradas americano.

A Apple teve problemas semelhantes quando lançou o iPhone, que descobriu-se ser uma marca registrada pela Cisco. Cerca de um mês depois as duas empresas já haviam chegado a um acordo e tudo se resolveu. Não se sabe qual foi a proposta irrecusável que a Apple fez à Fujitsu, mas pode-se imaginar que a empresa de Steve Jobs não tenha poupado recursos para garantir os direitos de manter o nome de seu produto “mágico e revolucionário” que está para chegar às prateleiras americanas neste fim de semana.

Falta pouco. No próximo sábado, 3 de abril, a Apple começa a vender em suas lojas (e a distribuir para os clientes que participaram da pré-venda) o tão esperado iPad, o tablet PC da Maçã. O aparelho foi anunciado originalmente em 27 de janeiro, mas somente dois meses depois será disponibilizado para o grande público.

Já no embalo dos preparativos para a distribuição do produto, a Apple colocou hoje no ar uma página especial com demonstrações do funcionamento do iPad. Mais de dez vídeos foram publicados, cobrindo os aspectos mais interessantes que estarão disponíveis no tablet. Confira a lista:

  • Safari;
  • Mail;
  • Photos;
  • Videos;
  • YouTube;
  • iPod;
  • iTunes;
  • iBooks.

Todos esses programas serão nativos do iPad. Ou seja, todo tablet comprado em uma loja da Apple ou pela internet virão, de fábrica, com tocador de música, aplicativo de e-mail, leitor de e-books e por aí vai. Além desses, a Apple publicou vídeos de demonstração da versão da suíte de aplicativos iWork para a plataforma do iPad (também chamada de iPhone OS): Keynote (para apresentações), Pages (editor de texto) e Numbers (para gerenciamento de planilhas). Os programas devem ser comprados separadamente.

Infelizmente ainda não existe versão das “visitas guiadas” em português do Brasil.