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A Apple é a maior vendedora de música do mundo. Já faz alguns anos que a empresa ultrapassou o Walmart, se bem me lembro das apresentações feitas por Steve Jobs. Na WWDC 2011, o executivo anunciou que mais de 15 bilhões de músicas haviam sido baixadas por meio da loja virtual. Tudo muito bonito, mas ninguém parou pensar quanto custa manter essa estrutura toda no ar. Leia mais

Mockup de como o WSJ no iPad (provavelmente) não será.

O Wall Street Journal escreveu um artigo sobre a publicação de jornais e revistas no iPad e “deixou vazar” o valor da assinatura do próprio Wall Street Journal. Curiosamente, o WSJ cita como fonte uma “pessoa familiar com o assunto” ao revelar o preço planejado pelo jornal para sua assinatura mensal no iPad: US$ 17,99 (cerca de R$ 32,50 no câmbio de hoje). Comparativamente, a assinatura da versão impressa custa o equivalente a a US$ 29 por mês (R$ 52).

No artigo também são citados os preços previstos para algumas revistas. A Esquire cobraria US$ 2,99 por edição (R$ 5,20), dois dólares a menos que a versão impressa. Já a Men’s Health teria optado por vender a sua versão completa pelo mesmo preço das bancas ( US$ 4,99, equivalente a R$ 9,00), além de uma amostra de 10 páginas patrocinada que estaria disponível gratuitamente ao leitor na iBook Store.

Além disso ainda foi revelado que seis anunciantes — incluindo Coca-Cola e FedEx — acordaram a veiculação de seus anúncios na versão para iPad do WSJ. Novamente, de acordo com as “pessoas familiares com o assunto”, um pacote de quatro meses de publicidade teria sido negociado pelo valor de US$ 400.000,00 (R$ 722.000,00).

Apple.com: “Um produto mágico e revolucionário a um preço inacreditável. Chegando em 3 de abril."

Através de um press release divulgado no final da manhã a Apple confirmou a data de estréia de seu lendário tablet. O iPad estará disponível nos EUA e em mais nove países a partir do dia três de abril (um sábado), mas a pré-venda pela loja online já será aberta na sexta-feira que vem, dia 12 de março. De início apenas os modelos sem conectividade 3G (somente Wi-Fi) estarão disponíveis nos EUA, com preços a partir de US$ 499 para versão mais básica, com 16GB de armazenamento. Consumidores norte-americanos que queiram os modelos com 3G terão que esperar até o “final de abril”.

Este atraso provavelmente se deve a o processo de regulamentação da FCC (um tipo de Anatel americana), visto que o aparelho com 3G recebe e emite dados via rede celular. Nos outros países onde o iPad terá sua distribuição iniciada na mesma data (a saber: Australia, Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Espanha, Suíça e Grã-bretanha) já estarão disponíveis todos os modelos, com e sem 3G. O preço cobrado pelo iPad nestes países será anunciado em abril.

Quanto ao Brasil, toda a informação que temos por hora é que ele chegará aqui “mais tarde, ainda este ano”.

Simultaneamente ao início das vendas do iPad, no dia 3 de abril será também colocada no ar a iBook Store, a loja de e-books da Apple que pretende trilhar os caminhos das muito bem sucedidas iTunes Music Store e App Store.

iBooks no iPad: ainda nem chegaram ao mercado e já estão colocando a Amazon em apuros… (Wired)

Como já era de se imaginar, a aceitação da exigência da Macmillian de aumentar os preços de seus livros na Kindle Store abre um precedente para que outras editoras exijam o mesmo. Rupert Murdoch, o fundador, presidente e CEO da News Corp (o segundo maior conglomerado de mídia dos EUA, atrás apenas da The Walt Disney Company) também quer um acordo similar.

Murdoch diz que não gosta do modelo da Amazon de vender todos os e-books por US$ 9,99. “Eles nos pagam o preço integral de US$ 14,00 — ou o que quer que cobremos — mas eu realmente acho que isso desvaloriza os livros, e prejudica todos os revendedores de livros de capa-dura,” disse Murdoch.

Ao mesmo tempo que está descontente com a Amazon, Rupert Murdoch parece bem satisfeito com a Apple e sua iBook Store. “A Apple, em seu acordo conosco, que não foi revelado em detalhes, permite uma variedade de preços preços levemente mais altos,” disse ele.

A parceria com a News Corp é extremamente estratégica, e provavelmente perdê-la não é uma opção para a Amazon. O grupo de Murdoch detém (além de jornais como The New York Post e The Wall Street Journal) a editora HarperCollins, que possui 20 títulos entre os mais vendidos nos EUA nos últimos três meses, segundo a lista de best-sellers do New York Times. A HarperCollins já está entre as cinco editoras que inaugurarão a iBook Sotre da Apple, e tem poder de negociação suficiente para potencialmente forçar a Amazon a uma nova mudança na política de preços — e assim talvez derrubar definitivamente o modelo que se manteve até hoje na Kindle Store. [Wired]

iBooks no iPad: Apple chama o Kindle pro pau! (Clique para ampliar) (Divulgação)

Parte importante do lançamento do iPad hoje foi a sua faceta e-book reader. A Apple chamou os livros de iBooks (criativo, não?) e fundou uma nova loja para vendê-los, a iBook Store.

Através da iBook Store, proprietários do iPad poderão comprar e baixar livros direto do iPad, numa experiência similar à da iTunes Store e da App Store (que também estarão presentes no iPad). Aparentemente os preços dos livros irão variar entre US$ 8 (R$ 15) e US$ 15 (R$ 30), mas os valores ainda não foram oficialmente confirmados.

Os livros usarão o formato aberto ePUB (o mesmo utilizado pelos e-readers da Sony) e a interface procura ser muito próxima visualmente da experiência de ler um livro “de verdade”, com direito a uma estante onde ficam os livros adquiridos e páginas que viram quando puxadas pelo seu dedo. Também estará disponível, é claro, um índice para ir direto para o capítulo que se deseja. Além disso, será possível aumentar ou diminuir o tamanho da fonte, bem como mudar seu tipo (Baskerville, Cochin, Palatino, Times New Roman e Verdana são as opções), de acordo com a preferência de cada leitor.

A Apple já fechou acordo com “cinco das principais editoras” — Penguin, HarperCollins, Simon & Schuster, Macmillan, e Hachette Book Group — e pretende bater de frente com o Kindle, o leitor de e-books da Amazon.

“A Amazon fez um ótimo trabalho como pioneira dessa funcionalidade com o Kindle, então nós vamos nos apoiar em seus ombros,” disse Steve Jobs, CEO da Apple, durante o evento de lançamento do produto.

Round 1… Fight!